Renata na reunião com militantes do PSB

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Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, fez seu primeiro discurso político nesta segunda-feira em um ato com lideranças do PSB e afirmou que participará da campanha eleitoral – sem dizer qual papel desempenhará. “Como participei a vida toda de campanha, não será diferente nessa. Pelo contrário, tenho a sensação de que tenho que participar por dois”, disse.

O PSB aclamou a viúva do ex-governador de Pernambuco e o candidato ao Palácio das Princesas pela sigla, Paulo Câmara, como os novos líderes do partido no Estado. Cotada para ser vice de Marina Silva na disputa presidencial, Renata foi a última a discursar.

O encontro foi convocado pela própria Renata e teve a presença do novo presidente nacional do partido, Roberto Amaral, de Carlos Siqueira, secretário-geral do PSB, do prefeito de Recife, Geraldo Júlio, do governador de Pernambuco, João Lyra Neto, e dos candidatos pela chapa – Fernando Bezerra Coelho (candidato ao Senado) e Raul Henry, candidato a vice-governador. No discurso, proferido pelas lideranças estaduais, não foi mencionada a disputa nacional nem o nome de Marina.

Renata encerrou seu discurso dizendo que “os sonhos de Campos estarão sempre vivos em nós” e repetiu a frase que já virou lema da campanha do PSB: “Não desistiremos do Brasil”.

Ao final do evento, Siqueira não quis dizer se Renata terá destaque na campanha do PSB pelo Planalto. “Eu não posso falar sobre o papel de uma pessoa tão querida para nós como a Renata. Quem pode falar sobre o papel dela é ela mesma. Ela sempre foi e será uma pessoa muito importante para gente e para o nosso partido”, disse.

A morte de Campos deixa vago o papel de líder do PSB, o que pode ameaçar ainda mais o fraco desempenho da chapa encabeçada por Paulo Câmara nas eleições estaduais em outubro. As lideranças do partido discursaram com o intuito de firmar a importância de se cumprir o “desejo de Eduardo Campos”, o que significa eleger Câmara para o governo do Estado. Neófito na disputa política, Câmara tem apenas 13% das intenções de voto, de acordo com a última pesquisa Datafolha, contra 47% de Armando Monteiro, adversário pelo PTB, com o apoio do PT.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 18 agosto, 2014 at 18:08 #

Faz bem Dona Renata, cuida de seu quintal, cuida do verdadeiro legado de Eduarco Campos, seu governo referenciado pelo povo pernambucano.
Age bem, é sensata, evita delírios nacionais, sabe reconhecer que, fora de Pernambuco, Campos era apenas uma promessa cheias de dúvidas.
O PSB, embora percentualmente venha crescendo, é nanico em termos de Brasil, dependente das diretrizes do então candidato, convivendo com figuras ainda ligadas ao Lulismo de ocasião.
Fundamental os resultados da eleição em Pernambuco, ao menos nos embates proporcionais, uma bancada oxigenada será decisiva para o lançamento prematuro do herdeiro de Campos, em 2018 ou 2016, caso o ímpeto juvenil o empurre à disputa municipal.
Age bem, limitou, com cuidados de mãe, seu território de influência e ingerência, não se deixou levar por armadilhas colocadas por Rands, aquele desavergonhado lanceiro dos então implicados no mensalão, quem não lembra do “destemor’ típico dos que fazem de sua pobre dialética mercadoria de ocasião. Por ele, ela arriscaria voos canhestros com Marina. Fez bem em aquietar-se.
Destaca-se entretanto, o amor explícito do povo pernambucano ao seu falecido governador, impecáveis os gestos havidos neste domingo já histórico.


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