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Foram presos nesta sexta-feira (12) dois suspeitos da morte do capitão Uanderson Manoel da Silva, comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, nesta quinta-feira (11). Segundo a Polícia Militar, um deles, até as 12h não identificado, estava escondido em uma fábrica ocupada desde março, conhecida como Favela Tuffy.

Durante a ação da polícia para achar e prender o suspeito, houve tumulto com moradores. Alguns tentaram fechar a Avenida Itaoca, em protesto. Bombas de efeito moral foram lançadas.
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Cassiano foi preso nesta madrugada (Foto: Gabriel Barreira / G1)Cassiano foi preso nesta madrugada
(Foto: Gabriel Barreira / G1)

Outro suspeito, Cassiano da Silva Harris, de 20 anos, foi preso nesta madrugada. Ele foi reconhecido por PMs da UPP como o responsável por atirar um artefato contra um carro da PM cerca de 20 a 30 minutos antes do confronto que terminou com a morte do comandante. Segundo o delegado assistente da 22ª DP (Penha), Carlos Eduardo Rangel, um artefato similar foi encontrado próximo ao local onde morreu o capitão.

Ainda de acordo com Rangel, Cassiano é conhecido pelo envolvimento com o tráfico de drogas e por ser um braço armado no Alemão. A polícia entrou com um pedido de prisão preventiva do criminoso, que foi aceito no plantão judiciário. As buscas por outros envolvidos continuam, com PMs de UPPs, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e agentes da Polícia Civil.

Velório
No Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, onde Uanderson será enterrado, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse que fará tudo para que Cassiano seja transferido para um presídio federal.

“Não é possível que um jovem jogue uma granada em um beco cheio de policiais. Não vou permitir que façam isso outra vez e matem quatro, cinco policiais”, disse Beltrame.

‘Guerreiro’, diz mulher
No Instituto Médico Legal (IML), a viúva, Bianca Neves Ferreira da Silva, também capitão da Nova Brasília, aguardava a liberação do corpo do marido. “Ele amava o que fazia, era um guerreiro”, disse, muito abalada, antes de ir para o cemitério, onde o corpo chegou por volta das 12h.
Filha usa camisa em homenagem ao pai; ao fundo a viúva é consolada (Foto: Henrique Coelho / G1)Filha usa camisa em homenagem ao pai; ao fundo a viúva é consolada (Foto: Henrique Coelho / G1)

Em entrevista à rádio CBN, Beltrame, categorizou a morte como uma covardia. “Um policial estava na sua mesa trabalhando quando recebeu um alerta de prioridade, saiu correndo e foi ao encontro de seus colegas. Ele foi morto covardemente por pessoas da configuração destas áreas para fazer esconderijo e terem visão e localização privilegiada para atacar polícia”, disse.

Segundo o secretário, o episódio não vai intimidar a polícia de pacificação das comunidades. “Isso só legitima nossa presença e sem dúvida nenhuma nós temos todos os dias descobrir métodos e treinamento para termos hoje uma polícia que é cidadã, uma polícia para trabalhar em beco, para trabalhar em viela, para trabalhar em lugar onde o policial fica muitas vezes exposto a sorte e muitas vezes de menores de idade e de pessoas que têm passagem policial porque o sistema de jurídico protege essas pessoas.”

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