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Postado em 19-06-2014
Arquivado em (Artigos) por vitor em 19-06-2014 00:49

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À meia-noite em Espanha entrou em vigor a lei da abdicação, assinada durante a tarde por Juan Carlos. Felipe VI herda não só o trono mas também um país em plena crise económica e de autonomias, e onde a monarquia está perdendo popularidade.

As cerimônias de quinta-feira de proclamação de Felipe VI como Rei serão simples e sóbrias, tal como foi a da assinatura da lei da abdicação, marcada pelo abraço emotivo entre os dois reis (Juan Carlos mantém o título) e pela cedência simbólica da sua cadeira (ligeiramente elevada) ao filho.
O dia começa às 8.30 (hora de Lisboa) quando Juan Carlos der a Felipe VI a faixa vermelha de capitão general, a mais alta patente militar em Espanha. Uma hora mais tarde, o Rei presta juramento perante ambas as câmaras do Parlamento, no Congresso de Deputados.

Segue-se às 10.30 uma parada militar e o desfile por Madrid, que termina com o Rei e a rainha Letizia a saudar a multidão na varanda do Palácio Real. Ao longo do percurso, os cerca de sete mil polícias destacados para o evento têm ordens para impedir a presença de pessoas com bandeiras e símbolos republicanos.

Finalmente, haverá no palácio uma receção para cerca de dois mil convidados, entre os quais o embaixador português em Espanha, José Tadeu da Costa Soares.

Felipe VI tem pela frente o desafio de aproximar a monarquia das novas gerações num momento de descrédito da instituição, no meio de inúmeros escândalos – a crise começou na caçada ao elefante de Juan Carlos e continua no processo de corrupção que envolve a sua irmã, a infanta Cristina.

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