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BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


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DEU NO UOL/FOLHA

Daniel Neves

O ex-atacante Fernandão, ídolo do Internacional, morreu em um acidente de helicóptero na madrugada deste sábado, aos 36 anos. A tragédia ocorreu por volta de 1h (horário de Brasília) na região de Aruanã, interior de Goiás. O ex-jogador havia ido com amigos a um acampamento localizado em uma das praias do rio Araguaia e tomou a aeronave para retornar a Goiânia.

“Estou acordado desde às 5h da manhã, quando me ligaram. Ele estava com mais quatro pessoas, uma delas um vereador lá de Goiás. Nenhum deles sobreviveu”, confirmou o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, ao UOL Esporte.

O vereador que estava com o atacante era Edmilson de Sousa Lemes (PSDB), do município de Palmeiras de Goiás. De acordo com Ronaldo Pereira Soares, tenente-coronel da Polícia Militar de Goiás, Fernandão foi a única das vítimas do acidente que ainda foi retirada com vida dos destroços do helicóptero. O atacante chegou a ser levado a um hospital da região, mas chegou morto ao local. Técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) são esperados no local para fazer a perícia no helicóptero e determinar as causas do acidente.

Fernandão é considerado um dos maiores ídolos da história do Internacional. Foi o capitão do clube na conquista da Libertadores e do Mundial de clubes de 2006, este último com uma vitória histórica sobre o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho. Ainda sagrou-se duas vezes campeão estadual (2005 e 2008) e ganhou a Recopa sul-americana (2007) pela equipe colorada.

“A gente fica muito triste. Estou aqui, chovendo, frio, vem um negócio desse e a gente fica muito abalado. Não tem o que falar. Eu estou muito emocionado, a gente se encontrou no Beira-Rio, sei lá, nem acredito num negócio desses. Era um cara legal, gente boa, nunca tive problema, foi capitão, ajudou a gente”, disse Adriano Gabiru, ex-companheiro de Fernandão e autor do gol do título no Mundial de 2006, à Rádio Gaúcha.

Idolatrado pelos torcedores do Inter, Fernandão participou da reinauguração do Beira-Rio em festa realizada em abril deste ano. Foi um dos mestres de cerimônia do evento e acabou homenageado junto a outros grandes nomes da história do clube, que emitiu nota oficial lamentando a morte do ex-jogador.

“O momento é de profundo pesar pela partida prematura do ídolo de 36 anos, mas o que fica são lembranças gloriosas de um atacante que honrou a camisa do Internacional com seu espírito de liderança, sendo um dos jogadores mais importantes dos 105 anos do Clube”, trouxe o comunicado do Inter.

O atacante ainda atuou por Goiás, São Paulo, Olympique de Marselha-FRA, Toulouse e Al-Gharafa antes de se aposentar, em 2011. Após pendurar as chuteiras, Fernandão ainda se arriscou como dirigente e técnico do Internacional, mas sem sucesso nas funções. Em maio deste ano, iniciou carreira como comentarista esportivo e seria um dos integrantes da equipe do Sportv na transmissão da Copa do Mundo. O ex-jogador deixa mulher e dois filhos.

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Educadora Irany Scofield
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A homenagem da senadora Lídice da Mata à educadora Irany Scofield, que morreu no último dia 29 de maio, aos 91 anos, em Caravelas, no Extremo sul da Bahia, comoveu familiares, admiradores e a sociedade caravelense, que tinham em D. Irany, como era chamada, uma referência cidadã.

Lídice, candidata ao governo da Bahia, pelo PSB, registrou votos de pesar pela morte da educadora, o que considerou “perda irreparável”. Professora, teatróloga, pianista e escritora, Irany era mineira de Teófilo Otoni, no Nordeste de Minas Gerais. No município de Caravelas dedicou-se ao ensino primário, tendo ministrado Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, por mais de meio século. Entre os seus ex-alunos mais ilustres está o promotor de Justiça Achiles de Jesus Siquara Filho, ex-chefe do Ministério Público da Bahia e ex-membro do Conselho Nacional do Ministério Público.

(Rosane Santana,jornalista, professora de Comunicação da UFBA, nascida em Caravelas, cidade histórica do extremo sul da Bahia)

CRÔNICA

Junho de Copa, de santos e de balões

Janio Ferreira Soares

Apesar de todos os esforços que o pessoal da Globo vem fazendo para o Brasil entrar no clima da Copa, o que se percebe, a apenas 5 dias do seu início, é que, definitivamente, algo mudou no país do futebol.

Além das poucas ruas enfeitadas, das raras bandeiras brasileiras estendidas nos parapeitos das janelas e do quase inaudível “pra frente Brasil” de agoniadas eras, o que se vê, até o momento, são os mais de 200 milhões de brasileiros num misto de torcida e prontidão, logicamente querendo que Neymar arrebente contra os gringos, mas, acima de tudo, desejando também um transporte público bacana que os leve pra casa a tempo de assistir os Simpsons na TV; que no dia seguinte seus filhos sigam em total segurança para excelentes escolas públicas de tempo integral; e, finalmente, quando o velho esôfago pedir arrego depois de tantos jogos regados a churrasco e cerveja, que neguinho seja atendido num belo hospital público, com a mesma presteza que a turma do Sírio Libanês dispensa a Lula, Dilma e FHC durante seus exames de rotina.

Mas enquanto esses desejos permanecem apenas no campo das hipóteses desse velho Brasil (onde as fofocas eletrônicas pululam, as políticas rasteiras campeiam e as propagandas imbecis imperam), uma silenciosa garoa me faz mudar o rumo da prosa e, mais uma vez, me vejo forçado a abrir o velho baú onde mora o resfolego da sanfona, para saudar os maneirismos que resistem nas trincheiras onde hibernam os junhos. E aí, meus amigos e minhas amigas (dá-lhe, Saldanha!), quando eles acordam e se instalam, como esse que hoje completa sua primeira semana de vida, o sertão deixa de ser aquele eterno campo-santo coberto de ossadas sem lápides, para se transformar num delicioso prato de canjica salpicada pela canela da felicidade.

Mês regido pelos simpáticos Antônio, João e Pedro, santos festeiros por natureza, junho encurta os dias e alonga as noites; faz chover de mansinho; provoca ajuntamentos de pés sob lençóis de lã; deixa a caatinga mais verde do que aquele que veste a poesia de Leminski; e provoca em mim aquela sensação de estar sendo repetitivo (quem nunca, que atire a primeira redundância), fato que me obriga a conferir velhos artigos, atualmente convivendo com um monte de tralhas e boletos que a gente vai guardando em caixas e sacos plásticos, provavelmente temendo que a Coelba cobre de novo aquela conta de energia de maio de 1973 – paga no Baneb -, ou que o Ricardo enlouqueça de vez e coloque seu nome no SPC pelo não pagamento de uma das 24 prestações daquela TV de plasma comprada para assistir a Copa de 2010, cujo carnê só foi quitado totalmente no mês da abertura das Olimpíadas de 2012.

E, entre convites de aniversários que não fui, livros de Paulo Coelho que não li e cartas de amor que eu não mandei, encontrei, sim, alguns artigos que falam da minha emoção de sentir o cheiro dos filhos ausentes na trezena de Santo Antônio da Glória; de ver Gil cantando “… olhando pra Paulo Afonso eu louvo os nossos engenheiros…”, num entardecer de junho de 2007, calmamente sentado nas pedras do cânion do Rio São Francisco; dos pequenos fragmentos de luz dos balões passando por cima das cumeeiras das casas dos povoados daqui; das inúteis rezas pra Irmã Dulce amarrar os pés de Maradona…

Enfim, como diria o meu xará da vassoura, me vejo na obrigação de dizer-lhe que, de alguma forma, sou um plagiador de mim mesmo e, provavelmente, sê-lo-ei de novo, todas as vezes que as cores, os cheiros e as garoas de junho tornarem a bater no vidro da janela do meu quarto de dormir.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura e Turismo de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco, bem no portal de entrada do Raso da Catarina..

jun
07
Posted on 07-06-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-06-2014


Sid, hoje, no portal de humor A Charge Online

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ARTIGO DA SEMANA

DILMA-MERKEL: O ENCONTRO CANCELADO

Vitor Hugo Soares

Foi cancelada pelo Palácio do Planalto, no começo da semana, a visita que a presidente da República, Dilma Rousseff faria a Salvador, no começo da segunda quinzena deste mês, para recepcionar a colega Ângela Merkel e assistir junto com a chanceler alemã o jogo Alemanha x Portugal, na Fonte Nova, na primeira fase da disputa da Copa do Mundo no Brasil.

O convite especial para a vinda de Merkel à Bahia fora feito, pessoalmente, pela presidente brasileira, e aceito de pronto pela primeira-ministra alemã. O cancelamento da vinda de Dilma para o evento esportivo, sem maiores explicações, foi confirmado pelo governador Jaques Wagner, indicado pelo Planalto para “cicerone” de Merkel (a expressão é da coluna política Raio Laser, da Tribuna da Bahia) em sua estada baiana.

Foi confirmada, porém, a presença da presidente da República em Salvador, uma semana antes do encontro cancelado para o jogo na Fonte Nova. Ela vem para o “comício eleitoral com vestimentas de ato administrativo”, que marcará o primeiro teste de “operação assistida” do Metrô de Salvador. Obra que se arrasta há 12 anos, consumiu mais de R$ 1 bilhão, atravessou várias campanhas eleitorais e agora, com a Copa e outra campanha nas ruas, terá teste festivo dos primeiros sete quilômetros de trilhos.

Amaldiçoado seja quem pensar mal dessas coisas, diriam os franceses.

No ranking mais recente das mulheres mais poderosas do mundo, da revista Forbes, a chanceler da Alemanha, Ângela Merkel, é a primeira colocada. Segue assim no lugar mais elevado do pódio das mandatárias do gênero no planeta, posto que ela mantém já há um bom tempo, com pequenas e breves oscilações. Sem favor nenhum, a primeira-ministra tem feito por merecer o destaque: por menos que se goste do seu jeito de liderar, de dizer ou fazer as coisas na política e administração de seu país, ou no conflagrado ambiente da União Europeia (UE), cada dia mais tenso e explosivo.

Mais abaixo, mas não tanto, está a presidente da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff. A brasileira ocupa o quarto lugar na lista atual das mulheres de poder e mando em escala planetária. Internamente, porém, atravessa situação bem diferente da colega alemã. Merkel, não faz muito tempo, saiu vitoriosa das urnas e segue recebendo aprovação e elogios quase gerais no front interno, política e administrativamente falando. Tem ainda o acatamento dos maiorais da UE, externamente.

Dilma derrapa. Sem muita eficiência e sucesso até aqui (a julgar pelos resultados concretos das recentes pesquisas de avaliação pessoal e de seu governo, além dos rumores cavernosos que de vez em quando vazam ao sigilo das portas fechadas das salas de reuniões no Palácio do Planalto). Tenta segurar o leme como pode e suas forças, em maré vazante, permitem.

Os solavancos políticos, financeiros e administrativos balançam a nau chamada Brasil, que ela tenta conduzir em mar turbulento e coalhado de tubarões, que parece ficar mais bravo e agitado à medida em que junho avança e se aproxima a abertura da Copa do Mundo. O evento que atrai os olhos do mundo e que os donos do poder brigaram para sediar por estas bandas de baixo da linha do Equador, em ano de eleições quase gerais. Incluindo a sucessão presidencial, em cuja campanha para manter-se no cargo a atual ocupante do Palácio do Planalto está metida até os dentes.

É isso, ao que tudo indica, que está na origem da decisão de cancelar a visita da presidente à Bahia, para recepcionar e assistir, ao lado de Ângela Merkel, a partida entre Alemanha x Portugal, na Fonte Nova, dia 16 de junho, um clássico do futebol que promete estremecer a primeira fase da Copa do Mundo no Brasil.

O encontro na capital baiana das poderosas Dilma e Merkel era cantado e aguardado como instigante atração, à parte, para olhos mundiais, atentos ao grande jogo (o português Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, também estará no estádio baiano), principalmente de alemães, portugueses, gregos e baianos que vão encher a Fonte Nova na data do confronto

Dilma “fez forfait”, como assinalou o jornalista Luis Augusto Gomes. Optou pela festa eleitoral do “teste do metrô”, programada pelo governador Jaques Wagner para o dia 11, para tentar dar um empurrão na campanha do candidato petista à sua sucessão, Rui Costa, que segue empacado no terceiro lugar nas pesquisas, com escassos 9 pontos percentuais. Atrás de Paulo Souto (DEM) com 40% e Lídice da Mata (PSB) com 11%.

No jogo Alemanha e Portugal o anfitrião de Ângela Merkel será o petista Wagner, por escolha de Dilma. “Não temo vaias”, disse o governador da Bahia, que não é candidato a nada nestas eleições de 2014. A Fonte é de Merkel.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!

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