Otto no terreiro de Mãe Stela (Rui Costa aol ado)

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Análise política sobre sucessão baiana publicada este domingo, 27, pelo jornalista Luis Augusto Gomes no blog Por Escrito, que ele edita e o Bahia em Pauta acompanha e recomenda sempre. Na mosca. Confira. (Vitor Hugo Soares)

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Otto: da zona de conforto à pororoca

Luís Augusto Gomes

O vice-governador Otto Alencar sonhava intensamente em ser o candidato à sucessão do governador Jaques Wagner, o que seria uma consequência natural do cargo que, pela segunda vez, ocupava em sua longa vida pública.

A seu favor, tinha o livre trânsito entre as correntes políticas e a simpatia dos muitos pretendentes ao governo em 2018, já que não poderia tentar a reeleição porque estaria cumprindo, legalmente, o segundo mandato.

Sua estratégia incluiu medidas concretas de boa vontade, como a retirada da postulação do prefeito de Santo Estêvão, Orlando Santiago, à presidência da UPB, abrindo caminho para a eleição da prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria.

Quando Wagner deu sinais de que dispensaria no PT até a liderança natural do senador Walter Pinheiro para impor o nome do secretário Rui Costa, Otto chegou a ser assediado, dentro e fora do governo, a lançar a candidatura. Se encarasse, teria o apoio do prefeito ACM Neto, mas havia montado um discurso de “lealdade” do qual não pôde recuar.

Agora se vê diante de uma situação antes inimaginável, pois é provável que contasse mais com um racha na oposição do que com a aceitação por Geddel Vieira Lima da vaga ao Senado na chapa de Paulo Souto.

O fato é que, nessa disputa, Otto está em evidente desvantagem, pois o adversário tem o dobro das intenções de voto e faz parte de uma coligação em que o candidato ao governo corre praticamente sozinho. Não que o quadro seja imutável, mas é a ele que cabe a tarefa de remar contra a maré.

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