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Miltinho em cena do filme “O Vendedor de Linguiças”, de G. M. Laurelli e estrelado pelo comediante Mazzaropi em 1960, cantando “O Poema do Adeus” de Luiz Antônio.
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CRÔNICA

Na Terra da Felicidade

Gilson Nogueira

Como um soco na boca do estômago, daqueles de provocar falta de fôlego, senti a morte de Miltinho, o admirável artista que parte para a cobertura de Deus e deixa, no térreo, a alegria triste, como diriam Erasmo e Roberto Carlos. Tive o prazer de conhecer Miltinho, através do amigo Castro, quando o grande intérprete esteve em Salvador, na década de 1970, para apresentar-se em show de bolso no bar do extinto Ondina Praia Hotel. Alí, o vi fazer estrelas dançarem, em noite memorável e inesquecível, no ritmo do samba fantástico.

Aqui estou, agora, meio zonzo, escrevendo palavras no computador, como se buscasse compor a canção feita de lágrimas para homenagear Miltinho. De repente, meio grogue, com a sensação de haver beijado a lona, após nocaute brabo, vejo-me caminhando na avenida das reflexões buscando explicações para a felicidade, contramão da tristeza. Felicidade que Pascal, pensador francês, morto em 1662, explicou não estar ela nem dentro nem fora de nós, e, sim, ser resultado da união de nós mesmos com Deus.

A cabeça girava, no momento em que alguém chegava perto de mim e sugeria-me escrever sobre o nascimento de minha terceira neta, na quinta-feira passada, aqui, em Salvador, para a alegria das famílias e de amigos, no Brasil e no exterior.
Não hesitei em agradecer a sugestão da pessoa que nos visitava e responder que minha alma flutuava nos espaços íntimos, em agradecimento ao Criador, imaginando letras do alfabeto, em cor-de-rosa, dançando a ciranda da vida! E lembrei o luar amarelo sobre o meu edifício abençoando a chegada de uma estrela em forma de menina. Olhei para o alto e rezei. A vida é maravilhosa!Cada vez mais, faço isso.

Agradeço a Deus. Por tudo! É preciso agradecer o tempo todo.
Benzo-me, sempre! E com a força da fé, que remove montanhas ,o centro da Cidade da Bahia voltará a ser lugar digno de primeira capital do Brasil. Do jeito que está, a diferença para quem a vê, seja morador da capital ou não, reside nos prédios abandonados, quase caindo, desprezando seu passado. A Terra da Felicidade não merece isso. Que Deus ilumine o prefeito. De novo!

Gilson Nogueira, jornalista , é colaborador do BP

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