jul
25

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Rosane Santana
(dica de show e cultura no BP)

A Banda Pedra Lunar apresenta nesta sexta-feira, 25, e sábado, 26, no Anexo do Theatro 18-Pelourinho, o espetáculo musical ”Trilha de Pedra, um convite para ouvir um labirinto de atmosferas sonoras de mistério, amor e liberdade. O repertório segue da melancolia do blues a rebeldia do rock progressivo, com canções autorais e de artistas que dialogam e inspiram as composições da banda.

A Pedra Lunar, com quatros anos de formação, propõe fazer uma música quente, em que melodia e ritmo se cruzam, em suas nuances. Com claras influências de blues e rock’n roll, a banda busca em suas composições referências sensoriais, incorporando elementos progressivos que caracteriza um estilo único e livre. Assume a Lua como um grande satélite das emoções, seu som reflete as impressões e sensações que o universo lhe transmite.

A banda foi criada um grupo de amigos, em agosto de 2010, com uma proposta de instrumental progressivo, mas logo descobriu a poesia das canções do blues, demandando uma reconfiguração de sua formação original, com entrada do vocal. Para a Pedra Lunar, letra e música coexistem equalizadas e se influenciando, assim como a Lua e Terra.

FICHA TÉCNICA
Banda Pedra Lunar
Liz Novais – Vocal
Ive Andresson – Baixo e Vocal
Adriano Lisboa – Guitarra
Felipe Nascimento – Piano, Teclados e Escaleta
Alexandre Santiago – Bateria
Direção artística: Sanara Rocha
Técnico de som: Gil Gomes

SHOW MUSICAL: PEDRA LUNAR
CASA 14 – ANEXO DO THEATRO XVIII
DIAS 25 E 26.07.2014 – SEXTA E SÁBADO – 20 HORAS
R$ 20,00 (INTEIRA) – R$ 10,00 (MEIA)
Rua Frei Vicente, 14 – Pelourinho – Salvador
Tel. 3322-0018

BOA NOITE!!!

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DEU NA TRIBUNA DA BAHIA

Lilian Machado

A volta do desembargador Mário Hirs ao Tribunal de Justiça da Bahia, a partir de uma liminar do ministro Ricardo Lewandowski, presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal, ainda deve render repercussões no meio jurídico e político local.

Hirs havia sido afastado por decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em novembro de 2013, suspeito de inflar em R$ 448 milhões valores de precatórios. Lewandowski considerou que o afastamento provisório do desembargador acabou se tornando um afastamento definitivo, o que não se justificava, tendo em vista o término do período no qual exerceria seu mandato.

O ministro do STF sinalizou que teria colaborado no processo de defesa do desembargador, a manifestação do prefeito ACM Neto (DEM).

Segundo depoimento de Neto, “demonstrando elevado espírito público, num juízo de ponderação, equilíbrio e prudência, o ínclito desembargador determinou a revisão da metodologia de cálculo desses precatórios, incorrendo numa redução de aproximadamente 40% do estoque da dívida, e consequentemente do valor das parcelas, o que permitiu o adimplemento das nossas obrigações pretéritas e vincendas com a Justiça baiana”.

Consta que por ordem do CNJ o prefeito de Salvador e o governador Jaques Wagner (PT) deveriam se manifestar. Nesse caso, o alcaide da capital baiana teria se antecipado.

Durante a análise do pedido do desembargador, Lewandowski destacou que o CNJ havia decido afastar Hirs de suas funções porque, como presidente do TJ-BA, ele poderia prejudicar a imagem do Poder Judiciário local e persistir nas condutas alegadamente irregulares a ele atribuídas.

Neste ponto, o ministro considerou que “o TJ já possui um novo corpo diretivo, eleito e empossado. Assim, mesmo que se autorize o impetrante a reassumir as suas funções, ele não retornará à Presidência do Tribunal, limitando-se a exercer as atividades judicantes próprias ao cargo de desembargador”.

O ministro do Supremo acrescentou ainda que o desembargador “não terá mais condições de influir no curso das delongadas investigações desenvolvidas pelo CNJ nos órgãos vinculados à Presidência daquela Corte, as quais, a esta altura dos acontecimentos – é lícito supor – certamente já se encontram concluídas, com a coleta de farto material probatório, eis que passados mais de oito meses do afastamento cautelar”.

jul
25
Posted on 25-07-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-07-2014

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Aroeira, hoje, no jornal Brasil Econômico


Gabrielli:bens bloqueados do ex-presidente da estatal

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DEU NO UOL/FOLHA

A Petrobras informou, em sua página na internet, que vai “assegurar a defesa de seus gestores, presentes e passados, quanto aos atos decorrentes do exercício de suas funções” em relação à decisão do TCU, anunciada nesta quarta-feira (23), de condenar 11 executivos e ex-executivos a devolver US$ 792 milhões relacionados à compra da refinaria de Pasadena, no Texas, pela estatal.

De acordo com a petroleira, a defesa de seus executivos está prevista em seu estatuto social –conjunto de regras que estabelece o funcionamento da empresa.

Segundo a Petrobras, a decisão do TCU “promove o início de um processo no qual será dada oportunidade, pela primeira vez, de defesa individual”. A empresa informou ter defendido a compra da refinaria perante o tribunal em janeiro.

Ao anunciar a decisão, o TCU determinou o bloqueio de bens dos executivos para pagamento do valor. Os nove integrantes do conselho de administração da empresa da época, que tinha Dilma Rousseff como presidente, não foram responsabilizados.

Os primeiros 50% de Pasadena foram adquiridos em 2006 do grupo belga Astra. Os outros 50% foram comprados em 2012, depois de três anos de disputas judiciais entre Petrobras e os sócios.

Em março Dilma disse seu voto favorável à compra dos primeiros 50% da refinaria havia sido baseado em um relatório “falho”, produzido pelo ex-diretor da área internacional, Nestor Cerveró.

NOTA DE EX-DIRETOR

O ex-diretor da Área de Gás da Petrobras Ildo Sauer disse, em nota distribuída no início da noite, que classifica como “ilegal” a decisão do TCU, que, a seu ver, viola “direitos fundamentais”, uma vez que não foi ouvido no processo.

Sem citar Dilma Rousseff, o ex-diretor ressalta, no documento de duas páginas, o papel do presidente do conselho de administração da empresa, cargo que ela desempenhava na época.

“O presidente do conselho de administração pode convocar diretores para prestar esclarecimentos ou informações sobre as matérias em apreciação. Cabe à diretoria exercer a gestão dos negócios, de acordo com a missão, os objetivos e às estratégias fixadas pelo Conselho”.

Segundo Sauer, que esteve na Petrobras entre 2003 e 2007, as informações trazidas, na época, à diretoria executiva não traziam “nada que autorizasse o voto contrário à proposição, especialmente para integrante do colegiado não envolvido na condução das negociações”.

O ex-diretor afirmou, ainda, que apenas participou da aquisição da primeira metade da refinaria, ao valor de US$ 359 milhões, e que não estava mais na refinaria quando a Petrobras e os sócios da Astra começaram a se desentender, nem quando a Petrobras concluiu a compra da outra metade. Por isso, diz, não poderia responder por tais episódios “e suas implicações financeiras”.

CONFLITO DE INTERESSE

O Advogado Edson Ribeiro, que representa o ex-diretor Nestor Cerveró, informou que vai aguardar o TCU avaliar a “arguição de suspeição” que deu entrada na semana passada.

O advogado disse ter tomado a decisão porque vê conflito de interesse do relator do processo, ministro José Jorge, por ele ter presidido o conselho da Petrobras nos anos de 2001 e 2002.

“Não é bom nem para a imagem dele nem do tribunal que ele seja relator em uma situação como esta. Eu tinha esperança que o tribunal acatasse o pedido antes do julgamento. Mas ainda é possível isso ocorrer nas próximas semanas. E se considerarem procedente, essa decisão de ontem será anulada”, disse Ribeiro.

O advogado não descarta recorrer à Justiça, em último caso, mas vai esperar antes a apreciação de seu pedido pelo tribunal.

O ex-presidente da Petrobras América Renato Bertani informou que não vai comentar o caso antes de conhecer detalhes do processo e da decisão do TCU.

O cantor das multidões, Orlando Silva, em uma de suas mais requintadas gravações, interpretan CANÇAO DA ETERNA DESPEDIA, composição de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, gravação de Março de 1962

O vídeo é uma garimpagem e sugestão de Gilson Nogueira, no dia do último adeus a um mago nordestino que se foi.

BOM DIA NA VIDA QUE SEGUE.

(Vitor Hugo Soares)


Velório de Suassuma: Dilma ao lado do governador João Lyra

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DEU NA FOLHA DE PERNAMBUCO

Bruno Campos/Folha de Pernambuco

Foi sepultado, no fim da tarde desta quinta-feira (24), no cemitério Morada da Paz, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, o corpo do escritor, poeta e dramaturgo Ariano Suassuna, que morreu aos 87 anos. A cerimônia aconteceu em meio a muita emoção de parentes, amigos e fãs de todas as partes, que fizeram questão de dar o último adeus ao mestre com faixas, cartazes, cantorias e poemas.

O caixão foi levado em caminhão do Corpo de Bombeiros

O corpo de Ariano chegou ao cemitério por volta das 16h55, depois de ser transportado num caminhão do Corpo de Bombeiros em cortejo fúnebre. Logo na chegada, uma salva de tiros saudou o Ariano Armorial. O caixão foi colocado numa área reservada para familiares e pessoas próximas. “Madeira que cupim não rói” foi tocada em violino, assim como canções católicas. Um dos netos do dramaturgo recitou os poemas “Acauhan” e “A mulher e o reino”, feitos pelo escritor. A viúva de Ariano, Zélia – companheira de mais de 50 anos – chorou muito durante o sepultamento.

Amigos próximos, como o governador João Lyra Neto e o ex-governador Eduardo Campos, marcaram presença, assim como uma legião de fãs, inclusive da cidade de Taperoá (PB), onde o dramaturgo viveu parte da infância.

O cortejo e as últimas homenagens

Durante todo o dia, familiares e visitantes fizeram homenagens ao paraibano com alma de pernambucano. Grupos de rabeca e de maracatu, como o Nação Estelar e o Piaba de Ouro, realizaram apresentações no velório do dramaturgo, realizado no Palácio do Campo das Princesas, no Recife. Poemas foram lidos a todo instante diante do caixão. Símbolos como o estandarte do Galo da Madrugada (que homenageou o dramaturgo no Carnaval deste ano), um boneco gigante e as bandeiras do Brasil, de Pernambuco, do Sport e da Universidade Federal de Pernambuco (de onde o escritor era professor emérito) tiveram destaque.

Políticos, como a presidente Dilma Roussef, também prestaram uma última homenagem a Ariano. O governador João Lyra Neto, juntamente com o ex-governador e amigo pessoal do escritor, Eduardo Campos, permaneceram por bastante tempo na cerimônia. Personalidades como Santanna, Claudionor Germano e o cineasta Guel Arraes se somaram aos visitantes do local. “Ele estudou e pensou o Brasil a partir da literatura e nunca teve muita gente como ele Brasil nem nunca terá. Entre todas as peças, livros, etc., a obra máxima é a vida dele”, comentou Arraes.

Após o velório, que aconteceu no Palácio do Campo das Princesas, o caixão foi colocado com a ajuda de netos do escritor num caminhão do Corpo de Bombeiros. Com aplausos, parentes, amigos e fãs entoaram “Madeira que cupim não rói”, de Capiba, e o grito de guerra do Sport Club do Recife, time do coração de Ariano. O trajeto até o cemitério Morada da Paz, incluiu a rua da Aurora, a avenida Agamenon Magalhães, o Complexo de Salgadinho e a PE-15.

Ainda na noite da quarta-feira (23), uma missa foi iniciada após a chegada do corpo ao Palácio do Campo das Princesas, onde foi realizado o velório. João Lyra e Eduardo Campos ajudaram a carregar o caixão. A cerimônia, que foi ministrada pelo Frei Aluísio Fragoso, contou apenas com a participação de familiares. Ao meio-dia desta quinta-feira, foi a vez de o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, realizar uma nova solenidade. A viúva de Ariano, Zélia Suassuna, esteve presente o tempo todo ao lado do marido, bastante emocionada.

Durante a tarde da última terça-feira (22), surgiram rumores sobre a morte do dramaturgo, os quais foram desmentidos pelo Hospital Português, onde Ariano estava internado. A assessoria da unidade de saúde, por outro lado, emitiu um boletim médico informando que a situação clínica do paciente havia passado de estável para instável. Diante do quadro clínico complicado, Ariano suportou ainda um dia inteiro depois dos boatos de que tinha falecido. Às 17h15 da quarta-feira (23), entretanto, ele descansou.

O autor das famosas “Auto da Compadecida” e “O Romance d’A Pedra do Reino” morreu em decorrência de uma parada cardíaca provocada por complicações do acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico sofrido dois dias antes do falecimento. Durante a internação, ele entrou em coma e respirava com ajuda de aparelhos após ter sido internado com um sangramento no cérebro. Ariano chegou a passar por um procedimento cirúrgico de emergência, mas não resistiu.

Após a confirmação da morte, dezenas de jornalistas, políticos e amigos do escritor se dirigiram ao hospital. O corpo não permaneceu lá muito tempo, tendo sido levado para o Palácio do Campo das Princesas cerca de três horas após a triste notícia. Ao chegar ao local do velório, o caixão foi carregado pelo governador João Lyra e pelo ex-governador, Eduardo Campos. Alguns familiares e amigos começaram a chegar para a cerimônia, que teve início às 23h da mesma noite da perda de Ariano. O público começou a ter acesso poucos momentos depois.

Uma das netas do escritor, a psicóloga Germana Suassuna, de 26 anos, discursou durante a missa de corpo presente. Durante a fala, ela lembrou de uma das maiores alegrias do avô: o Sport Club do Recife. “Estamos aqui, todos os netos rubro-negros, com a camisa do Sport, representando uma alegria que ele tinha na vida. E quem não é rubro-negro, sabia da alegria de vovô em ser rubro-negro. Vovô é mais do que rubro-negro, vovô é além de Sport, além de muitas outras coisas”, declarou a neta, bastante emocionada, mandando também um recado para os veículos de comunicação que noticiaram erroneamente a morte de Ariano. “Ao ansiosos de ontem (terça-feira), eu aviso que meu avô é simplesmente imortal

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