=========================================================

DEU NO UOL/FOLHA

O ex-médico Roger Abdelmassih chegou ao aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, por volta das 15h40 desta quarta-feira (20). Ele desembarcou sob gritos de maníaco e safado. Uma mulher chegou a tentar agredi-lo, mas foi contida por policiais.

Cinco vítimas do ex-médico acompanharam a chegada de Abdelmassih e o usaram palavras como maníaco, manipulador, safado e criminoso contra ele. Depois choraram e disseram que não dormiram nem comeram só para estar no aeroporto e ver a cara dele depois de preso.

“Agora começa o processo de cura. Mas vamos atrás de quem estava acobertando ele”, disse Helena Leardini, uma das cinco vítimas que foi até o aeroporto.

“Ele reconheceu as vítimas quando chegou, mas diz que não é bem assim, que há exagero. Ele alega inocência e diz que vai reverter a situação. Mas chorou bastante lá dentro quando lembrou dos filhos”, disse o delegado Osvaldo Nico Gonçalves.

Abdelmassih foi trazido para São Paulo pela Polícia Federal e agora entregue para a Polícia Civil paulista. Ele deve passou por corpo de delito ainda na delegacia e depois vai seguir para a penitenciária de Tremembé (a 147 km de São Paulo), conhecido como “Presídio de Caras”. Isso deve acontecer ainda durante a tarde, uma vez que a unidade não recebe presos à noite.

O ex-médico foi preso na tarde de terça-feira (19) em Assunção, capital do Paraguai. Ele estava vivendo no país vizinho havia três meses, com o nome de Ricardo e pretendia viajar para o Líbano, segundo informações da Polícia Federal. Após a prisão, ele foi levado para Foz do Iguaçu, onde passou a noite em uma cela, ao lado de um contrabandista.

Segundo o delegado da Polícia Federal Marcos Paulo Pimentel, as polícias de Brasil e Paraguai entraram em um acordo para prender o ex-médico por irregularidades na migração. Abdelmassih estava no Paraguai sem permissão de entrada ou visto.

O ex-médico foi condenado a 278 anos de prisão por 48 estupros cometido contra 37 mulheres, e estava entre os dez criminosos mais procurados de São Paulo, com uma recompensa de R$ 10 mil para quem passasse informações que levassem a sua prisão.
Prisão do médico Roger Abdelmassih

ago
20

Composição de Custódio Mesquita e Sady Cabral. Tema de abertura da telenovela brasileira “Mulher”, 1997. Eva Wilma, Patrícia Pillar.

Vídeo garimpado e sugerido pela jornalista e escritora Cida Torneros, editora do Blog da Mulher Necessária (Rio de Janeiro), colaboradora e amiga especial do BP.

O Clip com a sugestão chegou via e-mail com a mensagem:

“Voltei a ser feminista. Mulher é a melhor forma de rever e refazer o mundo”. Bj Cida
Torneros.

BOA TARDE!!!

===============================================================

Bahia em Pauta publica abaixo a “Nota à Sociedade” divulgada pelo presidente nacional provisório do PSB, Roberto Amaral, em resposta ao conteúdo do comentário informativo feito ontem pelo jornalista Ricardo Noblat em seu blog político (um dos mais lidos do país) e reproduzido neste site blog.

Confira, faça o confronto e tenha sua própria opinião. A nota foi postada também pelo leitor que assina Jader, na área de comentários do BP.
(Vitor Hugo Soares)

=====================================================

DEU NO BLOG LUIS NASSIF ONLINE, DO JORNALISTA LUIS NASSIF

NOTA À SOCIEDADE

Roberto Amaral

Hoje (19/08), fui agredido pelo pasquim eletrônico assinado pelo ex-jornalista Ricardo Noblat. A direita alugada não compreende minha integridade. Irrita-lhe minha coerência política e meu papel como Presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), de cuja refundação fui responsável em 1985.

Fui vítima de ataque, que me apontou como artífice de suposta conspiração contra Marina Silva. Noblat pretendeu, em sua manifestação tornar verídica sua infundada tese, valendo-se de frase que atribuiu a Eduardo Campos, hoje morto. Mortos não se defendem, tampouco atacam.

Logo que a tragédia da morte de Eduardo Campos se abateu sobre o meu País e meu partido, nessa ordem, começou o assédio para que o PSB anunciasse sua escolha óbvia para a recomposição da chapa presidencial. A primeira cobrança foi feita ainda no aeroporto de Congonhas quando me deslocava para saber do nosso líder.

O mau jornalismo já estava açodado na noite daquela quarta-feira fatídica. E não mais parou. O partido, e eu pessoalmente, tomamos e mantivemos a decisão ética – incompreensível aos que carecem dessa matéria prima – de que só cuidaríamos de novos caminhos quando tivéssemos enterrado nosso amigo. Vivíamos um luto e pedíamos respeito.

Distribui nota com esses esclarecimentos, bem como dei fartas explicações aos que nos procuravam por definições. Além da política, existem a vida e a morte, além da fofoca, o respeito humano pelos que se foram e pelos que choravam.

Os idiotas de plantão desconheciam que eu havia conversado com Marina Silva sobre esse procedimento, com meus colegas de Executiva Nacional e com a família de Eduardo Campos.

Sepultado o líder, não cessam as dores. Mas os entendimentos foram abertos, começando por conversar com Renata Campos e, em seguida, com Marina. Amanhã será a vez dos partidos que integram nossa coligação. Nesse meio tempo, ouvi os companheiros dirigentes e nossos principais quadros.

Não cabe a um presidente socialista ter candidato, mas conduzir o partido ao encontro da melhor solução e esta é aquela que mais nos une e nos faz vencer o transe e a campanha. Cabe-me construir, ouvindo. Buscar a melhor alternativa partidária para a cabeça de chapa e seu vice. É o que estou fazendo.

Cabe-me levar o resultado aos partidos coligados e submeter nossa proposta. Tal decisão não é ato de exclusiva vontade do PSB. Muito menos pertence à imprensa, como alguns parecem acreditar. E o PSB decide e só decide através de suas instâncias partidárias e meu dever é preservar essas instâncias e suas autonomias e exigir que elas sejam respeitadas.

Sempre procurei fazer a grande política, deixando a política miúda, da troca de favores, afagos e comissões para o baixo-clero. E não faço de adversários eventuais inimigos de carreira. Tanto eu quanto Eduardo sempre preservamos a amizade de Lula, de cujo governo fomos ministros dedicados. Isso jamais impediu um legítimo projeto político do PSB e inclusive disputar com ele as eleições de 2002.

A Executiva Nacional, reafirmo, reúne-se amanhã (hoje), dia 20, na sede do PSB em Brasília, para opinar e votar na plenitude de sua independência e segundo suas consciências, atentos ao destino do nosso Brasil. Nosso dever é com o destino do Brasil e os valores socialistas, os mesmos que pautaram a vida de João Mangabeira, Hermes Lima, Antônio Houaiss, Jamil Haddad, Miguel Arraes e Eduardo Campos. Valores que levaram Eduardo ao projeto da candidatura presidencial. Ele morreu lutando por isso. Por isso não desistiremos do Brasil.

ago
20
Posted on 20-08-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-08-2014


=========================================================
Sid, hoje, no portal de humor A Charge Online


DEU NO EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

Eram 19h30 da terça-feira e a entrevista com a presidenta Dilma Rousseff no Jornal Nacional, da Rede Globo, na noite de segunda, ainda era comentada no Facebook e no Twitter. O nome do apresentador William Bonner, aliás, entrou nos trend topics do microblog ao longo do dia. A entrevista da presidenta teve ibope de 32 pontos no Rio de Janeiro e de 28 pontos em São Paulo, ainda dentro da média do principal telejornal brasileiro, mas o eco nas redes sociais amplificou o seu alcance. O brasileiro volta a debater política.

Na semana passada, era o nome de Marina Silva que despontava nas redes quando a possibilidade de que se tornasse presidenciável após a morte de Eduardo Campos ainda era uma possibilidade. Com a quase confirmação do seu nome, as redes foram tomadas por textos e mensagens temerosos da sua ascensão na campanha, principalmente depois da divulgação da pesquisa Datafolha, nesta segunda-feira, que a mostrou com 21% das preferências do eleitorado, praticamente empatado com o tucano Aécio Neves, e com grandes chances de ir ao segundo turno, quando aparece também empatada tecnicamente com Rousseff (47% a 43%). “Houve um festival de compartilhamento de textos contrários a ela, parecia um contra-ataque”, diz Fabio Malini, Doutor em Comunicação, e Pesquisador no CIBERCULT – Laboratório de Pesquisa em Comunicação Distribuída e Transformação Política.

Nesta terça, com o início da propaganda gratuita em rádio e televisão o eco tende a crescer, com seu ápice durante os debates televisionados. “A TV será muito potencializada pela rede, mais inclusive que em 2010”, prevê Malini. Isso porque o número de internautas cresceu, com ajuda dos celulares com acesso a web. De 54 milhões de brasileiros que acessavam a rede há quatro anos, o total ultrapassa os 100 milhões, segundo o instituto Ibope. A rede traz dinamismo e acaba por envolver mais os eleitores, segundo especialistas. “Se fosse só na TV haveria uma certa apatia. Hoje, se vive um momento de interesse muito grande”, completa Malini.

A campanha começou nesta terça na TV, sob a emoção da morte do candidato do PSB, Eduardo Campos, enterrado neste domingo em Recife. Com seus dois minutos e três segundos, o PSB colocou no ar um filme já gravado por Eduardo Campos com passagens da suas andanças em campanha pelo país. “Nós temos uma tarefa, não vamos desanimar, e construir uma grande união no Brasil, com o povo brasileiro”, dizia o candidato, enquanto aparecia ao lado de eleitores, e também em cenas ao lado da sua família.

As propagandas de seus principais adversários também mencionaram o candidato morto num acidente de avião no último dia 13. O PT, porém, deixou para o seu maior cabo eleitoral, o ex-presidente Lula, o espaço para a homenagem a Campos. Lula lembrou da relação de “pai e filho” com o ex-governador de Pernambuco que foi seu ministro de Ciência e Tecnologia em seu primeiro mandato (2002 a 2006). “Suas últimas palavras precisam ser incorporadas pelo Brasil. Nuca vamos desistir do Brasil”. Coube a Rousseff a defesa do seu Governo, lembrando os milhões de empregos gerados, “enquanto 60 milhões de empregos foram destruídos lá fora”, disse a presidenta. Neves, por outro lado, lembrou os projetos em comum que tinha com Campos, e manteve a linha de crítica à gestão petista.

Ao menos em tempo de exposição, a presidenta Rousseff já sai ‘vitoriosa’. A coligação da presidenta conta com nove partidos, o que lhe garantiu 11 minutos e 24 segundos, enquanto Aécio Neves, por exemplo, que conseguiu o segundo maior tempo, tem apenas quatro minutos e 35 segundos. Embora o candidato tucano também tenha aglutinado nove partidos, incluindo o próprio PSDB, o tempo de TV leva em conta a bancada no Congresso de cada um. O PT conta com o PMDB, que tem 75 dos 512 parlamentares da Câmara, a segunda maior bancada, depois do PT, que tem 87 representantes.

O tempo, porém, nem sempre é tão decisivo assim. Marina Silva, por exemplo, teve um minuto e 23 segundos nas eleições de 2010, quando concorreu a presidência, e obteve 20 milhões de votos na ocasião. Embora tenha o dobro do tempo, Marina terá de correr para estruturar uma arma poderosa que ela e seus militantes cativaram com muito esmero na eleição passada: a comunicação com o eleitor via rede. Por enquanto, o PSB corre para definir o nome do candidato a vice e iniciar sua campanha na TV, nas ruas e claro, na web.

http://youtu.be/2xRUUsautio

Et puis vient Septembre

Charles Aznavour

Et puis vient septembre
Aux jours plus court et plus lents
Qu’avant
Le ciel ne ressemble
Plus au ciel d’antan
Attaqué de brume
Le soleil pâlit
S’enfuit
Les jours de septembre sont gris

Et puis vient septembre
Dés lors nous tendons les mains
En vain
Vers ce qui nous semble
Si proche et si loin
Un peu d’amertume
Au passé qui fuit
Se lie
Les jours de septembre sont gris

Les printemps étaient
Fous et fantastique
Comme ils se devaient
L’été continue
Bien plus romantique
Qu’on ne l’aurait cru
Le ciel est sans tache mais
Soudain vient septembre
Le temps est un peu plus froid
Déjà
Et tout se démembre
Quand l’été s’en va
Les regrets s’allument
Dans les coeurs surpris
Meurtris
Les jours de septembre
Sous un soleil ambre
Les jours de septembre
Même ensoleillés sont gris

===============================================

BRAVO! BRAVÍSSIMO!!!

BOM DIA

(Vitor Hugo Soares)

ago
20
Posted on 20-08-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-08-2014


Beto (à direita) em ato de campanha com Campos e Marina(Arquivo)

==============================================================

DEU NO EL PAIS (EDIÇÃO DO BRASIL)

O PSB fechou consenso em torno do nome de Beto Albuquerque, deputado federal pelo Rio Grande do Sul, como o vice de Marina Silva na disputa pela Presidência. A oficialização do seu nome deve ocorrer HOJE, 19, em Brasília, durante a reunião da executiva nacional da legenda para homologar a chapa que concorrerá nas eleições de outubro. Albuquerque, homem de confiança de Eduardo Campos e que traz na bagagem uma longa carreira nas fileiras socialistas.

Líder do partido na Câmara dos Deputados, até a morte de Campos, ele concorria a uma vaga no Senado pelo PSB. Ele tem em seu currículo dois mandatos na Assembleia Legislativa, quatro anos como secretário estadual dos Transportes do governo Olívio Dutra (PT) (1999 a 2002), quatro mandatos consecutivos na Câmara. Ele se licenciou entre 2010 e 2012 para atuar como secretário de Infraestrutura e Logística do governador gaúcho Tarso Genro (PT).

Renata Campos, viúva do ex-governador de Pernambuco era outro nome possível, mas pesou a decisão de se dedicar aos cuidados com os seus cinco filhos.

Nesta segunda, em um ato no Recife (Nordeste), reduto eleitoral de Campos, Renata chegou respaldada por gritos de apoio a uma candidatura a vice. Na ocasião, que marcava também o seu aniversário, disse que não deixará de participar da campanha, naquele que foi o seu primeiro pronunciamento público após a morte do marido.

“Buscamos um consenso. Temos várias e excelentes opções para dar continuidade à chapa entre PSB e Rede, que funcionou muito bem. A decisão vai ser tomada mesmo na quarta”, afirmou, cauteloso, Maurício Rands, coordenador do programa de governo de Campos, em referência ainda à Rede Sustentabilidade, movimento de Marina Silva que não obteve registro para disputar as eleições, mas que conta com forte influência nos desígnios da chapa.

Junto com a cúpula do partido e líderes de outros partidos, Rands participou nesta terça-feira da missa de sétimo dia de Eduardo Campos na Catedral de Brasília, no início da tarde. Ao longo do dia, estavam previstas várias reuniões para se buscar um consenso sobre o nome do vice, já que ninguém mais parece duvidar que o de Marina Silva será confirmado nesta quarta como cabeça de chapa. Ainda mais depois da divulgação da primeira pesquisa de intenção de voto após a morte de Campos, e que recoloca diretamente a chapa, até então na terceira posição, com grandes chances de ir ao segundo turno e até derrotar a presidenta Dilma Rousseff.

Segundo o instituto Datafolha, Marina obteria 21% dos votos, enquanto o candidato Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), teria 20%. Rousseff, do Partido dos Trabalhadores (PT), se manteria na liderança com 36% das preferências do eleitorado. Em um segundo turno com a atual presidenta, no entanto, a ambientalista apontada como sucessora de Campos conquistaria 47% dos votos, contra 43% da provável adversária. As candidatas estariam tecnicamente empatadas, mas cientistas políticos não descartam que a comoção com a morte trágica do ex-governador de Pernambuco poderia dar a vitória a Marina.

Uma das condições para que a ambientalista – que chegou em terceiro lugar na última disputa presidencial, apresentando-se como uma novidade e uma terceira via à já polarizada disputa entre PT e PSDB nos últimos anos no país – possa ser efetivamente confirmada como o nome principal da chapa do PSB ao Planalto é honrar os acordos costurados por Eduardo Campos nos Estados, como em São Paulo, governado pelo PSDB e o mais populoso do país.

  • Arquivos