DEU EM O GLOBO

por Catarina Alencastro

A presidente Dilma Rousseff classificou na tarde desta segunda-feira como um “massacre” as mortes de crianças de mulheres na faixa de Gaza, vítimas de ações militares de Israel. A presidente lamentou as declarações dada pelo porta-voz da Chancelaria de Israel, Yigal Palmor, de que o Brasil seria um “anão diplomático”. Para a presidente, as palavras do embaixador produziram um “clima ruim” entre os dois países.

– O que está ocorrendo é uma coisa muito perigosa. Não acho que seja genocídio, mas acho que é um massacre. Uma coisa desproporcional – disse a presidente, que participou de sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, pelo portal UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan.

A presidente defendeu a posição da ONU de exigir um cessar fogo imediato. Também lembrou que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer o Estado de Israel.

– Em todos os anos compareço em todas as cerimônias do Holocausto. Tenho grande consideração a Israel e judeus – disse.

Ela chegou a lembrar que o Brasil foi formado por cristãos novos – judeus que renunciaram à religião – para reforçar a ideia dos laços do país com o povo judeu.

Dilma disse também que o embaixador em Tel Aviv, Henrique Sardinha Filho, chamado pelo governo brasileiro para prestar esclarecimento sobre a situação, deverá voltar a Israel.

– O embaixador foi chamado e oportunamente vai voltar. Não há ruptura nem nada. Lamento as palavras do porta-voz, pois as palavras produzem um clima muito ruim, deveríamos ter cuidado com as palavras – disse.

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