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Posted on 24-06-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-06-2014


Mordida do atacante uruguaio na vitória por 1 a 0, que mandou italianos para casa mais cedo na Copa, domina redes sociais .

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Maravilha musical criada pelo alagoano Djavan em interpretações de arrepiar do pernambucano Dominguinhos e da paraibana Elba Ramalho.

Um presente do BP no dia de São João para todos os seus ouvintes e leitores.

Confiram.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Paris – Rio: o “bonjour” do argelino

Maria Aparecida Torneros

Em tempos de Copa do Mundo tudo é permitido e o telefone toca no dia de São João as 5 e 21 da matina. Bonjour do meu amigo Ahmed, argelino radicado em Paris. Quer me dar parabens pela vitoria do Brasil ontem. Diz que torce pelo meu pais em primeiro lugar. Declara-se fã dos nossos craques e seu estilo há mais de 30 anos. Aproveito para elogiar tambem o Futebol argelino e Frances. Mas ele insiste que o Brèsil é o melhor. E nos confraternizamos em francês “avec caress et respect”.

Aqui, a manhã chega invernalmente mas ensolarada promete mais um dia de boas partidas nesta Copa do Mundo que destaca o bom Futebol de festival de gols. Estes se multiplicaram na Bahia na Fonte Nova. Por toda parte se comenta a garra dos alemães e holandeses representando o Futebol europeu ja que ingleses e espanhois se despedem antecipadamente. Italianos estão na arena como bons gladiadores. Portugueses esperam por um milagre e outros europeus fazem sua parte no espetaculo.

Mas os da América Latina dão um show a parte. Argentina, Chile, Uruguai, Mexico, Colombia, Brasil e a surpreendente Costa Rica seguem embaladas por torcidas apaixonadas e nosso sangue latino ferve.
Os meninos do Brasil nos encantam. Os hermanos latinos nos aproximam de boas goleadas. Meu amigo tem razao de me acordar cedo e festejar o Futebol em dia de Santo junino. Viva Sao Joao ! Que ele proteja cada par de pés desses meninos que chutam a Brazuca pelos campos do Brasil!

Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro onde edita o Blog da Mulher Necessária

jun
24
Posted on 24-06-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-06-2014


Bruno Aziz, hoje, no jornal A Tarde (BA)

Pode dançar minha gente, como pede todo bom forró na grande festa popular nordestina.
Lá de cima a voz de Luiz Gonzaga e a sanfona de Dominguinhos garantem a animação.
VIVA SÃO JOÃO !
BOM DIA!!!
(Vitor Hugo Soares)


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Galvão dá uma de Pacheco na transmissão da Globo
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DEU NO UOL SPORT / FOLHA

Ninguém deve esperar sobriedade de Galvão Bueno. Ainda mais em Copa do Mundo. Mas o narrador da Globo está exagerando mais do que de costume. Nesta tarde, descrevendo Brasil e Camarões, ele vestiu a fantasia de Pacheco antes de a partida começar e não tirou mais, até o fim.

Um dos momentos mais constrangedores do seu entusiasmo exagerado em defesa do Brasil ocorreu no intervalo. Ronaldo e Casagrande, como todos os espectadores, não estavam satisfeitos com o desempenho da seleção, mesmo vencendo por 2 a 1 no primeiro tempo. “Cadê o sorriso?”, cobrou o narrador.

“Você não está exigente demais?”, criticou Galvão. O ex-jogador, então, se sentiu obrigado a justificar: “A gente quer espetáculo.” Casagrande, da mesma forma, teve que se explicar. Parafraseando os Titãs, disse: “A gente não quer só ganhar. A gente quer espetáculo e arte”.

Outro momento de patriotismo exagerado ocorreu depois do terceiro gol, de Fred. O tira-teima da Fifa mostrou que o atacante brasileiro estava em posição de impedimento. Galvão não se conformou: “A própria Fifa já admitiu que não funciona”, “cornetou” o narrador.

Não satisfeito, minutos depois, informou que o tira-teima da Globo iria mostrar que Fred estava em posição legal. “Não podemos mostrar durante a transmissão por questões contratuais”.

Como de costume, Galvão também deu mostra de seus poderes de vidente. “Quem entende de leitura labial pode me ajudar e dizer o que o Felipão falou pro Neymar?”, perguntou, antes de emendar: “Deve ter falado pro time jogar pra frente”.

A execução do hino nacional pelo público do estádio Mané Garrincha deixou o locutor enlouquecido, apesar de ter se tornado rotineiro: “A cada vez que acontece emociona mais”, disse.

Como se fosse necessário, Galvão pediu ao repórter Tino Marcos para avisar Felipão, quando a partida estava 3 a 1, que o técnico deveria ficar atento com o placar de México e Croácia, para garantir o primeiro lugar no grupo. Só rindo, Pacheco.

Mauricio Stycer
UOL/RIO

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DEU NA EDIÇÃO BRASILEIRA DO JORNAL ESPANHOL EL PAÍS

Ladislao J. Moñino

De Brasilia

Se havia por acaso alguma dúvida de que o Brasil até agora é Neymar, o jogo contra Camarões a dissipou totalmente. A seleção anfitriã se classificou como primeira do Grupo A e agora enfrentará o Chile nas oitavas de final, mas, em alguns momentos de um confronto contra um adversário que lutava apenas por um regresso honroso ao seu país, o time deixou no ar resquícios de sua vulnerabilidade e dos problemas no seu jogo. A única certeza do Brasil é que Neymar está disposto e preparado para liderar o caminho até o título mundial, valendo-se para isso do seu fantasioso futebol libertino, mas que também produz gols. Com um repertório de arabescos trazido da rua para o futebol profissional, o 10 do Brasil honrou o nome do estádio Mané Garrincha. Como o famoso ponta-direita, Neymar foi a alegria do povo, que várias vezes gritou seu nome em coro.

A adoração maciça é um sintoma a mais dessa dependência. Em alguns momentos, dava a sensação de que a torcida tentava empurrar o seu jogador-fetiche, e não uma seleção inteira.

O Brasil está viciado no seu astro, no jogador que mais e melhor atua como elo com um passado que fez do Brasil um nome mítico com a bola nos pés. Neymar se divertiu com ela, mas também foi eficaz quando precisou perfurar a meta adversária. Por causa da escassez de jogo ao seu redor, o atacante precisa jogar como 7 e como 11. Assim, desde o começo da Copa, se tornou um 10 para toda obra. Joga, dribla, tabela, bate faltas e marca gols.

Pela primeira vez, o Brasil começou jogando com a formação da Copa das Confederações. Reapareceu a marcação forte, e Camarões enfrentou uma ofensiva inicial com jogadas rápidas e efervescentes. Duas bolas longas para Hulk e Neymar bastaram para provar que a seleção africana tinha uma defesa deficiente. Fred e Luiz Gustavo estiveram prestes a abrir o placar, graças a esse assédio precoce, que incendiou a arquibancada.

O primeiro gol, logo depois dos 15 minutos, deixou entrever que Camarões seria uma seleção reduzida à metade. Atacava com alegria e descaramento, mas defendia sem nenhum rigor em todos os setores. Nyom fez um passe errado ao sair jogando, Marcelo e Luiz Gustavo se somaram para o desarme, e veio o contragolpe. O cruzamento rasante do volante, pela esquerda, foi desviado por Neymar com um giro de tornozelo perfeito. Os dois zagueiros camaroneses deixaram um clarão no gramado imperdoável e assistiram à prodigiosa abertura do pé de Neymar para direcionar a bola.

Foi com essa primeira vantagem no placar que o Brasil deixou entreabertas as dúvidas que levará para as fases eliminatórias. De repente, Nguemo, Choupo Moting, Aboubakar e Enoh começaram a invadir a área de Julio César. Chegavam quase sempre com tabelas antecedidas por mudanças de ritmo, nos quais sobretudo Alves e Marcelo sofriam. Matip deu o aviso com uma cabeçada que bateu no travessão, antes de finalizar à vontade numa jogada em que Alves voltou a ser superado por Nyom. Também Thiago Silva e David Luiz sofreram muito em cada cruzamento ou cobrança de escanteio pelo alto. Essa falta de contundência da dupla de zaga chamou a atenção, já que até agora esse era um dos pilares mais sólidos do time de Scolari.

No meio desse desconcerto e da inquietação que embargava o treinador no banco, surgiu novamente Neymar. Outra vez uma roubada de bola e um contra-ataque, o cenário em que melhor joga este Brasil. Neymar conduziu de dentro para fora e da meia-lua chutou rasteiro e no centro. A má intuição de Itandje transformou o arremate em uma espécie de pênalti. O goleiro camaronês chegou atrasado ao seu canto esquerdo.

O quarto gol de Neymar na competição acabou por desarticular Camarões, que a partir de então pouco perigo levou. Foi devorado por outra saída avassaladora do Brasil no segundo tempo – de novo, liderada pelo jogador do Barcelona, que seguiu com a sua demonstração de jogadas preciosas. Foi muito significativa a mudança feita por Scolari no intervalo. Deixou Paulinho no banco para dar lugar a Fernandinho. O volante do Manchester City deu sinais ao treinador de que é agora um jogador mais assentado do que Paulinho, que foi lento, atrapalhado com a bola, e perdeu várias jogadas que acabaram por condená-lo. Enfrentando escassa resistência, até Fred marcou. Foi de cabeça, sem ninguém que o marcasse no segundo pau.

Camarões já não voltava correndo para a defesa, e Scolari optou por poupar Neymar e Hulk, que haviam levado cartões. Fernandinho fechou a conta contra um rival que, no segundo tempo, foi anulado, sem conseguir representar um verdadeiro teste para o nível do Brasil. A única certeza é que Neymar está aí para fazer de tudo.

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