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DEU NO JORNAL ZERO HORA, DE PORTO ALEGRE(rs)

Pesquisa do Instituto Sensus publicada pela revista Istoé neste fim de semana mostra que a candidata Dilma Rousseff (PT) soma 35,1% das intenções de voto no primeiro turno, contra 25% de Marina Silva (PSB) e 20,7% de Aécio Neves (PSDB).

Na simulação de segundo turno, Dilma (40,5%) aparece tecnicamente empatada com Marina (40,4%). Na disputa com Aécio, a petista venceria por 43,4% a 38,2%. A margem de erro é de 2,2% para mais ou para menos.

A pesquisa foi realizada entre os dias 21 a 26 de setembro. No levantamento anterior, feito entre 1º e 4 de setembro, Dilma tinha 29,8% no primeiro turno, Marina somava 29,5% e Aécio tinha 15,2%.

Quanto à rejeição, 39,6% dos eleitores não votariam em Dilma, abaixo dos 44,3% vistos antes. A rejeição de Marina é de 33% (antes, era de 22,3%) e a de Aécio, 31,9% (antes, 31,5%).

A pesquisa também mediu a avaliação do governo, que indicou aumento do número de eleitores que aprovam a gestão de Dilma Rousseff. De acordo com o levantamento, 38,6% avaliam que a administração federal é positiva; 33,1%, regular; e 26,6%, negativa. Anteriormente, os índices eram de 30,5%, 36,8% e 29,7%, respectivamente.
O levantamento foi realizado em 136 municípios de 24 Estados

Viva os santos erês, sem esquecer Doum.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Os homens e seus bigodes

Janio Ferreira Soares

Se o de Nietzsche não se conformava com o marasmo filosófico da época e clamava por saltos em trapézios sem rede de proteção, o de Salvador Dali lembrava as antenas de um grilo dançando na boca de um calango desmilinguido no meio do sertão. Já os de Jorge Amado, Dorival Caymmi e Cid Teixeira parecem ter sido enxaguados e quardados nas águas do Abaeté, num tempo em que o mar, os meretrícios e as artimanhas da Bahia inspiravam livros, músicas e histórias geniais.

O de Leminski, adaptando sua poesia, parecia pingos pingando- com uns molhando as tardes de sábado, e outros regando as manhãs de domingo -, enquanto o de João Ubaldo, qual uma espuma acústica, tinha a importante função de amplificar sua voz de baixo-barítono, que semanalmente se apresentava em forma de crônica nessa ópera-bufa chamada Brasil.

O do meu pai se parecia com as andorinhas que descansavam espremidas entre caibros e telhas da Casa Paroquial. Como pertencia a um delegado, decerto se mantinha vasto para impor moral diante dos raros desordeiros da pacata e aprazível Glória. Nas minhas lembranças, cheirava a nicotina, fazia cócegas e, pássaro que foi, voou, voou, voou até que um dia sumiu entre as nuvens e nunca mais pousou.

O de Fernando Sancho variava de acordo com o seu papel no velho oeste. Se de um assaltante de banco, era mal-amanhado. Se de um fazendeiro mexicano, era bem cuidado e tinha as pontas descendo pelo canto da boca, igual as ferraduras que calçavam seu cavalo. Em qualquer situação, gostava de vê-lo molhado de tequila ou sucumbindo depois do tiro fatal nos duelos que antecediam o The End.

Sem o seu a escoltá-lo, provavelmente Fred Mercury não tivesse o mesmo poder para convencer aquelas milhares de vozes a acompanhá-lo nos versos de Love of My Life. Suado, ele as regia balbuciando, como uma mãe quando quer que seu filho abra a boca pra receber o aviãozinho cheio de papinha.

Ainda pensava em escrever sobre os de Rivelino, Hitler, Chaplin…, mas como o espaço está rareando e a época é propícia, falarei do de Rui Barbosa, que em 1919 mandou esta pérola, por sinal, atualíssima.

“O Brasil não é isso. É isto. O Brasil, senhores, sois vós. O Brasil é este comício imenso de almas livres. Não são os comensais do erário. Não são as ratazanas do Tesoiro. Não são os mercadores do Parlamento. Não são as sanguessugas da riqueza pública. Não são os falsificadores de eleições. Não são os corruptores do sistema republicano. Não são os oligarcas estaduais. Não são os ministros de tarraxa. Não são os presidentes de palha. Não são os estadistas de impostura. É a multidão que não adula, não teme, não corre, não recua, não deserta, não se vende. É o povo, em um desses movimentos seus, em que se descobre toda a sua majestade”.

Pra terminar, cito o que me inspirou a fazer este artigo. Ele pertence a Paulo Roberto da Costa, ex-diretor da Petrobras, que na semana passada apareceu em Brasília como se fora um tio de Al Pacino atuando num filme sobre a Máfia (com o patrocínio da BR Distribuidora, naturalmente), cujo título poderia ser: “Sob Meu Bigode Trago Pasadena”. Aliás, parece que Youssef topou fazer o papel de Marlon Brando.“E as algemas goes to…”.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco

set
27
Posted on 27-09-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-09-2014


Dilma: depois da ONU a carreata em Feira de Santana
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DILMA E A SOMBRA DE MARINA

Vitor Hugo Soares

O presidente Barack Obama, durante a sua campanha à reeleição nos Estados Unidos, já havia sinalizado um fenômeno intrigante das multimilionárias e espetaculares campanhas eleitorais atualmente: a quase onipresença de alguns candidatos (os mais bafejados pelas “doações financeiras” aos partidos, evidentemente) nos mais distantes lugares e nas mais improváveis situações quando a urgência das urnas bate à porta, como acontece agora no Brasil.

Um fenômeno exposto em três dias desta semana no puxado e incomun circuito Brasília – Nova Iorque (ONU)- Feira de Santana, percorrido pela presidente Dilma Rousseff, candidata do PT à reeleição. Espetáculo multimídia e multinacional. Encenação político-marqueteira com todas as cores das velhas práticas do “jeitinho nacional”. Somado com a ostentação de novo rico que nada na grana; da retórica farsesca, da arrogância e demonstrações ostensivas de poder de uma das mais ricas superproduções eleitorais já levadas a efeito no País em sua história republicana.

Na noite de terça-feira (23), a candidata-presidente, seus aliados e coordenadores de campanha concluíram as manobras rápidas e de surpresa que incluíam medidas políticas, legais e de conveniências pessoais. A motivação foi passar – com a tranqüilidade e a confiança das ações entre amigos -, o comando da Nação ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, com quem, dias antes na solenidade de posse no STF, a presidente trocara beijinhos e afagos com direito a tapinhas nas costas.

Até uma viagem oficial do vice-presidente da República, Michel Temer, precisou ser arranjada para o Uruguai, do presidente Pepe Mujica. Antes da candidata petista (com vestes presidenciais) poder embarcar no avião que a levou a Nova Iorque, onde na quarta-feira, 24, surpreenderia o mundo ao usar o plenário das Nações Unidas na abertura da sua Assembléia Geral, como palanque eleitoral para tentar, impropriamente, ganhar pontos na indefinida disputa que trava , principalmente com a ambientalista do PSB, para continuar por mais quatro anos na cadeira de mando do Paláciodo Planalto.

Em seguida embarcou de volta ao País. E, assim, foi possível amanhecer na Bahia na quinta-feira, 25, e participar, ainda na manhã do mesmo dia, de feérica e barulhenta carreata pelas ruas de Feira de Santana, segunda maior cidade do estado, localizada estrategicamente no principal entroncamento rodoviário entre o Sudeste e o Nordeste do Brasil. Na Praça dos Nordestinos, ao lado do governador Jaques Wagner e do candidato petista à sucessão, Rui Costa, discursou, antes de pegar o avião de voar de novo para Brasília. Não antes que fossem produzidas novas e poderosas imagens de marketing para os próximos programas do horário eleitoral. Amaldiçoado seja quem pensar mal dessas coisas, diriam os irônicos franceses.

Governada pelo DEM, do falecido Antonio Carlos Magalhães, Feira de Santana é porta de entrada para os grotões do Interior e, ao mesmo tempo, importante e tradicional tambor de ressonância da política baiana e nordestina, desde o tempo do ex-prefeito cassado Chico Pinto. Depois, corajoso deputado condutor de lutas históricas de resistência contra a ditadura na Bahia e no País.

Assim como a Capital, governada por ACM Neto, (principal cabo eleitoral, ao lado do atual prefeito feirense, José Ronaldo, da candidatura de Paulo Souto, que lidera as pesquisas à sucessão de Wagner), Feira é espinha na garganta dos petistas no projeto de fazer do pesado Rui Costa o sucessor de Wagner e garantir para Dilma a votação expressiva, ou próxima da obtida na presidencial passada.Tarefa cada vez mais complicada e implausível.

Nas eleições municipais passadas, Jaques Wagner, Dilma, Lula e seus aliados (entre os quais muitos ex-carlistas em cima do palanque) foram surrados na capital e em Feira de Santana. Sem dúvida, aguarda-se novo embate decisivo, capaz de justificar tanto empenho da candidata Dilma e dos que a apóiam na região.

Na campanha da sua reeleição, dizia Obama nos Estados Unidos, de monumentais distâncias a serem cumpridas por candidatos em campanhas eleitorais: – Agora basta pegar um avião e não há distância que não possa ser percorrida em poucas horas ou em poucos minutos. Para uma reunião importante do staff, um comício eleitoral, uma caminhada nas ruas, um abraço pessoal no militante ou um pedido de voto”, disse então o presidente antes da apertada conquista do novo mandato que agora exerce.

No Brasil, agora, com a incansável Marina nos calcanhares (figura aparentemente frágil, mas com fôlego e resistência de dar inveja aos adversários e surpreender aliados e críticos), Dilma trata de “passar sebo nas canelas”, no dizer dos nordestinos. Ou “botar azeite nas asas”, segundo os soteropolitanos, ao adaptar o ditado popular aos feitos (e malfeitos) da candidata petista esta semana, na rota Brasília, Nova Iorque (ONU)- Feira de Santana.

Resultados a conferir.

Vitor Hugo Soares, jornalista, é editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!


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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAÍS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Enquanto Marina Silva tenta se assegurar no segundo turno, o atual presidente do PSB, o cientista político Roberto Amaral, quer se agarrar ao seu trono. Uma briga interna do partido da segunda colocada nas intenções de votos do Brasil, corre o risco de afetar a candidatura dela, que começa a mostrar suas primeiras fragilidades com as quedas nas pesquisas eleitorais. Amaral agendou uma eleição para a escolha dos 35 novos integrantes da diretoria do partido para a próxima segunda-feira, seis dias antes da disputa presidencial.

Amigo e aliado do ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, de quem foi ministro de Ciência e Tecnologia, Amaral era contrário à candidatura própria e defendia a manutenção do apoio à reeleição de Dilma Rousseff. Foi voto vencido. O PSB decidiu lançar Eduardo Campos e ele teve de se contentar na vice-presidência da legenda. Era um cargo figurativo, no qual dava algumas opiniões sobre a formulação do programa de governo, mas não tinha a caneta para tomar qualquer decisão mais importante.

O jogo começou a mudar de cena com a morte de Campos, o então presidente da legenda, em um acidente aéreo no dia 13 de agosto. Amaral foi alçado instantaneamente ao cargo de presidente da agremiação. A neossocialista Marina, que era candidata a vice-presidente da República, virou o nome para encabeçar a chapa do PSB. Foi aí que começaram as brigas internas. Um dos coordenadores da campanha de Campos, Carlos Siqueira, se desligou da função por discordar dos posicionamentos de Marina. Amaral nunca demonstrou amores por ela e, temendo perder apoio interno, decidiu convocar o pleito. Em sua defesa, ele diz que Campos já havia programado a eleição para o dia 29 de setembro, independentemente da campanha eleitoral nacional. Pelo regimento do partido, porém, ele poderia chamar a eleição até dezembro.

A decisão de Amaral só aumentou as fissuras partidárias. O grupo de socialistas de Pernambuco, Estado natal de Campos, reclamou de ter sido deixado de fora da chapa e pediu ajuda ao líder do partido na Câmara e candidato a vice-presidente, Beto Albuquerque. Foi prontamente atendido. Albuquerque cancelou a agenda que teria em Minas Gerais nesta sexta-feira com Marina Silva para tentar impedir a disputa interna. Uma série de reuniões deve ocorrer no quartel-general do PSB em São Paulo.

“É inoportuno nesta hora eleger o presidente do PSB. É hora de eleger o presidente da República. Eduardo marcou esta data porque seria reeleito [pelo PSB]. Qual é o problema de adiar a eleição no partido? O que não pode é adiar a eleição presidencial. Isso desmobiliza”, afirmou Albuquerque ao jornal O Estado de S. Paulo.
Histórico conturbado

A chegada de Marina ao PSB já foi conturbada. Sem êxito em registrar o seu partido, a Rede Sustentabilidade, a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente se filiou ao PSB no fim do prazo legal, em outubro do ano passado. A ideia de se unir aos socialistas foi se manter viva no cenário eleitoral e tentar entregar a eles parte dos 19 milhões de votos que obteve na eleição de 2010, quando era do PV. Partido, aliás, do qual saiu pela porta dos fundos, já que não teve apoio interno e entrou em rota de colisão com a diretoria da legenda.

Internamente, Marina nunca teve tanta força. Os socialistas mais antigos a viam como uma estranha no ninho, pois sabiam que logo ao fim do segundo turno ela deixaria a legenda, independentemente do resultado das urnas. Nos dias que sucederam a morte de Campos, quando o nome dela ainda não havia sido oficializado como a substituta, era comum ver Amaral ou outros membros do partido reticentes em anunciá-la como candidata a presidência.

O sinal mais claro das dificuldades que Marina enfrentaria foi o desligamento de Carlos Siqueira da coordenação da campanha. De lá para cá, enfrentou diversos outros empecilhos partidários, como o não envio de seu material publicitário (como santinhos, panfletos e bandeiras) para parte dos Estados brasileiros e desentendimentos na divulgação de seu programa de governo, que teve de revisto em ao menos duas ocasiões. Isso sem contar a série de ataques externos que vem sofrendo de seus principais adversários, Rousseff e o Aécio Neves (PSDB).

Seja qual for a decisão dos socialistas, de adiar ou não a disputa interna, uma coisa é certa, nunca uma coligação formada por seis partidos pequenos (PSB, PPS, PPL, PHS, PSL e PRP) esteve tanto no centro das atenções em uma eleição brasileira. Agora resta saber se a atual crise é um furacão ou apenas uma brisa.

set
27


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Nadine Labaki na Globo News e meus amigos libaneses

Maria Aparecida Torneros

Assisti, entusiasmada, a entrevista que Roberto Davila fez, na Globo News, com a cineasta libanesa Nadine Labaki.

Quando vi seu filme “e agora onde vamos”, tempos atrás, eu me emocionei muito.

Naqueles dias, estive às voltas com interpretações de relacionamentos amigos e antigos, que tivera com dois homens libaneses em diferentes ocasiões.

Um tinha sido meu colega de trabalho, costumávamos almoçar num restaurante tipico, o Cedro do Líbano, no centro do Rio, tínhamos longas conversas sobre a vida e eu lia muito os livros de Kalil Gibran, cujo tradutor para o português, Mansour Chalita, ele me apresentou.

No auge dos meus 30 anos eu tentava compreender aquele homem de origem humilde cujo pai comerciante viera do Líbano e, no dia a dia, que me passava dedicação ao tabalho, era médico, à família e aos sentimentos humanos de solidariedade. Quando faleceu, compareci ao seu velório e sua filha me disse que ele sempre se referia a mim como sua melhor amiga . Eu tinha idade para ser sua filha. Foi para mim um grande mestre.E me ensinou a gostar dos doces libaneses.

Lá pelos quarenta e tantos, fui com umas amigas, fazer um spa, durante uma semana, num lugar lindo chamado Sete Voltas, interior de Sao Paulo. Emagreci dois quilos, fiz muitos exercícios, mas, como eu fugia de estômago vazio para rezar na capelinha, ali conheci um hóspede solitário, um libanês, que só falava inglês e francês.

Passamos a fazer as refeições juntos para conversar. Ele era cristão libanês, morava em Nova York, as filhas e ex mulher viviam em Paris, ele ficara um mês viajando pelo Brasil, desde o Nordeste e antes de voltar aos EUA, resolveu passar uma semana naquele reduto de recolhimento, que um conterrâneo lhe recomendara.

,Tivemos também longas conversas e muitas histórias e fotos que ele me mostrou sobre a guerra civil na sua terra e a destruição das propriedades de sua família. Antes, eles tinham plantação de laranjas. Quando saí do SPA fui para casa de uma amiga em Higienópolis, em Sao Paulo.

Ele me ligou para uma despedida, almoçamos num pequeno restaurante, rindo bastante porque pudemos nos livrar da fome que sentiamos no Sete Voltas. Ele estava hospedado na capital Paulista e ia embarcar horas depois. No aeroporto, fez mais uma ligação e me disse adeus. Nunca mais nos vimos. Mas jamais vou esquecer que a única vez em que tentei jogar tênis na vida foi ele que me ensinou a segurar a raquete.

E seus olhos expressavam a angústia semelhante que eu já identificara na cultura libanesa. Entretanto, também havia alegria submersa em várias das suas colocações sobre a vida.

Hoje, Nadine, na sua fala, uma libanesa que cresceu no meio da guerra, explicou ao repórter que em momentos absurdos e de muita dor, o que resta a fazer é rir, por isso seus filmes, mesmo densos, trazem pitadas hilárias. Tinha isto antes o seu filme Caramel, que contem cenas engraçadas passadas num salão de beleza feminina.

E para completar as voltas que o meu mundo dá, assisti mais tarde o filme “Teoria da conspiração”, num canal de tv a cabo.

Minha ficha caiu de repente. Afinal, que intrincado mundo inconsciente nos permite juntar experiências e perceber que há ligações entre elas?

O roteiro, bem americano, atendeu à minha necessidade de juntar cacos de vida, pedacinhos de contos, historinhas que vivi ou vi.

Em Nova York, Jerry Fletcher (Mel Gibson) é um motorista de taxi que critica o governo e fala sempre da existência de uma conspiração envolvendo altos escalões. Ele ama Alice Sutton (Julia Roberts), uma mulher que ele observa à distância e que ironicamente trabalha para o governo. Porém, nela Jerry acredita, tanto que faz alvoroço no Departamento de Justiça para falar com Alice, mas ninguém lhe dá atenção sobre suas teorias, que envolvem alienígenas e assassinatos. No entanto, ele escreveu algo em seu jornal (com apenas 5 assinantes) que alguém acreditou, pois decidiram matá-lo de qualquer jeito.

Talvez eu escreva para cinco leitores. Nadine faz cinema para reinventar sua infância e mostrar que o seu Líbano está vivo. No filme dela que me marcou demais, a questão religiosa é vivenciada pelas mulheres que tentam controlar seus homens, filhos ou maridos, minimizando as disputas entre cristãos e mulçumanos, em nome de uma paz que todos sonham.

Ela veio ao Rio onde filmou um dos episódios que compõem o filme “Rio eu te amo”. Ainda não assisti, mas, certamente, será mais uma chance de dar um dos volteios conspiradores que me devolvem a certeza de que algo mais acontece além de coincidências ou orações.

Afinal, hoje eu sei que : Líbano, eu também te amo!
Desde o Profeta, dos textos de Gibran, dos diálogos com meu amigo Salim, dos dias de regime divididos com Camile Debanet, entre exercícios e dietas, e, de uns anos para cá, através do cinema de Nadine Labaki.

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro. É editora do Blog da Mulher Necessária, onde o texto foi publicado originsriamente.

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