Merkel: torcida na Fonte Nova, em Salvavor, no começo da Copa

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DEU NA VEJA ONLINE

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente do país, Joachim Gauck, viajarão ao Rio de Janeiro para apoiar a Mannschaft (a seleção alemã) no próximo domingo, na final da Copa do Mundo, anunciou a presidência germânica em comunicado. O texto não menciona nenhum compromisso oficial na agenda dos dois e a viagem seria mesmo apenas para ver a partida decisiva e prestigiar a equipe de Klose e Schweinsteiger. No parlamentarismo alemão, a Presidência é um cargo simbólico com funções diplomáticas, a chefia do Estado e do governo é feita pelo primeiro-ministro, que no país, tradicionalmente, recebe o nome de Kanzler (chanceler).

Euforia

A Alemanha goleou o Brasil por 7 a 1 na primeira semifinal nesta terça-feira, provocando uma onda de euforia no país, apaixonado por futebol. A seleção alemã enfrentará no domingo o vencedor do duelo desta quarta-feira entre Argentina e Holanda, em São Paulo. O resultado histórico da Alemanha contra o Brasil foi visto por 32,57 milhões de telespectadores no país, um recorde de audiência na televisão.

É a segunda vez que Merkel vem ao país para ver um jogo da seleção alemã durante a Copa. E a chanceler parece ser pé-quente: na primeira fase, em junho, ela acompanhou em Salvador a goleada por 4 a 0 da Alemanha sobre Portugal.
(Com agência France-Presse)

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CRÔNICA

Troca de Camisa

Maria Aparecida Torneros

Acordei e no meio da ressaca e gols alemães busquei um pálido Sol alaranjado no ceu carioca. Embora timido ele foi surgindo e finalmente apareceu. Afinal os holandeses viraram cariocas nessa Copa e merecem chegar ao Maracanã. Queremos ver o Holandaço acontecer e o Cristo Redentor iluminar-se de Laranja. Somos.agora holandeses e sem cerimonia pois eles nos conquistaram.

Caminham na orla entre nós, tomam nossa caipirinhas e pintam as paredes quando visitam o morro D Marta. Simpaticos e afáveis merecem nos representar. Quanto a nós pelo menos, já está na hora de sambar em cima do tango em Brasilia e salvar a Patria amada salve salve!

Brasil agora é Laranja e o Rio vai festejar porque o Maraca é nosso Mas vamos emprestar aos meninos holandeses Que ganharam a nossa simpatia e merecem a Taça Padrao Brasil! Fifa go home! Prisão para os mafiosos! Alemães que congelem sua frieza sem mais axé baiano. Chega de proteção. Sai Bonfim de ferias! Entra o Cristo Redentor alaranjado e ensolarado! Viva Holanda e Brasil!

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Nulher Necessária

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Outra vez, a exemplo de ontem no Brasil x Alemanha, os votos do BP são na direção de que os deuses dos gramado façam justiça ao melhor futebol no Argentina x Holanda de hoje, 9, no Itaquerão, em Sampa, pelas semifinais desta cada vez mais surpreendente Copa do Mundo disputada no Brasil.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
09
Posted on 09-07-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-07-2014


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Deu no Jornal da Manhã (PR)

jul
09
Posted on 09-07-2014
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DEU NO ESTADÃO:

Brasileiros não aceitam vexame da seleção, mas a festa continua

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BRASIL MOSTRA TUA CARA

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me ofereceram
Nem um cigarro
Fiquei na porta estacionando os carros
Não me elegeram
Chefe de nada
O meu cartão de crédito é uma navalha

Brasil
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Não me convidaram
Pra essa festa pobre
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer

Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada pra só dizer “sim, sim”

Brasil
Mostra a tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim

Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
(Não vou te trair)

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É como diria o grande e inesquecível João Saldanha, se vivo estivesse, nesta hora:

“VIDA QUE SEGUE”

Digo eu:
BOA SEGUNDA QUARTA-FEIRA DE CINZAS DO BRASIL”

(Vitor Hugo Soares)

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jul
09
Posted on 09-07-2014
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Festa em Buenos Aires:”Avenida Brasil” conquistou a Argentina

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

FELIPE GUTIERREZ
DE BUENOS AIRES

A novela “Avenida Brasil”, exibida com sucesso na Argentina, terminou ontem (7) com uma festa para 6.000 pessoas –com uma maioria esmagadora de mulheres– em uma casa de shows em Buenos Aires.

A Telefé, que transmitiu o programa, distribuiu entradas de graça para um evento que contava com a exibição do último capítulo e a presença dos atores Marcos Caruso, Alexandre Borges, Vera Holtz, Débora Falabella e Cauã Reymond. Os ingressos se esgotaram em quatro horas.

Na entrada, cerca de 200 pessoas se aglomeravam para ver o elenco. Os atores já estavam no local, mas, para a transmissão do evento na TV, um a um, entraram em um carro, no qual esperavam a deixa para sair como se estivessem chegando naquele momento. E então acenavam aos fãs e fotógrafos.

O público gritava os nomes dos personagens, mas Jorgito, interpretado por Cauã Reymond, foi a grande atração. As argentinas exibiam cartazes e bottons com a imagem do ator. Ou melhor, do personagem. “Eu não sei o nome verdadeiro dele. É curto e feio”, disse a estudante Araceli Fantin, 21.
Final de ‘Avenida Brasil’ na Argentina

Já na casa de shows, os atores eram chamados ao palco para uma rápida entrevista. Quando foi a vez de Reymond, as argentinas cantaram uma música pedindo para ele rebolar: “Quero ver, quero ver como você mexe a bundinha; se você não mexer, ela está assadinha”. O ator não rebolou.

Quando Falabella, seu par romântico na novela, entrou no palco, a plateia pediu um beijo, mas não teve seu pedido atendido.

A dupla afirmou que não esperava tal reação do público. “Nunca tivemos isso no Brasil. É impressionante”, disse Falabella.

FENÔMENO

Segundo a Telefé, cerca de 2,5 milhões de pessoas acompanharam a novela em Buenos Aires e na região metropolitana da cidade.

“Avenida Brasil” começou a ser exibida no horário reservado às telenovelas na Argentina: 16h30. Mas a audiência era tão grande que foi transferida para o horário nobre: 22h. Tornou-se o programa mais visto no país.

A auxiliar administrativa Betina Ramirez, 35, contou que o enredo sobre uma vingança, que tinha um lixão como um dos principais cenários, a prendeu. “As paisagens que aparecem na novela são diferentes da Argentina, mas a história não é.

Aqui também existe gente que vive de pegar lixo”, disse.

“Gostei de ‘Avenida Brasil’ porque as crianças se perderam e depois se juntaram”, afirmou Julieta Verón, 10, referindo-se aos personagens de Falabella e Reymond, que foram separados na infância e se reencontraram quando adultos.

Ruidoso, o público se calou quando o capítulo começou a ser exibido, aplaudindo em momentos importantes, como a prisão da vilã Carminha (Adriana Esteves).

A novela terminou com um pênalti do time fictício Divino. Foi comemorado como se fosse um gol verdadeiro.

jul
09
Posted on 09-07-2014
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DEU NO JORNAL ESPANHOL EL PAÍS (EDIÇÃO BRASILEIRA)

Humilhação, pesadelo, tristeza, vexame, praticamente um estado de choque. O Brasil foi do céu ao inferno em 93 minutos. Na Vila Madalena, o bairro boêmio de São Paulo, que acolheu todas as torcidas desde o dia 12 de junho, foi sintomático: os clientes fecharam suas contas antes do final do primeiro tempo, deixavam cadeiras vazias, numa imagem desoladora que não combinava com o clima de festa poucas horas antes. Houve quem chegou ao cúmulo de queimar a bandeira do Brasil, o que foi lamentado por quem não acreditava que o patriotismo havia durado menos de 30 dias.

Em Curitiba, no Paraná, a derrota foi desculpa para vandalismo. Ônibus foram queimados ou apedrejados, segundo o jornal Gazeta do Povo. A raiva e a desolação saíram do controle.

Os torcedores, de modo geral, não escondiam o espanto. “Não dá para acreditar nisso, está virando um chocolate. É melhor o Brasil nem voltar para o segundo tempo e perder de W.O.”, disse a advogada Ana Claudia Arantes, que checava nos três televisores do bar onde assistia à partida, em São Paulo, para se convencer que o Brasil estava perdendo de cinco a zero. “Nenhuma seleção tomou uma surra como esta na Copa”, reclamava Felipe Gomes. Outros tentavam diminuir a tristeza apelando para o bom humor: “que bom que não foi contra a Argentina”, ouvia-se em uma das mesas.

Nas redes sociais, o desabafo dos brasileiros ia na mesma linha: “estou com medo de abrir a geladeira e ter um gol da Alemanha lá dentro!”, “Brasil a um gol do hexa”, brincavam os internautas, antes de tomar o sexto gol no segundo tempo. A jornalista Annamaria Marchesini, porém, fez uma análise mais séria. “Vão dizer que esta vergonha é porque o Neymar não está jogando. É mais fácil usar esta desculpa e ignorar a verdade. Mas a seleção pegou a primeira seleção forte e está levando uma surra.” O garçom Evandro Oliveira, que trabalha no bar próximo à residência de Felipão lamentava: “nunca vi uma goleada deste tamanho. É uma vergonha para o Brasil”.

Para amenizar a tristeza, as piadas começaram a correr de celular em celular antes do fim do primeiro tempo. “A Copa fica”, dizia uma na qual o Cristo do Corcovado sustentava duas metralhadoras. “Rumo ao hexa, 6-0”, dizia outra que ainda não calculava a magnitude do desastre. Em outro bar, o garçom morria de rir ao ver a foto no Facebook de um braço com a tatuagem “Hexa 2014” em pleno antebraço. “Talvez dê para corrigir com um oito…”.

O país mais mal acostumado com as vitórias no futebol não escondia a tristeza: 7 x 1 foi mais decepção do que se podia imaginar. Houve quem tentou resgatar os ecos da indignação que haviam ficado enclausurados durante a Copa. “A gente não tem nada, falta saúde, transporte, educação… E até futebol!!”, disse a paulistana Claudia Hypólito. A vontade de gritar gol era tanta que tinha gente que começou a torcer para a Alemanha. No trágico sétimo gol, ouviram-se buzinas, cornetas e um coro “É, gooooool da Alemanha!”

A conversa já mudava de tom no decorrer da partida, quando os clientes que continuavam assistindo ao jogo começavam a questionar quem seria o outro finalista junto com a Alemanha. “Eu prefiro dar a taça pra Holanda”, dizia o publicitário Alan Ferreira, de 41 anos, que carregava uma taça da Copa do Mundo nas mãos, e abraçava uma bandeira. “Desde que eu nasci nunca vi um placar daqueles, apontando para o telão”, reclamava ele, que torce agora para que a Argentina também caia nesta quarta-feira, diante da Holanda.

Esse foi o final da saga brasileira. Da euforia que reina há quase um mês no Brasil à vergonha em apenas 93 minutos. “Emoção?” Estamos comprando a emoção”, dizia Alexandre Sáez, de 32 anos, apontando para uma caixa de cervejas em outro bar de Pinheiros, zona oeste da cidade. Todos falavam com tristeza de Neymar, mas não lhe atribuíam a derrota: para a maioria essa seleção não convencia, “a pior da história”, segundo Fernando Augusto, de 50 anos e proprietário de um quiosque. “É bom. No Brasil, o futebol é uma anestesia para a realidade. Pelo menos agora pensamos nas eleições (em outubro)”, se consolava Renan Ramos, cozinheiro, de 31 anos. “Os que participavam dos protestos (de junho passado) também estão vendo as partidas”, opinava Fernando.

As mesas foram se esvaziando à medida que a tarde caia. E a decepção era tão grande que, em dado momento, se transformou em humor. “Um a zero seria para chorar. Isto é parar rir”, suspirava Livia Barcelos, uma estudante de 25 anos que, depois das cervejas, entrou nas caipirinhas com uma amiga, para esquecer.

A partida terminou em silêncio enquanto o adorado David Luiz chorava diante dos repórteres como um menino e o locutor repetia no vazio, várias vezes, duas ideias. “O Brasil é o único país com cinco títulos mundiais”. “Nós somos o país do futebol”. Então, os garçons desligaram a televisão.

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