Lula com Padilha (e sem Dilma)na convenção do PT

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Deu no Blog do Josias de SouzaFolha

Ao discursar neste domingo no lançamento da candidatura petista de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo, Lula respondeu aos ataques feitos na véspera por líderes do PSDB. Soou especialmente ácido em relação ao antecessor Fernando Henrique Cardoso e ao presidenciável tucano Aécio Neves, hoje o principal antagonista de Dilma Rousseff.

FHC dissera na véspera, na convenção que formalizou a candidatura presidencial de Aécio: “As urnas clamam, querem mudança. Elas cansaram de empulhação, corrupção, mentira e distanciamento entre o governo e o povo.” Sem citar nomes, referiu-se genericamente aos petistas como “ladrões” e “farsantes”.

E Lula: “Ainda ontem, na covenção deles, eu vi o ex-presidente falar que é preciso acabar com a corrupção. Ele deveria dizer quem é que estabeleceu a promiscuidade entre o Poder Executivo e o Congresso Nacional, quando ele começou a comprar voto para ser aprovada a reeleição, em 1996.”

Aécio afirmara no sábado: “A cada dia que passa, por cada Estado ou região pela qual ando, eu percebo que há não apenas mais uma brisa, mas uma ventania por mudanças. Um tsunami que vai varrer do governo federal aqueles que lá não têm se mostrado dignos e capazes de atender às demandas da população brasileira.”

Lula devolveu: “Vocês viram que ontem, na convenção do PSDB, eles repetiram, em 2014, aquilo que o [Jorge] Bornhausen tinha falado em 2005, quando começou o processo da CPI do mensalão: ‘nós precisamos acabar com essa raça’, dizia o Bornhausen. E nós acabamos com aquele PFL do seu Bornhausen.”

Evocando a crise hídrica que atormenta o governo tucano de Geraldo Alckmin, Lula acrescentou: “Agora, o candidato deles […] diz que vai ter um tsunami que vai varrer o PT do Brasil. Ora, por que eles não colocam o tsunami pra trazer água de volta pro Sistema Cantareira, que seria muito mais fácil e estaria ao alcance deles?”

Suprema ironia: ex-senador pelo PFL de Santa Catarina, Bornhausen comandou a troca do nome da legenda para DEM e, posteriormente, deixou os seus quadros na caravana liderada por Gilberto Kassab. Fundaram o PSD, um partido que, hoje, apoia a reeleição de Dilma. Lula abençoou a união. Borhausen preferiu associar-se ao prjeto presidencial de Eduardo Campos. Seu filho, Paulo Bornhausen, preside o diretório catarinense do PSB.

Lula afirmou que o PT não pode ficar calado diante das acusações de corrupção. Disse que, nessa matéria, seu governo foi bem diferente do de FHC, algo de que “cada petista deveria ter orgulho”. No dizer de Lula, “a diferença é que nós tiramos o tapete da sala. E eles jogavam tudo pra debaixo do tapete.”

“A gente resolveu dizer o seguinte: só tem um jeito de as pessoas não serem punidas. É as pessoas não serem corruptas. Isso vale para os corruptos e para o corruptor. E fomos nós que fizemos isso. Cada decreto, cada lei. Pergunte para o diretor da Polícia Federal”.

Para saber o que pensa a Polícia Federal, o melhor é conversar com os agentes, não com o diretor, como sugere Lula. Quem ouve a turma de baixo percebe que é grande a irritação com o discurso de Lula e do PT segundo o qual o mensalão foi uma farsa.

Quem reuniu as provas da fábula que levou a cúpula do PT às celas da Papuda foi o pessoal da PF. Quem denunciou e atestou a higidez dos achados foram os procuradores-gerais da República indicados por Lula e Dilma. Quem condenou foi um STF majoritariamente composto de ministros indicados na Era petista. O relator Joaquim Barbosa, por exemplo, nasceu da caneta de Lula.

Abespinhado com o xingamento que a torcida do Itaquerão dirigiu a Dilma no jogo do Brasil contra a Croácia, Lula sugeriu aos deputados federais do PT que façam “um requerimento ao presidente do TCU, para que ele diga se tem corrupção ou não na Copa do Mundo”. Esclareceu que há no tribunal de contas “um ministro designado só para cuidar da corrupção” nas obras da Copa.

Sem mencionar o nome do ministro, Lula declarou: “Até agora, esse ministro não se pronunciou. Eu trouxe ele para uma conversar comigo. Ele falou que não tem [corrupção]. Eu falei: se não tem, por que não fala? ‘Ah, porque não é meu papel. Meu papel é só acusar’.”

Lula entoou na convenção de Padilha o mesmo discurso bélico que despejara sobre o microfone, na noite de sexta-feira, num ato do PT pernambucano, em Recife. Voltou a utilizar a hostilidade dos torcedores a Dilma como suposta evidência de que a oposição recorre ao “ódio” como arma eleitoral contra o PT.

“Eles estão querendo fazer conosco o que já fizeram com Getúlio [Vargas], até levá-lo à morte”, exagerou Lula. “Querem fazer o que já fizeram com Juscelino [Kubitschek], que agora é todo bonitão pra eles. Mas eles diziam naquela época: Juscelino não pode ser candidato, se for não pode ganhar e se ganhar não pode governar.”

Lula prosseguiu: “Depois, eles tiraram o João Goulart. E tentaram me tirar, em 2005. Mas eu disse pra eles: se quiserem me tirar, vão ter que debater na rua, pra vocês conhecerem o que é o povo brasileiro de verdade.”

Nesse ritmo, até o dia da eleição Lula ainda vai responsabilizar o tucanato pelas bombas despejadas sobre Hiroshima e Nagasaki. Na definição do padrinho de Dilma, “tucano não é coisa boa. Ninguém tem aquele bico grande à toa.”

E aí, Rio de Janeiro? E aí, Maracanã?

BOA TARDE, BUENOS AIRES! BOA TARDE, BRASIL!

(Vitor Hugo Soares)

jun
15
Posted on 15-06-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-06-2014


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Sid, hoje, no portal de humor A Charge Online


Aécio: festa tucana em São Paulo

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DEU EM O GLOBO

Ao final de um ano de intensas articulações para vencer a resistência da ala tucana paulista à sua candidatura, o mineiro Aécio Neves foi oficializado ontem como o candidato a presidente da República na convenção nacional do partido por 99% dos 471 delegados — houve apenas um voto nulo e três brancos. Numa superprodução em São Paulo que misturou momentos mais emocionais, resgate do governo Fernando Henrique Cardoso e muitas críticas à gestão do PT e da presidente Dilma Rousseff, Aécio, o ex-governador José Serra e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, capricharam nos gestos para mostrar que, em nome da disputa e do projeto de derrotar o PT, as feridas antigas estão curadas entre “serristas“ e “aecistas“, tendo Fernando Henrique como avalista dessa união. Muito aplaudido e prestigiado, coube ao próprio Serra dizer que é hora de todos se unirem para arregaçar as mangas e enfrentar a batalha, que será dura.

Em um dos pronunciamentos mais aguardados, Fernando Henrique afirmou que o país está cansado de “empulhação” e fez um chamamento ao PSDB para que se aproxime do povo.

— As urnas clamam, querem mudança. Elas cansaram de empulhação, corrupção, mentira e distanciamento entre o governo e o povo. Nós temos que ouvir o povo, estar mais próximos do povo. Ganhar a confiança do povo. A caminhada do Aécio será essa — afirmou o tucano, que usou palavras fortes para se referir aos integrantes do PT, como “ladrões” e “farsantes”.

Não foi por acaso que Aécio chegou à festa tucana de mãos dadas com o ex-presidente. O senador está convencido de que não repetirá o erro de campanhas passadas do PSDB, que esconderam FH e a gestão dele na Presidência. Numa volta ao passado, Aécio recordou a trajetória política do avô Tancredo Neves e do ex-presidente Juscelino Kubitschek, para referir-se à própria candidatura como o “reencontro com a decência”:

— Se o presidente Juscelino permitiu 60 anos atrás o reencontro do Brasil com o desenvolvimento e a modernidade, coube a Tancredo, 30 anos depois, permitir que a gente se reencontrasse com a democracia e a liberdade. Outros 30 anos se passaram, e vamos conduzir o Brasil ao reencontro com a decência.

Aécio fala em ‘Ventania por mudanças’

Pouco antes, Aécio, ao se dizer confiante e preparado para fazer as mudanças de que o país precisa, afirmara acreditar que as urnas vão “varrer” o PT do governo federal.

— A cada dia que passa, em cada região por onde ando, percebo não só uma brisa, mas uma ventania por mudanças. Um tsunami que vai varrer do governo federal aqueles que lá não têm se mostrado dignos e capazes de atender às demandas da população brasileira — disse.

Aécio, Serra e Alckmin fizeram questão de explicitar e mostrar a afinação entre eles. Aécio elogiou as conquistas de Serra no Ministério da Saúde. O paulista, por sua vez, fez uma defesa clara em seu discurso da unidade partidária em torno da candidatura do senador.

— Nós não podemos declinar da responsabilidade de comparecer unidos para esta batalha, que, acreditem, não é contra ninguém, mas é a favor do país — afirmou Serra.

Quando o ex-governador terminou seu pronunciamento, Aécio se levantou e foi ao seu encontro para lhe dar um abraço e posar para fotos. Outro sinal de que Serra está integrado e terá papel importante na campanha é que Aécio participou, na véspera da convenção, de um jantar na casa do “serrista“ Andrea Matarazzo. Na reunião, traçaram a estratégia dos próximos passos da campanha e, na mesma noite, a foto do jantar foi postada por Aécio nas redes sociais.

No jantar, Serra deu sugestões e fez uma análise sobre a equação que diz ser fundamental para derrotar o governo petista e, considera, precisa ser explorada: a perda do poder aquisitivo da população com a volta da inflação. Presente ao jantar, o líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), disse que Serra estava bem à vontade. Ao final da convenção, ele afirmou que sua decisão sobre candidatura à Câmara ou ao Senado dependerá das alianças de Alckmin.

O próximo passo da campanha de Aécio é definir o seu vice, até o dia 30 de junho. Tudo indica que vencerá mesmo a dobradinha café com leite, Aécio e o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Como principal articulador da candidatura de Aécio, Fernando Henrique deu a linha do discurso que deverá ser repetido à exaustão pela campanha tucana. Ele começou com um tema que já custou muito caro ao PSDB em eleições passadas: privatizações.

— O povo quer respeito e consideração. O povo cansou de comiseração. Quantas vezes ouvi que eu queria privatizar a Petrobras. Mentira. Eles sabem que é mentira. Nós queríamos transformar a Petrobras de uma repartição pública numa empresa dos brasileiros. O que eles fizeram? Nós queremos de novo que as estatais sejam em benefício do povo.

Depois, disse que Aécio é “um líder jovem” para sentir “de perto o pulsar das ruas e se dedicar de corpo e alma ao povo”.

Antecipando-se aos ataques do adversário, o candidato tucano dedicou parte do discurso a defender o legado do PSDB na área social. Na economia, o tema preferencial foi a ameaça de retorno da inflação.

— Quem foi contra o Plano Real é quem hoje permite a volta da inflação — disse.

Para representar os partidos aliados de Aécio na convenção, discursaram o deputado Paulo Pereira da Silva (SD) e o senador José Agripino Maia (DEM). Paulinho acusou o governo do PT de “roubar desde lá de cima até embaixo”. E afirmou que a presidente Dilma Rousseff teria sido vaiada durante a abertura da Copa em São Paulo, na última quinta-feira, por ter mentido em pronunciamento de TV exibido na véspera do jogo.

O senador José Agripino lembrou ter conhecido Aécio Neves quando ele ainda era secretário do avô Tancredo e disse que sentia na convenção “cheiro de vitória”:

— Aécio tem a coragem politica e cívica para fazer o que precisa ser feito. Se fez em Minas, vai fazer pelo Brasil.

Família esteve presente

Aécio levou para o ato de oficialização de sua candidatura a filha Gabriela Neves e a mãe, Inês Maria, filha de Tancredo. A mulher do tucano, Letícia Weber, está hospitalizada em clínica do Rio de Janeiro, onde deu à luz filhos gêmeos do senador, que nasceram prematuramente.

Ao lembrar da família, ainda no início de seu pronunciamento, Aécio se emocionou.

— Um beijo à distância, minha esposa e meus filhos, recém-nascidos, que se recuperam bem, graças a Deus, e haverão de crescer num país mais justo, mais solidário e mais generoso — disse Aécio, com a voz embargada e os olhos cheios de lágrimas mostrados pelo telão.


Fanny: a paixão de Balotelli em Manaus

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O atacante Mario Balotelli contou com o apoio de uma torcedora especial em Manaus neste sábado, durante a vitória da Itália sobre a Inglaterra por 2 a 1. Trata-se da sua noiva, a modelo belga Fanny Neguesha, que chegou a ganhar uma homenagem do jogador.

Ao marcar o segundo gol da Itália no jogo, que desempatou o placar e acabou decretando a vitória do seu país, Balotelli mandou beijos em direção à noiva na Arena da Amazônia.

O clima de amor do casal anda muito forte recentemente. No dia 9, quando já estava no Rio de Janeiro concentrado com a seleção italiana, Balotelli pediu Fanny Neguesha em casamento. Ela aceitou, para alegria do atacante, que escreveu em sua conta no Instagram: “Ela disse ‘sim’. O ‘sim’ mais imporante da minha vida. Esse é o lugar em que fiz o pedido! Eu te amo e feliz aniversário também. Te amo, minha mulher.”


BOM DOMINGO!!!


Drogba: heroi africano em Pernambuco

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Existem algumas leis não escritas em um jogo de futebol e uma delas é bem explícita: não se maltrata o craque do time. O técnico francês Sabi Lamouchi, que comanda a Costa do Marfim, arriscou-se a cometer esse pecado imperdoável justamente em sua estreia na Copa do Mundo, neste sábado, diante do Japão, em Recife. Ao deixar o atacante Didier Drogba no banco de reservas no primeiro tempo, viu os japoneses saírem na frente. Na etapa final, resolveu consertar a bobagem, e com o craque em campo, os africanos viraram e venceram por 2 a 1.

Supreendentemente, os primeiros movimentos do jogo indicavam que o talento do atacante do Galatasary não iria fazer falta. Nos primeiros 14 minutos, a Costa do Marfim mandou no jogo, praticamente não deixando o Japão passar do meio-campo.

Mas dois minutos depois, o domÍnio africano caiu por terra. Após uma linda jogada individual, o atacante Honda, até então apagadíssimo, deixou Yaya Touré para trás e soltou uma bomba, sem chance de defesa para o goleiro Barry. O gol quase levou a equipe africana ao nocaute, pois escapou de pelo menos duas chances periogosas dos japoneses ampliarem o marcador, graças a duas jogadas de cruzamento procurando sempre o artilheiro Honda.

Na metade final do primeiro tempo, a Costa do Marfim voltou a equilibrar as ações. Em parte pelo maior volume de jogo – 59% de posse de bola para os africanos, contra 41% dos asiáticos -, porém a falta de uma maior qualidade individual acabava brecando as chances de empate. Gervinho e Kalou desperdiçavam boas oportunidades de igualar o placar, para alívio da seleção japonesa.

O craque muda o jogo

Conhecido por seu uma equipe que tradicionalmente acelera o jogo, o Japão começou o segundo tempo optando por segurar o ímpeto da Costa do Marfim, com muita troca de passes e cautela na marcação. Só que o antídoto veio do outro banco de reservas. Aos 16 minutos da etapa final, Lamouchi resolveu arrumar o erro inicial e colocou em campo Drogba.

Literalmente, o veterano atacante botou fogo no jogo. Ao menos emocionalmente, ele trouxe confiança ao time africano. Em sua primeira arracanda, já provocou um cartão amarelo em Morishige. E talvez inspirados no grande ídolo, Costa do Marfim resolveu jogar. E em somente dois minuto, virou o placar.

Os dois gols saíram de cruzamentos que nasceram nos pés do lateral-direito Aurie. O primeiro com Bony, aos 18 minutos, enquanto Gervinho cravou a virara, aos 20, com imensa colaboração do goleiro japonês Kawashima.

Com a vantagem no marcador, os africanos começaram a controlar o jogo, aproveitando que o Japão abriu sua marcação e partiu desesperado em busca do emapte. Com o contra-ataque à disposição, Gervinho e Drogba começaram a criar várias oportunidades perigosas.

Nos minutos finais, com o campo da Arena Pernambuco castigado pela chuva, a Costa do Marfim, sempre sob a batuta do experiente Drogba, procurou gastar o tempo, para não correr o risco de amargar um injusto empate. Lamouchi, por fim, respirou aliviado, e diante desta importante vitória de 2 a 1, pensará duas vezes para colocar um craque como Didier Droigba no banco de reservas.

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