Do G1, em Brasília

Pesquisa Ibope de intenção de voto para presidente da República divulgada nesta sexta-feira (12) mostra Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, com 39% das intenções de voto e Marina Silva (PSB) com 31%. Aécio Neves (PSDB) aparece com 15%. Os demais candidatos somados acumulam 2%. Brancos e nulos somam 8% e indecisos, 5%.

De acordo com o levantamento, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em um eventual segundo turno entre Dilma Rousseff e Marina Silva, a ex-senadora teria 43% e a atual presidente, 42%. No segundo turno, brancos e nulos são 10% e indecisos, 5%.

A pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira foi realizada entre os últimos dias 5 e 8, antes portanto da pesquisa Datafolha (**) divulgada na última quarta-feira (10) e realizada entre os dias 8 e 9. O levantamento do Ibope foi divulgado somente nesta sexta por opção do contratante, a CNI. A pesquisa Datafolha divulgada na quarta mostrou Dilma com 36%, Marina com 33% e Aécio com 15%.

Na pesquisa anterior do Ibope, do último dia 3, Dilma tinha 37%, Marina, 33%, e Aécio, 15%. O percentual de indecisos era de 5% no último levantamento e o dos que disseram que votarão nulo ou em branco era de 7%.

DEU NO UOL/FOLHA

Foram presos nesta sexta-feira (12) dois suspeitos da morte do capitão Uanderson Manoel da Silva, comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Nova Brasília, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, nesta quinta-feira (11). Segundo a Polícia Militar, um deles, até as 12h não identificado, estava escondido em uma fábrica ocupada desde março, conhecida como Favela Tuffy.

Durante a ação da polícia para achar e prender o suspeito, houve tumulto com moradores. Alguns tentaram fechar a Avenida Itaoca, em protesto. Bombas de efeito moral foram lançadas.
saiba mais

Cassiano foi preso nesta madrugada (Foto: Gabriel Barreira / G1)Cassiano foi preso nesta madrugada
(Foto: Gabriel Barreira / G1)

Outro suspeito, Cassiano da Silva Harris, de 20 anos, foi preso nesta madrugada. Ele foi reconhecido por PMs da UPP como o responsável por atirar um artefato contra um carro da PM cerca de 20 a 30 minutos antes do confronto que terminou com a morte do comandante. Segundo o delegado assistente da 22ª DP (Penha), Carlos Eduardo Rangel, um artefato similar foi encontrado próximo ao local onde morreu o capitão.

Ainda de acordo com Rangel, Cassiano é conhecido pelo envolvimento com o tráfico de drogas e por ser um braço armado no Alemão. A polícia entrou com um pedido de prisão preventiva do criminoso, que foi aceito no plantão judiciário. As buscas por outros envolvidos continuam, com PMs de UPPs, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e agentes da Polícia Civil.

Velório
No Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, onde Uanderson será enterrado, o secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse que fará tudo para que Cassiano seja transferido para um presídio federal.

“Não é possível que um jovem jogue uma granada em um beco cheio de policiais. Não vou permitir que façam isso outra vez e matem quatro, cinco policiais”, disse Beltrame.

‘Guerreiro’, diz mulher
No Instituto Médico Legal (IML), a viúva, Bianca Neves Ferreira da Silva, também capitão da Nova Brasília, aguardava a liberação do corpo do marido. “Ele amava o que fazia, era um guerreiro”, disse, muito abalada, antes de ir para o cemitério, onde o corpo chegou por volta das 12h.
Filha usa camisa em homenagem ao pai; ao fundo a viúva é consolada (Foto: Henrique Coelho / G1)Filha usa camisa em homenagem ao pai; ao fundo a viúva é consolada (Foto: Henrique Coelho / G1)

Em entrevista à rádio CBN, Beltrame, categorizou a morte como uma covardia. “Um policial estava na sua mesa trabalhando quando recebeu um alerta de prioridade, saiu correndo e foi ao encontro de seus colegas. Ele foi morto covardemente por pessoas da configuração destas áreas para fazer esconderijo e terem visão e localização privilegiada para atacar polícia”, disse.

Segundo o secretário, o episódio não vai intimidar a polícia de pacificação das comunidades. “Isso só legitima nossa presença e sem dúvida nenhuma nós temos todos os dias descobrir métodos e treinamento para termos hoje uma polícia que é cidadã, uma polícia para trabalhar em beco, para trabalhar em viela, para trabalhar em lugar onde o policial fica muitas vezes exposto a sorte e muitas vezes de menores de idade e de pessoas que têm passagem policial porque o sistema de jurídico protege essas pessoas.”

set
12
Posted on 12-09-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-09-2014


Clayton, hoje, no jornal O Povo (CE)


BOM DIA !!!



Marco Aurélio, no jornal Zero Hora (RS)

==============================================================

DEU NO BLOG POR ESCRITO (EDITADO PELO JORNALISTA LUÍS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Baixo nível, mídia e pesquisas são armas anti-Marina

A certa distância do período eleitoral, falou-se em “campanha de alto nível”. Esperavam-na a presidente Dilma Rousseff, o governador Jaques Wagner e tantos outros que não gostam de ver, na disputa do voto, apontados seus erros e defeitos.

Agora, na iminência de um revés ou, pelo menos, de muita dificuldade para alcançar o que antes parecia fácil, vemos, tanto o governador quanto a presidente, se utilizarem da mais reles apelação.

Dilma prega o terror em cadeia nacional, fazendo sumir comidas dos pratos, entre outras prestidigitações. Wagner ataca os aliados do adversário, como se não tivesse ao lado outros tantos da mesma cepa.

Por outro lado, tonta, sem saber para que lado vai desde a tragédia que elevou Marina Silva a candidata à presidência, a grande imprensa precisou, emergencialmente, eleger a nova inimiga, a assustadora seringueira.

Em uníssono, O Globo, Folha, Veja e O Estado de S. Paulo trazem das catacumbas a voz criptografada de Paulo Roberto Costa, repentinamente envolvendo pessoas que, de uma forma ou de outra, já foram citadas em conturbadas histórias de corrupção.

Renan Calheiros, Henrique Eduardo Alves, Edison Lobão, Roseana Sarney. Nada de novo, só a acusação a um morto, Eduardo Campos, que não pode falar e que em vida jamais teve o nome relacionado a escândalos.

É evidente o objetivo de comprometer Marina Silva, como nos casos do avião, do “conflito” com o agronegócio, até a formulação explícita de que, caso eleita, correrá o risco de deposição.

Anteveem, portanto, essas pessoas, um governo de caos e incompetência desde o primeiro dia, o que levará inevitavelmente à crise, à ruína econômica, à conflagração social.

Sabem, porém, que não é assim. A ex-senadora, ex-ministra, política de longo curso e com evidente experiência de gestão e capacidade de diálogo, não é nenhum Dom Quixote que arremessará, cega, sua lança contra as instituições e o bom senso.

Acredita-se, sim, que poderá governar com avanços e formando uma base no Congresso sob o foco de uma autoridade inovadora, que começaria, por exemplo, recusando a imoralidade da reeleição.

A questão é que as pesquisas, sem gênese verdadeiramente conhecida, são sedutoras nas gangorras em que colocam os candidatos, uns subindo hoje, descendo amanhã, outros fazendo no dia seguinte o momento inverso.

E a mídia, enfim, que patrocina os institutos, emprega toda a sua “credibilidade” na manipulação, envolvendo em luzes a opinião pública.

=========================================================


A cronista em Lisboa:hora da ginginha
=============================================================

CRÔNICA

Portugal:Saudades de Amália (e da ginginha)

Maria Aparecida Torneros

Cresci ouvindo Amália. Ela vinha ao Brasil e aqui fazia sucesso. Figura adorada em sua pátria a fadista deixou um legado imenso que mantém o amor à sua música nas novas gerações. Pelas noites do bairro alto, em Lisboa, faz-se silêncio na hora de se ouvir o fado. Quando estive na famosa Tasca do Chico há 3 anos atrás o que mais me impressionou foi a referência que tanto os nativos como os turistas fazem quando se canta alguma das canções de Amália.

Comprei um livro sobre a vida dela na primeira vez que fui ao Porto em 2009, na livraria Lello. Escrito por uma amiga de décadas traz revelações sobre a vida de amor à arte e ao seu Portugal.

Uma vez comprei aqui no Brasil um CD gravado na casa dela junto com Vinicius de Moraes. Dei de presente a uma amiga portuguesa mas escutamos juntas muitas vezes o antológico “saudades do Brasil em Portugal”.

inginaEntretanto quando acordo como hoje com saudades da Amália busco ouvir Casa da Mariquinhas que em mim tem um efeito intenso. Vem à minha boca o gosto da ginginha licor saboroso que gostava de beber no balcão em pé ao caminhar em Lisboa. E saía por lá esquecendo a dor devidamente saciada da sede de aliviar a tal saudade.

Amália é patrimônio da língua portuguesa e da nossa cultura. O fado vive assim como ela também.

Resta-me comer sardinhas e tomar um bom vinho português na hora do almoço. Mas quanto às saudades e à dor só me cabe reviver a própria voz do meu avozinho português com quem convivi até meus 9 anos e que me apresentou Amália num disco de vinil onde ela interpretava Foi Deus. Aquele que me pós no peito um Rosário de penas que vou desfiando a cantar. Viva o fado. Viva Amália!

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro e edita o Blog da Mulher Nessária, onde o texto foi originalmente publicado.

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Fotógrafos de São Paulo vão cobrir um de seus olhos durante um dia de trabalho, em protesto contra a decisão da Justiça paulista de ter culpado o fotógrafo Alex Silveira por ter perdido a própria visão ao ser atingido por uma bala de borracha lançada pela Polícia Militar em um protesto.

Na época, Silveira trabalhava para o jornal “Agora”, do Grupo Folha. Ele foi atingido enquanto fotografava um ato de servidores da saúde e da educação na avenida Paulista que acabou em um confronto entre os cerca de 15.000 manifestantes e a tropa de Choque da Polícia Militar, que usou balas de borracha, gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral contra a multidão. Cerca de 20 pessoas acabaram feridas, entre elas Alex, atingido no olho direito, o que provocou uma hemorragia e o descolamento de sua retina e o fez perder 80% da visão.
mais informações

Silveira processou o Estado e pediu uma indenização por danos materiais e morais. Uma sentença havia condenado a Secretaria da Fazenda a pagar todos os gastos médicos, além de cem salários mínimos, mas o Governo recorreu. Nesta semana, uma decisão da 2ª Câmara Extraordinária de Direito Público reverteu a sentença anterior. A nova decisão afirma que “as circunstâncias em que os fatos ocorreram não autorizam a indenização”. O texto afirma que o fotógrafo “colocou-se em situação de risco ou perigo, quiçá inerente à sua profissão”. “O autor colocou-se em quadro no qual se pode afirmar ser dele a culpa exclusiva do lamentável episódio do qual foi vítima”, afirma o desembargador Vicente de Abreu Amadei. Silveira acabou sendo condenado a pagar as despesas do processo, fixadas em 1.200 reais.

Na última quarta-feira, fotógrafos e repórteres de diferentes veículos de comunicação se reuniram na sede do sindicato dos jornalistas de São Paulo e decidiram iniciar protestos para alertar sobre os possíveis efeitos da sentença. “É uma decisão absolutamente improcedente e muito séria porque coloca a culpa em um profissional que estava trabalhando. Isso fere a liberdade de se estar ali, fazendo o próprio trabalho”, afirma José Luis da Conceição, vice-presidente da Arfoc-SP, associação que reúne repórteres fotográficos e cinematográficos. “A decisão abre um precedente muito grave, que inibe o profissional de fazer seu trabalho”, afirma ele.

Ele diz ainda que a instituição se coloca contrária a qualquer tipo de uso de arma em manifestações e destaca que durante a série de protestos iniciada em junho do ano passado vários outros profissionais acabaram feridos. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), mais de cem jornalistas foram atingidos enquanto cobriam os atos, a maioria por agressões policiais. Entre eles, o fotógrafo Sérgio Silva, que também ficou cego ao ser atingido por uma bala de borracha, e a jornalista da TV Folha Giuliana Vallone, também atingida no olho por uma bala de borracha lançada propositalmente por um policial – ela estava identificada como repórter.

A data dos protestos dos jornalistas será decidida na próxima segunda. Mas muitos profissionais já começaram a divulgar imagens em que aparecem com um dos olhos tapados por um tapa-olho.

Em carta divulgada pela Arfoc-SP, Silveira afirma: “Permanecendo este parecer ridículo, todos nós estaremos em um grande perigo de uma nova ditadura, mas agora velada de interesses mesquinhos e danosos, e dando para os agentes do Estado um salvo-conduto”. E continua: “Acredito que essa causa é maior do que todos nós. Perdemos a nossa individualidade e nos tornamos um só repórter, essa luta agora é de todos nós”.

  • Arquivos

  • setembro 2014
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    2930