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Postado em 28-08-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 28-08-2014 15:38

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DEU NO TERRA MAGAZINE E NO JORNAL DA GAZETA

POR BOB FERNANDES

O momento e o caminho são de Marina, em ascensão vertiginosa nas pesquisas. Essa é a hora em que a candidata pode propor o futuro cor de rosa.
O futuro é uma quimera, não há como dissecar o que não existe. Difícil para um adversário criticar um “governo” que por ora é hipótese e promessas.

A eleição está longe de ser decidida, mas a história está aí. Nas duas últimas décadas, com grandes acertos, mas também com erros, PT e PSDB escreveram a história.

Hoje a história se faz e se conta em outra velocidade. Na velocidade de um país que tem 271 milhões de celulares e uns 100 milhões de usuários de internet.

Até aqui as pesquisas indicam fadiga de material. Importa pouco, para efeito de percepção e análise do agora, que essa sensação tenha ou não a ver com fatos concretos.

Importa é que o sentimento das ruas de junho segue latente.

Sentimentos e motivos são múltiplos, difusos, alguns ainda indecifráveis, mas estão aí. No ar. E até agora Marina está sabendo decifrá-los e deles se valer.

PT e PSDB nasceram como duas das reações à ditadura que avacalhou o país e a Política por 21 anos.

Nos últimos 20 anos, à parte méritos e deméritos, PT e PSDB governaram, acertaram e erraram, se xingaram, avacalharam-se mutuamente. Basta ir às redes sociais e ver o que partidos e os seus dizem um do outro.

Enquanto bolso e estômago vão bem, tanta degradação da Política é barulho.

Quando surgem incertezas, temores quanto ao futuro imediato, o passado conta. E até o que é boato se torna fato.

Marina é política, embora sugira negar a Política de onde veio. Marina conversa diretamente com o eleitor. Nisso há riscos, e não são pequenos.

Agora choverão apoios e contradições. A hora é de Marina mostrar quem é, e o que seria um governo seu.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 28 agosto, 2014 at 16:26 #

“Tutto deve cambiare affinchè tutto rimanga come prima” (Giuseppe Tomaso di Lampeduza, Il Gattopardo)

O triunfo de Lampeduza, toma forma de “jaguatirica”, como sonham em nominar os que seguem Marina.

Adequado, felinos singelos, os dois.

Marina propõe mudança, uma nova e terceira beberagem, a partir da purificação de tucanos, petistas, et alli, fala em FHC, Covas, Suplicy, entre outros, que poderiam dar cores à mágica destilação caseira.

Mistura cadinhos de PMDB, Simon, Jarbas Vasconcelos, para conferir aroma afeito a certos círculos nostálgicos.

Mas qual a bebida oferecida?

A mesma, por certo, servida nos velhos moldes do tal tripé mágico, que embebeda multidões mas só garante lucro e riqueza para o velho e conhecido mercado financeiro de todos os santos, amém.

O tripé se impõe, só não confessa que atende o equilíbrio mórbido, focado em juros, entupido de taxas e impostos.

O sabor é financeiro, fosse social e produtivo os convivas à mesa seriam outros, jamais banqueiros, estes não bebem, só comercializam o que outros destilam.

Mesmo assim, sobre o patrocínio da Friboi, debates e candidatos escamoteiam a realidade.

Algum program decente em educação, saúde, segurança, saneamento, etc?

Claro que não, destilação cansa e esgota. Já os juros….


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