DEU NA COLUNA RADAR DA VEJA (ONLINE

O último cenário

A última pesquisa presidencial do Ibope para o primeiro turno será divulgada no sábado, véspera da votação. O instituto de pesquisa recebeu 255 850 reais da Globo pelo levantamento e vai a campo entre hoje e sábado para ouvir a preferência de 3 010 eleitores.
Por Lauro Jardim


Sequestro em Brasília: tensão e comédia no
centro do poder.

================================================================

DEU NO JORNAL EL PAIS (EDIÇÃO BRASIL)

Brasília respira aliviada depois de acompanhar ao vivo sete horas de sequestro em um hotel na capital. O único refém, um mensageiro do estabelecimento, foi liberado por volta das 16h pelo sequestrador, que amarrou um cinto com o que dizia ser dinamite na cintura do rapaz, e ameaçou explodir o local caso não fossem atendidas demandas pouco claras, como a renúncia da presidenta Dilma Rousseff (PT). O homem armado, após liberar o funcionário, que foi levado em estado de choque ao hospital, se entregou à polícia. O sequestrador usou uma arma de mentira na ação e se encontra detido no 5º Distrito Policial de Brasília.

Segundo o delegado Paulo Henrique Almeida, da Divisão de Comunicação da Polícia Civil do Distrito Federal, o sequestro foi premeditado. Em entrevista coletiva aos jornalistas que acompanharam o desenlace, esclareceu que o refém demorou para ser liberado porque o sequestrador não sabia dizer exatamente o que queria. “A falta de uma demanda concreta dificultou a negociação”, disse.

O suspeito, Jac Souza dos Santos, de 30 anos, entrou no hotel St. Peter, próximo à Esplanada dos Ministérios, por volta das 6h, como hóspede. Por volta das 9h, ele fez uma camareira refém, mas depois trocou a mulher pelo mensageiro, no qual amarrou o colete com a suposta dinamite. Segundo testemunhas, ele teria batido na porta dos quartos se dizendo terrorista e pedindo para as pessoas abandonarem o hotel.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública do DF, que primeiramente afirmou ter “98% de certeza” de que a dinamite era um artefato explosivo, afirmou depois que era falsa. A polícia chegou a posicionar atiradores nas proximidades do hotel.

Segundo o portal G1, o delegado afirmou ainda que o sequestrador deu um prazo de menos de seis horas para que suas exigências fossem atendidas. O hotel de 400 quartos foi completamente evacuado.

Além da saída da presidenta, o homem pedia ainda a aplicação imediata da Lei da Ficha Limpa (que impede que políticos condenados em tribunais sejam candidatos e que será aplicada na totalidade pela primeira vez nessas eleições) e a extradição do italiano Cesare Batisti (ex-ativista acusado de assassinato na Itália).

Santos é ex-secretário de agricultura do município de Combinado, no Tocantins. Ele atuou no órgão entre 2009 e 2012 na gestão do PP, segundo confirmou ao EL PAÍS a atual secretária de Administração da prefeitura, Maria Aparecida da Silva Souza. De acordo com ela, o filho de agricultores não tem histórico de violência conhecido, por isso a notícia causou surpresa. “Todo mundo ficou surpreso, a gente não acreditava que era ele”, disse ela, que confirmou a identidade dele ao ver fotos nos portais de notícia.

==============================================================

DEU NO UOL/FOLHA (CIM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL)

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou hoje (29) a suspensão das ações penais contra cinco militares acusados da morte do ex-deputado Rubens Paiva, durante o período da ditadura no Brasil. Atendendo a um pedido dos advogados dos militares, o ministro também suspendeu as audiências dos réus, marcadas para os dias 7, 8 e 9 de outubro, na Justiça Federal do Rio de Janeiro. A íntegra da decisão do ministro ainda não foi divulgada.

Os militares reformados recorreram ao Supremo para contestar a decisão Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que rejeitou outro pedido de trancamento da ação penal. Eles alegam que não podem ser punidos por causa da Lei da Anistia (6.683/1979), cuja abrangência, segundo eles, alcança os crimes cometidos durante o período da ditadura no Brasil.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal, José Antônio Nogueira Belham, Rubens Paim Sampaio, Raymundo Ronaldo Campos, Jurandyr Ochsendorf e Jacy Ochsendorf são acusados de envolvimento na morte de Rubens Paiva, em janeiro de 1971, nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Exército, no Rio de Janeiro.

Em 2010, no julgamento da primeira ação da Ordem dos Advogados do Brasil contra a lei, o STF manteve a validade da anistia a torturadores.

BOA TARDE!!!

set
29
Posted on 29-09-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-09-2014

O blogueiro, poeta e advogado Luiz Alfredo Motta Fontana postou na área de comentários deste site blog observações críticas sobre a imprensa brasileira e a cobertura dos debates da campanha presidencial. Acompanha um texto de análise, assinado pelo repórter Juan Árias, sobre o debate de ontem (28) na TV Record, publicada pelo jornal espanhol El Pais, em sua Edição do Brasil nesta segunda-feira, 29.

Pela relevância do tema e a qualidade do conteúdo do comentário de Fontana e da matéria de Árias, Bahia em Pauta reproduz os dois em seu espaço principal de opinião.

Ao tempo em que agradece ao poeta de Marília(SP) , amigo do BP, por mais esta contribuição.

(Vitor Hugo Soares)

=============================================================


Caro VHS

Que os candidatos são um horror, assemelham bugiganga em fim de feira, não é nenhuma novidade, isto eu venho repetindo desde sempre.

O que parece piorar, embora também não surpreenda é a superficialidade da cobertura pela tal imprensa. Articulistas de há muito desistiram de pensar política, parecem seduzidos pelas colunas policiais, afinal é nelas que encontram os personagens, a cada semana chafurdando no lamaçal da corrupção.

Resta ao menos destacar Juan Arias, por óbvio correspondente do El País, es.

Aqui uma análise perfeita do debate de ontem:

………………………………………

======================================================================================

EL PAIS -EDIÇÃO BRASIL

JUAN ARIAS

A sociedade foi a grande ausente do debate
Será que os candidatos pensam que a educação é um assunto que não dá votos e por isso não vale a pena perder tempo com ele nos debates?

JUAN ARIAS 29 SEP 2014 – 08:54 BRT

No debate entre os presidenciáveis na noite de domingo, na TV Record, o penúltimo antes das eleições, a sociedade brasileira e os problemas reais – os do dia-a-dia, os que preocupam e amargam a vida dos cidadãos – ficaram de fora. Não houve voz para eles.

MAIS INFORMAÇÕES
Dilma ataca, Marina se defende esperando o segundo turno
A campanha eleitoral brasileira, convertida em uma montanha russa
Silêncio diante do drama do aborto clandestino
Dilma retoma a possibilidade de vencer no primeiro turno
A impressão que as pessoas comuns devem ter tido – aquelas que provavelmente não puderam assistir à discussão porque, principalmente nas grandes cidades, têm que madrugar para chegar ao trabalho a tempo – é de que elas não interessam àqueles que disputam a conquista da Presidência.

No debate tenso, nervoso, por vezes duro, no qual predominaram as acusações de uns contra outros, os candidatos Dilma Rousseff, Marina Silva e Aécio Neves pareciam mais preocupados em se agredir mutuamente e se defender das agressões do que em discutir o que interessa à população e a faz sofrer.

Nas duas horas de debate, falou-se de muitas coisas, inclusive da corrupção na Petrobras que envergonha e indigna o país, como afirmou Aécio duramente. Mas não houve nada ou quase nada daquilo que angustia de verdade uma sociedade que, em junho do ano passado, saiu às ruas para reivindicar uma melhor qualidade de vida, com serviços públicos dignos de um país rico e em pleno desenvolvimento, e para exigir mais voz nas decisões do poder como forma de fortalecer e ampliar a democracia.

Nenhuma das três grandes reivindicações daqueles protestos – melhor transporte público, um sistema educacional mais moderno e um serviço de saúde que não humilhe os doentes – protagonizaram o debate. Dois deles – transporte e educação – estiveram totalmente ausentes, esquecidos. A saúde pública apareceu por alguns segundos e, em seguida, desapareceu.

A sociedade, a população, os brasileiros apareceram somente quando Marina Silva, ao ser perguntada pela candidata Luciana Genro sobre o significado de sua bandeira de “nova política”, respondeu se tratar de uma nova forma de fazer política que não será feita pelos partidos, nem pelos sindicatos, nem pelo governo, mas sim “está sendo feita pela sociedade”.

Entretanto, foi essa sociedade que, na noite de domingo, ficou nas ruas, sem entrada para o debate. Um modelo de debate que, além do mais, deveria ser totalmente modificado, porque seu rígido regulamento se traduz em um apertado espartilho para os candidatos, que os impede de se expressar em liberdade, encurralados na tirania do meio minuto de pergunta e do um minuto e meio de resposta, com réplicas e tréplicas relâmpago, que mais parecem um videogame do que um debate político sério. Chega a ser grotesco ver como os candidatos ficam com as frases penduradas na boca sem quase nunca conseguir terminá-las.

Nas redes sociais, alguns telespectadores se perguntavam angustiados: “E a educação? O assunto não interessa a nenhum dos candidatos?”. Aparentemente não interessou nem aos jornalistas da Record, que também ignoraram o tema em suas perguntas.

Por incrível que pareça, a palavra “educação” não foi pronunciada nem uma vez em todo o debate.

Será que os candidatos pensam que o Brasil poderá um dia sair de seu atraso, que os filhos da nova classe média vinda da pobreza poderão construir um país melhor, mais moderno do que aqueles em que seus pais viveram – muitos deles ainda hoje vítimas do analfabetismo –, sem uma mudança radical no ensino?

Será que os candidatos pensam que a educação é um assunto que não dá votos e por isso não vale a pena perder tempo com ele nos debates?

E, no entanto, os países cujas sociedades hoje desfrutam de melhores condições de vida, e que se desenvolveram economicamente e socialmente com rapidez, foram os que souberam colocar a educação no centro nervoso do interesse público.

Será que os candidatos à Presidência não sabem que o Brasil, que aspira ser líder no continente, ainda aparece entre os últimos na lista mundial de qualidade de ensino?

Vai fazer 15 anos que entrevistei o então ministro da Educação Paulo Renato Souza, já falecido. Ele me confidenciou que, até pouquíssimo tempo antes, o Brasil não tinha consciência de que a educação era um assunto importante que atingia toda a sociedade. Disse-me, mais ou menos: “O grande mundo dos pobres se conforma com o fato de que quem estuda sejam os filhos dos ricos porque os dos pobres nasceram para trabalhar”. Será que os candidatos acreditam que a sociedade brasileira continua pensando assim?

Eduardo Campos, antes do acidente aéreo que o vitimou, surpreendeu os brasileiros com esta frase literal: “No dia em que os filhos do pobre e do rico… estudarem na mesma escola, nesse dia o Brasil será o país que queremos”.

Será que esse sonho de Campos morreu também com ele entre os destroços do avião?

………………………………….

Já a nossa imprensa prefere ao bizarro, ou seja Levy Fidelix e seu aparelho excretor.

Cada qual com sua especialidade.

:

set
29
Posted on 29-09-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-09-2014


Pater, hoje, no jornal A Tribuna (ES)

=============================================================

DEU NO UOL/FOLHA

Em São Paulo

O escândalo da Petrobras e as votações de Marina Silva (PSB) sobre a CPMF (contribuição sobre transações bancárias) pautaram os confrontos entre os principais candidatos à Presidência da República em debate realizado na noite deste domingo (28) pela TV Record.

Ao longo do debate, Dilma Rousseff (PT), Marina e Aécio Neves (PSDB) buscaram o confronto direto. A petista afirmou que, ao contrário do que Marina disse em debate na TV Bandeirantes em agosto, ela nunca votou a favor da criação da CPMF, repetindo a tática usada pela propaganda petista, em inserções na televisão. Dilma também acusou Marina de mudar de partido e de posição repetidas vezes.

“A senhora mudou de partido quatro vezes nesses três anos. Mudou de posição de um dia para outro em temas extrema importância como a CLT, a homofobia e o pré-sal. No debate da Bandeirantes, a senhora disse que tinha votado a favor da criação da CPMF porque achava que era o melhor que se podia ter para a saúde. Qual foi mesmo seu voto, candidata, como senadora, na questão da CPMF?”, questionou Dilma.

Na resposta, Marina disse que mudou de partido “para não mudar de ideias e princípios” e afirmou que votou sim favoravelmente à criação da CPFM.

“A CPMF é um processo que começou em 93, com várias etapas. Nessas várias etapas, no momento em que foi a votação do fundo de combate à pobreza, que aliás foi uma iniciativa do senador Antônio Carlos Magalhães, a composição do fundo seria de recursos da CPMF e dos impostos sobre cigarro. Naquela oportunidade, tanto na comissão, quanto no plenário, votei favorável, sim. Eu e o senador Eduardo Suplicy, mesmo com a oposição séria de várias lideranças do PT, que a época diziam que eu estava favorecendo um senador de direita”, disse Marina.

Na réplica, Dilma afirmou não entender como Marina “pode esquecer que votou quatro vezes contra a criação da CPMF”. Marina respondeu a Dilma que não tem a “lógica da oposição pela oposição e da situação raivosa”. “Nem da situação cega, que só vê qualidades quando há problemas. Eu tenho posição sim, eu votei a CPMF para o combate a pobreza.”

Marina usa etanol para criticar Dilma

Quando foi sua vez de perguntar, Marina escolheu o etanol como assunto para criticar o governo federal.

“O setor de álcool combustível tem pago um alto preço no atual governo. Cerca de 70 usinas fechadas, 40 em recuperação judicial, perda de emprego, cerca de 60 mil empregos perdidos, mesmo depois do presidente Lula ter estimulado o setor. O que aconteceu para que você mudasse o rumo da política, causando tanto prejuízo econômico e desemprego no nosso país?”, perguntou Marina.

Dilma usou o maior tempo da resposta para tratar de políticas de geração de energia elétrica. “É muito difícil, extremamente difícil alguém querer solucionar o problema de energia elétrica baseado pura e simplesmente em energia que não seja a hidrelétrica.”

Em seguida, Marina afirmou que Dilma não respondeu ao seu questionamento e repetiu a pergunta. Na resposta, a presidente afirmou que a política do etanol no seu governou baseou-se em subsídios, financiamentos e desonerações.
Escândalo da Petrobras

Candidato, em seu discurso proferido na Câmara, em março de 1997, declarou que pode ser que chegue o momento de discutirmos a privatização da Petrobras, mas não será agora. O senhor voltou ao tema dizendo que a Petrobras não está no radar da privatização do PSDB. Eu queria, candidato, dois esclarecimentos. Primeiro, o senhor assumiria o compromisso de nunca colocar a privatização no radar? Quais as privatizações que estão no radar

Em sua segunda pergunta, Dilma questionou Aécio sobre se ele tem a intenção de privatizar a Petrobras. O tucano negou falou em “reestatizá-la”. “Vou tirá-la das mãos desse grupo político que tomou conta dessa empresa e está fazendo aquilo que nenhum brasileiro poderia imaginar.”

Em seguida, Aécio citou reportagem da revista “Veja”, segundo a qual a campanha de Dilma em 2010 teria pedido R$ 2 milhões ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa por meio do tesoureiro de campanha, o ex-ministro Antonio Palocci.

“A senhora era a presidente do conselho de administração desta empresa. É vergonhoso, eu expresso aqui a indignação de milhões de brasileiros. As denúncias não cessam. A última dessa semana é do coordenador da sua campanha. Preciso que isso seja comprovado, mas a denúncia está numa importante revista”, afirmou Aécio.

Na resposta, Dilma afirmou que seu governo combateu a corrupção na Petrobras e disse que os tucanos sempre quiseram privatizar a empresa. “Eu combato a corrupção para fortalecer a Petrobras. Tem gente que combate para usar as denúncias de corrupção para enfraquecer a Petrobras. Eu registro que os senhores foram sempre favoráveis a uma relação com a Petrobras de privatização. É eleitoreiro falar o que senhor vai reestatizar. Aliás, o senhor vendeu uma parte das ações a preço de banana e tentaram tirar o “bras” do nome Petrobras, de Brasil, por quê? Para vender mais fácil no exterior.”

Além de Aécio, os candidatos Levy Fidelix (PRTB), Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL) citaram o escândalo da Petrobras. Por conta das referências ao governo, Dilma pediu e obteve um direito de resposta –outros três pedidos foram negados.

“Na verdade uma coisa tem que ficar clara, quem demitiu o Paulo Roberto fui eu. A Polícia Federal, no meu governo, foi quem investigou todos esses ilícitos. Eu fui a única candidata que apresentou propostas para o combate da corrupção”, disse a petista.

====================================================


PARABÉNS PARA BARDOT OITENTONA. BOM COMEÇO DE SEMANA PARA ELA E PARA O BRASIL NESTA SEMANA DECISIVA!

(Gilson Nogueira)

http://youtu.be/R2fwBvlZy6E

================================================================

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Mortos em surdina

Ruy Castro

RIO DE JANEIRO – Que bom que Miltinho, o cantor falecido há pouco, viveu para ver seus discos dos anos 60 relançados em dez CDs pelo selo Discobertas, de Marcelo Fróes. Neles estão muitos de seus clássicos: “Mulher de Trinta”, “Palhaçada”, “Meu Nome é Ninguém”, “Poema do Adeus”. O que não impediu que seus primeiros obituários nos jornais online o confundissem com outro Miltinho, o vocalista do MPB-4, com todas as gafes decorrentes.

Além da admiração que despertava como cantor romântico e de bossa, Miltinho foi um fenômeno de popularidade e de vendas em seu tempo. Mas, no Brasil, um cantor pode ser esquecido em quinze minutos, e o ocaso de Miltinho já vinha de longe. É triste constatar que muitos artistas só continuarão a ser lembrados enquanto o último de seus contemporâneos estiver de pé, e que essa cultura não se transfere sozinha para as gerações seguintes.

Em julho, por exemplo, morreu outro cantor: Roberto –quem?– Paiva. Foi o lançador de “O Trem Atrasou” (1941), “Menino de Braçanã” (1953), “Se Todos Fossem Iguais a Você” (1956) e outras belezas. Mas insuficientes para que os jornais registrassem sua morte.

Claro, há exceções. Em 2012, tivemos o centenário de nascimento de Luiz Gonzaga; em 2013, o de Vinicius de Moraes; neste 2014, o de Dorival Caymmi e, agora, o de Lupicínio Rodrigues. Todos foram ou estão sendo justamente festejados. Mas, somente este ano, o do compositor e maestro Guerra-Peixe, a quem a música brasileira tanto deve, e o da enorme Aracy de Almeida passaram incrivelmente em surdina.

Assim como poderão passar, em dezembro, o de Aloysio de Oliveira, parteiro da bossa nova, e, em 2015, o de Humberto Teixeira, tão pai do baião quanto Luiz Gonzaga, e o do violonista Garoto, apóstolo do violão moderno. A não ser que seus últimos fãs e parentes entrem em ação.

Ruy Castro, escritor e jornalista, já trabalhou nos jornais e nas revistas mais importantes do Rio e de São Paulo. rado um dos maiores biógrafos brasileiros, escreveu sobre Nelson Rodrigues, Garrincha e Carmen Miranda. Escreve às segundas, quartas, sextas e sábados.


Emanoel em tarde de Maxi na Fonte

================================================

DEU NO CORREIO DA BAHIA

Eudes Benício / iBahia

Recompensa para a massa tricolor que encheu as arquibancadas da Arena Fonte Nova. Aos olhos de mais de 36 mil torcedores, o Bahia venceu o Flamengo na tarde deste domingo (28), em Salvador.

Firme na defesa e com boas iniciativas no ataque em grande parte do jogo, o Esquadrão venceu o duelo da 25ª rodada do Brasileirão por 2 a 1, com dois gols de Emanuel Biancucchi. Eduardo da Silva foi o responsável por diminuir para o Rubro-negro, mas os donos da casa seguraram o resultado positivo.

Com a vitória em casa, o Bahia cumpriu o objetivo de ganhar distância da zona do rebaixamento. Com 29 pontos, o Esquadrão subiu para a 14ª posição e saiu de campo com quatro pontos de vantagem para o primeiro colocado do Z-4. Já o Flamengo permaneceu com os mesmos 31 pontos e após o apito final marcava lugar na 11ª colocação da tabela.

Depois da mini temporada em casa, o Tricolor sai de seus domínios para a disputa da 26ª rodada. No próximo sábado (4), a partir das 16h20, o Bahia encara o Fluminense no estádio Mané Garrincha, em Brasília. No mesmo dia e horário o Flamengo tem compromisso recebendo o Santos no Maracanã.

Primeiro tempo – Depois que a bola rolou na Arena Fonte Nova, o Esquadrão tratou de tomar a iniciativa do jogo e partiu para criar as primeiras oportunidades ofensivas do duelo. Cauteloso na defesa, o Flamengo segurava as pontas na defesa e tinha pouco espaço para tentar o contra-golpe. A primeira jogada mais objetiva arrancada pelos donos da casa pintou ao 11 minutos. Diego Macêdo descolou o lançamento para a área, Henrique mergulhou no cabeceio, mas pego mal e mandou por cima da meta.

Com mais volume de jogo, aos 17 minutos o Bahia acabou abrindo o placar. Henrique recebeu a bola na área, conseguiu girar em cima da marcação, passou para Emanuel Biancucchi e ele desviou certeiro para a rede de Paulo Victor. Por pouco o Tricolor não ampliou apenas três minutos depois de abrir a vantagem. No lance que parecia sem perigo, Emanuel Biancucchi arranjou o cabeceio na bola levantada na área rubro-negra e Paulo Victor precisou se esticar todo para mandar pra escanteio.

O Bahia não se deu por satisfeito em abrir o placar e seguiu com mais posse de bola e tomando as iniciativas depois do primeiro gol do jogo. Para tentar sair mais do campo de defesa, o Flamengo tentava adiantar a marcação, mas não conseguia emplacar as jogadas de ataque, sendo presa fácil para a marcação tricolor. Com a insistência rubro-negra, o time se adiantou no duelo e tinha menos dificuldade para finalizar na área do rival, mas nada com perigo suficiente para ameaçar a vantagem dos donos da casa.

Pages: 1 2

  • Arquivos

  • setembro 2014
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    2930