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Postado em 14-09-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 14-09-2014 00:02

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

O Estado Islâmico (EI) difundiu na Internet neste sábado um vídeo com a suposta decapitação do colaborador britânico David Haines, sequestrado pela organização em março de 2013. O ministro de Relações Exteriores britânico fez uma declaração minutos depois que trabalhava “com urgência para verificar” o vídeo, no qual Haines aparece ajoelhado diante de seu executor. Segundo informa a página norte-americana SITE, que monitora os fóruns e ameaças jihadistas na web, o homem mascarado poderia ser o mesmo que assassinou os jornalistas estadunidenses James Foley, em meados de agosto, e Steven Sotloff, no começo de setembro.

No vídeo, que dura dois minutos e 30 segundos, Haines se dirige ao primeiro ministro britânico, David Cameron, e lhe adverte que sua aliança com os Estados Unidos contra o Estado Islâmico levará ao seu país “a uma sangrenta e interminável guerra”. O grupo jihadista ameaçou executar outro britânico, Alan Henning. Cameron qualificou a suposta decapitação de Haines como “um ato de pura maldade”.
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David Haines, de 44 anos, é natural de Perthshire (Escócia) e tem duas filhas. Foi sequestrado na Síria em março passado junto com o italiano Federico Motka somente duas semanas depois de ter chegado ao país pela organização humanitária francesa Acted. Trabalhavam em um campo de refugiados na província de Idlib, perto da fronteira com a Turquia. Motka foi liberado em maio.

Antes de ir à Síria, tinha realizado tarefas humanitárias nos Balcãs, Líbia e Sudão do Sul. Justo nesta sexta-feira, sua família tinha pedido ao Estado Islâmico que entrasse em contato com eles. Na semana passada, Londres garantiu que estudava “todas as opções possíveis” para proteger Haines.

O sinistro anúncio do Estado Islâmico coincide com o fim da visita ao Egito do secretário de Estado norte-americano, John Kerry. Apesar de ser um dos aliados mais sólidos no Oriente Médio, o Governo do Cairo não quis se implicar de maneira firma na aliança internacional contra os jihadistas. Kerry agradeceu o presidente Abdelfatá Al Sisi que tenha se unido na quinta-feira passada – junto com outras nove nações árabes e a Turquia – à coligação contra o EI, impulsionada por Barack Obama. No entanto, como acontece com a maioria dos países que assinaram o compromisso, não houve ainda ações concretas.

O Governo de Al Sisi considera “ilógico destinar recursos contra o EI que são necessários para o Egito em sua batalha interna”. E ainda que não tenha detalhado seu grau de cooperação dentro da aliança, os meios locais asseguram que não haverá envio de tropas, nem ajuda militar.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos concentrou seus esforços, como tentou fazer com os países do Golfo, para que a cooperação pelo menos consiga frear a expansão de ideias extremistas.

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