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Posted on 15-09-2014
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Lula, vestido de petroleiro, faz comício no Rio

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DEU NO UOL/FOLHA

PEDRO SOARES

DO RIO

Em tom de campanha e de crítica à candidata Marina Silva, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou às origens e se juntou, em um ato em frente à sede da Petrobras, no centro do Rio, a petroleiros e outros sindicalistas para defender o pré-sal contra o que consideram ataques da oposição.

Apesar de dizer que não desejava criticar a ex-colega de partido, Lula atacou o programa de governo da candidata do PSB e afirmou que, se fosse ela, “proibia seus economistas de falar porque cada um fala mais bobagem que o outro”. Disse ainda que Marina pretende terceirizar o papel de presidente.

“Se tem uma coisa que você não pode terceirizar é o cargo de presidente da República. Este é um cargo que você não pode terceirizar. Ou você assume ou não assume. Esse negócio de pedir para cada um falar um pedacinho das coisas que estão acontecendo neste país não dá certo. Afinal, este país não é uma colcha de retalhos que pode ser subdividido. Eu, se fosse a candidata que faz oposição a Dilma, proibiria seus economistas de falar, porque cada um fala mais bobagem que o outro. E o que pode acontecer é que o programa de governo possa ser feito a 500 mãos, menos as dela [de Marina].”

Lula, em seus breve discurso, minimizou as denúncias de corrupção na empresa e criticou a CPI que investiga a estatal. De acordo com o ex-presidente, a instalação dessas comissões visa “achacar empresários”.

“No pré-sal, já houve três pedidos de CPI só na Petrobras. Eu tenho a impressão que essas pessoas [parlamentares] pedem CPI para, depois, os empresários correrem atrás delas e achacarem esses empresários para ganhar dinheiro. Os milhares de trabalhadores dessa empresa não podem ser confundidos com alguém que porventura possa ter cometido um erro qualquer. Se alguém praticou erro, se alguém roubou, esse alguém tem mais é que ser investigado, ser julgado. Se for culpado, tem que ir para a cadeia, e o povo da Petrobras tem que ter orgulho de vestir essa camisa.”

Neste momento, cerca de 1.000 pessoas acompanhavam a fala de Lula, segundo a PM. O ato começou com 300 pessoas na Cinelândia e foi ganhando adesão ao longo do percurso. Os organizadores estimaram em 6.000 o público.

Para bater em Marina, Lula escalou o atual diretor corporativo da Petrobras, José Eduardo Dutra, que foi colega de Senado da opositora.

“Não é novidade esse tipo de ataque, de desqualificação da companhia”, disse o petista. “Fui colega por oito anos da senadora Marina Silva e nunca vou atacá-la pessoalmente, mas em 242 páginas do programa de governo da candidata, o petróleo é tratado como um mal necessário, e não é citado nem uma vez o pré-sal.”

Dutra presidiu a Petrobras e a BR Distribuidora no governo Lula.

BARRADOS

Na chegava à sede da Petrobras, muitos políticos foram impedidos de acompanhar Lula no pequeno palco. Só falaram sindicalistas, Dutra e Lula. Tiveram de deixar o palanque Lindbergh Farias, candidato ao governo do Rio pelo PT, além dos candidatos a deputado federal Benedita da Silva (PT), Jorge Bittar (PT) e Jandira Feghali (PC do B).

Durante o ato, que teve início às 10h, na Cinelândia, e percorreu alguns metros até a sede da Petrobras, no centro do Rio, eram vistas bandeiras de vários partidos, como PDT, PC do B. PRB e especialmente do PT.

Lula só chamou mais a atenção de populares durante a caminhada até a sede da Petrobras. Já seu discurso foi acompanhado principalmente por sindicalistas e militantes. O objetivo do ato, segundo seus líderes, era defender o pré-sal. O evento terminou por volta das 14h com um abraço simbólico ao edifício sede da Petrobras.

Segundo sindicalistas, as despesas com o evento foram partilhadas entre os sindicatos e centrais sindicais. A CUT era que de maior presença no ato.


Atriz Clara Paixão
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TEATRO/CRÍTICA

Viva Nzinga!

Rosane Santana

Aninha Franco, autora de uma dramaturgia essencialmente baiana, inclusive textos com linguagem e cultura de raízes africanas (Dendê & Dengo, Zumbi dos Palmares e A Comida de Nzinga), uma das nossas matrizes geradoras, disse recentemente que seu teatro tem feito o que a escola pública não realizou em quase dois séculos de Independência. Tem razão.

Num país onde os pilares de construção da cidadania – direitos civis, políticos e sociais – foram invertidos, gerando o fenômeno da “Estadania” (1), com o Estado autoritário a distribuir punições e favores, os direitos civis, apesar dos avanços, oscilam para a frente e para trás, ao sabor dos governantes de plantão. Prova disso, são os avanços e recuos – estes às vezes maiores – da incessante luta de negros, homossexuais, mulheres e índios por seus direitos, num país profundamente patriarcal.

Isso porque, ao invés de ações geradas em consequência de um processo educacional que cumpra sua função de fomentar espírito crítico, conscientização e auto-estima, entre outras coisas, pela valorização da diversidade e da identidade cultural de que somos portadores, no Brasil, como disse Oliveira Viana, tudo acontece por decreto, de cima para baixo, nasce na lei, desenraizado e, portanto, fadado a ter vida curta e efeitos duvidosos.

Aninha foi buscar na força revolucionária do teatro, como na Era de Ouro de Péricles, na Atenas de Sófocles, Eurípedes e Ésquilo, a forma ideal para educar e formar cidadãos, pelo resgate de sua identidade, no caso específico, africana, sua história e o seu papel central na formação da sociedade e da cultura brasileira.

Seu texto, “A Comida de Nzinga” (co-autoria de Marcos Dias), em cartaz no Teatro Solar Boa Vista no próximo final de semana (18,19 e 20, às 19 horas) é uma prova do que acaba de ser dito. No palco estão 14 atores negros contando a história de uma rainha negra, a guerreira Nzinga, que viveu na localidade de Matamba, no sudoeste da África, onde hoje está Angola, entre os séculos XVI e XVII. Nzinga, cujo nome não está em nenhum livro de história do Brasil, dedicou sua vida à luta contra a escravização de seu povo pelos portugueses.

De fato, é possível notar, numa plateia eminentemente negra em busca de resgatar sua história, sua identidade e sua cultura na mesma dimensão de importância que a cultura europeia teve para a formação do Brasil, uma enorme empatia com tudo que acontece no palco, onde os atores também são negros, os cenários, os costumes, a comida, as histórias têm tudo a ver com eles.

A Nova História chegou ao teatro brasileiro.

Viva Nzinga! Viva Aninha Franco!

(1) Conceito de José Murilo de Carvalho.
Rosane Santana é jornalista

SERVIÇO:

O quê : Espetaculo Teatral “A Comida de Nzinga”
Elenco:
Rainha Nzinga – Clara Paixão
Ngola Mbandi (pai) – Raimundo Moura
Feiticeiro – Léo Santis
Kia Mbandi (irmão) – Guilherme Silva

Coro: Bruno Roma, Danielle Anatólio, Diogo Teixeira, Fernanda Silva, Josi Acosta, Kadu Fragoso, Mirian Sampaio, Nadja Accioly, Pedro Albuquerque e Sabrina Bispo.

Texto: Aninha Franco e Marcos Dias
Direcao: Rita Assemany
Assistente de Direcao: Diego Valle
Coreografia: Conceição do Amor Divino
Realização: Cia Axe do XVIII
Direção de produção e execução: Clara Paixão e Diego Valle
Fotografia: Sora Maia
Assessoria de Imprensa: R.S. MTB/BA 1050 (71)9102-7171

Locais:Cine Solar Boa Vista (18,19, 20/09), Espaço Cultural Alagados (25 e 26/09) , Espaço Cultural Plataforma (2,3,4/10) e Espaço Cultural Barroquinha (8,9,15,16,22,23 de outubro e 7,8,9,14,15,16 de novembro)
Horario: 19h.
Ingressos: Inteira R$ 10 e R$ 5. Obs: Ingressos gratuitos no primeiro dia de apresentação em cada cada teatro.

BOA TARDE!!!


Capitão chefe do COE é preso no Rio

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Do UOL/Folha
no Rio

O chefe do COE (Comando de Operações Especiais) da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro, o terceiro homem na hierarquia da Polícia Militar, foi preso na manhã desta segunda-feira (15) em uma operação contra uma quadrilha de policiais acusados de corrupção. Além dele, foram presos também o major Carlos Alexandre de Jesus Lucas, subcomandante do COE, e outros 20 PMs (duas pessoas estão foragidas). Estão subordinados ao COE o Bope (Batalhão de Operações Especiais), o GAM (Grupamento Aeromarítimo) e o Batalhão de Choque.

Eles são suspeitos de participar de um esquema de cobrança de propina de comerciantes, mototaxistas, motoristas e cooperativas de vans, além de empresas transportadoras de cargas na área do 14º Batalhão, em Bangu, na zona oeste da capital fluminense.

Segundo o Ministério Público do Rio, entre os PMs suspeitos de envolvimento na quadrilha –havia 25 mandados de prisão–, havia seis oficiais que integravam o 14° Batalhão: o coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira e o ex-subcomandante major Carlos Alexandre de Jesus Lucas, os majores Nilton João dos Prazeres Neto (chefe da 3ª Seção) e Edson Alexandre Pinto de Góes (coordenador de Operações), além dos capitães Rodrigo Leitão da Silva (chefe da 1ª Seção) e Walter Colchone Netto (chefe do Serviço Reservado). Também são acusados de integrar a quadrilha 18 praças e um civil. Procurada, a Polícia Militar informou que não se pronunciará sobre o caso.

Ainda de acordo com o MP, entre 2012 e o segundo semestre de 2013, os acusados e mais 80 pessoas, entre os quais policiais do 14° Batalhão, da 34ª DP (Bangu), da DRCPIM (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial), além de PMs reformados, participavam de um esquema de exigência de propinas que variavam entre R$ 30 e R$ 2.600 e seriam cobradas diária, semanal ou mensalmente. Em troca, a atuação de mototaxistas, motoristas de vans e kombis não autorizados, o transporte de cargas em situação irregular ou a venda de produtos piratas no comércio popular de Bangu não era reprimida. Ainda não há informações sobre a estrutura da quadrilha e as funções de cada policial no esquema.

De acordo com a denúncia, “o 14° BPM foi transformado em um verdadeiro ‘balcão de negócios’, numa verdadeira ‘sociedade empresária S/A’, em que os ‘lucros’ eram provenientes de arrecadação de propinas por parte de diversas equipes policiais responsáveis pelo policiamento ostensivo”.

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MP trabalha juntamente com a Secretaria de Segurança Pública e a Corregedoria-Geral da PM em vários pontos do Rio. A denúncia foi encaminhada pelo Gaeco à 1ª Vara Criminal de Bangu, que expediu também 43 mandados de busca e apreensão.

Os acusados responderão na 1ª Vara Criminal de Bangu pelo crime de associação criminosa armada, que não consta do Código Penal Militar. A pena é de dois a seis anos de prisão. Os integrantes da quadrilha também serão responsabilizados pelo Ministério Público pelos diversos crimes de concussão, que serão apurados pela Auditoria de Justiça Militar estadual.

De acordo com a Secretaria de Segurança, a ação é um desdobramento da Operação Compadre, de abril de 2013, quando 78 mandados de prisão foram expedidos, 53 deles contra policiais militares, para a desarticulação de uma quadrilha que realizava cobranças de propina de feirantes e comerciantes com mercadorias ilícitas em Bangu.


A partir da esquerda: Patricia Poeta, Renata Vasconcellos e Poliana Abritta (Foto: Globo/João Cotta; TV Globo/Estevam Avellar; TV Globo/Zé Paulo Cardeal)

Patricia Poeta, Renata Vasconcellos e Poliana Abritta:mudanças
na TV Globo. Fotos: Arquivo Crreio

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DEU NO CORREIO DA BAHIAr

Da Redação

Patricia Poeta vai deixar o Jornal Nacional no dia 3 de novembro. Ela será substituída por Renata Vasconcellos, atualmente no Fantástico, que passará a ser apresentado por Poliana Abritta. A informação foi divulgada pela TV Globo em comunicado divulgado nesta segunda-feira (15).

Após três anos na bancada do telejornal ao lado de William Bonner, Patrícia vai se dedicar nos próximos meses a um novo projeto. O programa será desenvolvido, na área de entretenimento da TV Globo.

“Estou para completar 15 anos no jornalismo da Globo. E, agora, terão sido três anos maravilhosos, inesquecíveis no Jornal Nacional. Quando aceitei com muita alegria o convite para ancorar o JN, propus esse prazo”, afirma Patricia na nota de desligamento.

“Acreditava, então, que estar na bancada do mais importante telejornal brasileiro seria uma experiência única, enriquecedora, algo que me aprimoraria de uma maneira sem igual. Foi exatamente o que aconteceu”, continuou ela.

“Agora, parto feliz para começar a desenvolver um novo projeto, no entretenimento, algo com que sempre sonhei e para o qual procurei estar preparada. Sempre vi a televisão como um espaço maior para propor e realizar ideias. É exatamente isso que estou fazendo agora”, disse.

Na nota, Poeta comenta a mudança: “Estar ao lado de William Bonner no ‘Jornal Nacional’ é uma honra e uma alegria imensa. Sou jornalista por formação e vocação. Todos esses anos na Globo News, no ‘Bom Dia Brasil’’ e, agora, no ‘Fantástico’ me deram a certeza de que o telejornalismo é o que me atrai, é a minha paixão, é o que sei fazer. E poder exercê-lo no jornal mais importante da TV brasileira é algo que me traz ao mesmo tempo uma alegria imensa, pelo reconhecimento do meu trabalho, mas também muita responsabilidade. Conto com o apoio de todos para honrar esse compromisso que assumo agora”.

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Posted on 15-09-2014
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Samuca, hoje, no Diário de Pernambuco (PE)


Os pais de Amy contentes com a homenagem em Camden

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DEU EM O GLOBO

Uma estátua de bronze de Amy Winehouse foi inaugurada neste domingo, dia que marcaria o aniversário de 31 anos da cantora, no bairro londrino de Camden, onde ela morava. A homenagem em tamanho real foi projetada pelo artista Scott Eaton e foi colocada no Stable Market, nas proximidades da casa onde Amy morreu em julho de 2011.

Mitch e Janis Winehouse, pais da cantora, não esconderam a emoção durante a cerimônia de inauguração. “É emocionante vê-la imortalizada assim, e Scott fez um ótimo trabalho em capturá-la. É como se a parássemos em um momento bonito do tempo. Esperamos que os fãs de Amy gostem da estátua”, disse Mitch, completando: “Camden significava muito para Amy e vice versa, e tê-la para sempre no coração do burburinho dessa área é muito apropriado”.

Segundo Mitch Winehouse, a estátua inicialmente seria instalada na casa de shows Roundhouse, mas para torná-la mais acessível para os fãs foi decidido trocá-la de lugar . Para a família, o local escolhido é mais apropriado para um memorial dedicado à cantora e deve evitar que fãs façam homenagens na antiga casa de Amy, que, segundo Mitch, traz “más lembranças a todos”.

Também presente na homenagem, o artista Scott Eaton falou sobre a escultura. “A pose tinha que capturar a atitude e a força da Amy, mas também sinais sutis de insegurança. A mão na cintura, a cabeça inclinada, a mão segurando a saia, o pé virado, são alguns elementos que contribuem para a personalidade da peça”.

Amy Winehouse morreu acidentalmente por abusar de álcool após passar por um período de abstinência.

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Artigos

O elevador por testemunha

Dorrit Harazim

Deu no jornal O Globo

O caso vinha se arrastando há sete meses, mas só adquiriu pleno potencial noticioso esta semana, graças à divulgação de um vídeo. Fossem outros os protagonistas, seria apenas mais um caso de violência doméstica a se somar a 1,3 milhão de denúncias registradas por mulheres todos os anos nos Estados Unidos.

Mas, por envolver um astro do futebol americano e a poderosíssima National Football League (NFL), o caso tomou rumo próprio.

Para quem nada leu sobre o assunto, um resumo.

Em fevereiro, uma das estrelas do Ravens de Baltimore, o running back Ray Rice, agrediu a noiva no elevador de um hotel de Atlantic City. Ambos foram parar na polícia. Como a noiva, Janay Palmer, se recusava a testemunhar, o caso foi arquivado e o casal encaminhado para sessões de aconselhamento supervisionadas pela Justiça. Em maio, Janay e Rice, ladeados pelo técnico do Ravens, pediram desculpas públicas aos fãs do time.

Em junho surgiu um primeiro vídeo do episódio, gravado por uma câmara de segurança do hall do hotel. Nele se vê o jogador puxando a noiva desacordada para fora do elevador e deixando-a inerte, de bruços, no chão do corredor. Diante do furor desencadeado pelo vídeo nas redes sociais, a NFL decidiu suspender Rice por dois míseros jogos. Mas os protestos não diminuíram. A entidade, então, instituiu uma nova regra pela qual todo jogador que cometer atos de violência doméstica sofrerá suspensão automática por seis jogos. Janay e Rice, enquanto isso, casaram de papel passado, numa cerimônia de arromba.

O castelo ruiu esta semana quando o site TMZ, voltado para notícias sobre celebridades, colocou no ar um segundo vídeo do episódio que estava em mãos da polícia e a direção da NFL jurara jamais ter visto antes. Trata-se das imagens captadas pela câmera robô instalada dentro do elevador. Chocantes e repulsivas, elas estão sendo exibidas desde então em todos os noticiários de TV, ora em câmara lenta, ora em velocidade normal.

É bastante raro a violência doméstica se mostrar em tempo real. Em geral, as vítimas aparecem — quando ousam aparecer — com as feridas físicas já impregnadas no corpo — hematomas que as desfiguram, cicatrizes indicando anos de abuso, cortes, queimaduras, olhares vazios em desamparo.

Desta vez é diferente. Quando Rice e sua futura esposa entram no exíguo espaço do elevador já alterados, ele parece lhe dizer algo que a faz recuar. Ela o empurra, retruca com algum xingamento ou uma cuspida (o clipe não tem som) e é neste momento que o atleta lhe desfere um murro que a faz rodopiar contra a parede do elevador e sumir do vídeo — por estar no chão, inconsciente.

O que se segue é quase mais cruel. Janay está estirada no chão, desacordada, de bruços e pernas abertas, com Rice empenhado em arrastá-la para fora do elevador. Mas nem para um atleta fortão é fácil remover um corpo inerte. Contrariado, ele percebe que um sapato se soltou do pé da noiva e vai resgatá-lo. Não se importa, porém, com o fato de Janay estar com o quadril e as coxas completamente a descoberto, posto que a sua saia se deslocara para a cintura. Apesar do convencional borrão utilizado pelas emissoras para desfocar o impróprio, a imagem marca.

Em momento algum da cena vê-se o astro do Ravens ter um só momento de humanidade com Janay. É com o pé que ele empurra uma das pernas abertas da noiva para conseguir tirá-la do elevador. No corredor, vê-se um, depois dois, depois três homens de ternos escuros olhando a cena. É somente na parte final do clipe que surge uma silhueta feminina — única a tocar em Janay, que começa a recobrar os sentidos.

A NFL recebeu tantas petições com dezenas de milhares de assinaturas exigindo penalização retroativa para Rice que o comissário da Liga, Roger Goodell, achou prudente ceder. Poucas horas após a divulgação do vídeo, o Ravens rompeu o contrato de 40 milhões de dólares com Rice e a NFL o suspendeu por tempo indefinido. Os contratos de publicidade que lhe rendiam 1,6 bilhão de dólares ao ano também vão minguar — a Nike foi a primeira a saltar do barco.

Para a NFL, os desdobramentos ainda são incertos. O futebol americano é o esporte preferido de 35% dos americanos (mais do que o basquete, o beisebol e o hóquei somados) e a Liga fatura perto de 10 bilhões de dólares ao ano como primeira fonte de entretenimento nos Estados Unidos. Até agora, ela sempre abrigou no seu peculiar universo moral jogadores que batem, espancam e agridem. No jogo de domingo passado do San Francisco 49ers, por exemplo, brilhou Ray McDonald, de 1,92 metro e 131 quilos, detido em agosto sob acusação de agressão à noiva grávida.

Os times e a Liga se escondem por trás do argumento de não lhes caber se sobrepor à Justiça criminal. Pois deveriam assumir esse papel, sim, em paralelo. É sabido que mudanças profundas de comportamento social e cultura demandam tempo. Um embrião de mudança deslanchado no âmbito de esportes formadores de ídolos não faria mal a ninguém.

Desde que o caso Ray Rice começou a transbordar, o Disque-Emergência para vítimas de violência doméstica recebeu 72% de telefonemas a mais do que a média. Os hashtags #WhyIStayed (Por que eu fiquei) e #WhyILeft (Por que eu parti) foram inundados de depoimentos de mulheres narrando casos pessoais.

O aprisionamento psicológico, a dependência total e o isolamento comum às vítimas explicam em parte a decisão de Janay de se manter ao lado do agressor.

Um ponto por ela levantado, contudo, merece reflexão: ela acusa a mídia de invadir sua privacidade, causar sofrimento e humilhação à sua família (ela tem uma filha pequena com Rice) “apenas para faturar em audiência”. O cruel realismo da cena filmada, de fato, exerce fascínio no telespectador e a violência flagrada arrisca se transformar em espetáculo de voyeur. Exibidas ad nauseam sem o seu consentimento, são imagens que ficarão para sempre associadas a essa jovem mulher de apenas 26 anos. Em contrapartida, elas escancararam uma das faces do problema.

http://youtu.be/3GgVsA2QhRc

BOM DIA!!!

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15
Posted on 15-09-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-09-2014

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Um ônibus que transportava a banda Cheiro de Amor sofreu acidente na noite deste domingo (14) na chegada da cidade de Olindina, onde a banda foi participar de show na micareta da cidade.

Segundo o diretor artístico do DVD da banda, Fred Soares, apesar do susto todos do grupo passam bem e ainda se apresentarão na noite de hoje. “Graças a Deus está todo mundo bem. Um carro veio na contramão e o ônibus foi desviar e capotou, mas teve um ‘morro’ que travou a queda”, explica Fred.

O Cheiro de Amor fez show no sábado em Muzambinho (MG) e depois seguiu para a apresentação em Olindina, já próximo de Sergipe.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não registrou o acidente.

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