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“Domingo Azul”:O quarteto da primeira geração da bossa Nova numa gravação de 1964 de um dos temas inesquecíveis de Billy Blanco.

BOA TARDE BAHIA-RIO-BRASIL!

(Vitor Hugo Soares)


Otto no terreiro de Mãe Stela (Rui Costa aol ado)

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Análise política sobre sucessão baiana publicada este domingo, 27, pelo jornalista Luis Augusto Gomes no blog Por Escrito, que ele edita e o Bahia em Pauta acompanha e recomenda sempre. Na mosca. Confira. (Vitor Hugo Soares)

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Otto: da zona de conforto à pororoca

Luís Augusto Gomes

O vice-governador Otto Alencar sonhava intensamente em ser o candidato à sucessão do governador Jaques Wagner, o que seria uma consequência natural do cargo que, pela segunda vez, ocupava em sua longa vida pública.

A seu favor, tinha o livre trânsito entre as correntes políticas e a simpatia dos muitos pretendentes ao governo em 2018, já que não poderia tentar a reeleição porque estaria cumprindo, legalmente, o segundo mandato.

Sua estratégia incluiu medidas concretas de boa vontade, como a retirada da postulação do prefeito de Santo Estêvão, Orlando Santiago, à presidência da UPB, abrindo caminho para a eleição da prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria.

Quando Wagner deu sinais de que dispensaria no PT até a liderança natural do senador Walter Pinheiro para impor o nome do secretário Rui Costa, Otto chegou a ser assediado, dentro e fora do governo, a lançar a candidatura. Se encarasse, teria o apoio do prefeito ACM Neto, mas havia montado um discurso de “lealdade” do qual não pôde recuar.

Agora se vê diante de uma situação antes inimaginável, pois é provável que contasse mais com um racha na oposição do que com a aceitação por Geddel Vieira Lima da vaga ao Senado na chapa de Paulo Souto.

O fato é que, nessa disputa, Otto está em evidente desvantagem, pois o adversário tem o dobro das intenções de voto e faz parte de uma coligação em que o candidato ao governo corre praticamente sozinho. Não que o quadro seja imutável, mas é a ele que cabe a tarefa de remar contra a maré.

Dilma, Mantega e Rebelo: reunião com cartolas em Brasilia

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DEU NO BLOG DE JOSIAS DE SOUZA/FOLHA

O grande legado da Copa é a comprovação de que o futebol brasileiro virou nostalgia. Só existe no replay esmaecido dos lances de um passado remoto. O vexame traz à vitrine as mazelas. E a perplexidade potencializa as ideias exóticas. A mais extravagante ganhou impulso numa reunião realizada no Palácio do Planalto nesta sexta-feira. Depois do 7 X 1, trama-se uma goleada contra o contribuinte.

Acompanhada dos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Aldo Rebelo (Esporte), Dilma Rousseff conversou por cerca de duas horas com 14 dos principais cartolas do futebol nacional. Ao final, anunciou-se a criação de um grupo de trabalho com representantes do governo e dos clubes. Para quê?

Deseja-se colocar em pé um plano de socorro aos times de futebol, atolados em dívidas. Numa estimativa otimista, o espeto é de R$ 4 bilhões. Numa conta realista, passa dos R$ 5 bilhões. Um pedaço do problema refere-se a passivos trabalhistas. Mas o miolo do buraco é feito de sonegação de tributos e de contribuições à Previdência —dinheiro que deveria custear serviços públicos à torcida brasileira.

A encrenca vinha sendo tratada num projeto que tramita na Câmara sob denominação saneadora: Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Para apressar as coisas, Dilma não exclui a possibilidade de editar uma medida provisória. Por essa via, o refresco aos clubes seria servido imediatamente, antes mesmo da apreciação do Congresso. Por que tanta pressa?

Vale a pena ouvir o secretário Nacional de Futebol do Ministério do Esporte, Toninho Nascimento: “Nós temos que correr, tem clube que não chega ao final do ano se esse projeto não for aprovado.” Também presente à reunião do Planalto, o presidente do São Paulo Futebol Clube, Carlos Miguel Aidar, deu uma ideia do que está em jogo:

“Nós só queremos que nos sejam dados mecanismos para corrigir o passado daqueles que nos antecederam, que erraram na gestão, que endividaram os clubes, deixaram de pagar impostos, deixaram de pagar tributos, deixaram salários atrasados, geraram passivo trabalhista muito grande. O que nós teremos com a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal é a oportunidade de reequacionar tudo isso e começar daqui para frente um marco zero”.

Nesse contexto, o ritmo de toque de caixa ofende a inteligência da arquibancada. Não é assim que se fazem as coisas. Do mesmo modo que não se pode atribuir a humilhação da semifinal contra a Alemanha a um mero apagão de seis minutos, não se deve pedir ao contribuinte que aceite um arranjo tributário trançado no escurinho de um ano eleitoral, com um governo e um Congresso em fim de feira.

Tem “clube que não chega ao final do ano?” Pois que quebre! Os cartolas “erraram na gestão, endividaram os clubes, deixaram de pagar impostos?” Auditoria neles! Num jogo justo, o governo exigiria a abertura das escriturações, os times iluminariam suas arcas perdidas, a controvérsia seria exposta no círculo central do gramado e a galera formaria sua opinião. Fora disso, a alegada responsabilidade fiscal vira uma espécie de abracadabra para a caverna do Ali-Babá.

Embora sejam geridos por homens de bens, os clubes de futebol negligenciaram uma regra capital: abstiveram-se de dar lucro. Ou, por outra: deram lucro nos bolsos errados. A atmosfera de penúria potencializa a diáspora de jogadores, enfraquece o espetáculo e esvazia os estádios.
Deus talvez seja brasileiro. Mas o diabo é europeu. E leva embora os craques ainda fedendo a cueiro.

Em 2005, sob Lula, já havia brotado nos gramados nacionais, ermos de talento, uma pseudosolução para a breca dos clubes: criou-se uma loteria nova, a Timemania. É parecida com a Mega Sena.
A diferença é que, além de números, o apostador assinala nas cartelas o emblema do seu time do coração.

As combinações vencedoras são definidas em sorteios geridos pela Caixa Econômica Federal.
E parte da grana é usada para saldar as dívidas dos times com a União. Dizia-se que seria a redenção. Não foi. Hoje, a coleta propicia um abatimento anual de cerca de R$ 70 milhões na dívida tributária dos clubes. Que não para de crescer.

No início do ano passado, já sob Dilma, o governo esboçou uma medida provisória que previa o perdão de 90% do passivo dos times. Em troca, a cartolagem assumiria o compromisso de investir em projetos sociais de formação de novos jogadores. Nessa época, Toninho Nascimento, o secretário Nacional de Futebol do Ministério do Esporte, disse ao repórter Aiuri Rebello que time de futebol não pode ser tratado como um negócio convencional.

“Não podemos tratar os clubes de futebol, alguns com mais de 100 anos de idade, como empresas comuns. É uma oportunidade de os clubes modernizarem suas gestões, um impulso”.

O deputado Vicente Cândido (PT-SP) entusiasmou-se: “É uma mudança de paradigma, o governo brasileiro passa a agir diretamente no desenvolvimento de novos atletas e talentos.” O ex-craque Romário (PSB-RJ), membro da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, também apoiou a ideia. Mas ponderou que o governo deveria exigir dos times o pagmento de pelo menos 30% das dívidas.

Ex-goleiro, o deputado Danrlei (PSD-RS) levou o pé atrás. Duvidou da eficácia da troca de dívida por projeto social. “É difícil de quantificar estes investimentos sociais”, disse, antes de descer ao ponto: “Alguns clubes já pagaram suas dívidas, não devem mais nada. Como vamos compensá-los? E quem vai fiscalizar estes projetos?”.

Hoje, os vocábulos “perdão” e “anistia” foram substituídos “refinanciamento” e “alongamento” das dívidas. Com remissão de multas, abatimento dos juros e prazos superiores a duas décadas, a perder de vista. Só não apareceu em campo uma alma capaz de recordar a célebre lição do juiz norte-americano Louis Brandeis (1856-1941): “A luz do Sol é o melhor dos desinfetantes.”

Num jogo em que o campo não é demarcado, a bola é quadrada e canelada conta ponto a favor, os clubes invadem a pequena área do Tesouro Nacional fazendo tabelinha com o governo, que deveria ser o supremo juiz. Convidado a narrar a cena, Silvio Luiz gritaria: “Olho no lance! Pelo amor dos meus filhinhos. O que é que eu vou dizer lá em casa?”

jul
27

DEU NO UOL/FOLHA

NATUZA NERY
DE BRASÍLIA
MÁRCIO FALCÃO
DE SÃO PAULO

A equipe do candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, está com problemas financeiros e precisou recorrer à campanha da correligionária Dilma Rousseff para tentar contornar as alegadas limitações de caixa.

Segundo a Folha apurou, auxiliares do petista querem que a campanha de reeleição de Dilma ao Planalto banque ao menos os custos com comunicação -avaliados, nos bastidores, em R$ 50 milhões. Tradicionalmente, essa é a parte da campanha que gera mais custos. O teto de gastos informado à Justiça Eleitoral é de R$ 92 milhões.

Com 4% de intenção de voto (segundo o Datafolha), Padilha tem encontrado dificuldades de arrecadação. Nos bastidores, assessores dele chegam a afirmar que a perda do PP para a campanha adversária de Paulo Skaf (PMDB) ocorreu justamente por motivo financeiro.
Jorge Araujo – 28.mai.2014/Folhapress
A presidente Dilma Rousseff e o candidato Alexandre Padilha (PT) em encontro em São Bernardo do Campo
A presidente Dilma Rousseff e o candidato Alexandre Padilha (PT) em encontro em São Bernardo do Campo

Segundo relatos, o PT se comprometeu a conseguir R$ 10 milhões que seriam doados legalmente ao PP em cinco vezes. Apesar de o acordo ter sido fechado, a legenda preferiu mudar para a campanha de Skaf, segundo colocado nas intenções de voto (Datafolha).

Líder da sigla no Estado, o deputado Paulo Maluf negou que a mudança tenha sido motivada por dinheiro. Procurada, a direção do PT paulista não retornou os contatos para comentar sobre as negociações com o PP.

Na órbita de Dilma, petistas sustentam que o auxílio financeiro da campanha nacional à candidatura local deve ocorrer em breve, mas não no montante almejado. A campanha de reeleição de Dilma tem previsão de gasto de R$ 298 milhões.

A equipe financeira de Padilha começou a procurar, nos últimos dias, os tradicionais financiadores. Inicialmente, ouviu que os empresários estavam em férias após a Copa do Mundo. Foram então programadas conversas para os próximos dias. Serão procurados bancos, construtoras, médios e pequenos empresários.

Entres os petistas de São Paulo, há receio de que parte das doações, especialmente do setor industrial, migrem para Skaf, presidente licenciado da Fiesp.

A aposta para deslanchar, além do auxílio nacional, é com o empenho e prestígio do ex-presidente Lula, principal cabo eleitoral de Padilha.

Preocupados também com as dificuldades políticas do candidato petista e seus efeitos sobre a campanha presidencial, articuladores de Dilma decidiram intervir.

O ex-ministro da Saúde foi chamado a Brasília nesta semana com seus principais assessores. Encontrou-se com a presidente Dilma no Palácio da Alvorada.

A reunião serviu para que fosse instituída uma espécie de “operação de resgate” dos percentuais eleitorais tanto de Dilma quanto de Padilha.

Maior colégio eleitoral do país, o Estado de São Paulo apresenta altos patamares de rejeição contra a presidenciável e contra Padilha.

Ficou acertado um comando duplo para unificar ações de rua das campanhas, além de uma tropa de ministros oriundos de São Paulo para reforçar agendas em prol dos dois candidatos.

Os ministros José Eduardo Cardozo (Justiça), Marta Suplicy (Cultura), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Ricardo Berzoini (Relações Institucionais) e até mesmo gente de fora do partido, como Afif Domingues (Micro e Pequena Empresa), do PSD, serão chamados a ajudar.

jul
27
Posted on 27-07-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-07-2014


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Genildo, hoje, no portal de humor A Charge Online

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DEU NO PORTAL METRO1

Depois de oito jogos sem vencer, o Vitória quebrou o jejum e ganhou do Criciúma por 3 a 1, neste sábado (26), pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Estádio Heriberto Hulse, em Santa Catarina. Os gols do rubro-negro foram marcados por Caio (duas vezes) e Ayrton, de falta. Já o Criciúma fez seu gol de honra com o jogador Serginho, aos 44 minutos do 2º tempo. Com o triunfo, o time comandado pelo técnico Jorginho chegou aos 11 pontos e saiu, temporariamente da zona de rebaixamento.


Marquinhos:técnico paga por erro do Bahia

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DEU NO PORTAL METRO1

Em um jogo horroroso, de dar sono aos que foram à Fonte Nova neste sábado (26) à noite, o Bahia foi mais uma vez derrotado — agora pelo Internacional. Um frango de Marcelo Lomba aos 20 minutos do segundo tempo decidiu a partida e manteve o tricolor na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. O gol do lateral-direito Wellington Silva sacramentou a demissão do técnico Marquinhos Santos pelo clube, após oito meses de uma passagem irregular.

Sem vencer desde o início de maio, quando derrotou o Botafogo ainda pela 3ª rodada do Brasileirão, o Bahia tem aproveitamento de apenas 25%, ocupa a 17ª posição e pode acabar o fim de semana em penúltimo, caso Flamengo e Coritiba vençam.

jul
27

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“Sem fim”:Música de Cacaso e Novelli gravada no álbum “Nana Caymmi” (1979)

Letra, melodia e interpretação de beleza sem fim. Confira.

BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

Três catástrofes em apenas uma semana e quase 700 mortos nos primeiros sete meses, fazem de 2014 um ano trágico para a aviação civil.

2013 foi um ano recorde em termos de segurança, mas 2014 pode chegar aos números do pior ano da última década. Em 2005, perderam a vida 916 pessoas. Os acidentes mais graves de 2014:

8 de março: O mistério do voo MH 370

Continua a ser um dos maiores mistérios da aviação civil. Um Boeing 777 que fazia o voo MH370 da Malaysia Airlines entre Kuala Lumpur e Pequim com 12 tripulantes e 227 passageiros, desapareceu dos radares 50 minutos após a descolagem.

17 de julho: Outra vez a Malaysia Airlines

Um Boeing 777 da Malaysia Airlines foi abatido na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, região de conflito entre o governo em Kiev e os rebeldes pró-Rússia. A bordo do avião estavam 298 pessoas. Ninguém sobreviveu. A investigação internacional está ainda em andamento.

jul
27

DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Agência Brasil

O ex-deputado José Genoino, condenado na Ação Penal 470, processo do mensalão, pediu à Justiça do Distrito Federal progressão de regime. Segundo a defesa, desde o dia 22 de julho, Genoino tem direito a passar do regime semiaberto para o aberto por ter cumprido um sexto da pena, período que garante a progressão.

A data prevista para a concessão do benefício é 24 de agosto. No entanto, os advogados alegam que o cumprimento da pena no atual regime expirou devido aos 34 dias que o condenado tem de crédito, por ter trabalhado dentro do presídio.

“Em virtude de atividades realizadas no presídio – tanto trabalho, quanto estudo – o sentenciado tem direito a remição de parte de sua pena, o que antecipou para 22 de julho de 2014 o cumprimento do interstício mínimo de 1/6 (um sexto) necessário para a progressão de regime”, afirma a defesa.

Genoino teve prisão decretada no dia 15 de novembro do ano passado e chegou a ser levado para o Presídio da Papuda, no Distrito Federal. Mas, por determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária, uma semana após a decretação da prisão. Em abril, o ex-parlamentar voltou a cumprir pena de quatro anos e oito meses no presídio.

O ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas, condenado na mesma ação, também já pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a concessão da progressão de regime. O ex-tesoureiro começou a cumprir pena no dia 15 de novembro do ano passado e já teria direito a passar para o regime aberto no dia 14 de setembro, ao completar dez meses de prisão no semiaberto.

Os advogados argumentam que ele já cumpriu o prazo, descontando os dias trabalhados fora da prisão, em uma empresa de engenharia, e em cursos à distância. De acordo com informações da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, Lamas tem direito à progressão desde o dia 15 de junho.

Por causa do recesso do Supremo, o pedido foi encaminhado ao vice-presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, responsável por decidir questões urgentes até o dia 1º de agosto. Na última quarta-feira (23), Lewandowski pediu o parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e, em seguida, o caso deve ser decidido pelo ministro Luís Roberto Barroso, responsável pelas execuções das penas dos condenados.

De acordo com o Código Penal, o regime aberto deve ser cumprido em uma Casa do Albergado, para onde os presos devem retornar somente para dormir. Em muitos casos, diante da inexistência do estabelecimento nos sistemas prisionais estaduais, os juízes determinam que o preso fique em casa e cumpra algumas regras, com horário para chegar ao domicílio, não sair da cidade sem autorização da Justiça e manter endereço fixo.

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