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14

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DEU NO UOL/FOLHA

A cantora, escritora e ativista LGBT Vange Leonel morreu aos 51 anos na tarde desta segunda-feira, 14, em São Paulo. Há 20 dias ela descobriu um câncer no ovário, com metástase na membrana que envolve os órgãos da região abdominal. Vange estava internada no hospital Santa Isabel, setor particular da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. A informação foi confirmada no Twitter da jornalista Cynara Menezes e pelo site da Veja SP.

Vange era casada há 28 anos com a jornalista Cilmara Bedaque. Juntas, elas mantinham um blog sobre cerveja no site da revista Carta Capital. “Um sentimento que deixa partir / Tendo a certeza da liberdade do amor. Ela então sonhou que era livre / Do cateter, das agulhas em suas veias, do buraco em seu peito. Eu só pude dizer: você é livre”, escreveu ela no Twitter. Na mesma rede social, a mulher de Vange também chegou a pedir que os fãs e amigos enviassem boas energias. “Vange está com seríssimo problema de saúde. Peçam aos deuses, deusas, toquem tambores ou o que como o bem entenderem”, escreveu ela no domingo (13).

Dá-lhe, Nogueira, aí por cima! Desde que o samba é samba é assim.

No futebol a hora é de juntar os cacos neste vale de lágrimas, sair do bode, e ver no que dá depois.

Em tempo: o garimpo e sugestão do samba é de Gilson Nogueira.

BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)


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DEU NO PORTAL METRO1

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, determinou que o pedido de retorno ao trabalho solicitado pela ex-presidente no Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA, Telma Britto, seja julgado com urgência pelo ministro Ricardo Lewandowski. A determinação acontece por conta do período de férias, que será iniciado nesta segunda-feira (14). O pedido da desembargadora foi protocolado no STF no dia 1º de julho e o mandado de segurança foi despachado pelo ministro na última sexta-feira (11).

Afastados do TJ-BA desde novembro do ano passado, o então presidente do Tribunal, Mário Alberto Simões Hirs, e a ex-presidente Telma Britto, são alvos de processos que apuram se os desembargadores inflaram em R$ 448 milhões valores de precatórios – dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça.

Uma obra prima musical da canção francesa o toque genial de João Gilberto, na dupla celebração no BP neste 14 de julho: a data nacional da França e o aniversário de Rosane Santana.

No primeiro caso, a França, homenageamos o país da revolução que marcou o mundo. No segundo, de Rosane, saudamos o vulcão de inteligência, jornalista de mão cheia e professora como poucas, brilhando na UFBA atualmente. Amiga nascida em Caravelas , quela tanto ama e proclama, impulsionadora deste site blog baiano desde antes da sua fundação, quando ela ainda frequentava os bancos de Harvard, e foi sempre uma conselheira e repórter brilhante, crítica e leal. Aos fatos e aos princípios.

Parabéns, Ro. Os que pensam e fazem o Bahia em Pauta festejam a França e você nesta data.

A música é para lembrar o seu encontro com o grande João, no show de aniversário do mestre da música brasileira no Carnegie Hall, em New York.

Viva a França. Abraços, Rosane.

Com agradecimentos

(Vitor Hugo )


Dilma e Putin:desafio da cúpula dos BRICS no Ceará
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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAÍS (EDIÇÃO BRASILEIRA)

Em julho de 1944, representantes de 44 países se reuniram em um hotel em Bretton Woods, New Hampshire, Estados Unidos, para criar um novo modelo de relações comerciais e financeiras entre os principais países do mundo. Setenta anos depois, os países emergentes se cansaram de esperar uma mudança de regime das instituições financeiras internacionais que saíram daquela reunião e deram um passo à frente para mudar a ordem existente, e agora reivindicam seu novo papel na economia mundial.

Os presidentes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (que formam o acrônimo BRICS) assinam nesta terça-feira em Fortaleza, Brasil, a constituição de um banco de desenvolvimento, com um aporte inicial de 50 bilhões de dólares (cerca de 110 bilhões de reais) para formar o capital do banco e 100 bilhões (220 bilhões em reais) de capacidade de empréstimo, e um fundo de reservas de outros 100 bilhões para ajudar os países do grupo no caso de uma possível crise de liquidez, como as vividas em alguns países europeus durante a crise financeira. São 200 bilhões de dólares (moeda que será utilizada nas transações das duas organizações) para determinar o valor do grupo e dar uma demonstração de sua força econômica.

“A conclusão dessas duas iniciativas passará uma mensagem forte sobre a vontade dos BRICS de aprofundar e reforçar sua associação econômica e financeira”, destacou para a imprensa na semana passada o embaixador brasileiro José Alfredo Graça Lima. “As duas instituições financeiras criadas funcionarão de forma similar ao Banco Mundial (BM) e ao Fundo Monetário Internacional (FMI)”, afirmou. Sem dúvida, a criação do banco é um passo decisivo para a consolidação do grupo. “É importante que as maiores economias emergentes tenham sido capazes de colocar em funcionamento um projeto assim, do contrário sua credibilidade como grupo seria questionada. É um primeiro passo evidente, mas agora precisam passar para a ação”, afirma Jim O’Neill, o inventor do termo BRIC há 13 anos, quando era economista-chefe da Goldman Sachs, e atualmente pesquisador no think tank Bruegel.

A iniciativa levanta dúvidas quanto a seu alcance e sobre quão efetiva ou ineficiente será a coordenação do grupo. Sua criação demorou quase dois anos devido a divergências internas, que finalmente foram resolvidas com uma participação em partes iguais no capital, apesar da intenção inicial de que a China fosse sócia majoritária, e com a sede da entidade em Xangai. “A verdadeira questão é para que esses países realmente querem um novo banco e o que querem apoiar com ele. Não se sabe se é um mecanismo a ser explorado no sentido de assumir uma maior responsabilidade global, algo mais fácil do que conseguir mais representação no FMI ou no BM, ou se querem financiar conjuntamente projetos de infraestrutura nos países do grupo”, aponta O’Neill. “Não estou certo, só o tempo dirá.”

É um primeiro passo evidente, mas agora precisam passar para a ação”, afirma Jim O’Neill, o inventor do termo BRIC

Em 2010, o FMI aprovou uma reforma de suas cotas para dar mais peso às potências emergentes no órgão, sobretudo a China. Mas a reforma está emperrada no embate entre democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos e, a essas alturas, a iniciativa se tornou até obsoleta. “É realmente ridículo e decepcionante que o Congresso norte-americano não tenha aprovado a mudança das cotas. Na verdade, o peso dado na época a alguns países emergentes ficou velho e é cada vez mais evidente que a governança global atual está muito longe de ser boa”, admite O’Neill.

Até agora os BRICS não se destacaram por uma grande capacidade de coordenação no cenário internacional, apesar de sua constituição oficial como grupo em 2009 em plena crise financeira, ainda que o protagonismo na época tenha se concentrado no G-20, agora também em declínio. “A intenção é que o banco dos BRICS se torne, com o tempo, uma alternativa ao Banco Mundial e ao FMI e que seja um novo jogador entre as instituições financeiras globais. É um objetivo ambicioso, que exigirá um grau de coordenação e harmonia que nem sempre vimos nesse grupo”, acrescenta de Nova Délhi Vivek Dehejia, professor de Economia da Universidade de Carleton, do Canadá.

Em vários artigos, Nicholas Stern, presidente do Grantham Research Institute da London School of Economics e da Academia Britânica, defendeu, ao lado do prêmio Nobel Joseph Stiglitz, a necessidade de um novo banco de desenvolvimento que dê respostas às necessidades urgentes dos países emergentes em termos de infraestrutura. Lord Stern afirma que o gasto com infraestrutura nesses países deve aumentar dos 800 bilhões de dólares atuais (mais de 1,7 trilhão de reais) para pelo menos 2 trilhões (4,4 trilhões de reais) na próxima década.

Por hora, a importância é mais por seu simbolismo geopolítico, de que os BRICS são algo mais do que um acrônimo, diz o economista Vivek Dehejia

“Do contrário, será impossível conseguir uma redução da pobreza e um crescimento inclusivo no longo prazo”, defende Stern em sua análise. As salvaguardas impostas pelo Banco e pelo Fundo em seu funcionamento, assim como as duras condições associadas a seus empréstimos, deram eficiência ao financiamento vindo desses organismos, mas não será fácil colocar em marcha um modelo de funcionamento do zero, e os desembolsos, para Dehejia, ainda vão demorar para acontecer. “Por hora, a importância é mais por seu simbolismo geopolítico, de que os BRICS são algo mais do que um acrônimo. Representa uma promessa, mas teremos de se esperar para ver como se concretiza”, acrescenta o economista indiano.

jul
14
Posted on 14-07-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-07-2014


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Amarildo, hoje, na Gazeta Online


DEU NO UOL/FOLHA

O técnico Luiz Felipe Scolari não é mais técnico da seleção brasileira de futebol. De acordo com a Globo, o treinador pediu demissão do comando do Brasil na noite deste domingo e seu pedido foi aceito pela CBF. Carlos Alberto Parreira também não faz mais parte da comissão técnica da equipe.

Segundo a informação, o auxiliar técnico Flávio Murtosa, o preparador de goleiros Carlos Pracidelli e o preparador físico Anselmo Sbragia também saíram. A decisão seria anunciada nesta segunda-feira por Luiz Felipe Scolari e pelo presidente da CBF José Maria Marin.

Luiz Felipe Scolari já havia afirmado que colocaria o cargo à disposição da CBF, independentemente do resultado na Copa do Mundo, ao final da participação do Brasil no torneio.

O treinador, após a derrota para a Holanda na disputa pelo terceiro lugar da Copa, não quis falar sobre o futuro abertamente. Apesar de não ter recebido apoio público com ênfase no discurso dos jogadores, recebeu o abraço simbólico de Neymar, que invadiu a última entrevista coletiva para isso.

O Brasil de Felipão não conseguiu produzir bom futebol nessa Copa do Mundo. Estreou jogando mal contra a Croácia e dependeu de grandes atuações individuais de David Luiz, Oscar e Neymar para não perder a primeira partida. Depois, continuou irregular contra México e Camarões. Nas oitavas de final, jogou menos do que o Chile e dependeu dos pênaltis para passar. Contra a Colômbia, fez atuação boa na primeira etapa e conseguiu definir a partida, antes do inexplicável massacre alemão, por 7 a 1, no Mineirão.

O técnico Luiz Felipe Scolari tinha uma contrato com a Confederação Brasileira de Futebol que tinha duração até o dia 13 de julho, com o fim da Copa do Mundo.


Seleção alemã arrebata a taça de campeões do mundo. Bela e justa vitória. O Caneco não podia ter ficado em melhores mãos na disputa que os argentinos souberam honrar com técnica e garra.
BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAÍS

A presidente Dilma Rousseff sabia que estaria pisando em campo minado quando chegasse à final da Copa do Mundo, tanto que não se mostrava com “aquela vontade” de entregar a taça aos vencedores. Enquanto cumprimentava os jogadores depois da partida, ouviam-se vaias quando ela aparecia no telão. Haviam dúvidas se as vaias eram dirigidas a Joseph Blatter, presidente da FIFA, que estava ao lado da mandatária brasileira nesse momento.

Mas, quando entregou a taça ao capitão alemão Philip Lahm, foi evidente o rechaço da torcida presente no Maracanã, que ensaiou inclusive um “vai tomar no cu”. Rousseff entregou a taça em questão de segundos, aparentemente para reduzir o constrangimento. A presidenta não sorria, o que deixa entrever o incômodo com a situação.

Rousseff assistiu ao jogo entre a Alemanha e Argentina da tribuna, ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel, de Blatter, e do presidente russo, Vladimir Putin. Manteve-se séria, mas as câmeras captaram em alguns momentos que ela estava envolvida com o jogo.

Pouco antes do início do jogo, a assessoria da presidência da República divulgou uma carta de Rousseff sobre a realização do evento. “O Brasil se orgulha muito por ter sido, mais uma vez, palco da celebração maior do futebol, esse esporte que tanto nos encanta e emociona. Nos últimos 30 dias, o mundo esteve conectado ao Brasil, assistindo jogos emocionantes, celebrando quase duas centenas de gols, se surpreendendo com resultados inesperados. Muita emoção foi vivida nos estádios e em todas as 12 cidades sede, fazendo deste campeonato a Copa das Copas”, escreveu.

Na sexta-feira, em reunião com jornalistas de veículos internacionais, ela celebrava o fato de nenhuma profecia negativa ter se confirmado sobre a organização da Copa, uma vez que os incidentes com os turistas e com a realização dos jogos foram mínimos. Depois de uma queda nas pesquisas eleitorais, na véspera do início do Mundial, ela chegou a recuperar alguns pontos, enquanto o clima de festa estava no auge, com a organização fluindo bem, e com a seleção brasileira avançando na Copa. Num levantamento divulgado pelo instituto Datafolha, no dia 2 de julho, ela chegou a subir quatro pontos nas pesquisas, passando de 34% para 38% das intenções de votos.

Subiu também o número de brasileiros que apoiavam a Copa do Mundo, que passou de 51% nos primeiros dias de junho, para 63% no início de julho, segundo o instituto Datafolha.

A eliminação da seleção pela Alemanha, no dia 4, e a derrota contra a Holanda, neste sábado, dia 12, baixou a moral da torcida, que começou a despejar as frustrações em novos protestos, como o que aconteceu neste domingo, no Rio de Janeiro. Sobre a possibilidade da retomada dos protestos depois da Copa, Rousseff limitou-se a dizer: “Vivemos aqui numa democracia”, disse.

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