Krull, o goleiro: surpresa holandesa que
mandou a Costa Rica, invicta, para Casa
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Artigo/ Opinião

Costa Rica, quem diria!

Marinaldo Mira

A Copa do Mundo de futebol 2014 chega ao fim dia 13 deste mês, com muitos gols, mas poucas ideias lançadas pelos treinadores. A exceção é a modesta Costa Rica, que surpreendeu seleções tradicionais, desbancando, por exemplo, potências mundiais como Inglaterra, Itália, e fazendo Holanda passar sufoco incrível, em Salvador, nas quartas de final.

A famosa e lendária Laranja Mecânica (vide Copa de 1974) teve de superar os costarriquenhos nas penalidades, porque o goleiro Krul (que foi escalado de última hora) segurou duas cobranças. A Costa Rica apresentou um esquema tático diferente: 5 – 3 – 2 ou 5 – 4 – 1. Antes, ninguém tinha pensado nisso!

Na primeira fase da Copa, a Costa Rica venceu o Uruguai por 3×1, depois derrotou a poderosa Itália por 1×0 e eliminou a Inglaterra, ao empatar na última rodada por 0x0, sem falar que bateu o Uruguai, por 3×1 na estreia. Deixou todos os favoritos do chamado Grupo da Morte para trás e acabou em primeiro lugar. Nas Oitavas empatou com a Grécia por 1×1 e venceu nos pênaltis por 5×3.

Apesar de ser eliminada pela Holanda nas penalidades, após empate por 0x0, Costa Rica deixou a competição invicta. Com revolucionário esquema tático, o treinador Jorge Pinho deu lições a muitos técnicos. Com jeito simples de defender-se, mostrou também como surpreender e atacar os adversários.

As grandes estrelas do futebol mundial nem chegaram a brilhar na competição. Atuam bem em seus clubes, mas quando vestem a camisa da seleção do seu país, não produzem o mesmo e frustram a torcida, salvo raras exceções.

A segunda surpresa da Copa foi o treinador Van Gaal (Holanda), que entra para a história, pela ousadia e ineditismo, ao escalar o goleiro Krul para decisão por penalidades, contra Costa Rica, em Salvador. O titular Cillessen chegou a chorar na hora da substituição, mas Van Gaal confirmou saber o que estava fazendo e transformou Krul em herói.

A Seleção Brasileira chegou à semifinal, sem apresentar futebol convincente ou que deixe a torcida confiante de que passará pela Alemanha. Caso venha repetir as atuações anteriores, a expectativa é de o torcedor sofrer mais ainda com outra prorrogação e decisão por pênaltis.

Aí, o brasileiro apaixonado pela Seleção tem de tomar cuidado com a pressão arterial, lembrando-se que, com coração não se brinca.

Marinaldo Mira – Jornalista (Ufba/1980, cronista esportivo e professor de Ética. (marinaldomira@gmail.com

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