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DEU NA COLUNA POLÍTICA RAIO LASER, DA TRIBUNA DA BAHIA, EDIÇÃO DESTA SEXTA-FEIRA, 27

Pesquisa fantasma

O presidente do DEM de Salvador, Heraldo Rocha, ironizou ontem a “pesquisa fantasma” soprada pela cúpula do PT aos ouvidos de alguns jornalistas presentes a um almoço com Rui Costa anteontem. “Inventar números é a grande especialidade desse governo. Agora estão querendo usar essa mesma estratégia para fazer mágica com um candidato que sequer aparece em segundo lugar nas pesquisas registradas no TSE”.

Números
Heraldo Rocha lembrou ainda que, de acordo com avaliação recente de intenção de votos para o governo, Paulo Souto está na dianteira, com 42%, seguido de Lídice, com 11%. Para o dirigente democrata, Rui Costa não emplacou porque ele é como remédio azedo em boca de criança. “Só desce se tiver alguém mais forte fazendo pressão para que o líquido não seja cuspido”. Os petistas, segundo disse, estão forçando a barra para tentar tirar Rui do limbo eleitoral.

DEU NO PÚBLICO, DE LISBOA

O segredo tem sido uma das estratégias da seleção do Chile. O treinador Jorge Sampaoli faz quase todos os treinos longe dos olhares de torcedores e jornalistas e não permite a mínima intrusão. Na quinta-feira, o técnico interrompeu o treino por 20 minutos, quando um helicóptero da TV Globo sobrevoou o gramado onde a seleção treinava, antes do embate das oitavas-de-final com o Brasil, sábado (17h).

Segundo o El País, a federação chilena apresentou uma queixa formal à TV Globo por espionagem. E a Folha de São Paulo acrescenta que os responsáveis chilenos ameaçaram vetar a entrada de jornalistas brasileiros nos trabalhos da seleção, que só foram retomados na quinta-feira, depois de a rede Globo se ter comprometido a não utilizar as imagens recolhidas pelo helicóptero.

O Chile, uma das revelações deste Mundial ao contribuir para a eliminação da Espanha, enfrenta o Brasil em Belo Horizonte, tentando quebrar a tradição de ser eliminado pela seleção brasileira, como aconteceu nos Mundiais de 1962 e 2010.

“Viemos ao Mundial para fazer história. Ganhámos ao campeão do mundo, tivemos um tropeção com a Holanda, mas isso serviu para corrigir os erros que cometemos. Esperamos ganhar este Mundial”, disse Alexis Sánchez, atacante do Barcelona.

A seleção chilena até começou mal a qualificação para o Mundial 2014, mas depois da entrada de Jorge Sampaoli, em Dezembro de 2012, sofreu apenas duas derrotas: com o Peru e com a Holanda, jogando futebol bonito e rápido.

O argentino Sampaoli é discípulo de Marcelo Bielsa, o compatriota que levou a seleção chilena as oitavas-de-final do Mundial 2010, e comanda uma das melhores gerações do futebol chileno.

Além de Alexis Sánchez e Arturo Vidal (craque da Juventus), há vários outros futebolistas que atuam em ligas estrangeiras e que funcionam como uma retaguarda de qualidade para os dois craques: o goleiro Claudio Bravo (contratado pelo Barcelona à Real Sociedad), o defesa Mauricio Isla (Juventus), os médios Gutiérrez (Twente) e Marcelo Díaz (Basileia) e o atacante Vargas (Valência) são apenas alguns exemplos.

jun
27
Posted on 27-06-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-06-2014


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Sergio Paulo, hoje, no Jornal de Roraima

http://youtu.be/IoFIFjHLKV0

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ADÁGIO EN MI PAÍS

ALFREDO ZITARROSA

En mi país, que tristeza,
La pobreza y el rencor.
Dice mi padre que ya llegará
Desde el fondo del tiempo otro tiempo
Y me dice que el sol brillará
Sobre un pueblo que él sueña
Labrando su verde solar.
En mi país que tristeza,
La pobreza y el rencor.
Tú no pediste la guerra,
Madre tierra, yo lo sé.
Dice mi padre que un solo traidor
Puede con mil valientes;
Él siente que el pueblo, en su inmenso dolor,
Hoy se niega a beber en la fuente
Clara del honor.
Tú no pediste la guerra,
Madre tierra, yo lo sé.
En mi país somos duros:
El futuro lo dirá.
Canta mi pueblo una canción de paz.
Detrás de cada puerta
Está alerta mi pueblo;
Y ya nadie podrá
Silenciar su canción
Y mañana también cantará.
En mi país somos duros:
El futuro lo dirá.
En mi país, que tibieza,
Cuando empieza a amanecer.
Dice mi pueblo que puede leer
En su mano de obrero el destino
Y que no hay adivino ni rey
Que le pueda marcar el camino
Que va a recorrer.
En mi país, que tibieza,
Cuando empieza a amanecer.
Coro:
En mi país somos miles y miles
De lágrimas y de fusiles,
Un puño y un canto vibrante,
Una llama encendida, un gigante
Que grita: ¡adelante… adelante!

BOM DIA!!!

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Suspenso por 9 jogos e fora da Copa do Mundo, Luis Suárez deixou Natal nesta quinta-feira (26), depois que a delegação uruguaia viajou já sem seu principal jogador. Segundo o jornalista PVC, da ESPN, desde que a decisão da Fifa foi anunciada pela manhã, Suárez teve a credencial retirada e não pode nem almoçar com os demais jogadores do Uruguai na concentração. A decisão da Fifa exclui o atleta de qualquer atividade ligada a futebol por quatro meses.

Suárez deixou a concentração sob custódia da polícia, expulso pela Fifa, diz o jornalista. Ele lembra que sem o atacante, nas Eliminatórias, o Uruguai perdeu por 4 a 0 da Colômbia, adversária das oitavas de final no sábado. Com Suárez, jogando em casa, ganhou por 2 a 0.

Não se sabe para onde Suárez viajou. O jogador recebeu a punição, uma das mais severas da história, depois de ser flagrado mordendo o zagueiro italiano Chiellini. Durante o jogo, o juiz não marcou nada, mas ao fim da partida a Fifa denunciou o atleta e nesta quinta divulgou a punição. Foi a terceira vez que Suárez se envolveu em uma situação do tipo.

jun
27

DEU NO PORTAL EUROPEU TSF

A fase de grupos do Mundial2014 fechou esta quinta-feira, 26, com um recorde de 136 gols assinalados, média de 2,83 por partida, a melhor desde a longínqua edição de 1970, disputada também no continente americano, mais precisamente no México.

Desde 1998, quando a fase de grupos passou a ser composta por 48 partidas, o máximo eram os 130 gols registrados na edição de 2002, na Coreia do Sul e no Japão.

Esse máximo foi hoje igualado no embate entre Portugal e Gana, quando, aos 31 minutos, o defesa John Boye desviou para a sua própria baliza um cruzamento de João Moutinho.

Por seu lado, o alemão Thomas Müller, que havia conseguido um “hat-trick” diante de Portugal, marcou frente aos Estados Unidos o 131.º tento na edição de 2014, garantindo o recorde. Foi o seu quarto na prova, igualando o argentino Lionel Messi e o brasileiro Neymar.

O derradeiro gol na fase de grupos foi assinalado pelo belga Jan Vertonghen, defesa do Tottenham, que, aos 78 minutos, selou o triunfo dos “diabos vermelhos” sobre a Coreia do Sul.

Em termos coletivos, a Holanda foi a equipe que mais contribuiu, ao terminar a primeira fase com 10 gols, seis dos quais divididos entre Arjen Robben e Robin van Persie, seguida pela Colômbia (nove) e a França (oito).

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Bethânia e Marlon

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ARTIGO/OPINIÃO

Quintais do Brasil de Maria Bethânia

Marlon Marcos

É mês de junho no país que festeja Santo Antônio, São João e São Pedro. País onde nasceu Maria Bethânia, a cantora. Neste mesmo mês em que ela nasceu, e que completa 68 anos, Bethânia nos presenteia com seu mais novo trabalho: o CD Meus Quintais, saindo pela gravadora carioca Biscoito Fino.

Tem que se fazer 49 anos de carreira, não ter medo de ser o que se escolheu ser, manter a coerência artística sem evitar riscos, mas baseando-se nos caminhos estéticos eleitos pelo desejo de expressão, para poder oferecer ao país um CD que desenha a atmosfera da infância, os fundos da casa interiorana, louvando os caboclos, as tradições indígenas reinventadas nesse tempo, mas apagadas dos cenários midiáticos pelas cruéis demandas urbanas.

A mulher aprimorou o canto, à quase perfeição, para brincar com sons e palavras a favor de imagens que devassam a simplicidade, nos mostrando um Brasil positivo que insistimos, por burrice existencial, fingir esquecer porque recupera o indígena na construção desta civilização.

Meus Quintais é um primor em lítero-musicalidade, mas, melhor que isso, é um serviço ao índio, aos caboclos nortistas, com tempero da literatura (traz texto de Clarice Lispector), brincadeira e coragem da artista que se eterniza fazendo, nos últimos trabalhos, uma espécie de antropologia veiculada pela indústria do audiovisual.

A cantora tribaliza o Brasil, arregimenta talentos como Adriana Calcanhotto, Roque Ferreira, Dori Caymmi, Paulo César Pinheiro, para espalhar o que é mais simples e está contido no mais complexo, misturando aspectos de sua infância com a sua atual maturidade, compondo uma narrativa sonora, alicerçada na forma canção, onde o mito e o vivido remontam o sentido de se sentir saudade – a que, no caso da cantora, é a mais legítima: sua falecida mãe, dona Canô.

O disco é um reflexo no espelho: uma senhora de 68 anos, a noticiar os feitos do tempo e a redesenhar ontologias do brasileiro, a caminhar por uma discursiva trajetória que nos aquece de música, de poesia, sem deixar olhares históricos e socioantropológicos de fora.

Marlon Marcos é jornalista e antropólogo email: ogunte21@yahoo.com.br

(Texto publicado originalmente no Jornal A Tarde, em 21 de junho de 2014, Opinião, p. 3)

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