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A presidente Dilma Rousseff desistiu de assistir à partida da Copa na Bahia, como havia sido amplamente anunciado. Quem funcionará agora como cicerone da primeira ministra Angela Merkel, no jogo com a Alemanha, será o governador Jaques Wagner, que já anunciou que assistirá a todos os jogos em Salvador, indo para a Arena Fonte Nova. Wagner não acredita que haverá protestos fortes na Copa contra os políticos. Pelo contrário, acredita que o momento será de congraçamento e que a população baiana saberá mostrar o que o Estado tem de melhor durante o período da festa esportiva, aproveitando a oportunidade para convencer turistas a visitarem cada vez mais a Bahia.

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Comentários

luís augusto on 4 junho, 2014 at 23:11 #

Caro Vítor, noto sempre no BP que as matérias políticas, das mais variadas naturezas, não suscitam tantos comentários como as musicais, literárias, amorosas (por exemplo, o enlace de Cláudio, que suponho ser o Leal, e Let, com perdão da intimidade), de trânsito, de vida, enfim, qualquer uma.

Talvez isso reflita um pouco certo (certo?) desencanto que tenhamos com a atividade, embora seja, desgraçadamente, a de que mais necessitamos para que o planeta, o continente, o país, o estado, a cidade e até o nosso bairro sigam em frente.

Mas ao ler esta, do “forfait” de Dilma, fico a pensar no que poderia ter determinado tal cancelamento sem uma explicação, pelo menos segundo o texto acima – e vou tentar ser o primeiro no comentário, embora tanto pretenda dizer que não sei se serei ultrapassado por outro colega leitor, porque a notícia instiga.

Do ponto de vista institucional, quero saber o que teria feito a presidente desistir de receber a mulher mais poderosa do mundo (esta, sim), em evento tão festivo, curtir as delícias do poder e do prestígio, que para ela devem ser um doce encanto de, com todo respeito, aprendiz, neófita, iniciante, até intrusa, paraquedista de uma realidade que, seguramente, uns poucos anos atrás, seria, até para ela, inimaginável. (De quebra, poderia bater um papo em português com um Durão Barroso desses, já que a partida é Alemanha x Portugal).

A matéria vem acrescida da informação de que Jaques Wagner, o cicerone-tampão, “não acredita que haverá protestos fortes na Copa contra os políticos” (ou seja, ele e ela), e aí nós, velhos jornalistas, temos que fixar a diferença: foi uma resposta a alguma provocação de repórter, no que deveria ser contextualizada pelo órgão que originalmente a publicou, ou uma declaração espontânea, gratuita, o que revelaria um ato falho?

Antes do resto da Bahia, Salvador, inicialmente, como diria locutor esportivo das antigas, foi reduto petista inexpugnável, onde Lula e Dilma tiveram votações consagradoras. Ocorre que a presidente tem andado tomando vaias, das minúsculas às volumosas, em cantos diversos do Brasil, e teria mesmo cancelado discursos em “arenas” na abertura e na final da Copa.

Em 2012, nesta cidade que cambaleou, mas nunca perdeu a consciência, nem na ditadura ou sob o carlismo, a presidente disse algumas bobagens em comício na campanha eleitoral e o resultado todos nós sabemos. Aquilo traumatiza.

Somando tudo isso, não é de duvidar que ela tenha medido as consequências de um desastre soteropolitano altamente prejudicial ao projeto de reeleição, preferindo, para usar linguagem bem comum, entregar seus falsos brilhantes para não perder os dedos, quem sabe a mão, o braço, o pescoço.

Abraço, e desculpe minhas eternas brincadeiras.


vitor on 5 junho, 2014 at 0:43 #

Nada a desculpar, tudo a aplaudir, incluindo as brincadeiras.

Argucia, brilho e inteligencia critica de sempre . Gostaria de publicar no espaço principal do BP. Posso?

Um esclarecimento: O Claudio, da nota de casamento, não é o Leal, o jornalista brilhante, que anda cumprindo pautas em Paris. é outro.

E a Leticia é minha sobrinha, publicitaria e colaboradora do BP.

No mais, vc tem carradas de razão
Grande abraço
Vitor Hugo


luís augusto on 5 junho, 2014 at 11:51 #

O aproveitamento no BP será uma honra.


Graça Azevedo on 6 junho, 2014 at 11:20 #

Desencanto é pouco. É tristeza profunda daquelas que só os boleristas, de preferência em “habla hispanica” são capazes de traduzir.


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