DEU NO JORNAL ESPANHOL EM PAÍS

Um consórcio formado pela brasileira Odebrecht e pela espanhola Enagás venceu a licitação para a construção e exportação do que será o segundo maior gasoduto do Peru. Com a construção, o presidente peruano, Ollanta Humala, eleito em 2011, busca cumprir uma de suas principais promessas de campanha, a de baratear o preço do gás no sul do país, região que foi seu principal reduto eleitoral.

A um custo de 7,3 bilhões de dólares (16 bilhões de reais), o Gasoduto do Sul terá 1.000 quilômetros de extensão e servirá para o abastecimento domiciliar de gás para uma população de 600.000 pessoas nos Andes e na costa meridional do país, além de alimentar duas centrais termoelétricas em construção, cedidas em concessão para empresas estrangeiras.

Na região sul já está localizado o maior complexo de gás atual do país, o de Camisea, mas é também onde o preço do combustível é mais caro. O gás parte de lá para a costa central pelo único gasoduto peruano existente e depois retorna às cinco cidades mais próximas de Camisea transportado por veículos. Por isso, com o novo gasoduto, o gás deverá ficar mais barato. A previsão é a de que ele esteja funcionando em cerca de cinco anos.

A nova infraestrutura também busca melhorar a segurança energética do país: algumas instalações da área do gasoduto atual sofreram ataques do grupo Sendero Luminoso, que sequestrou trabalhadores e atacou helicópteros.

Em sua origem, o Gasoduto do Sul teve um componente petroquímico que não está contemplado no contrato e no projeto atual. Herrera Descalzi recorda que um projeto da empresa privada Kuntur, subsidiária da Odebrecht, previa um polo petroquímico a cargo da também brasileira Braskem, da qual a Odebrecht é acionista majoritária. Entretanto, durante o Governo Humala, o Estado decidiu entrar como sócio, por causa da demora da empresa privada em obter garantias de bancos internacionais.

Entre ajustes ao projeto e demoras da burocracia peruana, os brasileiros abandonaram o empreendimento, embora já tivessem a concessão. Em 2013, o Peru decidiu redesenhar o projeto sem a petroquímica, mas a licitação não prosperou e foi adiada. Naquele ano, a ProInversión modificou as bases para que o concessionário tivesse a opção de construir um poliduto para transportar líquidos, “de forma que se possa transportar o etano em separado”, explica Herrera, e dessa maneira futuramente seria viável instalar uma indústria petroquímica.

“Vamos dar gás a um maior número de moradias, vamos poder ter geração elétrica a um baixo custo, e vamos começar a prestar mais atenção ao desenvolvimento petroquímico nesta região”, afirmou na segunda-feira o ministro da Energia e Minas, Eleodoro Mayorga.

A construção do Gasoduto do Sul gerou a queixa do consórcio que a ProInversión desprezou “por descumprir as bases” e também de colunistas e cidadãos nas redes sociais, já que, para financiar a obra, o Estado cobrará um adicional nas contas mensais de eletricidade. Num programa de televisão, a advogada Cecilia Blume questionou a utilidade da nova obra, já que se trata de um duto mais extenso que o existente a partir de Camisea, para um número menor de reservas de gás comprovadas.
Licitação polêmica

O resultado da licitação aconteceu em meio a queixas do consórcio concorrente, formado por GDF Suez, Sempra, Tech Petrol (da Argentina) e TGI (da Colômbia), que foi desclassificado. O órgão estatal ProInversión havia estabelecido o dia 20 de junho como data limite para que fossem informadas mudanças nos percentuais acionários das empresas, mas, vencido o prazo, a GDF Suez reduziu sua participação de 25% para 2%. Na sexta-feira passada, a ProInversión deu até a segunda-feira, dia 30, para que as mudanças fossem confirmadas, mas, uma hora antes do prazo, o organismo informou que, após consulta a advogados, decidiu excluir a oferta desse consórcio. O valor da obra proposto pelo consórcio eliminado era menor: 7,2 bilhões de dólares. O Estado havia estabelecido um valor máximo para a obra de 7,8 bilhões de dólares.

A brasileira Odebrecht já atua há 33 anos no Peru, com obras como a construção de hidrelétricas e de estradas. Também tem atuação em países como Argentina, Equador, Colômbia e México.


Grupos políticos se estapeiam no 2 de Julho na Bahia
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DEU NO PORTAL A TARDE

Grupos que acompanhavam as comitivas do governo e da oposição entraram em confronto duas vezes nesta quarta-feira , durante o cortejo do 2 de Julho. Em um primeiro momento, o conflito foi entre democratas e petistas. Em seguida, o bloco do PC do B, aliado do PT, parou na altura do Largo da Soledade, impedindo a passagem da comitiva do DEM que vinha logo atrás.

O grupo que apoia a candidatura do ex-governador Paulo Souto tentou passar e houve um princípio de confusão. Um membro do bloco do PC do B, que estava vestido com uma camisa vermelha, chegou a xingar os democratas.

Após a situação resolvida, Souto reclamou do comportamento dos adversários e disse que o 2 de Julho é uma festa da democracia, onde não cabia esse tipo de atitude.
PT e DEM

Presidenciável

Além das comemorações cívicas, todos os anos o cortejo de 2 de Julho é marcado pelo desfile dos partidos. Em ano de eleição, a participação política ganha força. O candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, aproveita o “palanque” do evento de comemoração da Independência da Bahia.

Nordestino, o ex-governador de Pernambuco lembrou que o Nordeste elegeu a presidente Dilma Rousseff no pleito de 2010 e que ele pretende conquistar esses votos esse ano. Campos participa da comitiva da candidata do PSB para o governo estadual, a senadora Lídice da Mata.

Campos disse que o período de propaganda eleitoral contribui com o debate. “É fundamental para que a gente possa divulgar nossas ideias, nosso programa, falar da escola em tempo integral, do que fizemos para reduzir violência em Pernambuco. Falar da reforma tributária que vai fazer com que esse país pela primeira vez tem governo que não aumenta tributos. Ai começa o debate, porque já vi muita gente ganhando nas pesquisas e perder na eleição. Eu sempre comecei perdendo nas pesquisas e ganhei as eleições que disputei”.

O ex-governador de Pernambuco disse que não se incomoda que a candidata a vice-presidente da sua chapa, Marina Silva, tenha mais destaque que ele. “(Lido) de maneira tranquila, (acho) natural, porque ela disputou eleição presidencial. Tem grande prestígio, é uma mulher admirável, firme na proposta em relação a valores que estão sendo reclamados no Brasil. Estamos juntos para vencer eleição e fazer o Brasil vencer”.

2 de Julho

Mas Campos não falou apenas nas eleições, ele lembrou a importância da data cívica. “O 2 de julho é uma data marcante para a construção da história da nação”, disse comparando a luta pela independência da Bahia com a revolução pernambucana, que lutou em 1817 pela emancipação da então província de Pernambuco.

O candidato do PT para o governo, Rui Costa, também lembrou a importância do 2 de Julho para a independência do Brasil, comemorada em 7 de Setembro. “O 2 de Julho é uma data muito especial porque é a principal festa cívica da Bahia, que consolidou a independência do Brasil”.

DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

O governador do Estado Jaques Wagner participou na manhã desta quarta-feira (2) dos festejos que marcam os 191 anos da Independência da Bahia. Acompanhado da primeira dama, Fátima Mendonça, e de outras autoridades ele esteve no hasteamento das bandeiras nacional, estadual, de Salvador e do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, em frente ao panteão, no Largo da Lapinha.

Além do governador, o prefeito ACM Neto, Paulo Souto e Geddel Vieira Lima seguiram juntos com o cortejo cívico até o Terreiro de Jesus. Outros políticos e representantes partidários participaram do tradicional desfile, onde aproveitaram a oportunidade para testar a popularidade com os futuros eleitores.

“Para mim, o 2 de Julho é a data mais importante da Bahia e uma das mais importantes do Brasil. É um dia em que não existem adversários, nem mesmo na política. Quando o povo se une pela independência”, afirmou Jaques Wagner.

Hoje, dia principal dos festejos, há queima de fogos de artifício, baile, apresentação de fanfarras, concurso de fachada e o tradicional cortejo cívico com a saída dos Carros Emblemáticos, da Cabocla e do Caboclo. Antes, em frente ao Pavilhão Dois de Julho, no Largo da Lapinha, foi feito o hasteamento das bandeiras.

Em decorrência das comemorações, a Polícia Militar da Bahia reforçou o seu efetivo. De acordo com a PM, 2.511 policiais e 98 bombeiros militares estão nas ruas, distribuídos por todo o trajeto da festa. A Operação 2 de Julho da PM conta com o Esquadrão Águia, Esquadrão de Polícia Montada, Batalhão de Choque, Grupamento Aéreo (Graer), Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (Bepe) e as Companhias Independentes de Policiamento Especializado (Cipes).

Na Barra, mesmo sem qualquer manifestação oficial do 2 de Julho, haverá uma ciclofaixa, até às 16h, com 2,3 Km. Organizada pelo o Movimento Salvador Vai de Bike, a faixa funciona na Orla, exclusiva para ciclistas e está instalada na Avenida Oceânica, em frente ao centro comercial Barra Center. Quem trafegar com a bicicleta pode utilizar os dois sentidos até a Ondina, na Praça Bahia Sol.

(Vídeo produzido durante apresentação da Orquestra Juvenil 2 de Julho (NEOGIBÁ). no Teatro Castro Alves, em Salvador)

Salve o 2 de Julho!!! Baianos, às ruas para celebrar a memória dos heróis da história, manutenção das conquistas de Pirajá e avanço em novas e justas batalhas da democracia , liberdade e justiça.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
02
Posted on 02-07-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-07-2014


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Jarbas, hoje, no Diário de Pernambuco


O técnico Felipão e Regina Brandão, a psicóloga Regina Brandão
El País/AFP
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DEU NO JORNAL EL PAÍS (EDIÇÃO BRASILEIRA)

O choro desesperado de Neymar e do capitão Thiago Silva no gramado do Mineirão, no jogo pelas oitavas de final contra o Chile, disparou o alarme no Brasil. O anfitrião não esperava que as lágrimas chegassem tão cedo. A alegria que mostrava a seleção antes do início da Copa do Mundo, talvez um pouco forçada, transformou-se em uma tensão palpável que motivou o deslocamento urgente à concentração de Teresópolis da psicóloga esportiva Regina Brandão, colaboradora habitual do técnico Luiz Felipe Scolari.

Já não parece tão claro que ganharão o hexacampeonato, como prometia Felipão antes do torneio. O ex-defensor Márcio Santos, campeão do mundo, disse há poucos dias: “Ninguém quer ser Barbosa”. A sombra do goleiro do Vasco da Gama, “condenado” a 40 anos de ostracismo por um país que não o perdoou pelo segundo gol do Maracanazo, retorna sobre uma seleção inquieta pela instabilidade emocional a dois dias da crucial partida de quartas de final contra a Colômbia.

Brandão, cuja relação profissional com Felipão já dura mais de 20 anos, traçou, nos dias prévios à Copa, um perfil psicológico confidencial de cada um dos 23 jogadores para ajudar o corpo técnico a lidar individualmente com a pressão que implica jogar a Copa em casa e ter a oportunidade de “acabar com o Maracanazo”, como havia reconhecido o segundo treinador da seleção, Carlos Alberto Parreira: “É algo que temos entalado na garganta há 64 anos”. Felipão e Parreira, ambos já campeões do mundo, mostraram a convicção de que, se controlam o estado emocional de seus jogadores, a equipe encontrará o bom futebol, ausente até agora. Pretendem demonstrar à equipe, com a ajuda de Brandão, que o momento mais crítico do torneio já passou: só três partidas os separam do troféu.

Mas os números dizem que o Brasil nunca teve um pior resultado em seus quatro primeiros jogos (duas vitórias e dois empates) desde que a FIFA mudou o modelo de competição, em 1986. A imprensa brasileira critica unanimemente a falta de fluidez e de surpresa no jogo de sua seleção, penalizada pela falta de talento no ataque e por uma permanente obsessão defensiva no meio de campo.

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