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Postado em 17-08-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 17-08-2014 10:38


Marco Aurélio e Inaldo trabalham no Cemitério de Santo Amaro, no Recife, há 27 anos, votaram em Arraes e Campos .

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DEU NO DIÁRIO DE PERNAMBUCO

Mesma veia política, mesmo dia de morte e mesmos sepultadores. Os profissionais que viram um jovem Eduardo Campos, ainda político em ascensão, chorando a perda do avô, o ex-governador Miguel Arraes, num corredor do Cemitério de Santo Amaro, no Recife, serão aqueles que, agora o enterrarão. Inaldo José da Silva, 59, e Marco Aurélio dos Santos, 51, têm muito em comum: trabalham há 27 anos no local, votaram tanto no avô quanto no neto para os cargos majoritários que ocuparam e não almoçaram na quarta-feira (13), quando receberam a notícia do falecimento do presidenciável.

Com o rosto cansado, Inaldo desvia o olhar, fita o céu e diz que o serviço da vez é ruim porque é do “homem que seria presidente”. É “doído”, como diz. “A gente sente também, sabe? Não gosto de enterrar ninguém. Faço porque tenho que fazer e pronto”, conta. A fatídica semana de agosto de 2005, os dois lembram em detalhes. “Um caixão que a gente chama ‘tipo champagne’, de gente ‘importante’. Gente que não acabava mais. Trinta mil pessoas, diziam…”, lembra o mais novo. A mais marcante imagem foi a de um chapéu de palha deixado em cima do caixão, antes de o cobrirem. “Era gente do interior. Gente humilde. Cheios de chapéus, como naquele programa do avô desse de agora”, completa Inaldo.

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