Área do desastre na Ucrânia
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DEU NO JORNAL PORTUGUÊS DIÁRIO DE NOTÍCIAS

Um avião de passageiros da Malaysia Airlines com 295 pessoas a bordo caiu na Ucrânia, confirmou a empresa malaia. Este é o segundo acidente com uma aeronave desta companhia no espaço de poucos meses.O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, não exclui que o Boeing-777 tenha sido “abatido”.

A Malaysia Airlines emitiu um comunicado onde explica que recebeu uma notificação da Autoridade Aérea da Ucrânia dizendo que “tinha perdido contacto com o voo MH17 às 14:15 GMT (15:15 em Lisboa) a 30 km do ponto de navegação de Tamak, a 50 km da fronteira entre a Ucrânia e a Rússia)”.

Segundo o mesmo documento da companhia aérea malaia, “o voo MH17, operado por um Boeing 777, partiu de Amesterdão às 12:15 (hora local) e estava prevista a sua chegada ao Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur às 06:10 (hora local) do dia seguinte”. A bordo seguiam 280 passageiros e 15 tripulantes.

Um responsável do Ministério da Emergência ucraniano referiu à Reuters que existem partes de corpos espalhadas numa área de 15 km em volta do local da queda e que já foram avistados pelo menos 100 cadáveres.

“É o terceiro caso trágico nos últimos dias, depois dos aviões An-26 e Su-25 das forças armadas ucranianas terem sido abatidos”, disse Poroshenko num comunicado da presidência.

“Não excluímos que este avião (malaio) tenha sido abatido e sublinhamos que as forças armadas ucranianas não efetuaram disparos susceptíveis de atingir um alvo aéreo”, adianta o comunicado do Presidente da Ucrânia.

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Rosa dos Tempos
Quarteto em CY

Sempre que o tempo quiser, vou lá
Sempre que o som me chamar, vou lá
Basta eu querer p’ra buscar
A nossa intenção, nossa geração
Versos de Drummond
Samba de Vinicius de Moraes
Eram assim como rituais
Hoje são formas atemporais
Ventos do leste, do mar
Viravam canções, hinos tropicais
Varriam porões
Fonte dos caminhos atuais
Gira a rosa dos tempos
Roda em circuladô
O canto nobre que a re-velô
Abre as portas do tempo
E deixa o sol clarear
O novo é o dom de modernizar.
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BOA TARDE!!!

( Vitor Hugo Soares )


Ozil (com Podolski) abraça crança em Cabrália(BA)
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DEU EM O GLOBO

O meia Mesut Özil anunciou que vai doar o dinheiro que recebeu da premiação pelo título mundial da Alemanha. Ele pretende financiar a cirurgia de 23 crianças brasileiras doentes. O anúncio foi feito na página no Facebook do jogador do Arsenal.

“Queridos fãs. Antes da Copa eu ajudei na cirurgia de 11 crianças doentes. Já que a vitória na Copa não foi apenas por causa de 11 jogadores, mas pelo nosso time inteiro, eu vou agora elevar o número para 23. Esse é o meu agradecimento pessoal pela hospitalidade do povo brasileiro”, postou o jogador em sua rede social.

A quantia doada por Özil não foi revelada. Segundo a imprensa inglesa, ela deve ultrapassar os US$ 400 mil (R$ 892,4 mil). A quantia será repassada a instituições de caridade no Brasil, que serão as responsáveis por bancar as cirurgias.

Apesar da goleada de 7 a 1 aplicada na seleção, a Alemanha conquistou a simpatia do povo brasileiro por interagir com a população, dançar com os índios no CT em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, aparecer vestindo as camisas do Bahia e do Flamengo durante o Mundial.

Durante a Copa, os jogadores visitaram a Escola Municipal de Santo André. Na ocasião, os jogadores bateram bola com as crianças e a federação alemã anunciou que doaria materiais e móveis para para a escola, além de financiar a construção de um campo de futebol para moradores da região. A DFB também disse que doaria 25 bicicletas para crianças da região.

Na despedida de Santa Cruz Cabrália, a federação ainda doou € 10 mil (cerca de R$ 30 mil) para que os índios comprassem um veículo para ajudar no atendimento médico à comunidade.


Pancho Gomes, em foto do Facebook

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Morreu na noite desta quarta-feira, 16, aos 66 anos, o jornalista Pancho Gomes, de causas ainda não divulgadas.

Pancho foi repórter das sucursais do Jornal do Brasil e de O Globo, em Salvador, nos anos 60/70. trabalhou também na Tribuna da Bahia, em agências de publicidade e diferentes órgãos públicos, como a Secretaria dos Transportes da Bahia, na gestão do governador Nilo Coelho, em 1989, e a Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) localizada em Cruz das Almas.

Ele deixa dois filhos, Gabriel Gomes e Catarina Guedes, ambos jornalistas. O corpo será cremado nesta quinta-feira, 17, às 16h30, no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.

jul
17
Posted on 17-07-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 17-07-2014


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Simanca, hoje, no jornal A Tarde (BA)


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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAÍS (EDIÇÃO BRASILEIRA)

Mário Vargas Llosa

Fiquei muito envergonhado com a cataclísmica derrota do Brasil frente à Alemanha na semifinal da Copa do Mundo, mas confesso que não me surpreendeu tanto. De um tempo para cá, a famosa seleção Canarinho se parecia cada vez menos com o que havia sido a mítica esquadra brasileira que deslumbrou a minha juventude, e essa impressão se confirmou para mim em suas primeiras apresentações neste campeonato mundial, onde a equipe brasileira ofereceu uma pobre figura, com esforços desesperados para não ser o que foi no passado, mas para jogar um futebol de fria eficiência, à maneira europeia.

Nada funcionava bem; havia algo forçado, artificial e antinatural nesse esforço, que se traduzia em um rendimento sem graça de toda a equipe, incluído o de sua estrela máxima, Neymar. Todos os jogadores pareciam sob rédeas. O velho estilo – o de um Pelé, Sócrates, Garrincha, Tostão, Zico – seduzia porque estimulava o brilho e a criatividade de cada um, e disso resultava que a equipe brasileira, além de fazer gols, brindava um espetáculo soberbo, no qual o futebol transcendia a si mesmo e se transformava em arte: coreografia, dança, circo, balé.

Os críticos esportivos despejaram impropérios contra Luiz Felipe Scolari, o treinador brasileiro, a quem responsabilizaram pela humilhante derrota, por ter imposto à seleção brasileira uma metodologia de jogo de conjunto que traía sua rica tradição e a privava do brilhantismo e iniciativa que antes eram inseparáveis de sua eficácia, transformando seus jogadores em meras peças de uma estratégia, quase em autômatos.

Não houve nenhum milagre nos anos de Lula, e sim uma miragem que agora começa a se dissipar

Contudo, eu acredito que a culpa de Scolari não é somente sua, mas, talvez, uma manifestação no âmbito esportivo de um fenômeno que, já há algum tempo, representa todo o Brasil: viver uma ficção que é brutalmente desmentida por uma realidade profunda.

Tudo nasce com o governo de Luis Inácio ‘Lula’ da Silva (2003-2010), que, segundo o mito universalmente aceito, deu o impulso decisivo para o desenvolvimento econômico do Brasil, despertando assim esse gigante adormecido e posicionando-o na direção das grandes potências. As formidáveis estatísticas que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística difundia eram aceitas por toda a parte: de 49 milhões os pobres passaram a ser somente 16 milhões nesse período, e a classe média aumentou de 66 para 113 milhões. Não é de se estranhar que, com essas credenciais, Dilma Rousseff, companheira e discípula de Lula, ganhasse as eleições com tanta facilidade. Agora que quer se reeleger e a verdade sobre a condição da economia brasileira parece assumir o lugar do mito, muitos a responsabilizam pelo declínio veloz e pedem uma volta ao lulismo, o governo que semeou, com suas políticas mercantilistas e corruptas, as sementes da catástrofe.

A verdade é que não houve nenhum milagre naqueles anos, e sim uma miragem que só agora começa a se esvair, como ocorreu com o futebol brasileiro. Uma política populista como a que Lula praticou durante seus governos pôde produzir a ilusão de um progresso social e econômico que nada mais era do que um fugaz fogo de artifício. O endividamento que financiava os custosos programas sociais era, com frequência, uma cortina de fumaça para tráficos delituosos que levaram muitos ministros e altos funcionários daqueles anos (e dos atuais) à prisão e ao banco dos réus.

As alianças mercantilistas entre Governo e empresas privadas enriqueceram um bom número de funcionários públicos e empresários, mas criaram um sistema tão endiabradamente burocrático que incentivava a corrupção e foi desestimulando o investimento. Por outro lado, o Estado embarcou muitas vezes em operações faraônicas e irresponsáveis, das quais os gastos empreendidos tendo como propósito a Copa do Mundo de futebol são um formidável exemplo.

O governo brasileiro disse que não havia dinheiro público nos 13 bilhões que investiria na Copa do Mundo. Era mentira. O BNDES (Banco Brasileiro de Desenvolvimento Econômico e Social) financiou quase todas as empresas que receberam os contratos para obras de infraestrutura e, todas elas, subsidiavam o Partido dos Trabalhadores, atualmente no poder. (Calcula-se que para cada dólar doado tenham obtido entre 15 e 30 em contratos).

As obras da Copa foram um caso flagrante de delírio e irresponsabilidade

As obras em si constituíam um caso flagrante de delírio messiânico e fantástica irresponsabilidade. Dos 12 estádios preparados, só oito seriam necessários, segundo alertou a própria FIFA, e o planejamento foi tão tosco que a metade das reformas da infraestrutura urbana e de transportes teve de ser cancelada ou só será concluída depois do campeonato. Não é de se estranhar que o protesto popular diante de semelhante esbanjamento, motivado por razões publicitárias e eleitoreiras, levasse milhares e milhares de brasileiros às ruas e mexesse com todo o Brasil.

As cifras que os órgãos internacionais, como o Banco Mundial, dão na atualidade sobre o futuro imediato do país são bastante alarmantes. Para este ano, calcula-se que a economia crescerá apenas 1,5%, uma queda de meio ponto em relação aos dois últimos anos, nos quais somente roçou os 2%. As perspectivas de investimento privado são muito escassas, pela desconfiança que surgiu ante o que se acreditava ser um modelo original e resultou ser nada mais do que uma perigosa aliança de populismo com mercantilismo, e pela teia burocrática e intervencionista que asfixia a atividade empresarial e propaga as práticas mafiosas.

Apesar de um horizonte tão preocupante, o Estado continua crescendo de maneira imoderada – já gasta 40% do produto bruto – e multiplica os impostos ao mesmo tempo que as “correções” do mercado, o que fez com que se espalhasse a insegurança entre empresários e investidores. Apesar disso, segundo as pesquisas, Dilma Rousseff ganhará as próximas eleições de outubro, e continuará governando inspirada nas realizações e logros de Lula.

Se assim é, não só o povo brasileiro estará lavrando a própria ruína, e mais cedo do que tarde descobrirá que o mito sobre o qual está fundado o modelo brasileiro é uma ficção tão pouco séria como a da equipe de futebol que a Alemanha aniquilou. E descobrirá também que é muito mais difícil reconstruir um país do que destruí-lo. E que, em todos esses anos, primeiro com Lula e depois com Dilma, viveu uma mentira que seus filhos e seus netos irão pagar, quando tiverem de começar a reedificar a partir das raízes uma sociedade que aquelas políticas afundaram ainda mais no subdesenvolvimento. É verdade que o Brasil tinha sido um gigante que começava a despertar nos anos em que governou Fernando Henrique Cardoso, que pôs suas finanças em ordem, deu firmeza à sua moeda e estabeleceu as bases de uma verdadeira democracia e uma genuína economia de mercado. Mas seus sucessores, em lugar de perseverar e aprofundar aquelas reformas, as foram desnaturalizando e fazendo o país retornar às velhas práticas daninhas.

Não só os brasileiros foram vítimas da miragem fabricada por Lula da Silva, também o restante dos latino-americanos. Por que a política externa do Brasil em todos esses anos tem sido de cumplicidade e apoio descarado à política venezuelana do comandante Chávez e de Nicolás Maduro, e de uma vergonhosa “neutralidade” perante Cuba, negando toda forma de apoio nos organismos internacionais aos corajosos dissidentes que em ambos os países lutam por recuperar a democracia e a liberdade. Ao mesmo tempo, os governos populistas de Evo Morales na Bolívia, do comandante Ortega na Nicarágua e de Correa no Equador – as mais imperfeitas formas de governos representativos em toda a América Latina – tiveram no Brasil seu mais ativo protetor.

Por isso, quanto mais cedo cair a máscara desse suposto gigante no qual Lula transformou o Brasil, melhor para os brasileiros. O mito da seleção Canarinho nos fazia sonhar belos sonhos. Mas no futebol, como na política, é ruim viver sonhando, e sempre é preferível – embora seja doloroso – ater-se à verdade.


BOM DIA!!!

http://youtu.be/lCZ8uIevf4w

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O presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou esta noite de quarta-feira, em conferência de imprensa na Casa Branca, que os líderes russos têm de perceber que as ações em solo ucraniano têm consequências. Vladimir Putin já respondeu e lembra que «as sanções têm geralmente um efeito boomerang».

Barack Obama anunciou que os Estados Unidos vão endurecer as sanções contra a Rússia. O presidente norte-americano diz que as ações passam, por exemplo, pelo congelamento dos ativos de empresas russas de defesa ou o corte do financiamento a alguns dos maiores bancos russos, bem como de empresas energéticas.

Obama sublinhou que estas sanções são significativas e desenhadas para que tenham o máximo impacto na economia russa. Salientou também que os líderes russos têm de entender que as ações na Ucrânia vão ter como consequência o enfraquecer da economia russa e o isolamento diplomático.

Nesta conferência de imprensa em Washington, Obama falou ainda sobre o conflito entre Israel e os palestinos e disse que apoia o plano proposto pelo Egito para um cessar-fogo.

O presidente dos Estados Unidos considerou que Israel tem o direito de se defender, mas vai continuar a encorajar os esforços diplomáticos e o cessar-fogo.

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