Dr Marcos Araujo:infarto fulminante em agência bancária

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

Foi sepultado esta terça-feira , no cemitério Jardim da Saudade, o médico cardiologista Marcos Silva Araújo, de 39 anos, que morreu de mal súbito ontem em uma agência bancária em Salvador. De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, ele sofreu um mal súbito.

Formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba), Marcos coordenava a Unidade Coronariana do Hospital Português e era membro atuante da diretoria da Sociedade Brasileira de Cardiologia – Seção Bahia. Marcos deixa esposa e dois filhos.

O sepultamento do corpo do cardiologista foi realizado no final da manhã desta terça (29), no cemitério Jardim da Saudade.


Scolari de vol ao Gremio 18 anos depois
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DEU NO UOL/FOLHA

O técnico Luiz Felipe Scolari foi confirmado pelo Grêmio na tarde desta terça-feira. Nesta quarta, ele chega para a terceira passagem pelo clube gaúcho. Multicampeão e ídolo da torcida, ele celebrou a volta e prometeu trabalho integrado com a base.

“Estou muito contente e retornar ao clube que sempre tive carinho. Quero realizar novamente um grande trabalho no Grêmio”, disse Felipão via assessoria de imprensa.

A comissão técnica será completa por Flávio Murtosa e Ivo Wortmann. Além de André Jardine, que seguirá auxiliando a equipe principal e assumiu interinamente na queda de Enderson Moreira.

A função da comissão, mais do que trabalhar em conjunto com o técnico, será formar uma forte ligação com as categorias de base do clube.

“Estarão junto comigo o Murtosa e Ivo Wortmann que farão um trabalho integrado com a base do Grêmio”, afirmou.

Felipão será recepcionado por grande festa dos torcedores do Grêmio no aeroporto Salgado Filho, na manhã de quarta. O treinador passou pelo clube nos anos de 1987 e depois entre 1993 e 1996. Na segunda passagem, sob comando de Fábio Koff, atual mandatário gremista, conquistou uma série de títulos. Foram: dois Campeonatos Gaúchos, a Copa do Brasil de 1994, a Libertadores de 1995, a Recopa e o Brasileiro de 1996.

Aos 65 anos, Luiz Felipe assume uma equipe menos de um mês após a saída da seleção brasileira. A queda na Copa do Mundo com goleada de 7 a 1 para Alemanha marcou a passagem do treinador pelo time nacional.

MARAVILHA! BOA TARDE!

(Vitor Hugo Soares)


Bispo Edir Macedo vai comandar culto inaugural quinta-feira, 31

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DEU NO IG

Sob o comando de um Edir Macedo barbudo, usando manto sobre os ombros e quipá na cabeça, a nata da política nacional promete dar as bênçãos ao maior espaço religioso inaugurado no Brasil, o Templo de Salomão, construído pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), no Brás, região central de São Paulo.

Dos pesos pesados da política, apenas a presidente Dilma Rousseff oficializou sua presença na solenidade marcada para a próxima quinta-feira (31), mas os convites também foram distribuídos aos 27 governadores, ministros de Estado, ministros do Supremo Tribunal Federal, para o presidente do Congresso, Renan Calheiros, e para o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Além da presidente, apenas os parlamentares do PRB, partido da Universal e aliado do governo no Congresso, garantiram aparecer: dez deputados federais e o senador Marcelo Crivella, candidato ao governo do Rio de Janeiro.

Na cúpula da Universal, a ordem é fazer segredo sobre quem confirmou presença e sobre como será a cerimônia: a nenhum jornalista será permitido entrar na igreja. As únicas informações são de que os hinos de louvor serão ritmados por uma orquestra e que a palavra não será permitida nem à presidente: só Edir Macedo vai falar.

Aos que forem à cerimônia, a promessa é participar de um tour pela edificação, cuja altura é equivalente a um prédio de 11 andares – até um museu foi construído no templo. O Memorial pretende contar a história detalhada das 12 tribos de Israel.
Com inauguração prevista para dia 31 de julho, o Templo de Salomão consistirá na maior estrutura religiosa do país .

A ambiciosa ideia de Macedo não custou barato. Para colocar de pé os 35 mil metros quadrados de área construída (a Basílica de Aparecida tem 18 mil metros), o primeiro passo foi dar um novo uso a um estacionamento de 100 mil metros quadrados. Depois, os fiéis da Universal bancaram a importação de pedras de Hebron, em Israel, 10 mil cadeiras da Espanha e até pés de oliveiras. Todos esses itens fizeram o templo custar R$ 680 milhões, segundo a IURD.

O bispo assegura que o espaço é uma réplica fiel do templo em Jerusalém, construído pelo próprio rei Salmão, filho de Davi, centenas de anos antes do nascimento de Cristo. Destruído pelo império babilônico, foi reconstruído no ano 160 a.C., mas aí foi a vez de os romanos colocá-lo abaixo 70 anos d.C.

jul
29
Posted on 29-07-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-07-2014

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Nas celebrações dos 60 anos de Hugo Chávez, o seu sucessor na presidência da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a garantir que um passarinho lhe apareceu e lhe garantiu que o líder da revolução bolivariana, que morreu em 2013, “está feliz e cheio de amor pela lealdade do seu povo”.

“Vou confessar-vos que me apereceu um passarinho, outra vez. Aproximou-se de mim e disse-me que o comandante [Chávez] está feliz e cheio de amor pela lealdado do seu povo, que deve estar orgulhoso”, garantiu Maduro.

O Presidente disse ainda que a pequena ave lhe pediu que não contasse a ninguém a revelação e pediu a todos os presentes em Barinas para não o fazerem. Mas a verdade é que a “aparição” do passarinho chegou aos meios de comunicação.

Durante as celebrações foi cortado um enorme bolo de aniversário e foi inaugurada uma estátua de Chávez financiada pela petrolífera russa Rosnef.

Esta não é a primeira vez que Maduro afirma que uma pequena ave se comunica com ele. A 2 de abril de 2013, menos de um mês depois da morte de Chávez, o Presidente afirmou que este lhe apareceu em forma de “passarinho pequenino” numa capela também em Barinas, dando-lhe a bênção antes da campanha para as presidenciais que acabaria por vencer.

jul
29
Posted on 29-07-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-07-2014


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Sinovaldo, hoje no jorNH (RS)

DEU EM O GLOBO

por Catarina Alencastro

A presidente Dilma Rousseff classificou na tarde desta segunda-feira como um “massacre” as mortes de crianças de mulheres na faixa de Gaza, vítimas de ações militares de Israel. A presidente lamentou as declarações dada pelo porta-voz da Chancelaria de Israel, Yigal Palmor, de que o Brasil seria um “anão diplomático”. Para a presidente, as palavras do embaixador produziram um “clima ruim” entre os dois países.

– O que está ocorrendo é uma coisa muito perigosa. Não acho que seja genocídio, mas acho que é um massacre. Uma coisa desproporcional – disse a presidente, que participou de sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, pelo portal UOL, pelo SBT e pela rádio Jovem Pan.

A presidente defendeu a posição da ONU de exigir um cessar fogo imediato. Também lembrou que o Brasil foi o primeiro país a reconhecer o Estado de Israel.

– Em todos os anos compareço em todas as cerimônias do Holocausto. Tenho grande consideração a Israel e judeus – disse.

Ela chegou a lembrar que o Brasil foi formado por cristãos novos – judeus que renunciaram à religião – para reforçar a ideia dos laços do país com o povo judeu.

Dilma disse também que o embaixador em Tel Aviv, Henrique Sardinha Filho, chamado pelo governo brasileiro para prestar esclarecimento sobre a situação, deverá voltar a Israel.

– O embaixador foi chamado e oportunamente vai voltar. Não há ruptura nem nada. Lamento as palavras do porta-voz, pois as palavras produzem um clima muito ruim, deveríamos ter cuidado com as palavras – disse.

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DEU NO JORNAL A TARDE

João Ubaldo Ribeiro

JC Teixeira Gomes

Ter visto João Ubaldo estendido num caixão funerário e, um dia depois, sendo colocado na tumba do mausoléu da Academia Brasileira de Letras foi uma experiência brutalmente traumática para quem com ele convivia. Para mim, em primeiro lugar, pela profunda amizade que nos unia desde a adolescência, reunidos no Central sob a égide da “Geração Mapa”. Em segundo lugar, porque toda a vida de Ubaldo foi radicalmente antagônica à ideia da morte: sua obra é uma interpretação irreverente do Brasil, consequência da alegria e do otimismo que ele irradiava na sua convivência diária.

Essa predisposição para o humor floresceu em Ubaldo já nos instantes iniciais da sua trajetória. Nos primórdios da década de 60, ele assinou colunas no Jornal da Bahia que logo o transformariam num dos jornalistas mais admirados do nosso Estado, pela graça com que abordava seus assuntos. Era o começo da obra múltipla que o consagraria no Brasil e lhe daria renome internacional, como intérprete da brasilidade.

Não vim, porém, fazer crítica literária, mas apenas reafirmar a enormidade da perda humana e cultural que a morte de João Ubaldo acarreta. Conforme assinalei no longo ensaio que dediquei ao amigo no livro Obra Seleta, com o qual Sebastião Lacerda, em 2005, reuniu os principais romances de Ubaldo, foi ele o único escritor que elaborou duas vezes, em línguas diferentes e com igual competência, uma única obra: Viva o povo brasileiro, escrita em português e depois vertida pelo próprio autor para o inglês, em feito inédito na literatura mundial.

Trata-se de façanha literária portentosa: essa obra-prima da literatura brasileira está repleta de modismos, giros de frase exclusivos, toda uma carga semântica e sintática tão distante do inglês que dificilmente alguma outra pessoa conseguiria aproximar, numa tradução, idiomas tão diferenciados. Pois Ubaldo o fez: verteu ele próprio para o idioma de Shakespeare o que tinha escrito no português itaparicano, baiano e nordestino, proeza que nenhum crítico literário registrou.

Essa capacidade inventiva não surgiu por acaso: as crônicas de Ubaldo em jornal, cheias da verve que encantava os leitores, saíam da mesma pena que produzia obras de grande densidade cultural. A formação literária de João Ubaldo foi construída no severo aprendizado dos clássicos.

Não devo, porém, estender-me. Já todos sabem o que o Brasil perdeu. Como jornalista, não tenho o direito de dizer que me faltam palavras para comentar a morte do amigo, mas posso confessar que o tumulto dos sentimentos recomenda comedimento diante da perda.

Não vim aqui para chorar perante o público, nem acredito que a literatura possa substituir a grandeza da vida. No entanto, não será na presumível imortalidade acadêmica, mas sim na pujante permanência do seu legado que Ubaldo continuará vivo nos corações e na lembrança de leitores e amigos. É, enfim, na magia dos livros que o grande escritor transcenderá para sempre o esquecimento dos homens ou o nefasto poder da morte.

João Carlos Teixeira Gomes é Jornalista, membro da Academia de Letras da BahiaA Artigo publicado originalmente no jornal Tarde/BA (26/07/2014)

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“Un momento” é a canção tema do filme “Una Mujer en la calle” – Uma Mulher na Rua (1954) con Marga López. Performance musical insuperável de voz, interpretação e piano de Bola de Nieve.Genialidade musical a toda prova do grande músico e cantor cubano. Confira.

BOM DIA

(Vitor Hugo Soares)


Cristina Kirchner durante inauguração de fábrica em Buenos Aires
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DEU NO EL PAIS (EDIÇÃO BRASILEIRA)

Francisco Peregil
Buenos Aires

A negociação da Argentina com os chamados fundos abutres ao longo deste último mês adquiriu contornos de filme de suspense. Tanta intriga, tanta surpresa de última hora não parecem o melhor remédio para a saúde econômica de um país. Mas assim estão as coisas. O Governo de Cristina Fernández de Kirchner e os fundos contavam desde 30 de junho com um mês de período de graça para evitar a suspensão de pagamentos que não beneficiaria nem aos três fundos que reivindicam 1,5 bilhão de dólares (3,4 bilhões de reais) nem a um Governo necessitado de investimentos estrangeiros. As duas partes deixaram o relógio correr, trocaram desqualificações por meio de comunicados e se posicionaram a apenas um dia do precipício da quarta-feira à meia-noite, quando termina o prazo para chegarem a um acordo.
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Confiaram quase tudo à reunião que previam realizar na terça-feira pela manhã os representantes do Governo argentino com o advogado Daniel Pollack, mediador designado pelo juiz Thomas Griesa, para buscar um acordo entre o Governo e os fundos abutres. O Governo enviou na segunda-feira a Nova York uma delegação formada pelo secretário de Finanças, Pablo López, o secretário da área Jurídica e Técnica, Federico Thea, e a procuradora do Tesouro, Angelina Abbona.

Vários jornais argentinos indicaram esta segunda-feira que o ministro a Economia, Axel Kicillof, tinha mantido conversações telefônicas com o mediador durante o fim de semana. Mas Daniel Pollack desmentiu esse contato na segunda-feira: “A delegação dos técnicos partiu da cidade de Nova York na sexta-feira à noite para consultar seu Governo em Buenos Aires. Não voltei a ter notícias deles desde esse momento”.

À medida que Cristina Kirchner foi elevando a tensão nas declarações contra os fundos abutres, ela subia nas pesquisas ao longo do mês. Da Casa Rosada partiu uma campanha sob o lema “pátria ou abutres” que caiu fundo nas organizações aliadas. A oposição ficou deslocada, vítima desse aparente binômio “pátria ou morte”, sem matizes nem opções alternativas.

Houve quem, como o opositor e ex-ministro da Economia Roberto Lavagna (2002-2005), respaldasse o Governo em sua decisão de não pagar os fundos abutres enquanto o país não depositar o que deve aos investidores que aceitaram a reestruturação da dívida soberana em 2005 e 2010. E houve opositores, como a deputada Elisa Carrió, que denunciaram a “malvinização” do problema por parte do governo, ou seja, o apelo aos sentimentos patrióticos diante de um inimigo exterior, com a finalidade de ocultar as próprias deficiências. “O Governo tenta ‘malvinizar’ essa questão, quer dizer: os abutres ou nós”, declarou Carrió na Rádio Mitre. “E na realidade, eu posso odiar o meu credor, mas tenho um credor (…) Sempre os pseudoditadores e os personagens autoritários, quando se encontram perdidos, fazem a jogada nacionalista, heroica (…) Eles [os membros do Governo] estão pensando mais em qual jogada patriótica fazem para ter mais adeptos e não no pranto de um povo, posterior à jogada patriótica. Esse é o caso das Malvinas. [Cristina Kirchner] está com a imagem em alta porque muitos gostam disso de pátria ou abutres, sem saber que depois podem ficar sem trabalho”.

Enquanto isso, o relógio corre. E o Governo demonstrava uma calma digna de um herói de cinema. O secretário-geral da Presidência, Oscar Parrilli, garantia na segunda-feira: “Não vai acontecer nada”.

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