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DEU NO UOL/ FOLHA DE SÃO PAULO

PT faz justiça ao ‘PIG’

É maravilhoso assistir ao horário eleitoral gratuito do PT e lembrar de como o partido reclamava das “mentiras” do que chama de imprensa golpista –ou “PIG” (Partido da Imprensa Golpista).

O que Dilma Rousseff e sua campanha vêm fazendo contra Marina Silva é desonesto, algo de que a presidente e sua biografia deveriam se envergonhar.

A peça publicitária em que uma família vê a comida desaparecer do prato caso Marina adote a autonomia do Banco Central é espantosa. Não só pelo fato de sob Lula e Dilma os bancos terem tido os maiores lucros da história e a inflação ter voltado com força no atual governo.

Mas, pela reprodução da campanha do medo que o próprio PT sofreu e se ressentia cobrando ética na política. O que não fazem poder, cargos e milhares pendurados em um governo.

Azar da maioria democrática e ignorante que engole permissividades do sistema eleitoral.

Já a força do “PIG” teve seu auge durante as acusações e processo do mensalão. Pilhas de documentos e centenas de horas de julgamento condenaram a cúpula do partido.

Agora, o PT está emaranhado novamente em acusações envolvendo a Petrobras. Seria a volta do “PIG”?

A pergunta que cabe é se Marina Silva faria algo diferente de PSDB e PT se tivesse mais tempo na TV e estrutura além da sua atual “caravana holiday” eleitoral. Dificilmente. O problema é estrutural.

O Brasil voltou a ser uma das maiores democracias do mundo já há 25 anos, com eleições a cada biênio. Neste ano, R$ 6 bilhões, a maior fatia com pessoal, serão gastos pela Justiça Eleitoral com todo o processo.

Temos de conviver com propaganda enganosa?
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fernando canzian

Fernando Canzian é repórter especial da Folha. Foi secretário de Redação, editor de política, do “Painel” e correspondente da Folha em Nova York e Washington. Vencedor de dois prêmios Esso, é autor do livro “Desastre Global – Um ano na pior crise desde 1929”. Escreve às quintas-feiras.

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Eliane Elias com E, de Estate

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

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OPINIÃO

Silêncio, por favor.

Paquito

Há cerca de um mês escrevi uma carta ao prefeito de Salvador aqui mesmo na Terra Magazine, pedindo atenção nessa questão da poluição sonora que, na nossa cidade, não é bolinho.

Não obtive resposta. Ou melhor – e pior -, esta veio de forma indireta e lapidar, no sentido estrito da palavra, para sepultar de vez as esperanças de sossego.

A Câmara de Vereadores de Salvador aprovou um projeto – que ainda precisa ser sancionado pelo prefeito – que flexibiliza a lei do silêncio, em algumas “áreas de exclusão” da cidade (Arena Fonte Nova, Pelourinho, Parque de Exposições e trecho do Rio Vermelho): o nível máximo permitido será de 110 decibéis, quando o atual é de 60 db (à noite) ou 70 db (de dia).

Além das zonas previstas, o projeto propõe a liberação de 110 db em toda a cidade, 25 dias antes e 10 dias depois do carnaval (um verão, literalmente, do barulho); e 15 dias antes e 10 dias depois do São João; considerando uma situação ideal, já que, na realidade, a fiscalização é ineficiente para conter a sonzeira que já nos habita diariamente, colonizando nossos ouvidos.

Em reportagem do jornal A Tarde, Otávio Marambaia, diretor da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia na Bahia, considerou a flexibilização um problema de saúde pública: “Salvador vai ser a primeira cidade do mundo a legalizar a poluição sonora. A Câmara está querendo que a população de Salvador fique surda”, acrescentando que 110 db é um som mais alto que o da turbina de um avião. Ou seja, a população soteropolitana vai estar condenada – se já não sofre desse mal extra-oficialmente – a viver em um ambiente sonoro de pista de aeroporto, só que em áreas urbanas e residenciais.

Em meio à discussão (surda?), os carros de som continuam, céleres e livres, atazanando o juízo.

Sempre no Campo Grande, caboclo lá do alto, quem sabe, a refletir: “já tenho que ficar em pé e imóvel há anos, e ainda obrigado a suportar o barulho?”.

(É duro ser estátua, diz um rock estapafúrdio de Roberto e Erasmo; por isso mesmo, divertido. Nada divertida e mais estapafúrdia é a direção que toma a questão da saúde pública em Salvador, movida pelos interesses da indústria do carnaval, do qual a maioria dos baianos foge.)

Há dias, um desses carros, com música de Júlio Iglesias em alto volume, invadiu minha vizinhança e arredores.

Iludido, liguei pra Sucom, olhei pela janela, dei a placa e a cor do carro (preto, feito os carros da morte) e esperei, mas o fiscal não veio, nunca vem. E o som não parava…”Ou me queres ou me deixas…”

Por que não me deixas, não nos deixa?

Ele parou (o carro e o motorista são uma coisa só, monstro de várias bocas, todas potentes) e passou a vender discos piratas.

Dois dias depois, foi na Avenida Sete: mais Iglesias em volume máximo, tomando a avenida, levando compulsoriamente os passantes para aquele universo passional desesperado. Mas o carro era outro, outra cor.

Adiante, mais outro carro com o renitente Júlio chorando suas mágoas: meu Deus, eles estão em bando, são uma quadrilha de chorões poluentes…

Anteontem, pela manhã, no meio do banho, de repente chegou mais um som: “Jutahy Magalhães…é é é é…”. Parecia uma imitação de cabra, só que uma cabra com serviço de amplificação.

Se eles mesmos – os candidatos a qualquer cargo público -, que querem ser (ou continuar) nossos gestores, não dão o exemplo, como exigir dos outros silêncio? Como exigir dos outros respeito? Eleição rima com poluição sonora.

Quando a gente não tem mais pra quem apelar, já que os poderes públicos e constituídos são, eles mesmos, fomentadores de poluição sonora, sabem o que eu queria num momento desses?

Eu queria um vândalo.

Um vândalo desses danados, de não temer prisão nem perseguição do Estado cerceador, mas um vândalo com superpoderes, o Supervândalo – sinal de saúde na nossa vidinha política antiga e comezinha – pra não contar conversa e vandalizar com os poluentes sonoros, quebrar suas caixas de som, atiçar longe os fios, furar os pneus do seus carros, e, enfim, silenciá-los com requintes de crueldade.

Mas tudo bem baixinho, em silêncio de morte, sepulcral e avassalador.

Paquito é músico, compositor, intérprete e produtor baiano. Foi gravado por Maria Bethânia, Jussara Silveira eSarajane. Produziu, com J. Velloso, os cds Diplomacia, de Batatinha e Humanenochum, de Riachão. Gravou os cds Falso baiano e Bossa trash

set
11
Posted on 11-09-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-09-2014


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Frank, hoje, no jornal A Notícia (SC)

set
11

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DEU NO IG

Ao tomar posse oficialmente como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Ricardo Lewandowski prometeu algumas pequenas reformas no Poder Judiciário brasileiro. Entre elas, prometeu intensificar o julgamento das chamadas repercussões gerais pelo Supremo e enviar o novo Estatuto da Magistratura.

Com as repercussões gerais (ações cujo resultado devem ser seguidos por todos os juízes de base), Lewandowski pretende dar uma solução a pelo menos 700 mil processos que hoje estão pendentes em todo o Brasil.
Roberto Stuckert Filho/ Presidência da República
Presidenta Dilma Rousseff participa da posse de Ricardo Lewandowski no Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira (10), em Brasília

Ao todo, esses processos correspondem a 333 ações com pedido de repercussão geral. Entre essas ações pendentes com repercussão geral está aquela que visa conceder indenizações a poupadores por perdas nos planos econômicos dos anos de 1980 e início dos anos de 1990.

Ainda na sua posse, prestigiada pela presidente Dilma Rousseff (PT); pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), entre outras autoridades, Lewandowski disse que pretende incentivar a adoção de meios eletrônicos para agilizar a tramitação de processos, além de fomentar formas alternativas de solução de conflitos, como a adoção do processo de conciliação judicial.

Ainda no aspecto normativo, Lewandowski prometeu elaborar e enviar ao Congresso Nacional um novo Estatuto da Magistratura, com alterações na prestação jurisdicional brasileira.

“Nós também temos um sonho: o sonho de ver um Judiciário forte, unido e prestigiado, que possa ocupar o lugar que merece no cenário social e político deste País. Um Judiciário que esteja à altura de seus valorosos integrantes, e que possa colaborar efetivamente na construção de uma sociedade mais livre, mais justa e mais solidária, como determina a Constituição da República, a qual todos os magistrados brasileiros, de forma uníssona, juraram respeitar e defender”, disse Lewandowski.

DEU NO BLOG DO NOBLAT

Datafolha: Cinco lições a tirar da nova pesquisa para presidente

Lições a serem extraídas dos números da mais recente pesquisa de intenção de votos para presidente da República do Instituto Datafolha, divulgados há pouco pelo Jornal Nacional:

1 – Espantosa a resistência da candidata Marina Silva (PSB). Ela sobrevive sem grandes escoriações à pancadaria que lhe movem Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB). De resto, Marina tem sido alvo de críticas da imprensa.

2 – Se bem aplicada, pancadaria produz efeitos. Embora tenha oscilado apenas dentro da margem de erro em relação à pesquisa Datafolha anterior, Marina já teve 10 pontos percentuais na frente de Dilma na simulação de segundo turno. Sua vantagem caiu para quatro pontos percentuais.

3 – A rejeição de Marina passou de 11% em meados de agosto último para 18%. A de Dilma, de 34% para 33%.

4 – Salvo se o acaso fizer uma surpresa, só restará a Aécio apoiar Marina no segundo turno. A intenção de votos dele caiu de 20% em meados de agosto para 15%. A rejeição aumentou de 18% para 23%.

5 – A Dilma não resta outro caminho que não seja o de continuar espancando Marina no horário de propaganda eleitoral no rádio e na televisão. Precisa ultrapassá-la nas intenções de voto do primeiro turno, se possível, abrindo uma vantagem confortável. No momento as duas estão em empate técnico. E Dilma precisa aumentar a taxa de rejeição de Marina. Cabe a Marina se segurar onde está para, aí, sim, no segundo turno, com tempo de propaganda igual ao de Dilma, enfrentá-la em melhores condições.

set
11

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Magnífico e inimitável Bola de Nieve, o músico e intérprete cubano que empolgou o mundo com sua voz, seu piano e suas memoráveis interpretações, como neste bolero. Confira.

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Aécio em campanha numa padaria de São Paulo /Foto: El Pais

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Afonso Benites

De São Paulo

O PSDB caminha para uma transformação inesperada neste ano. De grande e protagonista, o partido possivelmente passará a ser uma legenda média, coadjuvante. Uma das razões é o mau desempenho que o candidato presidencial Aécio Neves deve ter nas próximas eleições. Se as pesquisas eleitorais se confirmarem, pela primeira vez em 20 anos o PSDB estará fora do segundo turno na luta pelo Palácio do Planalto.
mais informações

“Sem um candidato a presidente forte, sem governadores o partido perde competitividade. Por isso, a bancada de deputados e senadores, que já vinha caindo desde o início dos governos do PT, tende a cair ainda mais”, ponderou o cientista político Fernando Azevedo, professor da Universidade Federal de São Carlos.

Após a entrada de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial, Aécio caiu cinco pontos percentuais nas pesquisas. No último levantamento, divulgado nesta quarta-feira, ele cravou 15% das intenções de votos e se distanciou ainda mais do segundo turno, que deverá ficar entre a ambientalista e a atual presidenta, Dilma Rousseff (PT).

“Ainda que seja de uma maneira mais lenta, os tucanos terão o mesmo caminho do DEM, que hoje não tem quase nenhuma força”, afirmou Gonzalo Rojas, doutor em ciência política pela USP (Universidade de São Paulo) e professor da Universidade Federal de São Carlos.

O DEM (Democratas), citado pelo especialista, sempre foi um partido auxiliar ao PSDB. Antes de se chamar Democratas era o PFL (Partido da Frente Liberal) e chegou a eleger sete governadores, em 1998. Nos últimos anos, porém, enfrentou uma debandada de seus quadros políticos. Neste pleito, tem apenas um candidato com chances de se eleger governador (Paulo Souto, na Bahia) e nacionalmente se aliou a Aécio.

Santo de casa

Nem mesmo em seu próprio quintal, Minas Gerais, Aécio Neves tem tido sucesso neste ano. Ele enfrenta dificuldade para eleger o seu candidato ao governo. Conforme o Datafolha publicado na semana passada, o tucano tem 22% dos votos dos mineiros, fica atrás de Roussef (35%) e Marina (27%). Enquanto foi governador Aécio desenvolveu o choque de gestão, uma política marcada pela diminuição dos gastos do Estado e a modernização dos serviços públicos. As taxas de homicídio reduziram, nos primeiros anos de sua gestão, mas voltaram a subir quando ele passou o bastão para o seu sucessor, o afilhado político Antonio Anastasia (PSDB).

Em Minas, Aécio era visto não só como um bom gestor, mas também como um político que sabia costurar alianças. Foi por meio de suas mãos, por exemplo, que o PSDB fez uma aliança até então incomum com o PT para eleger Marcio Lacerda, do PSB, prefeito de Belo Horizonte, a capital de Minas, em 2008. Hoje, o “criador” de Lacerda se vê em um beco praticamente se saída e precisa lutar contra o partido de sua “criatura” para dar uma sobrevida à sua agremiação.

Com exceção da eleição de 2002, quando José Serra (PSDB) perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os tucanos sempre conseguiram mais de 33 milhões de votos no primeiro turno. Dessa vez, se nada mudar, Aécio deve ficar entre os 15 milhões e 17 milhões de votos. É menos do que Marina Silva, na época no minúsculo PV, obteve em 2010, e o mesmo tanto que Anthony Garotinho, do também pequeno PSB na época, atingiu em 2002.

“Os dados mostram que nem o fiel eleitor do PSDB confia no próprio Aécio. Nas pesquisas ele não conseguia passar da casa dos 20%. Acho que já está em um caminho sem volta”, analisou o professor Azevedo.

Para o cientista político Rojas, os tucanos estão em uma situação paradoxal. “O PT se firmou no governo usando a política econômica do PSDB e criando uma série de políticas sociais compensatórias. O que os tucanos vão criticar? Se atacarem a economia, jogam contra si mesmos. Se criticarem as políticas sociais, perdem votos”, disse.

O mal desempenho de Aécio já virou motivo de piadas. O Piauí Herald, site de humor da revista Piauí, chegou a dizer que se iniciou um movimento volta Serra e que Aécio irá processar os institutos de pesquisa que o colocam em terceiro lugar.

Em sua defesa e buscando reverter o quadro, o candidato passou a atacar suas principais adversárias, disse que é a mudança segura para o Brasil e que acredita que irá para o segundo turno. “Todos que disputam a eleição podem ou não chegar ao segundo turno. Em Minas, por exemplo, nunca cheguei ao segundo turno. Ganhei todas antes do segundo turno, exatamente, do PT. Tenho uma proposta para o Brasil. Uma proposta consistente”.


Ana Patricia Botin:nova presidente do Santander

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DEU NO EL PAIS

Entre os analistas financeiros, quando se perguntava quais eram os maiores desafios do Banco Santander, sempre começavam pela sucessão de Botín. Esta preocupação aumentava com o passar dos anos e o mutismo do presidente, mas ontem a incógnita foi resolvida de maneira drástica.

Ao assumir o comando, Ana Botín, (Santander, 1960), a filha mais velha de Botín, tem pela frente importantes desafios. Todos seus objetivos estão condicionados pela crise financeira, que depois de sete anos de duração, continua sem ter um final previsível, embora a situação tenha melhorado desde os anos mais difíceis, 2011 e 2012. Uma das consequências mais relevantes da hecatombe financeira foi que os supervisores internacionais aumentaram o capital exigido dos bancos para reforçá-los.

Esta circunstância, assim como a debilidade do mercado pelo pouco crédito concedido, afundou a rentabilidade das ações bancárias, inclusive as do Santander nos últimos dias. O próprio Javier Marín, diretor executivo, admitiu recentemente que elevar a rentabilidade do Santander é a questão prioritária. As ações do grupo chegaram a 15 euros na Bolsa em 2007 e agora valem a metade, 7,70 euros, segundo o fechamento de ontem.

O segundo desafio, consequência do primeiro, será consolidar o Santander nos dez grandes países em que atua, embora tenha negócios em 40 mercados. É a isto que tem se dedicado Marín desde sua nomeação em abril de 2013. “Está claro que não é possível repetir a obra que realizou Emilio Botín, porque aproveitou várias crises para crescer com rentabilidade, algo que não é fácil realizar e impossível de repetir a médio prazo”, aponta Iñigo Vega, especialista bancário de Nau-securities. Segundo os dados deste especialista, o comportamento do Santander na Bolsa desde 1990 é melhor que o de quase todos os outros bancos europeus de tamanho parecido, incluindo o gigante HSBC, “e muito mais favorável que o do Citigroup, um dos gigantes norte-americanos”.

Espanha, Brasil e Estados Unidos serão as filiais que ela deverá dedicar mais atenção pelo baixo rendimento, segundo os especialistas

O Santander entrará em algum dos grandes países europeus onde ainda não está presente? A crise deixou especialmente abalados os bancos alemães, um país onde a entidade já está presente, mas apenas como banco comercial. Os especialistas acreditam que depois do teste de estresse podem aparecer entidades fracas e passíveis de serem compradas, mas também lembram que é um setor financeiro muito pouco rentável, arriscado e de baixas margens.

O que ninguém duvida é que Ana Botín manterá a diversificação geográfica como uma dos ensinamentos do grupo, já que foi uma das chaves para superar a crise e evitar perdas, apesar dos golpes recebidos na crise imobiliária, sobretudo na Espanha.

No entanto, nem todas as divisões estão fortes, da mesma forma. “Espanha, Brasil e Estados Unidos serão os países que ocuparão a maior parte do tempo de Ana Botín, pois ela deverá endireitá-los para conseguir todo o potencial que possuem, mas que não aproveitam agora”, afirma Vega. Destes países, são os Estados Unidos que se encontram menos encaminhados, como admitem fontes da entidade.

No começo de sua carreira, depois da passagem pelo JPMorgan, Ana Botín desenvolveu o banco de investimento do Santander nos Estados Unidos e na Ásia. O projeto acabou com um triste final pela chegada das crises de divisas no início de 2000.

Alguns especialistas se perguntam se, no médio prazo, a nova presidenta vai impulsionar um banco de investimento. A maioria das fontes consultadas descarta isso porque considera que o que diferencia (e revaloriza) o Santander em relação a outros gigantes internacionais é sua grande participação no setor de bancos comerciais dos 10 países onde está implantado. Realmente, no ano passado, 74% dos lucros saíram deste tipo de negócio.

Ana Botín tem um desafio difícil por causa da situação econômica e porque deve demonstrar que não é presidenta apenas por ter herdado o cargo de seu pai. Se tiver sucesso nos desafios que deverá enfrentar, acabará com esta lenda.

set
11


Emilio Botín e Lula em 2002. / LUIS BLANCO MURUZABAL (efe)/El Pais

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Mensagem do ex-presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva,e dona Marisa, após a morte do presidente do Banco Santander, Emílio Botin

“Fomos surpreendidos nesta manhã com a triste notícia da morte do nosso amigo Emilio Botín. Lamentamos essa grande perda e nos solidarizamos com toda a família.

É inesquecível para nós o seu gesto, ainda em 2002, quando em meio a uma grave crise econômica, ele fez questão de mostrar sua confiança no futuro do Brasil e no povo brasileiro. Além de renomado líder empresarial, Botín sempre valorizou a democracia e as boas relações entre os países. Nesse momento de dor, enviamos nosso abraço para a família, amigos e colaboradores de Emilio Botín.

Dona Marisa Letícia e Luiz Inácio Lula da Silva

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