Eliana a Casemiro na Aratu:”Na Bahia tudo se sabe”

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DEU NO JORNAL A TARDE

BIAGGIO TALENTO

Candidata ao Senado pelo PSB, a ministra aposentada Eliana Calmon disse que um dos seus adversários, o candidato do PSD, Otto Alencar, “colocou a carapuça” ao reagir aos questionamentos sobre o patrimônio dos concorrentes à vaga de senador divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. Eliana havia se manifestado surpresa com o fato de informar um patrimônio que a transforma na segunda candidata ao Senado mais rica pela Bahia (ela declarou R$ 2,7 milhões, Otto, R$ 2,48 milhões, e Geddel Vieira Lima, do PMDB, R$ 5,9 milhões).

“Constatei uma verdade jornalística. Inclusive não citei nomes. (Pelo TSE) sou a candidata mais rica (em relação a Otto). Não fui cortês? Fui cortês, sim. Tenho que ser cortês não só com meus adversários, mas com todos. Os eleitores vão ver meu patrimônio, construído com o meu salário, e me comparar com os empresários, com as pessoas que têm recursos, que são herdeiros e que a gente sabe, pois na Bahia tudo se sabe”, disse.

O candidato do PSD havia rebatido as declarações da ministra afirmando que a declaração de bens enviada ao TSE é a mesma encaminhada à Receita Federal e estranhou o comentário de Eliana, observando nunca ter duvidado da idoneidade dela.

Eliana concedeu, ontem, entrevista ao apresentador Casemiro Neto, do programa Que Venha o Povo, da TV Aratu (dentro do projeto Vota Bahia, parceria da Aratu e grupos A TARDE e Metrópole).

Falando ao vivo, ela preferiu não polemizar com seus adversários. Afirmou que não pretende responder a eventuais ataques dos concorrentes. “Minha resposta é minha biografia”, resumiu.

Ela declarou que irá pautar seu mandado caso seja eleita pelo combate à corrupção na mesma linha que atuou como corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Joaquim Barbosa

Indagada se pretende pedir o apoio do ex-presidente do Superior Tribunal Federal Joaquim Barbosa à sua candidatura, disse que não tomará a iniciativa. “Quando presidente do CNJ e eu na corregedoria, tive todo apoio. Se ele quisesse dar um depoimento, ele poderia dar. Não peço. Agora, se ele tomar a iniciativa, ótimo”.

Eliana explicou por que declarou que pode haver um retrocesso no CNJ com a futura presidência do ministro Ricardo Lewandowski, mesmo com eventual fiscalização da população. “É difícil o povo conter o Judiciário se ele já tiver no seu arcabouço o posicionamento que está sinalizando o ministro Lewandowski. Falei que via um retrocesso no momento que ele disse o seguinte: na minha atuação no CNJ, vou privilegiar a gestão. E querer desarticular tanta intervenção da corregedoria. Como conheço o conselho, sei que 80% do CNJ é corregedoria. Não somente no trabalho de investigação disciplinar mas investigação na parte de gestão”, disse.

Para ela, se houver uma desarticulação da corregedoria, “não vai fazer nada no conselho, pois será uma gestão formal, onde você vai idealizar o que é bom para o Poder Judiciário e oferecer um prato pronto, quando na verdade a administração é você diagnosticar o que está errado para aplicar a solução em cima do que está errado”.

Sobre as comemorações e homenagens feitas por amigos e colegas dos desembargadores Mário Hirs e Telma Britto, que reassumiram suas funções no Tribunal de Justiça da Bahia após oito meses de afastamento devido a uma investigação do CNJ, ela declarou: “A comemoração foi muito antecipada, pois não sabemos ainda o desfecho de um processo que ainda vai começar”.

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Comentários

Olivia on 6 agosto, 2014 at 15:18 #

Tenho cá pra mim que a ex-ministra é quem vai servir o molho desta campanha na Bahia. A conferir.


Carlos Volney on 6 agosto, 2014 at 16:55 #

Concordo, Olivinha, e de minha parte vai a torcida para que assim seja.
Com o meu voto ela pode contar. Também com o entusiasmo para defender sua candidatura nas rodas de papo com os amigos.
É aquele negócio de que sempre falo: quando as pessoas de bem acham que não devem se “misturar” com a política, aí é que a coisa fica pra gente desqualificada mesmo.
Cinquenta Elianas no Congresso, virava aquilo de ponta cabeça.


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