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Posted on 09-08-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-08-2014

Em sábado de campanha para superar a grande rejeição dos eleitores paulistas a presidente candidata à reeleição, Dilma Rousseff, traça um baita “Drogão”, o famoso cachorro quente de Osasco,área de grande concentração de trabalhadores da indústria. O que a fome de poder não faz!
Foto: O Globo

Enrique Cadícamo
Anclao En París

Tirao por la vida de errante bohemio
estoy, Buenos Aires, anclao en París.
Cubierto de males, bandeado de apremio,
te evoco desde este lejano país.
Contemplo la nieve que cae blandamente
desde mi ventana, que da al bulevar
las luces rojizas, con tono muriente,
parecen pupilas de extraño mirar.

Lejano Buenos Aires ¡qué lindo que has de estar!
Ya van para diez años que me viste zarpar…
Aquí, en este Montmartre, fobourg sentimental,
yo siento que el recuerdo me clava su puñal.

¡Cómo habrá cambiado tu calle Corrientes..!
¡Suipacha, Esmeralda, tu mismo arrabal..!
Alguien me ha contado que estás floreciente
y un juego de calles se da en diagonal…
¡No sabes las ganas que tengo de verte!
Aquí estoy varado, sin plata y sin fe…
¡Quién sabe una noche me encane la muerte
y, chau Buenos Aires, no te vuelva a ver!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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ARTIGO

Emergência Planetária

Maria Aparecida Torneros

Há décadas, estudando os textos do teórico Marshall Mcluhan, incorporei o conceito de Aldeia Global. Fiz disso, em termos pessoais, uma seta no caminho a seguir, e, também durante muitos anos, dei aulas de teoria da Comunicação, fiz Mestrado em Sistemas de Significação e em 2005, entrei, definitivamente, no mundo interdependente da Gestão Ambiental, cursando o MBA, da Escola Politécnica da UFRJ.

Não dá mais para se imaginar um Planeta com pessoas ou lugares privilegiados ou imunes aos conteúdos ou intercorrencias de informação ou de saúde. Guerras acontecem, tragédias peculiares aos sedentos de poder e dinheiro que, em nome da proteção às suas fronteiras ou às suas ideologias políticas ou religiosas, se auto enganam com arremedos de vitórias, a cada bombardeio.

Repentinamente, o Planeta lembra a todos que a chamada prioridade de vida, humana ou animal, está mesmo além e aquém da defesa de ares, solos, mares, e o vírus Ebola virou a bola da vez.

Foi decretada pela OMS, a emergência planetária, face à epidemia da letal peste, que caminha avassaladora através do contágio provável e configurado na mobilidade da massa humana que se desloca por continentes, entupindo aeroportos, cruzeiros marítimos, e tudo mais que os ventos conduzem no sabor das mudanças climáticas que já não nos surpreendem.

O consumo desenfreado, modelo que invadiu a Terra, nem dá mostras de intensa e necessária conscientização de mudança de rumos. Para a maioria, que importa a emissão absurdo de CO2, e o quadro segue com a fabricação e venda de autos como conquista pessoal nas cidades onde os engarrafamentos infernizam e a qualidade do ar respirável é pessima. A industrialização virou faca de dois gumes.

Uma geração funkeira nas periferias grita seu direito de ser feliz. Um Planeta emergencialmente condicionado ao impasse de vírus ou prioridades.

Os novos ricos da Rússia ou da China correm atrás do prejuízo e se tornam milionários dos anos 2000. A África segue sendo objeto de desejo dos exploradores de tesouros. A América do Norte tenta equilibrar-se fomentando sua indústria bélica. A Ásia se remodela e as grandes fortunas estão em Hong Kong. A Índia precisa urgentemente de sanitários. A América Latina se impõe e o Brasil que foi chamado de anão diplomatico pelo porta-voz israelense, vai se consolidando como nação democrática.

Voltando à peste, a bola do Ebola, não remete ao futebol. Mas pode nos fazer refletir sobre a inutilidade das fronteiras protegidas, já que os ares, mares e a própria terra, volatilizam as fumaças, a poluição, as pragas, os modelos de economia, as religiões e talvez os ódios. Prefiro iludir-me e concluir que há uma emergência prioritária que pregue espalhar Amor pulverizado sobre as plantações em vez de agrotóxicos.

Cida Torneros é jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária

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Posted on 09-08-2014
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Ronaldo, hoje, no Jornal do Comércio (PE)


Guido com a avó Estela Carlotto:o reencontro afinal

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ARTIGO DA SEMANA

A Avó e o Músico: Lições da Plaza de Mayo

Vitor Hugo Soares

Sou passageiro de inúmeras viagens pela Argentina. Desde o começo dos anos 70, quando de férias do Jornal do Brasil (sucursal da Bahia) aportei em Buenos Aires pela primeira vez. Viajei com o Brasil mergulhado na cruenta ditadura do general Garrastazu Médici.

Desembarquei no terminal de “Aliscafos”, do porto da capital argentina, com cidade florescente, igual à letra do tango Anclao em Paris, que Gardel tornou famoso no mundo. A capital portenha vivia na época uma saborosa lua de mel com a democracia plena e, diante de mim todas as liberdades proibidas na cidade e no país de onde eu vinha.Parecia um sonho, desses maravilhosos, de nunca esquecer.E era tudo (ou quase) real.

Depois disso, andei pelas bordas do Rio da Prata em tempos de ouro, prata e chumbo. Em quatro décadas de idas e vindas vi de quase tudo por lá, para o bem e para o mal. Pensava que nada mais seria capaz de me surpreender, causar espanto ou servir para citar como exemplo nas inevitáveis comparações entre Brasil e Argentina. Em termos de fato, notícia e conteúdo jornalístico, político, social e humano.

Estava redondamente equivocado.

É o que demonstra esta incrível história de resistência, fé, denodo e entrega pela recuperação da verdadeira identidade do neto de Estela de Carlotto, dirigente principal do grupo Avós da Praça de Maio. Grupo que vi nascer com a pejorativa denominação de “Locas de La Plaza de Mayo”, aplicada por políticos e saudosistas da ditadura, na imprensa local e aqui no Brasil também. Estela é admirada combatente em seu país (odiada igualmente por muita gente ainda), de reconhecimento internacional por sua atuação de fibra à frente do famoso grupo de mulheres argentinas em busca dos netos sumidos e que se recusam calar diante dos crimes da ditadura que enlutou inumeráveis famílias no país.

Na terça-feira desta semana o impacto que emociona Buenos Aires e o mundo. Ficou confirmado, depois de conhecidas as provas do exame de DNA, que o músico, pianista e compositor Ignácio Hurban, de 36 anos, é, na realidade, Guido Montoya Carlotto, o neto desaparecido do tempo de uma das mais ferozes ditaduras do continente, que Estela nunca desistiu de procurar.

Bela lição de de luta e disponibilidade. Magnífica afirmação de coragem política e cívica em busca da verdade.

Faz-me recordar da primeira viagem à capital portenha dos 70 e a constatação da imensa capacidade do povo argentino de brigar, com intensidade, pelas coisas em que acredita e busca, e de surpreender sempre, mesmo quando não raramente se equivoca ou é trapaceado.

Nas ruas da majestosa Buenos Aires, ainda incrédulo e assustado, logo depois de passar pela Imigração, no porto, deparei-me com uma das mais esplendidas e intensas campanhas presidenciais que os olhos deste jornalista já viram.

Nos comícios abertos, a exemplo do de Hector Campora, que me levou à localidade de San Andrés de Gilles (na volta de Isabelita Peron ,de Madri, precedendo o retorno do marido e mito maior dos argentinos).Uma apoteose política e de participação popular (dos jovens principalmente) indescritível.

Ou nos atos em recintos fechados, a exemplo daquele do qual participeientão, na sede da União Cívica Radical- UCR (ao lado do saudoso jurista Pedro Milton de Brito, ex-presidente da OAB-BA e conselheiro federal da Ordem, referência no combate a perseguições políticas e na defesa dos direitos humanos na Bahia e no País). Presente o candidato Raul Alfonsin – modelo exemplar de político, tribuno, administrador, homem público e estadista, que faz imensa falta à errante democracia na Argentina de hoje.

Estadistas como Alfonsin fazem falta, também, na conjuntura da América Latina em geral, como demonstra esta campanha eleitoral em curso no Brasil: desfibrada, candidatos frágeis e vacilantes, sem propostas, sem princípios, sem protagonismo, sem povo e, por isso, desmotivada e sem empolgação. A cada nova pesquisa de opinião pública divulgada, essa triste realidade fica mais evidente. Apatia geral e preocupante.Onde tudo pode acontecer, ou oermanecer do jeito que está.A conferir.

Vibremos então com esta belíssima historia de Guido e de sua heróica Avó da Praça de Maio. Ou com as mensagens de fé e esperança do argentino Papa Francisco.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

http://youtu.be/0vJtKDRRtkU

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BOM DIA!!!

Por Gerson Camarotti

Integrantes da cúpula petista começam a fazer um mea culpa com a escolha de alguns candidatos nas disputas estaduais, especialmente em São Paulo, com Alexandre Padilha, e Rui Costa, na Bahia.

O maior arrependimento é com Padilha, que tem apresentado um desempenho sofrível na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. De forma reservada, há o reconhecimento de dirigentes do PT de que foi um equívoco a decisão do ex-presidente Lula de lançar Padilha, um desconhecido, no estado com o maior colégio eleitoral do país.

“Não dá para lançar um nome novo numa eleição com forte potencial de risco. Mais do que São Paulo, o que está em jogo desta vez é a eleição nacional. Lula tem grande intuição. Foi assim com Dilma, em 2010, e Fernando Haddad, em 2012. Mas dessa vez, foi um erro”, reconheceu um integrante da Executiva Nacional do PT.

Muitos dirigentes ouvidos pelo Blog avaliam que o partido deveria ter lançado o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), que já largaria com um patamar elevado nas pesquisas, ou mesmo o ministro José Eduardo Cardozo, apesar das restrições pessoais de Lula ao nome do titular da Justiça.

Na Bahia, aconteceu um movimento semelhante. O governador baiano Jaques Wagner (PT) decidiu bancar a candidatura de Rui Costa, que também é desconhecido pela população. Dirigentes petistas reconhecem que o melhor nome era o do senador Walter Pinheiro (PT-BA), que já disputou eleição majoritária e tinha uma melhor avaliação.

A direção nacional ficou em alerta depois que pesquisa Ibope mostrou Rui Costa em terceiro lugar na disputa. O temor é que um fraco desempenho do PT na Bahia possa afetar a votação de Dilma no quarto maior colégio eleitoral do país. O tucano Aécio Neves é apoiado no estado pelo ex-governador Paulo Souto (DEM, que lidera as pesquisas na Bahia. Em vários discursos, Jaques Wagner tem afirmado que Dilma vai repetir no estado a melhor votação proporcional do país.

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