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04

Querida mana e comadre Biga:

Além das palavras que trocamos mais cedo, neste 04 de agosto de seus anos, seguem estas da letra da linda, pungente e esperançosa canção de Tim ( um santo do altar da sua devoção musical).

Nesta data querida é só para reforçar todo afeto especial e admiração que devotamos a você: mulher , mãe e irmã e cunhada de verdade, para o que der e vier.Autêntica guerreira do cotidiano e de qualquer hora.

Toca o barco, mana. E cuide bem da vida, da saúde, do corpo, do espírito, e principalmente dos pés para as grande e felizes caminhadas que desejamos a você no presente e no futuro .

Parabéns e beijos de afeto.

(Hugo e Margarida)


Eliana: sem barganha com forma
antiga e viciada de fazer política

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Victor Pinto

não é à toa que a candidata ao Senado, a jurista Eliana Calmon (PSB), repete exaustivamente em público que os partidos políticos, determinados candidatos e lideranças comunitárias transformaram a política em um “balcão de negócios, movimentador de muito dinheiro”.

A socialista, durante visita a Tribuna, apresentou, com exclusividade, a organização do trabalho que garante a realização das atividades eleitorais e quantidade de votos específicos por valores determinadas a coordenadores, distribuídos em bairros de Salvador e cidades próximas a capital.

“Essas lideranças fazem uma planilha de custos e estabelecem pagamento de 50% adiantado e ainda compõem outras cláusulas. Eles cobram para fazer a campanha e conseguir os votos, mas no texto diz ainda que a boca de urna não está inserida, seria outro acerto. Boca de urna é crime. Essa proposta veio escrita e está muito bem organizada. Eu acho que isso representa um perigo”, alertou.

Na planilha apresentada há especificações dos valores que serão gastos com alimentação de equipe, lanches, condução e outras atividades. A proposta para a realização de campanha no bairro da Suburbana, em Salvador, por exemplo, conforme o documento, custa R$ 47.888.

Desse valor, R$ 35 mil é embolsado pela liderança e R$ 1.200 fica restrito ao pagamento de pessoas que ficarão com as bandeiras, 30, que receberão R$ 40 cada uma, além de outras atividades.

Já para realizar as movimentações na Ilha de Vera Cruz o valor é menor: R$ R$ 25.972. Ou seja, se o candidato quiser o apoio do líder, ao invés de demonstrar propostas e tentar de alguma forma convencê-lo a votar por ideologia e apoiar sua candidatura pelo benefício do bem comum, ele só teria que desembolsar, para conseguir eleitorado nos dois lugares, um total de R$ 73.860

Eliana ressaltou que o caso não foi o primeiro e constantemente recebe propostas de todos os tipos e com valores ainda maiores do apresentado no texto. “As proposições seguem a seguinte linha: eu consigo cinco mil votos, mas preciso de um valor, pois terei despesas disso e daquilo. Nós sempre afirmamos que nós não temos e mesmo que a gente tivesse dinheiro não faríamos, de forma alguma, esse tipo de política”, complementou.

Conhecida pelo trabalho combativo da corrupção dentro do sistema judiciário brasileiro, a socialista, que resolveu ingressar na política após se aposentar do Superior Tribunal Justiça, ainda defendeu o fim da realização da campanha por interesses, chefiada, segundo ela, através do dinheiro das benesses.

“Isso é uma forma antiga de se fazer política e eles estão viciados. É um vício que nós estamos sustentando há anos e isso está ficando cada vez mais ousado. Está na hora de dar um basta. Queremos percorrer um caminho novo, em busca de pessoas que estão desiludidas da política por conta dessas e de outras ações. Nós não pagamos a lideranças”, garantiu.

“Diante dessa situação, por outro lado, recebo apoio de profissionais liberais que não querem nenhuma benesse, querem resgatar a ética perdida e a confiança na política”, encerrou.

Como dinheiro é investido pode caracterizar crime

Para Justiça a prática da prestação de serviço de campanha é legal, desde que represente somente um trabalho como determina a lei. Para a advogada da área eleitoral, Déborah Guirra, o caso pode acarretar crime se atingir critérios além da realização de uma atividade de campanha. Crime constatado é quando é oferecido o serviço de boca de urna, proibido pela legislação.

“Se a liderança, para garantir os votos, pega esse dinheiro e compra o voto, é crime. Se o candidato aceita a proposta da prestação de serviço, mas não contabiliza isso em sua declaração de contas, pode ser caracterizado como caixa dois, ato ilícito e se o líder comunitário cecear o direito da candidata entrar nas localidades por deixar de pagar a quantia, isso também se torna crime. É algo relativo”, explicou.

O cientista político Joviniano Neto classificou o assunto como complexo e de caráter subjetivo. “Há, de fato, um vício histórico de lideranças só apoiarem se tiverem recursos, mas também existe uma necessidade de custos para fazer uma prestação de serviço. Existe a forma de fazer a campanha com um profissional e existe a campanha do militante. Seria bom se todos pudessem fazer política por cidadania, como o militante”, analisou.

Para ele, o fato de poder pagar a um marqueteiro para realizar uma propaganda e arcar com os custos do segurador de bandeira é um ato comum. “Existem aqueles que defendam que o candidato faça campanha sozinho, mas sabemos que a situação não funciona desse jeito”, concluiu.

“Para muitos jovens brasileiros, o primeiro documento continua sendo a ficha policial”. Defensora da maioridade penal, a ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça e candidata ao Senado pelo PSB, Eliana Calmon, reafirmou sua posição neste final de semana.

“O Brasil ainda detém a marca por ser um dos países da América Latina campeões em falta de registro civil. O problema não está na idade e sim na falta de políticas públicas que garantam escola de qualidade e cidadania a esses jovens, que, por falta de opções de educação, emprego e atividades culturais e esportivas acabam deslocados para o caminho mais ‘fácil’, o das drogas e do tráfico”, frisou a ex-ministra.

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04
Posted on 04-08-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 04-08-2014


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Amarildo, hoje, na Gazeta Online On Line (ES)

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04

DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAIS (EDIÇÃO BRASILEIRA)

A campanha eleitoral brasileira começa a se preparar para a etapa midiática que terá início dentro de 15 dias, quando a propaganda oficial de cada partido vai invadir a televisão brasileira, em horário gratuito e obrigatório. É nesse momento que 20 milhões indecisos, dos 142.467.862 de eleitores deste ano, vão começar a flertar com os candidatos a futuro presidente ou presidenta do Brasil. Eles já estão nos estúdios, ensaiando seus discursos na TV.

Mas, enquanto os programas não começam, a batalha eleitoral se concentra na arena das denúncias, com notícias sobre a conduta de cada candidatura chegando como petardos nos comitês das campanhas. A primeira vítima do chumbo trocado foi Aécio Neves, do PSDB, com a descoberta de um aeroporto construído na cidade mineira de Cláudio, a seis quilômetros de uma fazenda da sua família. A obra foi financiada com dinheiro público quando Neves era governador. O candidato argumentou que o terminal respondia às necessidades da comunidade e depois admitiu ter usado a pista, que ainda não tinha a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil para funcionar.

Neste final de semana, a munição se voltou para a candidatura do PT, com as denúncias feitas pela revista semanal Veja sobre uma suposta armação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Petrobras. A revista teve acesso a um vídeo em que se ouvia uma conversa entre José Eduardo Barrocas (o chefe do escritório da estatal em Brasília), Bruno Ferreira (um advogado da companhia) e um homem não identificado. Os três falam sobre uma lista de perguntas que seriam feitas aos executivos do Petrobras pelos integrantes da CPI que investigava a compra da refinaria americana Pasadena. Seria um modo de blindar a presidenta Dilma Rousseff, que presidia o conselho de Administração da Petrobras à época que o negócio foi fechado, em 2006. A aquisição da refinaria deixou prejuízos à companhia, algo que estava sendo questionado por parlamentares. Segundo a revista, a conversa com os indícios de combinação prévia foi gravada no dia 21 de maio, o dia antes do ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró, peça chave do processo, ser ouvido pelos senadores.
Milhões de indecisos e nulos

É neste clima que os presidenciáveis iniciam a jornada política de 2014, para saber quem vai ocupar o Palácio do Planalto em janeiro de 2015. O objetivo dos candidatos é manter o eleitorado que já decidiu seu voto, e convencer os milhões de indecisos que ainda restam. Outros cerca de 20 milhões já declararam que votarão nulo ou em branco, segundo as mais recentes pesquisas de opinião. Mas, parte desse grupo pode vir a mudar de ideia. E ainda, há um certo porcentual de decididos que podem trocar de legenda, à medida que a corrida eleitoral ganha as cores definitivas.
mais informações

Para o cientista político Claudio Couto, da Fundação Getúlio Vargas, esse chumbo trocado de denúncias de escândalos entre o PT e o PSDB tem, na verdade, quase efeito nulo nesta eleição. “As duas notícias terão repercussão parecida. Duvido que os eleitores do Aécio deixarão de votar nele por causa do aeroporto ou na Dilma por causa de uma suposta combinação de perguntas na CPI”, diz Couto.

A socióloga Fátima Pacheco Jordão, diretora da Fato, pesquisa e jornalismo. “A esta altura o eleitor já leva conta do embate eleitoral. Ele procura ver, no meio desta fumaça [os escândalos] os aspectos de proposição. As propostas vão ter mais eficácia que as denúncias”.

No caso específico das denúncias de preparação prévia para as perguntas da CPI, Claudio Couto acredita que não há nada novo, uma vez que o ritual de comissões do gênero preveem tentar antecipar o que virá em sabatinas. “Não há surpresa, isso é feito em todas as CPIs”, diz o cientista político. Ele acredita que isso pode surpreender quem não acompanha política, mas não os que já entendem o mecanismo dos trabalhos no Legislativo – as CPIs no país têm papel importante e foram ponto de partida para a descoberta de esquemas condenados como o próprio mensalão do PT.

Isso está longe de tornar a tarefa da presidenta Rousseff menos árdua para defender seu atual favoritismo nas pesquisas: segundo o instituto Datafolha, até o dia 17 de julho ela tinha 36% das preferências do eleitor, enquanto Neves tem 20% e Eduardo Campos, do PSB, 8%. A taxa de rejeição de Rousseff, porém, é de 35%, enquanto que a de seus adversários é de 17% e de 12%. respectivamente. Por isso, os analistas acreditam que é praticamente zero a chance de não ocorrer um segundo turno nas eleições deste ano – nas últimas três eleições presidenciais o país também repetiu o pleito.

Ao contrário de seus oponentes, a presidenta tem ainda um passivo aos olhos do eleitor, que aparece no que está errado atualmente: inflação resiliente e uma economia estagnada, que deixa o brasileiro desconfiado sobre o seu futuro. E ainda, o desgaste natural de 12 anos do PT no poder. Neves e Campos, por outro lado, não ampliaram sua vantagem sobre Rousseff, nos últimos meses, por ainda não serem conhecidos em âmbito nacional. Os dois são figuras mais familiares em seus Estados de origem. Neves como ex-governador e senador por Minas Gerais, e Campos, como ex-governador de Pernambuco. Isso explicaria por que os dois não tiveram grandes mudanças no nível de preferência do eleitor, apesar da rejeição alta à Rousseff. “Campos e Neves estão distantes de uma grande parcela do eleitorado, e não estavam propriamente ‘na rua’, algo que só acontece agora, com a TV. Agora sim dá para levar as campanhas a sério”, diz Couto.

Terão, em todo caso, pouco tempo para ganhar o eleitor, pois o pleito deste ano está marcado por uma campanha mais curta devido à Copa do Mundo, explica o jornalista especializado em pesquisas políticas José Roberto de Toledo. Ele lembra que o número de nulos e indecisos cai normalmente quando começa a campanha no rádio e na televisão, o que deixará mais nítidas as chances de cada candidato.

O especialista da FGV acredita que não só os candidatos do PSDB e do PSB devem subir nas pesquisas, mas também o pastor evangélico Everaldo, do Partido Social Cristão (PSC), que deve cooptar os eleitores da religião pentecostal. Hoje ele tem 3% das preferências segundo a última pesquisa Datafolha.

Com a colaboração de Raquel Seco.

“Miénteme Más”, bolero primoroso de Jorge L. Báez; interpretado por Virginia López e seu Trío.

BOM DIA E BOA SEMANA!!!

DEU NO JORNAL PORTUGUÊS DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Os três habitantes da casa só tiveram um grande susto, mas os cinco ocupantes do avião Embraer-720 morreram no acidente. O piloto já tinha estado envolvido num acidente igual em fevereiro, no qual morreu uma criança.

O piloto do Embraer-720C que esta madrugada caiu sobre uma casa de Balsas, no sul do Maranhão, Brasil, era o mesmo que em fevereiro pilotava o Cessna 210 que caiu sobre uma casa de Nova Araguaína, Tocatins.

De acordo com as autoridades brasileiras, citadas pelo site G1, o homem tinha habilitação para pilotar.

Quando do primeiro acidente, uma criança que estava no interior da habitação na qual o cesna bateu morreu e outras duas ficaram feridas. O piloto acabou por ser indiciado por homicídio por negligência, pagou uma fiança e ficou aguardando julgamento em liberdade.

Esta madrugada, Delano Martins Coelho fazia o transporte aéreo de uma mulher de 87 anos do hospital de Balsas para o de Teresina, no Piauí. A bordo seguiam a filha e o neto desta e ainda a mulher do piloto. Todos perderam a vida.

A família que estava dormindo no interior da habitação – um rapaz de 11 anos e os pais – tiveram um grande susto e ficaram com a casa destruída. Só a mulher sofreu um ferimento ligeiro, um corte no pé, quando tentava fugir para a rua já após o choque.

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DEU NO UOL/FOLHA

SAMANTHA LIMA
DO RIO

Morreu no Rio, na noite de sábado (2), o cientista político Marcus Figueiredo, aos 72 anos, um dos mais renomados especialistas em análise de pesquisa eleitoral do país.

Figueiredo estava internado no Hospital Samaritano, na zona Sul, havia uma semana e se recuperava de uma cirurgia para correção de um aneurisma abdominal, realizada na quinta-feira (31). No pós-operatório, ele teve três paradas cardíacas, não resistindo à última.

Seu corpo foi cremado no Memorial do Carmo, na zona Norte, na manhã de domingo (3) em cerimônia reservada a parentes e amigos próximos.

Doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo, Figueiredo fundou e coordenava o Doxa, Laboratório de Pesquisa em Comunicação Política e Opinião Pública, ligado ao Iesp (Instituto de Estudos Sociais e Políticos) da Universidade do Estado do Rio.

Referência em comunicação política, o Doxa havia nascido no Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), mas migrou em 2010, junto com Figueiredo e outros professores da instituição, para a Uerj, quando o Iuperj enfrentou uma crise financeira.

Figueiredo também era professor de pós-graduação do Iesp, mas os problemas circulatórios que vinha enfrentando acabou afastando-o das salas de aula nos últimos meses, por conta de inúmeras cirurgias a que foi submetido. Apesar disso, ainda participava de seminários e vinha se preparando para voltar a dar aulas regulares neste semestre.

É autor do livro “A decisão do voto”, de 2008. Com a mulher, a também cientista política Argelina Cheibub Figueiredo, publicou “O plebiscito e as formas de governo”, em 1993.

Cientista político, historiador e membro da Academia Brasileira de Letras, José Murilo de Carvalho lamentou sua morte.

“Marcus teve grande importância no processo de redemocratização do país, ao fim da ditadura, porque era um dos profissionais mais preparados para estudar este fenômeno. Ele se dedicou ao estudo da ciência política em plena ditadura, quando ainda existia um pensamento de que isso era inútil. É uma lástima perdê-lo”.

O cientista político Fabiano Santos, que foi aluno e colega de Figueiredo, lembra que ele foi “pioneiro na integração da ciência política e da análise política”.

“Ele era um dos grandes nomes da análise de eleições. Fez trabalhos muito importantes em pesquisa de comportamento eleitoral. Abriu um campo importante de atuação da ciência política no Brasil, pelo qual o país se destaca muito hoje”.

Além de mulher, Figueiredo deixou duas filhas e quatro netos.

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