Suarez: talento e entrega na vitória do Uruguai

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Participando pela terceira vez de uma Copa do Mundo, Wayne Rooney não sabia até esta quinta-feira o que era fazer gol no torneio. Sentiu esse gosto na Arena Corinthians, mas antes havia falhado em chance clara. Luis Suárez, no entanto, não é de perder oportunidades. Mesmo sem totais condições físicas, pois recupera-se de uma lesão no joelho esquerdo, o atacante brilhou e converteu as duas principais chances que teve em gols, que garantiram ao Uruguai a vitória por 2 a 1 diante da Inglaterra, na Arena Corinthians.

A ausência de Suárez, artilheiro do último Campeonato Inglês com 31 gols, na derrota para a Costa Rica na estreia mostrou o quanto ele pode fazer a diferença para os uruguaios, semifinalistas em 2010 e que fazem confronto direto com a Itália, dia 24, em Natal, por uma das vagas do Grupo D nas oitavas de final. Os ingleses ainda dependem do resultado entre Itália e Costa Rica, sexta-feira, em Recife, para saber em qual situação vão para a última rodada da fase de grupos.

De olhos bem abertos

Era Itaquera, Zona Leste de São Paulo, mas podia ser Montevidéu, já que a maioria nas arquibancadas era pró-Uruguai. Mas lembrava também Londres, Liverpool, Manchester ou qualquer outra cidade inglesa, já que o frio não deu trégua. O início de jogo acompanhou a temperatura climática baixa.

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Participando pela terceira vez de uma Copa do Mundo, Wayne Rooney não sabia até esta quinta-feira o que era fazer gol no torneio. Sentiu esse gosto na Arena Corinthians, mas antes havia falhado em chance clara. Luis Suárez, no entanto, não é de perder oportunidades. Mesmo sem totais condições físicas, pois recupera-se de uma lesão no joelho esquerdo, o atacante brilhou e converteu as duas principais chances que teve em gols, que garantiram ao Uruguai a vitória por 2 a 1 diante da Inglaterra, na Arena Corinthians.

A ausência de Suárez, artilheiro do último Campeonato Inglês com 31 gols, na derrota para a Costa Rica na estreia mostrou o quanto ele pode fazer a diferença para os uruguaios, semifinalistas em 2010 e que fazem confronto direto com a Itália, dia 24, em Natal, por uma das vagas do Grupo D nas oitavas de final. Os ingleses ainda dependem do resultado entre Itália e Costa Rica, sexta-feira, em Recife, para saber em qual situação vão para a última rodada da fase de grupos.

De olhos bem abertos
Era Itaquera, Zona Leste de São Paulo, mas podia ser Montevidéu, já que a maioria nas arquibancadas era pró-Uruguai. Mas lembrava também Londres, Liverpool, Manchester ou qualquer outra cidade inglesa, já que o frio não deu trégua. O início de jogo acompanhou a temperatura climática baixa.

Cada seleção teve uma chance clara de abrir o marcador. Aos 9, Rooney cobrou falta que passou muito perto do ângulo direito da meta defendida por Muslera. Cinco minutos depois, uma sobra de bola caiu no pé esquerdo de Cristian Rodríguez, que colocou muita força e nem tanta pontaria.

Muitos erros, pouca produtividade. Era hora de usar a cabeça. Rooney tentou aos 30 minutos, saltou às escuras, de olhos fechados, e debaixo do gol cabeceou na trave após falta batida por Gerrard. Aos 38, Luis Suárez, olhar atento aos posicionamentos do zagueiro Jagielka e do goleiro, testou no contrapé de Hart e abriu o placar.

Reforço do Corinthians para a sequência do Campeonato Brasileiro após a Copa, o meia Lodeiro se mostrou à vontade no estádio onde defenderá o novo clube com frequência e foi fundamental no gol uruguaio, ao roubar a bola no meio de campo e lançar Cavani, que fez cruzamento preciso para Suárez na área.

Tudo ou nada
Com 1 a 0 no placar, o Uruguai quis ampliar instantaneamente na etapa final. Foram três chances de gol criadas nos seis minutos iniciais, duas com Suárez e uma com Cavani. A Inglaterra também se soltou e Rooney, até então zero gol em três Copas disputadas, teve outra chance clara de encerrar o jejum, mas dentro da área chutou em cima de Muslera.

O clima de vale tudo entre as duas equipes para garantir a permanência na Copa se resumiu aos 17 minutos, quando Alvaro Pereira, do lado de fora de campo, se revoltou com o médico da seleção uruguaia, que pediu sua substituição após atendê-lo por uma pancada sofrida no rosto em dividida com Sterling. O lateral gesticulou, berrou e garantiu sua permanência em campo.

Fim da zica
Tanta vontade, porém, não impediu que o Uruguai recuasse. Com Barkley e Lallana em campo, nos lugares de Sterling e Welbeck, a Inglaterra ganhou consistência no meio de campo e passou a chegar com mais facilidade.

Apoiado pela torcida, que passou a participar mais do jogo, chegou ao empate com Rooney, que marcou seu primeiro gol em Copas com grande contribuição de Cáceres, que o deixou livre para escorar cruzamento rasteiro de Glen Johnson.
Getty Images
Rooney completa cruzamento e marca para a Inglaterra

Suárez ensina
Rooney marcou um, mas desperdiçou outros dois gols na Arena Corinthians. E atacante que quer brilhar na Copa do Mundo tem de ser implacável. Luis Suárez mostrou como se faz.

O uruguaio já estava aparentemente cansado quando um chutão de Muslera foi rebatido para trás por Gerrard, Suárez agradeceu à falha de seu companheiro de Liverpool e dentro da área bateu sem chances para Hart.

As últimas energias pareciam ter sido gastas na comemoração, e após o segundo gol Suárez foi substituído. A Inglaterra ainda tentou pressionar, mas no desespero não conseguiu evitar a segunda derrota em dois jogos nesta Copa.

jun
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Posted on 19-06-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-06-2014


Thiago Lucas, hoje, na Folha de Pernambuco

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Nasceu ontem, no Rio de Janeiro, a Beatriz de Tiago e Dani, queridíssimos amigos dos que pensam e fazem este site blog baiano antenado do mundo. Estamos muito felizes, mandamos parabéns efusivos aos pais e avós ( abraços especiais para Márcia, mediadora do BP e feliz avó de primeira viagem) e festejamos com todo afeto e esperança a chegada de Beatriz.

Seja feliz, garota!!!

(Hugo e Margarida)

jun
19
Posted on 19-06-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-06-2014

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À meia-noite em Espanha entrou em vigor a lei da abdicação, assinada durante a tarde por Juan Carlos. Felipe VI herda não só o trono mas também um país em plena crise económica e de autonomias, e onde a monarquia está perdendo popularidade.

As cerimônias de quinta-feira de proclamação de Felipe VI como Rei serão simples e sóbrias, tal como foi a da assinatura da lei da abdicação, marcada pelo abraço emotivo entre os dois reis (Juan Carlos mantém o título) e pela cedência simbólica da sua cadeira (ligeiramente elevada) ao filho.
O dia começa às 8.30 (hora de Lisboa) quando Juan Carlos der a Felipe VI a faixa vermelha de capitão general, a mais alta patente militar em Espanha. Uma hora mais tarde, o Rei presta juramento perante ambas as câmaras do Parlamento, no Congresso de Deputados.

Segue-se às 10.30 uma parada militar e o desfile por Madrid, que termina com o Rei e a rainha Letizia a saudar a multidão na varanda do Palácio Real. Ao longo do percurso, os cerca de sete mil polícias destacados para o evento têm ordens para impedir a presença de pessoas com bandeiras e símbolos republicanos.

Finalmente, haverá no palácio uma receção para cerca de dois mil convidados, entre os quais o embaixador português em Espanha, José Tadeu da Costa Soares.

Felipe VI tem pela frente o desafio de aproximar a monarquia das novas gerações num momento de descrédito da instituição, no meio de inúmeros escândalos – a crise começou na caçada ao elefante de Juan Carlos e continua no processo de corrupção que envolve a sua irmã, a infanta Cristina.

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