Bahia em Pauta reproduz , com grande prazer e entusiasmo jornalístico, o texto de abertura da série “Minha Vida co João Ubaldo Ribeiro”, do jornalista Luis Augusto Gomes no blog Por Escrito, que ele edita. Um primor, que o BP reproduz apenas em seu capítulo de abertura, como aperitivo e presente aos seus leitores e ouvintes.

O restante da série precisa ser lido no Por Escrito (www.porescrito.com.br). Imperdível!!!Confira. (Vitor Hugo Soares

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Minha vida com João Ubaldo Ribeiro

Luís Augusto Gomes

“Lá, no assento etéreo onde” subiu, como disse em “Alma minha”, na segunda pessoa do singular, Luís de Camões – aliás, justo nome do justo prêmio por ele conquistado –, João Ubaldo Osório Pimentel Ribeiro sabe quanto lhe devo da realmente pequena noção que tenho da política e do jornalismo, essências, hoje, do meu ofício.

Conheci-o, literariamente, ainda adolescente, aos 16, na fase mais aguda do regime militar, lendo no extinto Jornal da Bahia a coluna de crônicas “Satyricon”. Assinava-se “J.U.Ribeiro”, e tão encantado fiquei que, naqueles tempos difíceis de acesso à informação, minha curiosidade primeira foi saber a que nomes correspondiam as iniciais.

Para quem veio de um princípio de militância duramente reprimido, no ano anterior de 1968, quando ocupamos, por nove gloriosos dias em junho, o Colégio Estadual Severino Vieira – único secundarista naquele período de tomada da UFBA contra o “acordo MEC-Usaid” – , aqueles eram textos que sobressaíam num período já de censura pesada, perseguição e mortes.

J.U.Ribeiro escrevia sobre as ditaduras militares da Bolívia, país que se caracterizava pela sucessão interminável de golpes de Estado. Ele o fazia, mas em diálogos sem introdução, sem maiores referências, como recomendava a época. “Renuncia!” – bradava um general ao presidente, que redarguia: “Não renuncio, o Judiciário me garante”. E o milico: “Ah, é? E quem garante o Judiciário, chiquitito?” (LAG)


Renzi com Eduardo antos em Angola

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DEU NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS, DE LISBOA

O primeiro-ministro de Itália, Matteo Renzi, assumiu hoje, em Luanda, estar “irritado” por ser o primeiro Chefe de Governo daquele país a visitar Angola, onde defendeu uma estratégia de longo prazo nas relações entre Europa e África.

“Sou o primeiro presidente do Conselho [de Ministros de Itália] que vem a Angola. Não é um belo recorde, estou muito irritado. Não digo diplomaticamente que estou contente por ser o primeiro porque perdemos tempo e agora vamos ter de correr, de andar mais depressa”, disse Matteo Renzi, num encontro restrito com alguns empresários italianos e angolanos, presenciado pela Lusa.

O primeiro-ministro de Itália está hoje de visita a Luanda, onde será recebido pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, tendo igualmente reconhecido o papel na “estabilização” da região levado a cabo pelo líder angolano.

O chefe do Governo italiano está em Luanda acompanhado por uma comitiva de 25 empresários daquele país interessados em investir em Angola e que representam, no seu conjunto, uma faturação anual de 60 mil milhões de euros.

A visita de Matteo Renzi acontece numa altura em que Itália tem a presidência rotativa da União Europeia, sendo a relação com África uma prioridade para o líder italiano.

“Ou a Europa e África trabalham em conjunto na próxima década ou todos perderemos uma grande oportunidade de desenvolvimento”, afirmou, constatando o crescimento econômico que se verifica no continente africano.

jul
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Posted on 21-07-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-07-2014


Aroeira, hoje,no Brasil Econômico (RJ)

DEU NO PORTAL A TARDE (COM INFORMAÇÕES DO ESTADÃO)

O comitê da reeleição decidiu blindar a presidente Dilma Rousseff da campanha de rua nessa largada da disputa. Com a popularidade em baixa, Dilma participará mais de eventos fechados e de meia dúzia de comícios, mas seu primeiro compromisso de campanha será com sindicalistas, em São Paulo. Para “vender” a imagem da presidente que está “ao lado do povo”, Dilma vai vestir o figurino de candidata na plenária da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no próximo dia 31, organizada sob medida para enaltecer os feitos do governo.

A estratégia de aproximação com os movimentos sociais não para aí. No dia 7 de agosto, Dilma receberá o apoio de dirigentes de cinco centrais num megaencontro marcado para o Ginásio da Portuguesa. Até um grupo da Força Sindical, entidade que aderiu à campanha do candidato do PSDB, Aécio Neves, reforçará o coro pró-Dilma. O ato reunirá, ainda, dirigentes da União Geral dos Trabalhadores (UGT), da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), da Conlutas e da Nova Central, além da CUT.

Irritada com a rede de intrigas e o fogo “amigo” que tomaram conta do núcleo de sua campanha, Dilma pediu ao presidente do PT, Rui Falcão, que acalme o partido e abafe as divergências na equipe. A ordem é investir na divulgação de números positivos do governo e polarizar cada vez mais a disputa com Aécio.

Na eleição de 2010, a então candidata do PT teve apoio quase unânime de todas as centrais. Nos últimos tempos, porém, a presidente se distanciou dos movimentos sociais e enfrentou protestos. O temor do comitê da reeleição é que Aécio e o candidato do PSB, Eduardo Campos, ganhem espaço nesse terreno, que tradicionalmente sempre foi fiel ao PT.

Queda de braço

Coordenador da campanha, Falcão procurou amenizar, na última segunda-feira, 14 , a queda de braço no comitê da reeleição, que já preocupa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há tensão e mal estar no Palácio do Planalto e no comitê com o jornalista Franklin Martins, ex-ministro da Comunicação de Lula e responsável pelo monitoramento das redes sociais na equipe de Dilma. Motivo: o site “Muda Mais”, sob a responsabilidade de Franklin, publicou no dia 9 um post com fortes críticas ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin.

Dilma não gostou e o comitê foi alvo de rumores de que Franklin — em rota de colisão com o marqueteiro João Santana — entregaria o cargo, o que não ocorreu. Na prática, Franklin e Santana têm várias discordâncias sobre como conduzir a comunicação da campanha.

“Houve uma divergência momentânea, totalmente superada”, afirmou Falcão. “Ter ideias diferentes faz parte de qualquer campanha. Isso não significa crise. Temos todos uma relação de respeito, sem estresse”. O presidente do PT negou que, a partir de agora, as publicações do site “Muda Mais” tenham de passar pelo seu crivo ou pela análise de Dilma. “O Muda Mais não tem autocensura nem é controlado pelo PT”, insistiu Falcão.

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BOM DIA!!!

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