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DEU NO G1

O ex-vice-governador do Distrito Federal Paulo Octavio (PP) foi preso por volta das 21h desta segunda-feira (2) em Brasília por desrespeito à ordem jurídica. O político estava num dos hotéis dele, localizado no centro da capital federal.

O ex-vice-governador é suspeito de participação num suposto esquema de corrupção de agentes públicos para a concessão de alvarás. A liberação dos documentos envolve, segundo as investigações, empreendimentos imobiliários no DF. A investigação, iniciada em 2011, resultou na prisão temporária do administrador de Águas Claras, Carlos Sidney de Oliveira.

De Paris, o advogado do ex-vice-governador, Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, disse ao G1 ter sido informado da prisão, mas afirmou que também não sabia o motivo. O advogado disse que funcionários do escritório dele em Brasília estavam indo para a Deco às 22h30 para tomar conhecimento do caso.

O político e empresário foi levado para a carceragem da Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado (Deco), localizada no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA).
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O Ministério Público denunciou 10 pessoas por suspeita de participação no esquema de liberação de alvarás, incluindo Paulo Octavio. Entre as obras investigadas pelo MP está um shopping do ex-vice-governador em Taguatinga.

Paulo Octavio responde, ao todo, a sete ações na Justiça pelos crimes de organização criminosa, falsidade ideológica e corrupção ativa e passiva.

Paulo Octavio também é réu no mensalão do DEM – suposto esquema de pagamento de propina que envolveu o ex-governador José Roberto Arruda (PR), deputados distritais, empresários e membros do Ministério Público.

O escândalo acabou levando à renúncia de Arruda e depois a de Paulo Octavio do governo do Distrito Federal. De acordo com o Ministério Público Federal, os desvios de verbas públicas chegaram a R$ 110 milhões. Em uma das denúncias, desmembradas em 17 ações, o MP pede a devolução de R$ 739,5 milhões, corrigidos e com multas, aos cofres públicos.

RenúnciaPaulo Octavio governou o Distrito Federal em fevereiro de 2011. Foram doze dias no cargo, em substituição ao então governador José Roberto Arruda (PR), que renunciou por causa do escândalo do mensalão do DEM. Na época, Paulo Octavio renunciou ao cargo, alegando ingovernabilidade. Ele também foi deputado e senador pelo Distrito Federal.

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