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Postado em 12-09-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 12-09-2014 10:27


Clayton, hoje, no jornal O Povo (CE)

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 12 setembro, 2014 at 10:59 #

Bela imagem!

Soe-se à frase do dia:

“Não se pode ser presidente da República em cima de mentiras. Existe um limite, e a sociedade brasileira está percebendo esse limite” (Marina silva)

Belo diagnóstico!

Seria perfeito caso fosse de alguém que trouxesse, como divisa, a verdade tão esperada.

Pena que não é o caso.

Nem poderia ser, a farsa persiste sob os mesmos patrocínios, muda-se estilos, alguns é verdade, até acreditam que biografias diversas possam garantir diferenças. Ledo engano.

Fiquemos no famoso tripé econômico, esse deus tripartite que nos dirige e digere.

Em qualquer das nossas, nem tão brilhantes, escolas de economia, encontraremos lições e regras que sustentam a necessidade de equilíbrio entre o que adoram chamarem pilares da economia.

O plano real interrompeu a triste crônica de magias travestidas de planos econômicos tão a gosto de Sarney e Collor.

Alvissaras!

Porém, a essa palavrinha tão afeita aos nossos hábitos e sandices, porém, o equilíbrio é fenômeno que se ajusta a diversos tripés. Fixa-se um, dá-lhe o condão de sacro e ajusta-se os outros. Lição comezinha.

E o porém ganha forma, PSDB, PT, e ao parece PSB, sacralizam os juros, e entoam cânticos ao sistema financeiro.

Como explicar a disparidade entre o nosso juro e os de nações ditas civilizadas, que apresentam estabilidade econômica superior à nossa.

Seria Deus, além de brasileiro, agiota? Sacrilégios dos sacrilégios, por certo que não.

Mas, explica o amor de Botin, o falecido presidente do Santander, ao Lula. O El País noticia como tradução da capacidade do banqueiro Botin o fato de ter concentrado 20% dos negócios do grupo no Brasil. Vexado não faz referêcnia ao fato de que nos piore smomentois da economia espanhola a filial Brasil salvou a tradicional casa bancária da falência.

Some-se a esta excrecência em forma de “jurosalém” ao criacionismo do nosso BC que “obriga” os bancos a manterem depósitos compulsórios. Bobagem, obrigar o que eles amam? Só se for para distrair o distinto público. Esses depósitos são remunerados pela Selic, ess amusa do sistema financeiro, pagando os maiores juros havidos no planeta.
Que banco repudiaria isto? Botin amava, seus herdeiros amam.

No Brasil, para crescer e lucrar, os bancos não precisam concorrer, podem cobrar juros escorchantes, em cima d epoucos que ainda se arriscam, que o nosso benfazejo BC garante a rentabilidade do que fica nas prateleiras do tesouro.

Dilma Marina,e Aécio passam ao largo disto, entoam mantras do tripé e assopram os juros, mantendo acesa a chama que os patrocina.

Afora isso, nossa mídia, especialmente a pauta dos setoristas, resume-se entrevistar e/ou publicar opiniões de consultores e analistas, que na sua totalidade são compõem o universos dos operadores do sistema financeiro. Lindo e singelo, merece aplausos dos cínicos de plantão.

Alguém pode espancar esse retrato?

Brigam para ver quem representará a mesmice tão cara ao sistema.

Os espancados somos nós, além de nossa tão aviltada esperança.


luiz alfredo motta fontana on 12 setembro, 2014 at 12:58 #

errata:

…PSDB, PT, e ao parece PSB = PSDB, PT e ao que parece

…ess amusa do sistema financeiro, = essa musa do sistema financeiro

…em cima d epoucos = em cima de poucos

…resume-se entrevistar = resume-se a entrevistar

…que na sua totalidade são compõe o universos = que na sua totalidade compõe o universo


regina on 12 setembro, 2014 at 15:46 #

O poeta pode estar emocionado, furioso (com carradas de razão), distraido, mas sabe o que diz e não tem medo de dizer, pena que são poucos com essa habilidade, capacidade e destreza…
Esta briga de iguais, ou quase, não causa estranheza…. as candidatas se conhecem de longas datas…


luís augusto on 12 setembro, 2014 at 15:53 #

E o esquisito é que nesse ringue o peso-pesado é Marina.


luiz alfredo motta fontana on 12 setembro, 2014 at 16:35 #

O sistema financeiro, caro luís augusto adora renovar fachadas, faz assim desde sempre, muda para continuar igual, a velha lição de Lampedusa.

Pior que isso, para evitar surpresas, financia os três.

Sairemos todos derrotados, cada qual com sua dose de antiemético.


luiz alfredo motta fontana on 12 setembro, 2014 at 16:53 #

A pergunta é outra, neste país tão sem memória, o bom baiano, aclimatado a Minas, Itamar Franco, tinha consciência do que fazia quando entregou os tais pilares da economia a FHC?

A outra pergunta que resta, com tintas de ironia, caso Marina vença,diz respeito ao tal Serra, aquele que queria ser Califa no lugar do Califa. Irá Serra contentar-se em ser ministro de Marina, e portanto, um dos fiadores dos pilares?

Serra, FHC, Simon, Jarbas, Rands, Bornhausen, Albuquerque, Suplicy, e não será surpresa se o divino Lula comparecer à cerimônia do beija mão.

Só Sarney perderá, afinal sempre teve ares de personagem de Garcia Marques, e o outono chegou.

Jucá com certeza está reciclando seus discursosm, sai “governabilidade ‘, entra sustentabilidade”.

Renan faz o que pode, cuida de aprovar o aumento de proventos do STF, afinal em tempos de lava jatos nunca se sabe.


Carlos Volney on 12 setembro, 2014 at 19:44 #

O penúltimo parágrafo,poeta, – “sai governabilidade e entra sustentabilidade” – eh verdadeiramente antologico, alem de “matar a pau”. De resto, voce sempre acerta na mosca. Eta Brasil!!! Vida que segue…


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