Walter Pinheiro: “Esse dinheiro não veio para a minha campanha

A revista Veja desta semana denuncia um esquema de caixa dois engendrado por petistas baianos para financiamento de campanhas. “Desde 2010, o Ministério Público investiga o Instituto Brasil, uma ONG criada pelos petistas da Bahia. Em 2008, a entidade foi escolhida pelo governo do estado para construir 1120 casas populares destinadas a famílias de baixa renda. Os recursos, 17,9 milhões de reais, saíram do Fundo de Combate à Pobreza. Os investigadores já tinham reunido provas de que parte do dinheiro desaparecera, mas não havia nada além de suspeitas sobre o destino final dele. O mistério pode estar perto do fim”, descreve a reportagem.

Segundo a Veja, a presidente do instituto, Dalva Sele Paiva, revelou em entrevista que a entidade foi criada “para ajudar a financiar o caixa eleitoral do PT na Bahia, um esquema que funcionou por quase uma década com dinheiro desviado de ‘projetos sociais’ das administrações petistas. A engrenagem chegou a movimentar, segundo ela, 50 milhões de reais desde 2004. O golpe era sempre o mesmo: o Instituto Brasil recebia os recursos, simulava a prestação do serviço e carreava o dinheiro para os candidatos do partido”.

Confira a entrevista feita pelo repórter Robson Bonin com um dos acusados, o senador Walter Pinheiro, que tenta se esquivar do próprio partido.

“O senador Walter Pinheiro sempre se orgulhou de estar do lado certo nas disputas políticas. Quando o PT
mergulhou no mar de lama do mensalão, ele foi uma das poucas vozes petistas a falar contra a prática, batendo de frente inclusive com a cúpula mensaleira e seu próprio partido. Na edição desta semande VEJA, porém, o senador aparece no lado oposto do enredo. Dalva Sele, a presidente do Instituto Brasil, uma ONG criada por petistas para desviar recursos públicos, disse que parte da campanha dele foi financiada com dinheiro roubado dos pobres – recursos do Fundo de Combate à Pobreza que deveriam ter sido usados para construir casas para a população carente da Bahia.”

“Segundo Dalva, a campanha de Walter Pinheiro à prefeitura de Salvador, em 2008, foi bancada com o dinheiro sujo. Os móveis do comitê, as refeições dos cabos eleitorais, os carros de som, faixas, panfletos e o aluguel de uma Parati que transportava o candidato – tudo foi pago pelo Instituto. Atual vice-líder do PT no Senado, Pinheiro nega as acusações, diz que foi enganado e culpa seu partido, o PT, pelo escândalo. A presidente do Instituto disse que a mulher de Pinheiro era quem buscava o dinheiro durante a campanha.”

“Em entrevista a VEJA, ao reconhecer a montagem do esquema, ele condenou o próprio partido por tê-lo atirado num clássico esquema de caixa dois eleitoral. “Essa mulher (Dalva) pertencia às correntes do PT, as mesmas correntes que nacionalmente viviam se estapeando comigo por causa do negócio do mensalão. Ela não veio para a minha campanha pelas minhas mãos, ela veio a partir das relações delas dentro do PT.” A seguir, o senador apresenta a sua versão para as acusações da presidente do Instituto Brasil.”

INSTITUTO BRASIL – “Quando eu cheguei para a campanha de 2008 essa mulher já prestava serviço ao Estado. Nunca aceitei sentar para negociar com ninguém nada a respeito do que essa mulher fez ou deixou de fazer. Pelo que eu entendi, essa mulher utilizava esse negócio de campanha para traficar as coisas dela”

RELAÇÃO COM DALVA – “Você me perguntou se eu a conhecia essa mulher. Eu disse: óbvio! Ela chegou na minha campanha trazida pelo PT. Essa mulher não veio para a campanha pelas minhas mãos ou pelas mãos da minha mulher, por ninguém. Ela veio a partir das relações dela dentro do PT.

CARRO ALUGADO – “Eu peguei o pessoal todo da campanha e perguntei sobre essa história da Parati (carro que Dalva Sele afirma ter alugado com dinheiro de caixa dois do Instituto). Esse carro foi trazido, como qualquer outro, por um militante do PT que chega lá e diz: tá aqui um carro para rodar. Qual é o benefício que eu iria extrair daí?”

DINHEIRO PARA A CAMPANHA – “Esse dinheiro não veio para a minha campanha. Um dos caras que trabalhou comigo me diz agora que foi funcionário do Instituto Brasil. Essa pessoa veio na época da campanha, era funcionário do governo do Estado e tinha relação pessoal com ela. Eu nem sabia”

MULHER – “A minha mulher não tem nenhuma militância de PT. É óbvio que ela se envolve nas campanhas. É natural que se jogue na campanha, mas ela nem sabe onde essa Dalva mora. Essa acusação me dói na alma”.

DEDO DOS MENSALEIROS – “Essa mulher pertencia às correntes do PT, as mesmas correntes que nacionalmente viviam se estapeando comigo por causa do mensalão. Todo mundo sabe o quanto eu apanhei dentro do PT por causa disso. Quase fui expulso naquela época do mensalão. É mais uma vez o PT pregando peça para cima de mim. Você confiar numa história de um partido…”

INDIGNAÇÃO – “Isso me dói muito. Você ser enganado, ludibriado por um esquema desses, por alguém que vem como militante, se aproveitando. Ela (Dalva) está querendo, no fundo, é extorquir o governo do estado. Aí vai jogando lama na vida de todo mundo”

set
20
Posted on 20-09-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-09-2014

Uma cantiga de Gilberto Gil feita para Marina que a campanha socialista promete entoar esta noite no comício das Cajazeiras, em Salvador. Marina, Lídice e Eliana Calmon no palanque.

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20
Posted on 20-09-2014
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DEU NO UOL

Os erros na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), anunciados na tarde de sexta-feira, 19, podem levar à saída da presidente do IBGE, Wasmália Bivar, responsável pelo levantamento. Na avaliação de interlocutores do governo, a presidente do instituto de pesquisa perdeu as condições de permanecer no cargo, embora não tenha sido anunciada nenhuma decisão oficial sobre o seu afastamento.

A presidente Dilma Rousseff foi informada sobre os erros na Pnad, e também da necessidade de revisão na coleta dos dados, pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, antes de viajar ao Rio, onde fez campanha eleitoral. A presidente ficou muito contrariada, segundo auxiliares, e determinou a abertura de uma comissão interministerial para investigar o caso e descobrir os responsáveis pela situação, definida por ela como “inaceitável”.

A Casa Civil será a encarregada de fazer a investigação. Na quinta-feira, o governo havia comemorado os dados anunciados e Dilma fizera questão de destacá-los, ponto por ponto, no Palácio da Alvorada, amenizando a piora no indicador de desigualdade de renda.

Os problemas na Pnad mobilizaram o governo. Além de Miriam Belchior, mais três ministros foram convocados por Dilma a dar hoje, em entrevista à imprensa, mais explicações sobre o caso.

Em conversas reservadas, ontem, integrantes da campanha de Dilma manifestaram receio de que a correção na Pnad acabe virando um caso como a “errata” do programa de governo da candidata do PSB, Marina Silva, até hoje alvo de críticas do PT por ter corrigido pontos de sua plataforma eleitoral. O Planalto e o comitê da reeleição farão de tudo para evitar que a troca dos números seja usada pelos adversários de Dilma para desgastar a gestão do governo.

Miriam Belchior estava ontem de licença médica, mas a presidente mandou que a ministra convocasse uma entrevista coletiva, no fim do dia, após o anúncio dos erros feito por Wasmália Bivar na sede do IBGE, no Rio, para explicar o ocorrido. “Foi um erro bárbaro”, resumiu, à noite, um auxiliar de Dilma, ao lamentar o episódio e a necessidade de revisão dos índices.

A ministra disse que o governo ficou chocado com o erro. “Estamos tentando entender o que ocorreu e tomaremos medidas. Apuraremos se será necessária medida disciplinar contra responsáveis”, garantiu Miriam. “Lamentavelmente, o procedimento de checagem e rechecagem não funcionou. Acho que houve uma falta de cuidado no procedimento básico”, admitiu a ministra. (Colaboraram Nivaldo Souza e Victor Martins) As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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set
20
Posted on 20-09-2014
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Thiago Lucas, hoje, na Folha de Pernambuco


Marina:voo para Salvador apesar do medo do jatinho…
Foto:Folha
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…Aécio (com Paulo Souto, Geddel e ACM Neto) no
palanque ambulante em Itabuna

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ARTIGO DA SEMANA

Dilma, Marina, Aécio e o Nordeste na Hora H

Vitor Hugo Soares

No Rio de Janeiro, na quinta-feira (18), seguia a candidata do PSB, Marina Silva, dentro do taxi rumo ao aeroporto para embarcar no jatinho que a conduziria aos estados do Espírito Santos e Mato Grosso, em novos voos da atribulada campanha presidencial que ela empreende pelos quatro cantos do País.

Cumpriu sem maiores sustos essas duas paradas, antes de desembarcar, neste sábado, 20, em Salvador, para caminhar pelas vias estreitas, praças, ladeiras e becos do Pelourinho: reduto de ressonância nacional e mundial das lutas políticas da negritude baiana; dos tambores da música e dos cultos afro-brasileiros. Depois, um comício nas Cajazeiras.

A candidata socialista, evangélica de fé comprovada, virá com propósitos sincréticos, bem ao estilo da terra, nesta nova ofensiva em busca dos preciosos votos da Bahia (quarto maior colégio eleitoral do País) e da região Nordeste, que despontam, novamente, como decisivos pela terceira eleição presidencial seguida, na Hora H das urnas. Quando é preciso mostrar, de fato, “quem tem farinha para vender na feira”, no dizer popular repetido pelo gaúcho Leonel Brizola.

À exemplo de Paris, para os ardorosos amantes do filme “Casablanca”, sempre haverá Salvador, a Bahia e o Nordeste, para quem sonha ser presidente do Brasil.

Na quinta-feira, Marina ainda carregava na rouquidão da voz e na intensidade das palavras que usa na conversa ao telefone dentro do carro, marcas da emoção deixadas pelo encontro, na noite anterior, com artistas (Gilberto Gil à frente) e intelectuais em terras cariocas. Ela se esforça para vencer o cansaço evidente causado pelo desgaste emocional e o repuxo intenso e implacável da campanha. Tem sido assim desde a morte trágica do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que a levou à cabeça da chapa socialista. E tende a aumentar.

Véspera de ser anunciado o resultado da mais recente pesquisa Datafolha-Rede Globo, que apontou nesta sexta-feira (19) para eletrizante e embolada reta final de campanha, na qual os três principais candidatos estão no páreo: Dilma(37%), Marina (30) e Aécio(17%). No caminho para o aeroporto, Marina enfrenta, de novo, um desafio que a apavora mais que seus dois ameaçadores oponentes políticos: o pesadelo de viajar de jatinho, que a tem feito “perder a compostura”, segundo confessou à repórter Marina Dias, em uma das melhores e mais humanas reportagens desta campanha, publicada na Folha.

Ao telefone, no taxi, a candidata do PSB fala para a Bahia. Dá entrevista para a Rádio Metrópole/Salvador. Conversa com Mário Kertész, ex-prefeito da capital, atualmente um antenado, sagaz, provocador e sempre polêmico radialista. Âncora de programas de fabulosa audiência na rádio local.

A candidata, mesmo à distância, conhece bem a casa e seu entrevistador, de outras conversas e batalhas políticas e eleitorais. Aproveita para rebater “críticas e ofensas de Lula, Dilma e Aécio” e cutucar petistas e tucanos na busca de votos de gregos, baianos e, principalmente, dos nordestinos em geral. Que ela enxerga – a exemplo de seus dois mais fortes oponentes – como decisivos à medida que se aproxima a votação do primeiro turno, em 05 de outubro.

A acreana “faz enxame” (a expressão é típica dos soteropolitanos) antes de desembarcar este sábado em Salvador, em busca de gás renovado e bons fluidos para impulsionar sua campanha. Quer, também, ajudar a empurrar para cima, as oscilantes campanhas de Lídice da Mata, para o governo do Estado, e da jurista e polêmica ex-presidente do CNJ, Eliana Calmon, para a vaga baiana no Senado.

Enquanto Marina fala na rádio, o candidato do PSDB, Aécio Neves, também namora a Bahia e o Nordeste. No mesmo dia 18, praticamente no mesmo horário da conversa via célular de Marina com Kertész, o tucano mineiro queima a pele ao sol do meio dia na cidade de Itabuna, no sul baiano.

Em cima de um palanque sobre rodas – cercado pelos maiorais do DEM no estado, o candidato a governador Paulo Souto, o prefeito de Salvador ACM Neto, e o maioral do PMDB, Geddel Vieira Lima, candidato de oposição ao Senado, líder das pesquisas, como Souto, – Aécio dispara munição pesada. No lugar que já foi, até eleições recentes, ninho petista comandado pelo ex-prefeito, compadre e amigo do peito de Lula, deputado federal Geraldo Simões.

“Ajudem-me a tirar o PT do Brasil”, pede o candidato tucano aos itabunenses da região do cacau onde nasceu Jorge Amado. E estende a convocação aos baianos em geral e nordestinos em particular. ACM Neto, recém saído de um embate vitorioso com os petistas, vaticina. “Itabuna e a Bahia mandam hoje um recado para todo o Brasil: a virada já começou”.

O comando da campanha petista se apressa em comunicar: a candidata Dilma Rousseff também baixará no terreiro baiano na quinta-feira da semana que vem. Hora H da campanha no primeiro turno.

Sempre haverá a Bahia e o Nordeste. A conferir.

Vitor Hugo Soares, jornalista, edita o site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br


“Bom humor” , composição mais que perfeita de Guilherme Arantes em interpretação primorosa de Leila Pinheiro, gravada em 1991. Confira, cante e pense.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Dilma dá entrevista no Alvorada:irritação

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DEU EM O GLOBO

A presidente Dilma Rousseff disse que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso ao depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa dentro do processo em que ele é beneficiado pela delação premiada. Enfática, Dilma disse que “não é possível” a imprensa ter informações e que, como presidente da República, não pode tomar providências com base no “disse me disse”. A petista disse que vai fazer o pedido ao ministro Teori Zavascki, que é o relator do caso no STF. Para a candidata, o papel da imprensa “não é de investigar e sim de divulgar informações”.

A reação de Dilma ocorreu porque o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, negou acesso ao depoimento de Paulo Roberto Costa. Ela disse que não faz prejulgamentos e que, sem as informações oficiais, não pode “tomar providências”. Para Dilma, a impunidade é o maior mal do país atualmente.

— Pedirei ao ministro Teori a mesma coisa: quero ser informada se no governo tem alguém envolvido. Não tenho porque dizer que tem alguém envolvido, porque não reconheço na revista “Veja” e nem em nenhum órgão de imprensa o status que tem a PF, o MP e o Supremo. Não é função da imprensa fazer investigação e sim divulgar informações. Agora, ninguém diz que a informação é correta. Não prejulgo, mas também não faço outra coisa: não comprometo prova. Porque o câncer que tem nos processos de corrupção é que a gente investiga, investiga, investiga e ainda continua impune — disse Dilma, acrescentando:

— Não é possível que a revista “Veja” saiba de uma coisa e o governo não saiba quem é que está envolvido. Pedi primeiro para a PF, que me disse: não posso entregar, a investigação está em curso e peça ao MP. E o MP me disse a mesma coisa: se ele me disser, ele contamina a prova. Se ele me disser, ele contamina a prova.

E reiterou, irritada:

— Quando sai uma denúncia na “Veja” ou em qualquer outro jornal, eu não tomo medida, porque sou presidente da República, baseada no disse me disse. Tomo medida baseada inclusive naquilo que sou a favor, que é da investigação absoluta. Vamos deixar uma coisa clara aqui: Quem é que descobre as práticas de corrupção no Brasil? A PF. Porque a PF tem hoje uma autonomia integral para investigar quem quer que seja. No Sempre que vazam informações que estão em investigação, sabe o que acontece? Compromete-se a prova. O MP denuncia e não pode ser condenado, porque a prova foi comprometida. Não é possível que alguém queira que a fonte de investigação no Brasil não sejam os órgãos oficiais. E são PF, MP e Judiciário.

Para Dilma, os crimes ficam impunes no Brasil por causa do vazamento de informações.

— O que queria saber? Queria saber sim, para eu tomar providências. O que eles me dizem? Se entregar a prova para você, estarei comprometendo a investigação. Acho que nessa investigação, ela está sendo diferente. A própria revista Veja diz que o inquérito, os depoimentos, a delação estão criptografados e guardados num cofre. Isso significa que nenhuma das falas é garantida. Ninguém sabe o que é — disse a presidente, afirmando que tem um “imenso compromisso contra a impunidade”:

— O pai no sentido de protetor, o compadre do crime de corrupção, do crime de lavagem de dinheiro, do crime financeiro é um só: a impunidade. Pode saber que criar condições para (combater ) impunidade, é uma coisa que o país tem de avançar. Antes, tinha o engavetador- geral da república. Hoje, tem um procurador-geral da República que investiga e tem autonomia.

A presidente se irritou ao ser perguntada sobre a declaração de Paulo Roberto de que teria recebido R$ 1,5 milhão de propina no processo de compra da refinaria Pasadena. Ela já tinha encerrado a entrevista e voltou para falar sobre o assunto.

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— Se você me disser para quem ele disse, quem disse e como é que disse, eu respondo. Recebo informações de juiz, de procurador e de delegado da PF. Sou a favor de investigar, nada colocar para debaixo do tapete. Acho que o maior mal atual é a impunidade. Se investiga, descobre o mal feito e não condena, cria a sensação de que não teve pena nenhuma. Sabe por que protege com a impunidade? Porque você não prende, não pune e só tem um jeito: tem que punir. Por isso é que se diz: tolerância zero — disse ela, irritada e falando enquanto caminhava na rampa interna do Palácio da Alvorada.

Dilma ainda criticou a especulação na Bolsa de Valores e no mercado financeiro com base no resultado de pesquisas eleitorais.

— Acho ótima a reação da Bolsa. Quando a Bolsa cai, eu falo: será que eu subi? Tá ficando ridículo isso. Especulação tem limite! E acho que tem gente ganhando com isso. Eu não sou, eu perco, tá? Acho desagradável o fato de acharem que uma coisa está vinculada à outra. Quando sobe, ou quando desce. Não comentei e não comento pesquisa nem quando sobe e nem quando desce. Nunca comentei na vida — disse, irônica.

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DEU NO JORNAL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

O principal ministro escocês, Alex Salmond, anunciou nesta sexta-feira sua intenção de pedir demissão depois que o não venceu a consulta sobre a separação da Escócia. Ele vai continuar liderando o Partido Nacional Escocês até o mês de novembro, quando será realizada a conferência anual em Perth. Depois disso, afirmou o líder separatista, não aceitará ser indicado a líder. “Até o momento [novembro], vou desempenhar as funções de ministro principal. Depois, estarei disponível para desempenhar minhas funções como membro do Parlamento escocês”, explicou Salmond.
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“Servir a Escócia como ministro principal foi o privilégio da minha vida. Mas, como disse várias vezes durante a campanha, esse processo não diz respeito a mim, é muito mais importante do que isso”, afirmou Salmond em uma coletiva de imprensa. “Como líder, meu tempo está quase acabando, mas para a Escócia a campanha continua e o sonho nunca deveria morrer”, acrescentou.

Nesta manhã, Salmond reconheceu a derrota no referendo e disse que aceitava “o veredito” do povo escocês, ao mesmo tempo em que instou os partidários do sim a fazer o mesmo. Em um ato em Edimburgo, no qual foi aplaudido, Salmond agradeceu a Escócia “pelos 1,6 milhões de votos a favor da independência” e parabenizou o andamento da campanha e a realização do referendo.

“Esse processo nos dá um grande crédito como país, foi um triunfo do processo democrático”, disse em seu pronunciamento. “Aceito o resultado e me submeto aos interesses da Escócia”, acrescentou Salmond, que pediu que os partidários da união cumpram seus compromissos de dar mais autonomia à região. “Vamos pensar no caminho que percorremos, porque isso vai levar a Escócia adiante como país.”

O líder separatista comentou também que “espera” que o sistema de Westminster “cumpra e que o faça eficientemente”, respeitando o calendário de trabalho proposto para garantir que, antes do fim do mandato em maio, a estrutura legislativa necessária para um autogoverno “sem precedentes” seja apresentada ao Parlamento britânico.

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