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DEU NO IG

O escritor Rubem Alves morreu às 11h50 deste sábado (19), aos 80 anos, vítima de falência de órgãos múltiplos. O autor estava internado desde 10 de julho no Hospital Centro Médico de Campinas, interior de São Paulo, para tratamento de uma pneumonia.

O velório está sendo realizado no plenário da Câmara Municipal de Campinas desde as 19h deste sábado.

Além de escritor, Alves era educador, teólogo, psicanalista e professor. Lançou mais de 120 livros, a maioria sobre religião e educação, além de uma série de obras infantis.

A editora Planeta emitiu comunicado sobre Alves: “A Editora Planeta do Brasil sente a perda de uma pessoa que nasceu para transmitir sabedoria e conhecimento. Rubem Alves era muito mais que escritor, ele era um sábio, um filósofo que compartilhou textos, experiências e caminhos para sermos felizes e entendermos um pouco mais da vida. Nossos profundos sentimentos à família, aos amigos e para todos os seus fãs e leitores”.

Nascido em 15 de setembro de 1933 em Boa Esperança, no sul de Minas Gerais, Alves estudou teologia no seminário evangélico Presbiteriano do Sul. Tornou-se pastor de uma comunidade presbiteriana no interior de Minas, mas afastou-se no fim da década de 1960, dedicando-se à carreira acadêmica.

De 1969 a 1974, foi professor da Faculdade de Filosofia de Rio Claro, no interior paulista. Em seguida, ingressou no Instituto de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde permaneceu até a aposentadoria, nos anos 1990.

Recebeu o título de professor emérito da Unicamp e também o de cidadão honorário de Campinas, onde vivia. Na cidade, criou o Instituto Rubem Alves, associação sem fins econômicos voltada a programas educacionais.

Alves também estudou Psicanálise, concluindo a graduação na década de 1980 e mantendo sua própria clínica até 2004. Na literatura, tinha entre seus autores favoritos Friedrich Nietzsche, T.S. Eliot, Guimarães Rosa, José Saramago, Fernando Pessoa, Adélia Prado e Manoel de Barros.

Entre seus livros mais famosos estão “Protestantismo e Repressão”, “Filhos do Amanhã” e “Da Esperança”. Suas obras foram publicadas em idiomas como inglês, francês, italiano, espanhol, alemão e romeno.

Em texto publicado em seu site, ele escreveu: “Já tive medo de morrer. Não tenho mais. Tenho tristeza. A vida é muito boa. Mas a Morte é minha companheira. Sempre conversamos e aprendo com ela. Quem não se torna sábio ouvindo o que a Morte tem a dizer está condenado a ser tolo a vida inteira.”

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Comentários

rosane Santana on 20 julho, 2014 at 12:35 #

Há dois anos, um professor ligado a área de pedagogia, durante uma jornada pedagógica para professores de uma faculdade, deu um texto de Rubem Alves para interpretação. O que li ali, já tinha visto no original. Tratava-se, ao meu ver, de uma chupacao do pensamento do filósofo armênio Gurdjieff, precisamente ” Encontro com Homens Notáveis”, que li há 30 anos, e deu origem a um filme belíssimo,por sinal, na época em que conheci também o budismo, Bhagavad Gita, beatniks e outras filosofias e literatura místicas, que os iniciados da geração 60 conheciam, e que me foram passados por uma amiga genial.Depois, a cultura de massa chupou isso tudo, através de algumas pessoas que ficam reproduzindo, as vezes muito mal, os fundamentos da filosofia oriental ,como se tivessem descoberto o ovo de colombo. Num pais de pouca leitura… Se pensarmos que filosofia e’ atitude, este tipo de comportamento, no fundo, no fundo, deseduca.


rosane Santana on 20 julho, 2014 at 12:38 #

OBS: Desconfio, com exceções e’ claro, da maioria dos best-sellers.


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