MARAVILHA! BOA TARDE!

(Vitor Hugo Soares)

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Comentários

Gilson Nogueira on 29 julho, 2014 at 18:56 #

Um canto e tanto!
“Canto triste, composição de Vinícius de Moraes e de Edu Lobo, faz parte do repertório de quem sabe o que é ver o sol mergulhar atrás da Ilha.
O filho de Deus que não a ouviu, comete um pecado. Por isso, deve, ugentemente, confessar-se, vapt vupt, na igreja do ecumenismo do gostar global.
É tempo, portanto, de amar demais. E de ouví-la, agora. Emergir em mar de sonhos e humanidade.
Tenha, ou não, vivido a experiência que o poema magistral encerra, escutar “Canto triste” amplia a felicidade, belisca os sentimentos e acorda o boêmio desconhecido de cada um.
Dá uma banana para essa violência que nem o diabo agüenta mais.
Estraçalha a mesmice do dial das FM da vida soteropolitana.
Flutue no seu espaço! No bloco que você bota na rua de seus segredos, curta os versos e cante com Edu, dentro ou fora do banheiro. E bata palmas para você. Você merece!
Mesmo contendo o chorar por dentro, agora, ouvindo-a, sinto meu coração bater ligeiro. Mais forte, também!
Será o toque da charanga, como a do Jacu? O Vat 69?
Mais do que Bossa Nova, é de sinfonia de incensador domingueiro na Catedral do Terreiro de Jesus, em Salvador de todas saudades.Corto para o altar de minhas musas platônicas. Relembro professoras. Estou com 16 anos de idade, amante de Jeanne Moureau, que, em 1960, obteve o prêmio de melhor Atriz do Festival de Cannes, na França, por seu desempenho no filme Moderato cantabile. Um beijo eterno! Beijava-lhe na tela.
Ouço, distante, a onda menina batendo na areia do Porto da Barra. Uma gargalhada estraçalha o silêncio da chuva que passou. E a música recorta o tempo. Dá-se o beijo. A Primavera de minha vida sorri.
PS. Alô, Edu, apareça!
Gilson Nogueira


luiz alfredo motta fontana on 30 julho, 2014 at 5:02 #

Tinha eu 15 anos, a quase madrugada era fria, o cenário a avenida São João, quase esquina da Ipiranga, ali pertinho do restaurante Papai 51, a loja de discos, assim como algumas livrarias, permanecia aberta.

Garimpava os LPs e encontrava tesouros: “A MUSICA DE EDU LOBO POR EDU LOBO”(1965), “EDU&BETHÂNIA”(1966), “EDU CANTA ZAMBI(1965).

O ano, 1968, e desde então, EDU LOBO, virou trilha desta minha vidinha.

Falar de Edu? Não tenho essa pretensão, acostumei-me a ouvir suas canções. além disso, e também por isto, por sorte, ao contrário de tantos que adoram ouvir a própria voz, mesmo dizendo asneiras com ar fashion, Edu não discursa nem nos aporrinha a toda hora.

Tanto é verdade que raras são suas presenças nos jornais, sem contar a sua ausência sacerdotal das TVs.

Feliz por encontrar esse comentário de Gilson, tinha de ser dele neste BP, afinal gosto apurado não se compra, nasce-se com ele, quando muito amplia-se.

Peço então licença ao Gilson e sugiro a leitura de uma bela e rara matéria, no ESTADÃO, publicada em 2013 no seguinte link:
http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,edu-lobo-comemora-70-anos-no-rio-e-em-sao-paulo-imp-,1068240


Carlos Volney on 30 julho, 2014 at 13:22 #

É isso, tinha que vir de Vitor Hugo, tinha que ter um comentário que é uma poesia em prosa, de Gilson Nogueira (ô Gilson, tripudiaste!), e de resto a arrematação do poeta Fontana!
Que bom que o BP compensa tanta frustração de se viver na Bahia de TODOS OS SANTOS, ENCANTOS E AXÉ, em função da gente mandante que temos aqui.
Depois, ainda dizem que DEUS É MAIS!!!


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