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DEU NO CORREIO DA BAHAI

EU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

A forma impactante como William Bonner conduziu as entrevistas com os candidatos à presidência da República repercutiu em todo o país nos últimos dias. Na rede, muitos questionaram uma suposta postura ofensiva do âncora do Jornal Nacional e nesta quinta-feira (28) ele resolveu comentar o assunto de uma forma subliminar.

Pelo Twitter, o apresentador agradeceu aos presidenciáveis pela aceitação em serem questionados sobre assuntos “polêmicos e desconfortáveis”, afirmando que todos demonstraram compreender a “necessidade de as entrevistas serem como são”.

“Agradeço aos entrevistados, que aceitaram ser confrontados com questões polêmicas e desconfortáveis diante de milhares de eleitores. Todos demonstraram compreender perfeitamente a importância e a necessidade de as entrevistas serem como são. Diferente da propaganda deles”, escreveu.

William Bonner ainda comentou o vídeo que tem circulado na internet onde o candidato Pastor Everaldo aparece soltando um “pum” barulhento durante a entrevista. O apresentador confirmou que trata-se de uma montagem.

“Esclareço, agora que terminou a rodada de entrevistas com os candidatos do primeiro turno no #JN. Sabe aquele vídeo estranho? É montagem”, avisou.

Reportagem iBahia

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Posted on 28-08-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-08-2014

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DEU NO TERRA MAGAZINE E NO JORNAL DA GAZETA

POR BOB FERNANDES

O momento e o caminho são de Marina, em ascensão vertiginosa nas pesquisas. Essa é a hora em que a candidata pode propor o futuro cor de rosa.
O futuro é uma quimera, não há como dissecar o que não existe. Difícil para um adversário criticar um “governo” que por ora é hipótese e promessas.

A eleição está longe de ser decidida, mas a história está aí. Nas duas últimas décadas, com grandes acertos, mas também com erros, PT e PSDB escreveram a história.

Hoje a história se faz e se conta em outra velocidade. Na velocidade de um país que tem 271 milhões de celulares e uns 100 milhões de usuários de internet.

Até aqui as pesquisas indicam fadiga de material. Importa pouco, para efeito de percepção e análise do agora, que essa sensação tenha ou não a ver com fatos concretos.

Importa é que o sentimento das ruas de junho segue latente.

Sentimentos e motivos são múltiplos, difusos, alguns ainda indecifráveis, mas estão aí. No ar. E até agora Marina está sabendo decifrá-los e deles se valer.

PT e PSDB nasceram como duas das reações à ditadura que avacalhou o país e a Política por 21 anos.

Nos últimos 20 anos, à parte méritos e deméritos, PT e PSDB governaram, acertaram e erraram, se xingaram, avacalharam-se mutuamente. Basta ir às redes sociais e ver o que partidos e os seus dizem um do outro.

Enquanto bolso e estômago vão bem, tanta degradação da Política é barulho.

Quando surgem incertezas, temores quanto ao futuro imediato, o passado conta. E até o que é boato se torna fato.

Marina é política, embora sugira negar a Política de onde veio. Marina conversa diretamente com o eleitor. Nisso há riscos, e não são pequenos.

Agora choverão apoios e contradições. A hora é de Marina mostrar quem é, e o que seria um governo seu.

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Ahmad Jamal, para ouvir na tarde do BP respirando esperança em novas barras na Cidade da Bahia!

BOA TARDE!!

(Gilson Nogueira)

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Posted on 28-08-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-08-2014


Cazo, hoje, no jornal Comércio de Jahu(SP)

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DEU NO BLOG DO NOBLAT

O PT envelheceu. O discurso do PT envelheceu. E é isso que a candidata Marina Silva, do PSB, está passando na cara do seu antigo partido.

Se o que ela diz a empurra para cima nas pesquisas de intenção de voto é simplesmente porque confere com o que acha a maioria dos eleitores.

A verdade é que o PT já foi sinônimo de alegria e de esperança. Não é mais. Virou sinônimo da velha política que tanto combateu.

Com outras palavras, foi essa a mensagem que Marina deixou, esta noite, depois de uma entrevista de 15 minutos no Jornal Nacional.

Bonner e Patrícia Poeta fizeram as perguntas certas e apertaram Marina na medida certa. A candidata soube encará-los com tranquilidade e firmeza.

A resposta à pergunta sobre irregularidades no uso do jatinho da campanha que caiu matando Eduardo Campos, foi a melhor resposta que Marina poderia dar. O que não quer dizer que ela tenha sido convincente. Não foi.

Foi convincente ao responder sobre seu sofrível desempenho eleitoral em seu Estado, o Acre. E menos convincente ao responder sobre a escolha do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS) para seu candidato a vice.

Marina é capaz de repetir a frase que todo político gosta de dizer (“Meu compromisso é com a verdade”) e, no caso dela, a frase soar verossímil. Isso é carisma.

Com jeito, em mais de uma ocasião, Marina calou por alguns instantes Bonner e Patrícia. E ainda ousou dizer que Bonner tinha “um certo desconhecimento” a respeito do que perguntava.

Não deixou Bonner aparteá-la quando considerou que o melhor seria continuar falando. E novamente o alfinetou com elegância do afirmar que ele trabalhava “apenas com um lado da moeda”. Foi até atrevida:

– A vida não tem essa simplicidade que você está usando.

Para encaixar na sequência:

– Vou deixar claro para o telespectador.

Então olhou para a câmera e passou a se dirigir diretamente ao distinto público. Àquela altura havia sobrevivido com escoriações à delicada batalha contra Bonner e Patrícia.

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Clip do concerto em Roma comemorativo dos 50 anos de carreira do grande compositor e intérprete italiano, gravado no DVD “Peppino de Capr 50”. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Um embate entre os vícios políticos brasileiros e uma lei criada por pressão popular está em curso no Distrito Federal. A candidatura de José Roberto Arruda (PR-DF) a governador da capital brasileira foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na lei da Ficha Limpa, nesta terça. O candidato, filiado ao PR desde outubro de 2013, porém, anunciou que continuará em campanha, principalmente porque lidera as pesquisas, com 37% das intenções de voto, segundo o Ibope. Sua candidatura já havia sido impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF.

Arruda está tão decidido que procurou até o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para consultá-lo sobre a possibilidade de recorrer da decisão no Supremo Tribunal Federal (STF). Cardoso o atendeu, mas sabendo da delicadeza do assunto, divulgou uma nota para esclarecer o fato. “O ex-governador Arruda falou comigo a respeito de seu recurso ao TSE. Queria que o julgamento ocorresse a tempo de, se favorável, concorrer ao governo de Brasília”, explicou em nota. O ex-presidente disse ainda que indagou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, para saber se havia chances. “Fui informado de que haveria um julgamento anterior que pré-julgaria o caso. Nada mais pedi a ninguém nem nada mais me foi dito”, diz o texto de Cardoso.

O assunto chama a atenção, uma vez que os brasilienses protagonizaram uma das cenas mais fortes das manifestações de 2013, em 19 de junho, quando a população subiu no Congresso e promoveu gritos contra a malversação do dinheiro público. O mandato de Arruda, porém, foi marcado pela execução de obras de mobilidade que facilitou a vida dos moradores de cidades satélites. O atual governador Agnelo Queiroz, que tenta a reeleição, não tem a mesma simpatia dos eleitores.

Por isso, o ex-governador vê a chance de atender aos ‘anseios do povo’, apesar da Ficha Limpa jogar contra. “O recurso dele não tem efeito suspensivo [que não suspende a decisão], então agora acho que não tem mais saída”, indica o advogado Alexandre Bernardino Costa, do Observatório da Constituição e Democracia da Universidade de Brasília.

Para o juiz Márlon Reis, co-fundador do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que a lei da Ficha Limpa mostrou com o caso de Arruda sua eficácia, mas critica a possibilidade do candidato de continuar em campanha. “Apesar da lei ter mecanismos para deter a campanha dos envolvidos em casos de corrupção, os mesmos não foram aproveitados por uma divergência interpretativa dos tribunais”, garante o magistrado.

Há uma parcela da população que não dá importância a isso [aos casos de corrupção nos quais o candidato em quem se vota está envolvido]. É um trabalho cultural, de desenvolvimento do civismo e isso se dá com educação política”

Por seis votos a um, o TSE decidiu na noite de terça pela impugnação. Apenas o ministro Gilmar Mendes entendeu que a decisão deveria ter sido tomada no momento da apresentação da candidatura, e não agora.

O candidato ao governo do DF foi condenado em julho deste ano por improbidade administrativa no caso do Mensalão do DEM, fruto de uma investigação da Polícia Federal de 2006, revelada em novembro de 2009. O mensalão do partido dos Democratas consistia em um esquema de pagamento de propina em troca de apoios a Arruda – que era então candidato ao mesmo posto que concorre agora – usando recursos públicos.

O ex-governador Arruda falou comigo a respeito de seu recurso ao TSE. Queria que o julgamento ocorresse a tempo de, se favorável, concorrer ao governo de Brasília”

Fernando Henrique Cardoso

Estes recursos foram desviados de contratos de informática do Executivo do então governador Joaquim Roriz, que é pai da candidata a vice pela chapa de Arruda, Liliane Roriz (PRTB). Sua irmã, Jaqueline Roriz (PMN-DF), teve sua candidatura ao cargo de deputada federal impugnada pelo TRE-DF no mesmo dia em que Arruda também foi barrado – ambos foram condenados em segunda instância por improbidade administrativa.
Votos, pese aos escândalos

Nas eleições de 2006, apesar do escândalo do mensalão do DEM já ser de conhecimento público, ele foi eleito no primeiro turno, como representante do PFL ao Governo do DF. Deixou o cargo, no entanto, porque foi preso em 2010 por outra tentativa de suborno relacionada ao mesmo mensalão – ele teria tentado impedir que um jornalista publicasse informações a respeito do assunto. A prisão foi decidida pelo Superior Tribunal de Justiça, mas foi revogada pelo mesmo órgão dois meses depois. Para se defender, o candidato criou um site chamado Golpe de 2009, onde afirma que tudo não passou de “uma mentira”.

Em abril deste ano, Arruda foi condenado a cinco anos de prisão por conta de outra investigação: não fez uma licitação obrigatória para a reforma de um ginásio da capital para um jogo entre Brasil e Portugal, quando era governador, em 2008. Arruda era o líder do PSDB no Senado quando se envolveu no escândalo da manipulação dos painéis eletrônicos durante a votação da cassação do senador Luiz Estevão, em 2001. Arruda atuou com o já falecido senador Antônio Carlos Magalhães, o que fez com que ambos renunciassem para não perder os direitos políticos e não serem cassados. Tanto ACM quanto Arruda foram eleitos após o escândalo: ACM teve 2,9 milhões de votos na Bahia em 2002, e voltou ao Senado, enquanto Arruda foi o deputado federal mais votado do Distrito Federal (26,53% dos votos).

A razão para tal resultado, apesar de todas as evidências da falta de idoneidade dos candidatos, tem uma explicação difícil de sustentar, até mesmo pelos especialistas. “Há uma parcela da população que não dá importância a isso [aos casos de corrupção nos quais o candidato em quem se vota está envolvido]. É um trabalho cultural, de desenvolvimento do civismo e isso se dá com educação política”, expõe Reis. Costa reconhece a situação, mas não consegue explicar o paradoxo. “A população tem a sensação de impunidade, mas temos que separar o que é a elegibilidade do político e o comportamento político das pessoas. Candidatos que tiveram comportamentos inadequados perante a lei se recolocaram”. Um representante desta realidade é o ex-presidente Fernando Collor de Mello, que sofreu um impeachment em 1992 e hoje é senador pelo PTB e candidato à reeleição.

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Ramón Muñoz
Madri

A luta pelo mercado brasileiro de telecomunicações se complica. Além da Telefônica e da Telecom Itália, que competem para comprar a GVT, filial da Vivendi, a Oi, a quarta operadora brasileira, fez uma oferta pela TIM Participações, filial da operadora italiana.

A Oi, que está em pleno processo de fusão com a Portugal Telecom, oferece cerca de 8 bilhões de dólares (aproximadamente 18 bilhões de reais) por 67% da TIM, controlada pela Telecom Itália, o que a tornaria a primeira operadora de telefonia celular do país. A oferta da Oi vai na direção da consolidação do mercado, que se reduziria a três grandes companhias: a Claro, do mexicano Carlos Slim; a Vivo, da Telefônica, e a própria Oi.

A Telecom Itália não demorou a reagir. Depois de reunir seu conselho de administração, ignorou a oferta da Oi, ao menos até que esta seja firme. “A companhia, que confirma que a TIM Brasil é um ativo estratégico no qual se compromete a concentrar importantes perspectivas de investimento e crescimento, deixa clara seu absoluto desconhecimento sobre qualquer iniciativa da Oi”, afirmou em um comunicado.

A operação proposta pela operadora brasileira favorece indiretamente os interesses da Telefônica, pois obriga a Telecom Itália a se posicionar ante seus acionistas —entre eles o grupo espanhol, que possui 8,3%— sobre uma oferta pela sua principal filial, que lhe permitiria reduzir significativamente sua vultuosa dívida, mas a tiraria do mapa brasileiro.

De fato, a imprensa brasileira publicou durante este ano que a Telefônica e a Oi estavam estudando um plano para fatiar a TIM e dividi-la entre as três operadoras restantes, uma manobra à qual o presidente da Telecom Itália, Marco Patuano, se opõe radicalmente.

Nesse sentido, fontes do mercado indicaram que a operação acontece porque a Oi compraria a TIM em um primeiro momento para logo cindi-la e oferecê-la à Vivo e à Claro, pois sua elevada dívida (46 bilhões de reais) torna inviável que encare a operação sozinha. Na Bolsa, a Oi vale menos que a metade da TIM.

A operadora brasileira divulgou um fato relevante ontem: contratou o banco BTG Pactual para o projeto da operação, que deve obedecer às regras e restrições impostas pelo órgão nacional de telecomunicações brasileiro, a Anatel, e pela autoridade que regula a concorrência, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Não será fácil para a Oi. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse em várias ocasiões que o melhor para os consumidores é que haja mais competidores e afirmou taxativamente que o Governo não permitirá que a TIM seja absorvida por una única companhia.

Paralelamente, a Telefônica e a Telecom Itália continuam na batalha pela GVT. Ambos os conselhos de administração se reuniram ontem. Não houve comunicado algum de parte do conselho da Telefônica e o da italiana se limitou a recusar a oferta da Oi, mas não concretizou sua oferta pela filial da Vivendi e, por isso, segundo vários veículos de comunicação, está disposta a oferecer 7 bilhões de euros.

Por enquanto, a única oferta firme que está sobre a mesa pela empresa de banda larga GVT é aquela apresentada no dia 5 de agosto pela Telefônica, que avaliava a companhia em 6,7 bilhões de euros, dos quais a Vivendi receberia aproximadamente 60% em dinheiro e o resto em ações do grupo integrado resultante da união de ambas filiais. Nos últimos dias especulou-se que o grupo presidido por César Alierta poderia elevar sua oferta, que vence no próximo dia 3 de setembro, até 8 bilhões de euros.

Ainda não se conhece a postura a ser adotada pela Vivendi, cujo conselho de administração se reunirá nesta quinta-feira para se pronunciar sobre a oferta da Telefônica pela sua filial GVT.

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