DEU NO UOL/FOLHA

Da Redação

O governador de São Paulo e candidato à reeleição pelo PSDB, Geraldo Alckmin, não participará do primeiro debate entre os candidatos no Estado, que será realizado hoje pela Band, às 22 horas, com transmissão ao vivo do Portal da Band.

Alckmin está internado no Incor com uma infeção intestinal aguda e deve permanecer no hospital pelo menos até este domingo. De acordo com o apresentador do Brasil Urgente, José Luiz Datena, o médico que cuida de Alckmin confirmou que ele não conseguirá ir ao debate.

“Acabamos de reavaliar o governador, ele melhorou em relação a sexta, mas a infecção segue. Quando se dá a internação para exames, mostrou-se claramente que ele tem uma infeção no intestino com repercussão no sangue. Se não tratada, poderia evoluir”, afirmou o doutor David Uip em entrevista ao Brasil Urgente.

De acordo com o médico, Alckmin continuará tomando medicamentos. Por conta do processo inflamatório, o governador não se alimenta há 48 horas e está recebendo soro. “Ele tomou um chá com torradas agora há pouco e sentiu dor, então ele será reavaliado amanhã”, afirmou o doutor.

Alckmin foi internado na tarde desta sexta-feira no Incor. De acordo com David Uip, o processo infeccioso começou na noite de quinta-feira.

Segue o boletim médico do Incor:

São Paulo, 23 de agosto de 2014, 18h.

PACIENTE

GOVERNADOR GERALDO ALCKMIN

Dada a estabilidade do quadro clínico, novo boletim médico será divulgado somente por ocasião da alta hospital do Governador ou na ocorrência de fato relevante na evolução de seu quadro clínico.

T

Vídeo postado na tarde do BP por inspiração do grande músico baiano e querido amigo de antigas serenatas e jornadas na UFBA, Tom Tavares (parceiro de Capinan na “Sinfonia do Descobrimento”), em comentário e vídeo postado mais cedo no Facebook neste sábado, 23.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 23-08-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-08-2014


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Simanca, hoje, no jornal A TARDE (BA)

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ARTIGO DA SEMANA

Decálogo do Estadista e Mandamentos de Marina

Vitor Hugo Soares

A impaciência é uma das faces da estupidez. Paciência é a competência para fazer a hora, não se precipitar… A santa paciência de escutar! A misericordiosa paciência de ouvir os redescobridores da roda, os inventores da quadratura do círculo, os chatos que “não o deixam ficar só e não lhe fazem companhia”, como lamentava o filósofo Benedetto Croce.

( Ulysses Guimarães, sobre a Paciência, IV Mandamento do seu Decálogo do Estadista. Morto (e desaparecido no fundo do mar ) quando o helicóptero em que viajava caiu na costa do Rio de Janeiro).

Dias de fogo, turbulências, triunfos, cascas de bananas e algumas armadilhas mais perigosas e traiçoeiras para Marina Silva, agora oficializada candidata do PSB à presidência da República nas eleições deste ano. De fato, direito e merecimento, a ex-senadora ambientalista do Acre é – a olhos e números vistos – substituta a altura e justa do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos na corrida eleitoral.

O moderno e testado líder político regional, socialista e promissor administrador público “cujos sonhos e projetos para o País explodiram no ar”. A definição é da premiada dramaturga baiana Aninha Franco, visitada em sua biblioteca, no Pelourinho, por Eduardo dias antes do pavoroso e ainda não de todo esclarecido desastre aéreo da quarta-feira, 13 de agosto, em Santos.

Na campanha que ganha gás, tensão, participação, aguerrimento e emoção, Marina já larga em segundo lugar, um ponto à frente de Aécio Neves (PSDB), no primeiro turno. Os dados da recente pesquisa Datafolha apontam a líder ambientalista em vantagem sobre a presidente candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), para vencer no segundo turno.

Pesquisas para consumo interno (não divulgadas no todo, mas vazadas aqui ali, apontam vantagem e possibilidades ainda maiores para a candidata do PSB-Rede). Nos dois casos, respectivamente, fora do carimbo “empate técnico”. Daí o alvoroço dos arraiais partidários e as reuniões de emergência registradas desde quinta-feira nos comandos das campanhas de Dilma e de Aécio.

No primeiro caso, em Brasília, com a presença do ex-presidente Lula, arauto-mor do petismo nacional e principal avalista político da candidata à reeleição. No segundo caso – do candidato tucano- , até o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), considerado uma espécie de “talismã eleitoral” pelo neto de Tancredo, foi levado às pressas a São Paulo, para participar da reunião de avaliação dos furos causados por Marina na até então relativamente tranqüila embarcação de Aécio.

Este fim de semana o candidato do PSDB desembarca em Salvador, a capital estadual do quarto maior colégio eleitoral do País. A cidade governada pelo neto de Antonio Carlos Magalhães foi a escolhida para o lançamento do “Programa para o Nordeste” de um eventual governo tucano. E cai o pano para a reentrada de Marina no palco principal.

Triunfal. Esta é a expressão de encaixe perfeito para o momento. As ações e reações da ex-senadora no meio do turbilhão de sensações políticas e emocionais, por ela enfrentado nestes últimos dias, parecem guiadas por mandamentos cruciais do Decálogo do Estadista, genial criação política do Doutor Ulysses. Além da Paciência, sétimo Mandamento, da abertura deste artigo, Marina tem  demonstrado ser, principalmente, uma fiel e denodada seguidora da quarta Lei do decálogo famoso: o Caráter.

Isso só surpreende aos que desconhecem a sua historia de vida e de atuação política. Ou os que guardam escondido sob a manga do paletó alguma mágoa não curada direito, má intenção, interesses submersos, ou simples prazer conspiratório. Afinal, como no filme emblemático, há sempre os que não dispensam uma boa conspiração. “E a melhor conspiração é sempre aquela que não se consegue provar”, ensina o personagem de Mel Gibson em “Teoria da Conspiração”

Ao citar este mandamento, Ulysses repetia sempre o conceito de Milton Campos, segundo o qual o estadista “tem a posição de suas idéias e não as idéias de sua posição”. Não é um oportunista, o que se serve da política em lugar de servi-la, o que só pensa nas eleições futuras, e não no futuro do País.

“Há “democratas” tão furiosos na oposição quão intolerantes no governo. Político de verdade é fiel – as idéias, não à carreira. Pode perder o poder, o emprego, a liberdade, mas não renega as idéias, não perde a vergonha”, completava sempreUlysses na conceituação do quarto mandamento de seu Decálogo.

O jeito e a cara de Marina, não? Diga quem souber. E quiser.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Bom sábado para todos, apesar de tudo.

(Vitor Hugo Soares)


Beto Lelis: ex-prefeito de Irecê

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A atuação da PRE/BA levou o TRE a indeferir os pedidos de registro de Beto Lélis, Zé Carlos da Pesca e Sílvio Ataliba. Outros 16 candidatos ainda podem ter seus registros de candidaturas indeferidos, após julgamento de recursos interpostos pela Procuradoria no TSE

Alvos de ações de impugnação de registros de candidaturas ajuizadas pela Procuradoria Regional Eleitoral na Bahia (PRE/BA), três candidatos baianos estão com pedidos de registros indeferidos, por incideirem em causa de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa: os postulantes a deputado federal Adalberto Lélis Filho (Beto Lélis) e José Carlos de Jesus Rodrigues (Zé Carlos da Pesca) e o candidato a deputado estadual Silvio José Santana Santos, o Silvio Ataliba. As ações de impugnação de registro de suas candidaturas foram acatadas esta semana pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE/BA).

A PRE também já interpôs 16 recursos junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para reformar decisões da corte baiana, que concederam registro da candidatura a candidatos impugnados por inelegibilidade decorrente de contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) ou dos Municípios (TCM). O TRE, no entanto, ao negar os pedidos de impugnação, entendeu que a competência para a rejeição das contas é da Câmara de Vereadores.

Sobre este tema, a PRE recorreu ao TSE contra os registros de candidatura de: Carlos Augusto Silveira Sobral, Carlos Caraíbas de Souza, Carlos Robson Rodrigues da Silva, Cecília Petrina de Carvalho, Hermenilson Ferreira Carvalho, Hildécio Antônio Meireles Filho, Jânio Natal Andrade Borges, Joaquim Belarmino Cardoso Neto, José Luciano Santos Ribeiro, José Nilton Azevedo Leal, José Raimundo Fontes, Joseildo Ribeiro Ramos, Jusmari Terezinha de Souza Oliveira, Luiz Carlos Caetano, Moema Isabel Passos Gramacho.

Quanto a Severiano Alves de Souza, que foi impugnado em razão de decisão do TCU que rejeitou as contas do candidato quando no exercício de presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT/BA), a PRE recorreu por discordar da posição do tribunal de que tal situação não implicaria em inelegibilidade.

Impugnados – Os três candidatos que já tiveram os pedidos de candidatura negados – Beto Lélis, Silvio Ataliba e Zé Carlos da Pesca – apenas estarão nas urnas este ano, caso apresentem recurso no TSE (candidatura sub judice), requerendo a mudança da decisão do TRE/BA.

Beto Lélis teve o pedido de registro negado por ter sido condenado em primeira e segunda instâncias – com trânsito em julgado da decisão condenatória –, pelo crime previsto no art. 299, do Código Eleitoral. Lélis também teve a candidatura indeferida por ter se filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em 5 de setembro de 2011, período em que se encontrava com os direitos políticos suspensos.

Silvio Ataliba, que foi prefeito de Maragogipe, teve as contas da gestão do ano de 2011 desaprovadas pela Câmara Municipal. Além disso, no ato do registro da candidatura, o candidato não assinou a declaração de bens.

Já Zé Carlos da Pesca teve as contas rejeitadas pelo TCE por irregularidades na gestão de recursos estaduais, quando era gestor da Federação dos Pescadores do Estado da Bahia.

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DEU NO UOL/FOLHA

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa aceitou fazer na tarde desta sexta-feira (22) um acordo de delação premiada com procuradores que atuam na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, para deixar a prisão.

Costa é considerado uma bomba política pelos contatos que tinha. Ele foi indicado em 2004 para a diretoria da Petrobras pelo PP, obteve posteriormente o apoio do PT e tinha trânsito no PMDB. Ao mesmo tempo, tinha contato com a cúpula das maiores empreiteiras do país. Ficou no cargo até 2012.

Ele teria dito na prisão que se contasse tudo o que sabe à Justiça não haveria eleições neste ano.

A decisão sobre a delação ocorreu no mesmo dia em que a Justiça autorizou operações de busca e apreensão em 13 empresas no Rio de Janeiro que pertencem a uma filha, um genro e um amigo de Costa.

Delação premiada ou colaboração com a Justiça é um recurso no qual um réu fornece informações para a Justiça em troca de uma pena menor. No caso de Costa, sua família quer que ele deixe a prisão o mais rapidamente possível.

Uma nova advogada, especializada em delação premiada, foi enviada pela família a Curitiba para discutir os termos da delação. Beatriz Catta Preta, a defensora escolhida pelos familiares, já cuidou da colaboração dos doleiros Raul Srour e Richard Andrew de Mol van Otterloo.

O advogado que defendia Costa, Nelio Machado, deixou o caso por discordar da estratégia da família. “A defesa do Paulo Roberto é absolutamente viável. Estão trocando uma defesa certa por uma aventura”, disse Machado à Folha.

O ex-diretor da Petrobras foi preso pela segunda vez no dia 11 de junho, após as autoridades da Suíça informarem a Justiça brasileira que ele tinha contas com US$ 23 milhões naquele país. Ele havia sido preso inicialmente em 20 de março sob acusação de ocultar provas, mas foi liberado 59 dias depois por decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.

Costa foi diretor da Petrobras no período em que a estatal começou uma de suas maiores obras, a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que já consumiu US$ 18,5 bilhões (R$ 42,2 bilhões). A construção de Abreu e Lima estava subordinada à diretoria ocupada por Costa na Petrobras.

Ele é réu em um processo sob acusação de ter superfaturado contratos da refinaria e o valor a mais pago teria retornado a ele como propina. O doleiro Alberto Youssef, preso junto com Costa, é acusado de cuidar da lavagem do dinheiro recebido como suborno.

Na única entrevista que deu após a sua primeira prisão, à Folha, Costa negou que houvesse superfaturamento e suborno em contratos da Petrobras.

A Folha revelou no dia 10 de agosto que Youssef também queria colaborar com a Justiça por não ver saída jurídica para o seu caso tamanha é a quantidade de provas contra ele.

O doleiro é réu em 12 processos e pode ser condenado a mais de cem anos de prisão. No caso de Youssef, porém, havia resistência dos procuradores porque eles não confiam no doleiro e já tinham documentos para provar uma plêiade de crimes contra ele.

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