DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)

Após a morte de um técnico coreano, os operários do metrô de Salvador paralisam as atividades enquanto aguardam o resultado de uma vistoria no local de acidente. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada da Bahia (Sintepav), Adalberto Galvão, os trabalhadores estão reunidos no canteiro de obras do Retiro para cobrar um posicionamento da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), empresa responsável pela obra, além de exigir mais segurança para a categoria.

“Lamentavelmente, tão grave quanto foi o acidente foi o posicionamento da CCR”, disse o presidente do Sintepac. “Nós esperávamos toda uma postura de transparência com a empresa, algo que não aconteceu. A própria polícia teve de enfrentar os guardas armados da concessionária para conseguir entrar no local do acidente”, acusa.

O incidente aconteceu no final da tarde da quinta-feira (29). Um homem identificado como Kim Jong Pyo, técnico especializado da CCR, morreu após ser eletrocutado. Esta foi a primeira morte registrada nas obras do metrô de Salvador. A assessoria da CCR disse que irá investigar as causas do acidente.

Em nota divulgada no fim da noite, a concessionária informou que Kim Jong recebeu auxílio imediato por parte de socorristas da equipe antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.

Segundo o Sintepav, a vítima era um funcionário vinculado a uma empresa que está desenvolvendo o pré-teste dos trens do metrô. “Os operários da obra contaram que ele [Kim Jong] morreu depois de descer para acessar a casa onde ficavam as baterias depois que os trens foram desergenizados”, relata Adalberto Galvão. “No entanto, ainda havia um resíduo de energia no local, e ele foi eletrocutado”.

Uma auditoria realizada pela Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE) deve acontecer no local do acidente, nesta sexta-feira (29). O Sintepav acusado a CCR de se negar a prestar informações do acidente, e cobra um posicionamento da empresa.

O Correio24horas entrou em contato com a assessoria de comunicação da concessionária nesta sexta, que confirmou paralisação dos funcionários das obras do metrô, mas disse que as circunstâncias do acidente ainda estavam sendo investigadas. Sobre o comentário do presidente do Sintepav de que seguranças da empresa teriam barrado a entrada da polícia, a assessoria disse que iria verificar a acusação e se posicionar sobre o caso ainda hoje.

A previsão é de que o metrô comece a funcionar a partir do dia 11 de junho em operação assistida, com linha expressa saindo da estação Acesso Norte, nas proximidades da Rótula do Abacaxi, chegando à estação do Campo da Pólvora. Segundo o Governo do Estado, o equipamento será utilizado para transportar torcedores que estejam portando ingressos em dias de jogos na Arena Fonte Nova.

Segurança

Neste mês de maio, as obras do metrô no canteiro do Retiro foram suspensas por determinação da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE). Cerca de 300 operários da CCR ficaram proibidos de trabalhar. A assessoria da CCR informou que o problema foi solucionado e que os operários voltaram a trabalhar rapidamente.

“O motivo foi a falta de medidas coletivas de segurança”, explicou o chefe do Setor de Segurança e Saúde do Trabalhador da SRTE, Flávio Nunes. Segundo ele, falta de suporte para os cintos de segurança e o uso de apenas uma corda de sustentação foram algumas das irregularidades encontradas. Cerca de 2 mil operários trabalham no local.

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