Foto: Aurélio Martins -A Tarde

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DEU NO JORNAL A TARDE

Patrícia França

Depois de oficializar a candidatura ao governo da Bahia, em evento que trouxe a Salvador, no sábado, os pré-candidatos à presidência da República e à vice do PSB, Eduardo Campos e Marina Silva, a senadora Lídice da Mata (PSB) disse, ontem, estar preparada para enfrentar o pouco tempo – cerca de dois minutos – que terá no horário de propaganda eleitoral na TV.

Ocupando a segunda posição na pesquisa divulgada em maio pelo Ibope, com 11% das intenções de voto, a candidata admitiu que o seu desafio será grande, mas que “vai falar com o coração” ao eleitor e recorrer a outros instrumentos de comunicação.
Entre os quais, a candidata listou as redes sociais, plenárias com a militância e encontros com a sociedade civil organizada, como forma de ampliar os espaços de divulgação da sua proposta de governo para o Estado.

Um dos coordenadores da campanha da socialista, Antônio Carlos Trammi informou que a internet também será usada para angariar fundos à campanha majoritária. “Além do fundo partidário, estamos focando nas redes sociais, onde vamos lançar uma grande campanha para conseguir doações para a chapa PSB-Rede”, informou.
Até o momento, a candidata só conta com a adesão do Partido Social Liberal (PSL).
Sem mesmice À frente de uma chapa puro sangue socialista, com a ex-ministra do STJ Eliana Calmon, candidata ao Senado, e o ex-prefeito de Brumado Eduardo Vasconcelos, a vice, Lídice da Mata entende que a questão do tempo na propaganda deve ser relativizada.

Em entrevista à rádio Tudo FM, ontem de manhã, a candidata disse que “ter 10 minutos na TV e dizer a mesmice todo dia, enche a paciência do cidadão (eleitor)”, comparou, numa referência ao tempo de propaganda que terão seus opositores: o ex-governador Paulo Souto (DEM), líder na última pesquisa com 42% dos votos, e o candidato do governo, o deputado federal Rui Costa (PT), que soma 9%..
Lídice lembrou da campanha à Presidência de Marina Silva, em 2010, quando a candidata tinha o mesmo tempo seu de propaganda, e conseguiu levar a eleição para o segundo turno, ao angariar 20 milhões de votos.

“Nossa aposta é numa campanha criativa, que fala diretamente com o eleitor sobre nossas propostas para as mudanças que o povo, ao ir às ruas, cobra dos políticos”.
A candidata afirma que o fato de não ter atraído outras legendas – “porque não tinha como negociar cargos e posições no estado, como fizeram os candidatos do governo e da oposição”– , acaba sendo uma vantagem.
“Vencendo a eleição, fico mais independente, mais livre, para formar um governo baseado no mérito de cada um de seu participantes”.

Na eleição de 2010, Marina Silva usou a internet para levantar fundos e conquistar 20 milhões de votos

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