Eduardo Campos nas ruas do centro histórico…
Foto:Bahia em Pauta
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…na biblioteca da Republica de Aninha Franco, no Pelô
Foto: Bahia em Pauta

DA REDAÇÃO

Em sua passagem por Salvador, hoje a tarde, o candidato a presidência da República Eduardo Campos (PSB), depois de um corpo a corpo no Centro Histórico da capital, que começou pelo Cruzeiro de São Francisco, desceu a Baixa dos Sapateiros e retornou pela Rua das Laranjeiras, no Pelourinho, visitou a biblioteca da premiada dramaturga e intelectual baiana Aninha Franco. Campos estava acompanhado das candidatas ao governo da Bahia, Lidice da Mata, e ao senado Eliana Calmon, pelo PSB, alem da vereadora Fabiola Mansur, que concorre a um mandato de deputado estadual.

Campos foi recebido por Aninha Franco, que demonstrou simpatia pelo candidato, e disse que “era preciso mudar a mentalidade imperial do Brasil”. A visita relâmpago `a biblioteca da escritora, a casa n.o 38, na rua das Laranjeiras, Pelourinho, batizada por ela de Republica, onde estão acomodados cerca de 13 mil livros, foi acompanhada por dezenas de correligionários do socialista, e durou cerca de 15 minutos.

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DEU NO UOL/FOLHA

O juiz Marcelo Matias Pereira determinou a soltura dos manifestantes Fábio Hideki Harano e Rafael Marques Lusvarghi nesta quinta-feira (7). Segundo ele, os laudos que mostraram não serem explosivos os artefatos achados com os réus, como revelou a Folha, na terça-feira (5), enfraqueceram a acusação.

O magistrado, que já havia recusado um pedido de liberdade anterior, foi, desta vez, contrário ao parecer de promotores de Justiça que denunciaram os manifestantes, presos durante protesto contra a Copa do Mundo, e que defendiam a manutenção da prisão.

Pereira é o juiz que associou os “black blocs” a “esquerda caviar”, termo originário da França para descrever pessoas que se dizem socialistas, porém, usufruem dos benefícios do capitalismo. Para a polícia, os dois ativistas lideravam os “black blocs” –manifestantes que pregam a depredação do patrimônio público e privado.

Na decisão, Pereira diz que “é forçoso concluir que a acusação restou de sobremaneira fragilizada, na medida que ficou demonstrado que os acusados não portavam qualquer artefato explosivo ou incendiário”.

Para o magistrado, as penas que podem ser impostas aos réus em caso de condenação ultrapassam quatro anos. Por isso, segundo ele, “não se justifica a custódia cautelar, até porque primários e de bons antecedentes”.

Hideki e Lusvarghi foram presos no dia 23 de junho durante um protesto na região da avenida Paulista, no centro de São Paulo. Após a decretação da prisão preventiva, Hideki foi encaminhado para a penitenciária de Tremembé (SP) e Lusvarghi para o 8º DP (Brás).

O advogado de Hideki, Luiz Eduardo Greenhalgh, apresentou nesta semana um pedido de reconsideração da decisão anterior após a constatação de que não eram explosivos os objetos achados com Hideki e Lusvarghi.

Os promotores enviarão novos quesitos ao IC (Instituto de Criminalística) e ao Gate (grupo antibombas da PM), responsáveis pelos laudos. Para eles, houve demora na apresentação dos materiais para análise –uma garrafa de Nescau coberto com papel e elástico e um frasco de fixador de tintas para tecidos com pavio. Segundo a polícia no dia da prisão, eram artefatos explosivos. Para os promotores, os materiais inflamáveis podem ter perdido o efeito devido a essa demora.

Sobre a demora, o juiz Pereira disse “se o tempo transcorrido entre a apreensão do material e a realização da prova pericial levou a evaporação de eventual conteúdo dos frascos é lógico que os peritos não terão como afirmar se os mesmos teriam odor de combustível ou outro combustível”.

Ainda segundo o magistrado, “o porte de objetos com odor característico de qualquer substância inflamável não é crime e não pode ser confundível com artefato combustível incendiário”. Para ele, é desnecessária a realização de laudo complementar.

BOA TARDE


Ignacio Hurban, o Guido: mãe foi morta pela ditadura argentina dois meses após seu nascimento – Reprodução/La Nación
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DEU EM O GLOBO

Ignacio Hurban, o Guido: mãe foi morta pela ditadura argentina dois meses após seu nascimento – Reprodução/La Nación

BUENOS AIRES — Há quatro anos, sem saber, o 114º neto encontrado pelas Avós da Praça de Maio se apresentava em um recital, bem perto de sua avó, Estela Carlotto, a presidente do grupo. O músico Ignacio Hurban, que até a última terça-feira não sabia ter nascido num cativeiro da ditadura militar argentina em 1978, se apresentava como pianista e compositor no ciclo “Música pela Identidade”, organizado justamente pelas Avós da Praça de Maio.

— Ele não fazia ideia desta realidade quando participamos da apresentação. Ele sentia afinidade com esse recital de música pela identidade, como todos nós — disse um músico e amigo de Ignacio ao jornal argentino “La Nación”.

Ontem, os comentários dos amigos e dos alunos encheram as redes sociais, após a surpresa com descoberta da verdadeira identidade de Ignacio Hurban, o “Pacho”: Guido Miguel Carlotto, o filho de Laura Carlotto, militante da Juventude Universitária Peronista e assassinada pelo regime.

Em 26 de junho de 1978, depois de ter sido sequestrada com dois meses de gravidez, Laura foi levada ao Hospital Militar de Buenos Aires, onde teve Guido. Cinco horas depois do parto, ela foi separada do bebê. Laura foi assassinada com um tiro na cabeça dois meses depois.

Hoje, aos 36 anos, Guido é diretor da Escola Municipal Hermanos Rossi e vive em Olavarría com a mulher, a estilista Celeste Madueña. Segundo os jornais argentinos, ela teria sido uma das motivações para que Guido se apresentasse voluntariamente à associação das avós e fizesse um teste de DNA. Celeste teria apontado ao marido a semelhança física entre ele e a avó Estela. Os pais adotivos, “uma família rural que nada tem a ver com a ditadura”, segundo Abel Madariaga, integrante das Avós, vivem na vila Alfredo Fortabat.

Os amigos de Guido contam que ele não costuma falar muito, é tímido, mas sabem de algumas de suas paixões: o time de futebol River Plate, seu carro, um Fiat 147 branco e, claro, a música.

Guido começou a formação musical com 12 anos, se aprimorou em Buenos Aires e passou pelo Instituto Municipal de Música de Avellaneda. Depois, voltou à Olavarría para estudar no Conservatório Ernesto Mogávero, onde é conhecido como “o profe de música”.

É um amante de jazz, bossa nova e tango, tendo participado de projetos como Orquestra Errante e produzido três discos: “Mujeres argentinas x hombres argentinos”, “Open Dreams” e “Musa Rea”.

— É um músico de muita sensibilidade, com uma linguagem muito original como pianista e arranjador — conta o compositor e pianista Carlos Negro Aguirre, ao jornal argentino “Clarín”.

Guido tocou com a cantora chilena Francesca Ancarola, com Raly Barrionuevo, Liliana Herrero, Adrián Abonizio, Sergio Verdinelli, Jerónimo Carmona, Carto Brandán, entre outros. Também em Buenos Aires, junto com Facundo Barreyra, participa do projeto “Jazz ao sul”.

— Em meu novo disco, Ignacio gravou seu acordeão para a canção “Oda a la tristeza”, que fala de transformar a dor em amor. Ontem, quando fiquei sabendo que ele é o neto 114, me emocionei muito — contou a guitarrista e cantora Agostina Elzegbe.

No site oficial do músico e nas redes sociais Bandcamp e Soundcloud, há ensaios de jazz, tango e também escritos dos últimos anos sobre a memória e os horrores causados pela última ditadura. Guido tornou-se mais reconhecido depois do convite da comunidade musical e da Prefeitura de Olavarría para atuar como pianista e programador dos atos de 9 de Julho, data da Independência Argentina, que se realizaram no principal teatro da cidade.

No último dia 24 de março, ele lançou uma canção chamada “Para a memória”, que, diz: “Camino al sol, que hace la sombra de todo igual/ si al estrujar el viento contra un pecho labriego/ ya no hay heridas que marquen los brazos de un hombre entero/ ni hay canciones que apañen lo que no guarda en el pecho”.

ago
07
Posted on 07-08-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-08-2014


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Clayton, hoje, no jornal O POVO (CE)


Bahia ganha na Fonte Nova, mas não leva

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

A missão era complicada na noite de quarta-feira (6), na Arena Fonte Nova, e apesar do que esperavam os tricolores mais otimistas o Bahia não conseguiu a goleada que precisava para eliminar o Corinthians e seguir na Copa do Brasil. O Esquadrão ainda venceu a partida por 1 a 0, graças ao gol contra marcado por Guilherme Andrande no primeiro tempo, mas como precisava de pelo menos quatro gols de vantagem, não foi o suficiente para avançar às Oitavas de Final da competição.

No placar agregado o embate terminou registrando 3 a 1 para a equipe alvinegra, que aguarda o sorteio para saber quem enfrentará na próxima fase. Ao Bahia restou o consolo de, com a vitória, encerrar a incômoda sequência de 10 jogos sem vencer, contando o Brasileirão.

Com o fim da participação na Copa do Brasil, o Tricolor volta todas as atenções para o Campeonato Brasileiro e segue na luta para superar a má fase e sair da zona do rebaixamento. Já pelo Brasileirão, o time entra em campo na noite do próximo sábado (9), novamente na Arena Fonte Nova, para receber o Goiás a partir das 18h30. O Corinthians também joga na 14ª rodada e vai enfrentar o Santos, na Vila Belmiro.

DEU NO IG

A presidente e candidata à releição Dilma Rousseff (PT) captou R$ 9,6 milhões no início da campanha eleitoral. O valor é 22% menor que o registrado no mesmo período de 2010, quando ela se candidatou pelo primeira vez. Aécio Neves (PSDB), principal adversário da petista, obteve R$ 8,1 milhões.

Se na comparação com 2010, a arrecadação de Dilma foi menor, a de Aécio em 2014 aumentou, quando comparada com a José Serra, que foi o candidato do PSDB há quatro anos.

Dilma está numa posição mais confortável nas pesquisas de intenção de voto neste ano do que na eleição de quatro anos atrás. Segundo o Datafolha, em julho de 2010, a candidata petista estava tecnicamente empatada com Serra: ela tinha 36% e o tucano, 37%. Em julho deste ano, a presidente também registrou 37%, mas seu adversário mais bem colocado, Aécio, ficou com 20%.

Eduardo Campos (PSB), terceiro nas pesquisas de intenção de voto (8%), conseguiu R$ 4 milhões. O valor é 8% menor do que Marina Silva, candidata a vice na chapa do socialista, conseguiu em 2010, quando concorreu à presidência pelo Partido Verde (PV). Em julho daquele ano, ela estava com 10% das intenções de voto.

Sabatinas na CNA:
Dilma promete revisar processos de demarcação de terras
Aécio Neves promete ‘superministério da Agricultura’
‘Vamos tirar o Ministério da Agricultura do balcão político’, diz Campos

Os dados foram divulgados na noite desta quarta-feira (6) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na média, os três principais candidatos conseguiram arrecadar neste início de campanha 3% do que pretendem gastar até o fim do pleito. O percentual é ligeiramente menor que os 5% de 2010.

JBS doa para Dilma e PSDB

O maior doador de Dilma é a indústria de alimentos JBS, que dou R$ 4,5 milhões, seguido da Ambev, do setor de bebidas, com R$ 4 milhões. A construtora Andrade Gutierrez deu R$ 1 milhão.

Já os maiores valores doados à candidatura de Aécio saíram do Comitê Financeiro Nacional para Presidência da República tucano – R$ 6,7 milhões dos R$ 8,1 milhões. Esse comitê, por sua vez, teve até agora como maior doador a JBS, com R$ 5 milhões.

Os R$ 4 milhões de Campos saíram do comitê para a presidência do PSB que, por sua vez, recebeu R$ 1 milhão da Coopersucar e R$ 1,5 milhão da Direção Nacional.

Cada Tempo Em Seu Lugar
Gilberto Gil

Preciso refrear um pouco o meu desejo de ajudar
Não vou mudar um mundo louco dando socos para o ar
Não posso me esquecer que a pressa
É a inimiga da perfeição
Se eu ando o tempo todo a jato, ao menos
Aprendi a ser o último a sair do avião

Preciso me livrar do ofício de ter que ser sempre bom
Bondade pode ser um vício, levar a lugar nenhum
Não posso me esquecer que o açoite
Também foi usado por Jesus
Se eu ando o tempo todo aflito, ao menos
Aprendi a dar meu grito e a carregar a minha cruz

Cada coisa em seu lugar
A bondade, quando for bom ser bom
A justiça, quando for melhor
O perdão:
Se for preciso perdoar

Agora deve estar chegando a hora de ir descansar
Um velho sábio na Bahia recomendou: “Devagar”
Não posso me esquecer que um dia
Houve em que eu nem estava aqui
Se eu ando por aí correndo, ao menos
Eu vou aprendendo o jeito de não ter mais aonde ir

Cada tempo em seu lugar
A velocidade, quando for bom
A saudade, quando for melhor
Solidão,
Quando a desilusão chegar

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Aplausos para Gil pela linda canção e para a recomendação do “velho sábio da Bahia” citado na letra primorosa sobre a pressa, o tempo e a vida.

Poesia essencial, melodia e ensinamentos preciosos. Confira.

BOM DIA

(Vitor Hugo Soares)


Policia e moradores no Morro do Alemão
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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAÍS ( EDIÇÃO BRASILEIRA)

As 38 Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) instaladas desde dezembro de 2008 em várias favelas do Rio de Janeiro estão definitivamente no olho do furacão. Depois de vários casos de corrupção e violência desenfreada que já vinham manchando a imagem de diversas unidades, o contingente pacificador destacado na favela do Jacarezinho, uma área da zona norte do Rio outrora conhecida como Faixa de Gaza, é agora alvo de uma denúncia de estupro tendo como vítimas três jovens de baixa renda, uma delas menor de idade. Segundo as vítimas, o crime foi cometido na madrugada de terça-feira por quatro agentes que já estão sob prisão preventiva e que serão julgados por tribunais da Polícia Militar. Dessa maneira, o mesmo projeto que surgiu sob a aprovação quase unânime dos principais especialistas em segurança pública enfrenta hoje uma crescente resistência por parte de um setor nada desdenhável das favelas ocupadas, e a nova denúncia solapa ainda mais a sua credibilidade.

“É um incidente muito grave, que demonstra que a relação entre a polícia e essas comunidades está muito longe do objetivo inicial do projeto das UPPs”, opina o sociólogo Ignacio Cano, especialista na questão da violência. Diante da gravidade do fato, a Polícia Militar se apressou em emitir uma nota afirmando que “as medidas adotadas serão rigorosas, incluindo a prisão e a possível expulsão da instituição [dos autores do crime, uma vez que se confirme sua culpa]. O comando da PM lamenta o episódio e repudia esse crime bárbaro, ressaltando que não coincide em nada com o comportamento que se espera de um policial”, conclui a nota.

“É uma reação positiva, já que se abre a possibilidade de uma investigação, algo que não tem sido frequente na Polícia Militar. Isso é fundamental para que se acredite no sistema e para que as pessoas continuem denunciando esses crimes”, comenta Cano.

Já a socióloga Jacqueline Pitanguy, coordenadora-executiva da ONG Cidadania, Estudo, Pesquisa, Informação e Ação (Cepia), afirma que “quando quem comete esse delito é um agente do Estado, a mulher passa a ser triplamente vulnerável, já que é muito mais difícil que sua denúncia chegue a bom porto e, o mais preocupante, que ela não sofra represálias”.

A agressão relatada pelas vítimas, que já identificaram os agressores entre 60 agentes apresentados para reconhecimento, aconteceu a poucos metros de umas das vias ferroviárias que cruzam a favela do Jacarezinho. Ali costumam se reunir consumidores de crack, fazendo dessa zona uma das cracolândias mais conhecidos da zona norte carioca. As operações policiais e de agentes sociais são permanentes na região, embora até agora não tenham conseguido acabar com o acampamento improvisado de consumidores.

Segundo os primeiros relatos, uma patrulha de seis agentes se aproximou das jovens e as obrigou a irem até um local próximo, onde o estupro coletivo teria ocorrido. O Instituto Médico Legal (IML) do Rio submeteu as vítimas a perícia para determinar a autoria do crime. Os soldados Gabriel Machado Mantuano, Renato Ferreira Leite, Wellington de Cássio Costa Fonseca e Anderson Farias da Silva, todos com menos de três anos de serviço na Polícia Militar, encontram-se detidos no presídio militar de Benfica, no Rio do Janeiro. Só um deles confirmou o estupro.

O episódio põe sobre a mesa o debate a respeito da violência sexual, frequentemente ofuscado pelas notícias de tiroteios, homicídios e autos de resistência no Rio de Janeiro. Pitanguy acredita que “enquanto o tráfico de drogas imperava nas favelas atualmente ocupadas pelas UPPs, as mulheres estavam mais indefesas. Uma vítima de violência doméstica ou sexual dificilmente podia sair da comunidade e denunciar [o caso] à polícia”.

Segundo dados contabilizados no Dossiê Mulher, elaborado anualmente pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, o número de estupros no Estado vem crescendo exponencialmente desde 2008. Em 2012 (6.029 casos), 82,8 % das agressões sexuais tiveram como vítimas mulheres, a maioria entre 5 anos e 19 anos de idade, brancas ou pardas, e solteiras. De acordo com Cano, “não se sabe se esse aumento se deve ao fato de que as pessoas denunciam mais ou à ocorrência de mais estupros”.

Pitanguy acrescenta que “a partir do momento em que a violência sexual tem uma maior visibilidade pública e passa a ser um fenômeno descrito nas estatísticas criminais, já estamos diante de um avanço. O mais perigoso é quando é invisível, quando não é contabilizada e quando não há espaços para denúncia. Durante muitas décadas, no Brasil, essa era a situação”.

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