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Postado em 31-08-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 31-08-2014 00:03

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

A multinacional espanhola Telefônica não só quer se tornar mais brasileira, mas também reinar no país. Custe o que custar. A operadora acaba de lançar uma oferta de 22 bilhões de reais para adquirir a Global Village Telecom (GVT), uma subsidiária de banda larga e telefonia fixa da Vivendi. Se fechar o negócio, o Brasil será, de longe, o país ao qual a multinacional espanhola destinou mais recursos para ganhar tamanho, já que a compra da O2, em 2005, por 25 bilhões de euros, incluía ativos em vários países europeus. Somente nos últimos quatro anos, a empresa desembolsou 15 bilhões de euros após a aquisição, em 2010, de 50% da Vivo, então em mãos da Portugal Telecom.
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Dizem que o Brasil é a obsessão de César Alierta desde que se tornou presidente do grupo há mais de uma década, porque o vê como o país com o maior potencial para gerar crescimento, em comparação com os mercados europeus demasiado saturados. Foi o que admitiu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já participou de apresentações da empresa. E embora não goste muito de viagens protocolares nem de reuniões, o presidente não se importa de viajar regularmente ao Brasil, porque se sente à vontade. E porque quer conhecer de perto aquele que está prestes a se tornar o principal mercado do grupo.

De fato, apesar de uma ligeira diferença, a Espanha continua sendo o país líder em receita e lucro operacional bruto (EBITDA) do grupo, segundo as contas do primeiro semestre deste ano. Se a compra da GVT se concretizar, o Brasil, que hoje representa cerca de 22% do faturamento e do lucro total, ocupará a primeira posição.

Mas essa liderança interna é apenas uma anedota, porque o que a Telefônica realmente quer é mandar no Brasil. A operadora espanhola está convencida de que, apesar da morna oposição do Governo e dos reguladores, o mercado no país caminha para a consolidação: menos concorrentes e mais competitivos. Das cinco grandes empresas atuais – Telefônica, América Móvil, Oi (Portugal Telecom), TIM (Telecom Italia) e GVT (Vivendi) – devem restar três, segundo o consenso dos analistas.

Os analistas apontam para um mercado com apenas três empresas

A compra da GVT é apenas um primeiro passo nesse processo de consolidação. A próxima a cair pode ser a TIM. E o fracasso da Telecom Italia em sua tentativa de adquirir a subsidiária da Vivendi deixa-a isolada, com presença apenas no mercado de telefonia móvel. A reação irada dos italianos acusando a Vivendi de ter combinado tudo de antemão com a Telefônica (“em uma representação teatral”, disseam) dá uma ideia do seu nervosismo. E a Oi, a quarta operadora fruto da fusão com a Portugal Telecom, está prestes a lançar uma oferta hostil sobre sua subsidiária TIM, como anunciou esta semana.

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