Valdívia faz e festeja segundo gol do Chile

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Se não fosse o abafado calor de 29 graus que fazia na Arena Pantanal às 18 horas de Cuiabá (19h de Brasília), qualquer desavisado poderia dizer que o Chile estava entrando em campo em pleno Estádio Nacional de Santiago. Afinal, os 40 mil lugares eram ocupados praticamente apenas por torcedores chilenos. E a equipe sul-americana começou empolgando, fazendo 2 a 0 na Austrália, na estreia das duas equipes pelo Grupo B da Copa do Mundo, em somente 14 minutos.

O que os chilenos não contavam é que os australianos não estivessem dispostos a fazer o papel de meros coadjuvantes. Com disposição e bravura, a Austrália descontou ainda no primeiro tempo e passou a etapa final pressionado em busca do empate. Um gol nos acréscimos decretou a vitória do Chile por 3 a 1

Força das arquibancadas

O hino cantado à capela, a exemplo do que ocorrera na abertura da Copa do Mundo pela torcida brasileira na parece ter dado um ânimo extra aos chilenos. Após 10 minutos de algum equilíbrio, com os australianos conseguindo travar as ações ofensivas dos chilenos, os comandados de Jorge Sampaoli começaram seu show, apostando no talento de seus astros. Foi assim que aos 12 minutos Alexis aproveitou uma ótima jogada individual de Aránguiz, e após um toque de cabeça, fez o primeiro gol chileno com Alexis Sanchez.

Dois minutos depois, um gol que teve um sabor especial para a torcida do Palmeiras: após deixar para trás a marcação da zaga australiana, o meia Valdivia fez um belo arremate de fora da área e fez 2 a 0, para delírio de Sampaoli, que saiu comemorando como se fosse ele o autor do gol.

Relaxamento perigoso

O calor de 29° graus em plana noite de Cuiabá cobrou seu preço pelo ritmo intenso que os chilenos empregavam. O time sul-americano começou a tocar mais a bola, terntando poupar energia, e procurando sempre dar um passe a mais ao invés de bater diretamente para o gol.

A Austrália, que foi a primeira seleção a chegar ao Brasil, fazendo sua preparação na igualmente quente Vitória (ES), não se desesperava com a desvantagem no placar. Conforme havia prometido antes de chegar ao Brasil, o técnico Ange Postercoglu prometia uma seleção que faria os australianos voltarem a se orgulhar de sua seleção. E aos 35 minutos, após uma bola recuperada e cruzada para a área, Cahil ganhou no alto de Medel e fez de cabeça o primeiro gol da Austrália no Mundial.

Canguru ousado

Os “Socceroos”, como os jogadores australianos são chamados em seu país, voltaram animados para a etapa final. E sem medo começaram a ameaçar nos contra-ataques. Em um deles, Cahil chegou a marcar o gol, anulado corretamente por causa de um impedimento. No outro, aos 11 minutos, o volante Bresciano entrou livre na área e só não marcou por causa de uma defesa monstruosa de Bravo.

Enquanto os chilenos buscavam uma forma de ampliar a vantagem e espantar a zebra, os ousados australianos continuavam pressioando, esbarrando na falta de maior habilidade de seus atacantes e no bom posicionamento dos zagueiros chilenos. Quando o jogo caminhava para o final, já nos acréscimos, o meia Beausejour aproveitou um rebote do goleiro australiano Ryan e num chute forte decretou o placar final da vitória chilena por 3 a 1.

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