Últimas barreiras:yAmaral e Erundina, do PSB, no prédio onde Marina se hospeda
em São Paulo. Imagem: Folhapress

==================================================================
DEU NO UOL/FOLHA

BERNARDO MELLO FRANCO
EDITOR INTERINO DO PAINEL
PAULO GAMA
BRUNO BOGHOSSIAN
DO PAINEL

O PSB superou as divergências internas e selou acordo para lançar Marina Silva à Presidência da República no lugar de Eduardo Campos. Ela concordou com a inversão da chapa e deverá ser anunciada oficialmente na próxima quarta-feira (20).

O novo presidente do PSB, Roberto Amaral, era visto como último entrave ao acerto. Sob forte pressão de correligionários, ele se convenceu a apoiar Marina, que disputou o Planalto em 2010 pelo PV.

O PSB agora discutirá a indicação do novo vice na chapa presidencial. O deputado gaúcho Beto Albuquerque, hoje candidato ao Senado, é o mais cotado para a vaga.

“A candidatura de Marina contempla nosso projeto. Será uma solução de continuidade. O PSB indicará o novo vice”, disse Amaral à Folha.

Depois de uma reunião com Marina, o coordenador da Rede Sustentabilidade, Bazileu Margarido, confirmou à reportagem que ela aceita disputar a Presidência.

“Com o OK do PSB, ela está à disposição para ser a candidata”, disse.

Por respeito à memória de Campos, o anúncio oficial da nova chapa só deverá ser feito três dias depois do enterro, programado para o domingo (17), em reunião da executiva nacional do PSB.

A negociação se acelerou após Marina receber apoio público da família do ex-governador de Pernambuco. Segundo aliados, ela se sentiu revigorada ao conversar com a viúva Renata Campos, que a incentivou a concorrer.

Ex-ministro da Ciência e Tecnologia no governo Lula e considerado próximo ao PT, Roberto Amaral visitou Marina na tarde desta sexta (15). Com seu aval, começou a consultar os governadores do PSB sobre a inversão da chapa.

Ele quer dar caráter coletivo à decisão e agora buscará entendimento sobre o vice até a reunião da executiva. “Vou fazer um trabalho de afunilamento. O ideal é chegar com dois nomes. Ou um”, disse.

Além de Albuquerque, que se aproximou de Marina desde que ela aderiu à candidatura de Campos, são vistos como alternativas o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), o ex-deputado Maurício Rands (PSB-PE) e Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), ex-ministro da Integração Nacional no governo Dilma Rousseff.

Marina sinalizou ao PSB que respeitará as duas principais exigências do partido: respeitar os acordos regionais fechados à sua revelia, em Estados como Rio e São Paulo, e incorporar o discurso desenvolvimentista.

A ex-senadora disse a pessoas próximas que pretende conduzir a campanha da mesma forma que Campos a conduziria, atuando como líder de uma coligação, e não apenas da Rede, o futuro partido que ela quer criar.

Embora tenha se recusado a falar publicamente sobre política, em respeito ao luto pelo ex-governador, repetiu a aliados que era preciso manter o projeto da chapa.

Ela disse que o PSB foi generoso ao abrigar a Rede em 2013, quando a Justiça Eleitoral negou registro ao partido, e agora é a hora de retribuir.

Colaboraram RANIER BRAGON e VALDO CRUZ, de Brasília, GUSTAVO URIBE, de São Paulo, NATUZA NERY e MARINA DIAS, enviadas especiais ao Recife
Editoria de Arte/Folhapress

==================================================================

CRÔNICA

Ideias para os programas de Souto e Rui

Janio Ferreira Soares

Cena 1 – Imagens antigas de um encontro de Trios na Praça Castro Alves, Caetano e Gil cantando A Filha da Chiquita Bacana para uma entorpecida galera sem corda, sem selfie e sem juízo. A câmera se afasta deixando pra trás o som de “na minha ilha, iê, iê, iê, que maravilha, iê, iê, iê” ecoando na cabeça como se fora uma loló retardatária e chega na antiga Fonte Nova, na tarde de 13 de maio de 1973, Dia das Mães e de um BA X VI inesquecível. Na sequência, lances de Osni driblando Romero e se ajoelhando sobre a bola, se misturam à reação do lateral do Bahia, que puxa o baixinho pelos cabelos qual um Apache pronto para o escalpo de um soldado do general Custer. Porrada generalizada entre os jogadores, closes em Roberto Rebouças e André Catimba, e em Beijoca, já no dia seguinte (de olho roxo), tomando um caldo de sururu no velho Bar Popular, acompanhado de algumas garotas e de muitos cascos de Malt 90 embaixo da mesa. Corta pra Varela dando um murro na mesa, dizendo: “bons tempos em que a violência na Bahia era só isso!”, acompanhado por imagens da greve da polícia e de trombadinhas assaltando turistas num arrastão do Chiclete. Entra a trilha sonora de Tropa de Elite e surgem quatro silhuetas, uma delas de estatura mediana, estilo Karatê Kid. Surgem Souto, Geddel, Joacy e Neto de braços cruzados, como se fossem lutadores de UFC (categoria supersênior cansados) ou uma variante dos four tops da cocada preta. Um saveiro passa pelo Forte de São Marcelo ao som de “eu vou navegar, eu vou navegar nas ondas do mar eu vou” na voz de Gerônimo, quando um aviso de direito de resposta interrompe o programa.

Cena 2 – Uma voz grave diz: “eles mentem descaradamente, baianos e baianas. Observem estas imagens”, e aparece a cena em que os trombadinhas assaltam turistas no arrastão do Chiclete. “Olhem atentamente quem está por trás da bandana de Bell”, continua a voz, agora acompanhada dos sons característicos que antecedem às denúncias. “Reparem nesse cocar!”. Com a imagem congelada, aparece a figura do Cacik Jonne empunhando sua guitarra, enquanto a voz diz: “quando Jonne tocava no Chiclete, eram eles que governavam a Bahia. Mentiras e malvadeza, nunca mais!”. Surgem imagens do velho ACM pisando no pé do repórter na eleição de 1986 e de “Karatê Kid” falando que vai dar uns tapas em Lula. Em seguida, entram as animações de Rui Costa, Otto e Leão dançando um arrocha cantado por Nara Costa (seria parente ou uma mera coincidência fonética, como Gal, Nanda e Alaíde?) com uma desenvoltura que, na boa, não combina em nada com seus estilos Brooksfield de ser. Aí então, quando eu me preparava pra colocar Wagner e Lídice na dança, a notícia da morte de Eduardo Campos cortou o barato e me deixou completamente sem graça pra continuar a brincadeira.

Acho que a sua morte pode ter sido culpa de Ariano Suassuna. É que, com seu jeito peculiar de contar histórias, ele deve ter falado tão bem do “sobrinho” para a tropa que o levou, que neguinho deve ter dito, bem ao seu estilo: “Oxente, um cabra desse tope no meio de Renan e Sarney? Traz ele pra cá!”. De todo modo, foi uma enorme sacanagem do acaso com o pai do pequeno e sorridente Miguel.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco e na porta de entrada do Raso da Catarina.

ago
16
Posted on 16-08-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-08-2014

Amarildo, hoje, no jornal O DIA (RJ)

===========================================================


Charge de Duke:bom humor contra a desesperança

==================================================================

ARTIGO DA SEMANA

Eduardo Campos: Tragédia e Bom Humor

Vitor Hugo Soares

Depois do abalo emocional devastador, causado pelo desastre do Boqueirão, em Santos (SP), – com epicentro no coração da política brasileira, nada como o bom humor para agüentar o tranco e tocar o barco adiante.Isso a partir da morte de Eduardo Campos, candidato do PSB à presidência da República e uma das mais jovens, lúcidas, competentes e promissoras esperanças do país.Mais uma que se vai.

Sorrir, mesmo em meio à lágrimas, é o remédio mais indicado para recuperar o fôlego, recobrar a consciência e retomar o rumo na direção do último apelo do notável moço pernambucano, na polêmica e histórica entrevista ao Jornal Nacional na véspera de partir: “Não vamos desistir do Brasil.”

Uma das gotas salvadoras de bom humor – e da arte de sorrir da própria desgraça -, foi a charge genial de Duke, publicada na edição de quinta-feira, 14, do jornal mineiro O Tempo. Sem a imagem para me ajudar neste artigo, peço licença ao leitor para “contar” o desenho.

O cidadão, apavorado, entra em um baú aberto no meio do quarto da casa. Antes de fechar a tampa, diz à mulher, mais espantada ainda diante da cena surreal: “Se precisar falar comigo sabe onde estou. Ficarei aqui até o ano 2014 acabar”.

Vi o desenho de Duke – um dos melhores da sua profissão no Brasil, e em qualquer lugar do mundo – no portal de humor A Charge Online e a reproduzi no blog que edito na Bahia. Dou uma risada de desabafo, e amenizo o travo de amargura e desesperança preso na garganta.

Traços de ironia e refinamento para retratar, com criatividade, mais esta dramática peça pregada pelo destino ao sofrido povo brasileiro. Praticamente sem dar tempo de prantear e assimilar os golpes severos (para muitos, duros demais e até injustificados) causados pelas mortes de João Ubaldo Ribeiro e Ariano Suassuna.

Recomendo a receita de especialistas em ciências médicas, políticas e humanas. Frente a desgraças como a do Boqueirão é preciso louvar e agradecer a prodigalidade dos nossos artistas e o enorme poder de recuperação da nossa gente, a partir da irrefreável capacidade de sorrir da própria dor.

Aliás, é preciso não esquecer: bom humor era uma das grandes marcas pessoais e receita sempre presente na vida e na atuação política de Eduardo Campos. De conhecimento pessoal e profissional (sou nascido em cidade das barrancas do Rio São Francisco e de largo tempo de vida passado entre as margens da Bahia e Pernambuco) posso afirmar: este era um dos maiores talentos herdados, por Eduardo, da convivência com o avô materno, Miguel Arraes, que ele soube somar aos seus próprios aprendizados de excelente gestor e de pensador moderno e equilibrado da política de seu estado e do país que pretendia governar.

É preciso não esquecer nem fazer ouvidos moucos, destas coisas, na hora da perda dramática e prematura do jovem lider pernambucano que se vai, cujo tamanho e profundidade são impossívei de avaliar no calor da hora, das paixões e dos interesses imediatos. Seus amigos de verdade, seus adversários e seus aliados políticos, precisam ter isso presente antes, durante e, principalmente, depois do seu enterro em Recife.

Este será o tributo mais justo e honroso que a nação, seus políticos e seus governantes poderão prestar à memória e ao sacrifício de Eduardo Campos.

Vitor Hugo Soares é jornalista, edita o site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Olha o Tempo Passando

Dolores Duran e Edson Borges

Olha, você vai embora
Não me quer agora
Promete voltar
Hoje você faz pirraça
Até acha graça se me vê chorar
A vida acaba um pouco todo dia
Eu sei e você finge não saber
E pode ser que quando você volte
Já seja um pouco tarde pra viver
Olha o tempo passando
Você me perdendo com medo de amar
Olha, se fico sozinha
Acabo cansando de tanto esperar.

BOM DIA!!!

DEU NO UOL/FOLHA

Roberto Samora e Gustavo Bonato
Em São Paulo

Aquela Marina Silva que deixou o Ministério do Meio Ambiente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva contrariada pela expansão de grãos e da pecuária na Amazônia Legal já não preocupa tanto representantes do agronegócio, embora parte do setor ainda tenha algumas ressalvas.

A avaliação de duas importantes entidades representativas do setor é que, como herdeira da candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República, Marina estaria comprometida com as propostas do ex-governador de Pernambuco morto tragicamente em acidente aéreo em Santos nesta semana.

Na hipótese de Marina ser indicada como substituta de Campos na cabeça de chapa do PSB, avaliaram líderes de associações do agribusiness brasileiro, ela defenderá as mesmas propostas do socialista, que considerava possível produzir alimentos de forma sustentável, contando inclusive com mais apoio do governo.

“O que mais me agradou no discurso do Eduardo Campos era o discurso efetivo sobre a sustentabilidade do agronegócio, o quanto ele considerava, e o quanto precisava de política pública para o desenvolvimento dessa sustentabilidade”, disse à Reuters o presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho.

“Nisso, nós ficamos muito animados com o discurso (de Campos). Quando ele falava nisso (sobre sustentabilidade ambiental do agronegócio), entendíamos que ela (Marina) estava por trás apoiando o discurso dele”, acrescentou Carvalho.

O dirigente da Abag acredita que o posicionamento de Campos foi construído juntamente com Marina. Por isso, avalia ser improvável que haja grandes guinadas, na hipótese de ela ser a candidata à presIdência da República pelo PSB.

ago
16

==================================================================

DEU NO PORTAL IG

O apresentador Jô Soares, 76 anos, recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por volta das 19h desta sexta-feira. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital, que afirmou ainda não ter sido autorizada a passar mais detalhes.

Jô Soares foi internado no dia 25 de julho para tratar uma pneumonia. Desde então, a Globo tem exibido reprises do “Programa do Jô”.

A assessoria de imprensa da emissora não soube informar quando o apresentador estará liberado para voltar a gravar.

ago
16
Posted on 16-08-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-08-2014


Renata recebe a secretária de Cultura de Recife

=======================================================


DEU NO IG

A secretária de Cultura do Recife, Leda Alves visitou na noite da tarde desta sexta-feira (15), a família do ex-governador Eduardo Campos, no bairro de Dois Irmãos, na Zona Norte da capital pernambucana. A secretária descreveu o comportamento da viúva de Campos como “muito tranquilo”, mas ressaltou que há momentos em que Renata chora.

“Ela (Renata) está muito forte, sempre o filho Miguel no colo. Mas entre uma brincadeira e outra chora. Ela diz em pensamento a Eduardo que fique tranquilo, que dos filhos dele ela toma conta”, relatou Leda.

Ana Arraes, mãe do ex-governador também estava na casa, junto com os familiares e conversou com Leda. De acordo com a secretária de Cultura, Ana ainda não consegue acreditar que a tragédia aérea que vitimou seu filho e outras seis pessoas é real.

“Está sendo muito complicado para Ana, ela fica perguntando: por quê Deus não levou a ela e deixou o filho vivo, pois ele era jovem e tinha muitas para realizar. Diz que já cumpriu sua missão, portanto, teria mais sentido ela partir”, contou.

Além da visita de pessoas próximas da família do ex-governador, populares também comparecem a rua que está situada a casa de Renata Campos. O biscateiro Wellington Xavier dos Santos, 28 anos, morador da cidade do Paulista, na Região Metropolitana do Recife também foi ao local prestar sua homenagem a Eduardo Campos.

Wellington queria entregar a mãe de Campos um cartaz com mensagem bíblica e de otimismo, mas não conseguiu. No cartaz, ele escreveu “Não vamos desistir do Brasil, Eduardo Campos” e que “Você (Eduardo) está vivo em nossos corações”.

“Eu conversei com ele (Eduardo), tirei com foto e dei um abraço nele, no dia do enterro de Ariano Suassuna. Pedi para ele visitar a minha comunidade e ele disse que estava com a agenda muito cheia por causa da campanha, mas depois iria por lá. Agora acontece esse acidente”, lamentou.

  • Arquivos