O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia abriu inquérito nessa sexta-feira (30) para apurar o acidente de trabalho que resultou na morte do técnico Kim Jong Pyo, de nacionalidade coreana, nas obras do metrô de Salvador. Segundo informações não oficiais, a vítima teria sofrido um forte choque no fim da tarde de ontem na área de operações do metrô, onde não há obras, morrendo em seguida. Ele teria descida para a área de baterias, quando foi atingido pela carga.

A procuradora Carlene Guimarães, responsável pelas investigações no MPT, apurou que o técnico prestava serviços à Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), empresa responsável pela construção, por meio de outra empresa que faz os pré-testes do metrô. Ela informou que em contatos mantidos com os auditores do trabalho que estiveram no local foi informada da interdição da área de operações e que já solicitou o envio do relatório de inspeção para avaliar preliminarmente o caso, antes de intimar testemunhas.

No início do mês, em outra inspeção, auditores fiscais do trabalho flagraram uma série de irregularidades em outra área sob responsabilidade da CCR, que resultaram na interdição do canteiro de obras. A empresa informou que já havia regularizado a situação e reaberto o canteiro, onde trabalham cerca de cem operários. O acidente de ontem, no entanto, aconteceu fora do canteira, na área de operação do metrô, onde técnicos fazem testes preliminares para tentar pôr os trens em operação até o próximo dia 11, a tempo de serem usados para o acesso aos jogos da Copa do Mundo, na Arena Fonte Nova.

Como medida preventiva, os auditores fiscais interditaram a operacionalização do metrô, deixando marcada para segunda-feira (02/06), às 8h, próximo ao Acesso Norte, localizado na Rótula do Abacaxi, uma reunião com as equipes de manutenção e operação do metrô para dar continuidade à avaliação. Segundo o chefe do setor de Segurança e Saúde da SRTE-BA, Flávio Nunes, após as análises preliminares feitas no local, existem duas possibilidades que podem ter levado ao acidente: falha no equipamento operado pelo trabalhador ou nos procedimentos estabelecidos pela empresa.

(Informações da assessoria de imprensa do MPT- BA)

maio
30
Posted on 30-05-2014
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BOA TARDE!!!


Foto: Agência A Tarde
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DEU NA COLUNA TEMPO PRESENTE DO JORNAL A TARDE, EDIÇÃO DESTA SEXTA-FEIRA, 30, NAS BANCAS. VALE LER E GUARDAR (Vitor Hugo Soares, editor do BP)

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Surpresa, seu nome é Joaquim

Adilson Borges*

“Ele chegou ao seu limite. Não aguentava mais. Cansaço físico e consciência do dever cumprido. Duro e triste o dia de hoje. Mas sinto-o aliviado pela decisão”.

O desabafo é do chefe de gabinete da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), diplomata Sílvio Albuquerque Silva.

Em entrevista exclusiva à coluna Tempo Presente, ele se emocionou ao falar sobre o anúncio da aposentadoria apresentado, na quinta-feira, 29, pelo presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa.

“Havia ameaças de morte, com telefonemas para o gabinete e a casa dele, com frases covardes como: ‘Sua hora está chegando'”, relatou o diplomata, na tentativa de explicar o inesperado gesto do presidente do Judiciário brasileiro.

Foi inesperado, sim. Sobretudo porque o ministro podia ficar mais 10 anos no STF, já que a aposentadoria compulsória se dá aos 70. Mas Barbosa é, digamos, um especialista em surpresas – às vezes por ele causadas de forma involuntária.

Assim foi quando, indicado pelo ex-presidente Lula, tornou-se o primeiro negro a chegar à mais alta corte da Justiça do país.

Surpreendeu também o país, desta vez voluntariamente, em pelo menos dois episódios distintos:

1 – Quando conduziu o processo do mensalão, na qualidade de relator, sem fazer nenhuma concessão aos amigos e/ou companheiros de Lula.

2 – Quando resistiu aos fáceis apelos populares e não se filiou a partido para se candidatar a presidente da república nas eleições deste ano.

Mais do que isso – e aqui não se entra no mérito de algumas discutíveis decisões -, Barbosa fez quase um milagre: com ele no STF, a maioria da população voltou (ou começou?) a acreditar que a Justiça vale para todos.

*Colunista interino


DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação (redacao@correio24horas.com.br)

Após a morte de um técnico coreano, os operários do metrô de Salvador paralisam as atividades enquanto aguardam o resultado de uma vistoria no local de acidente. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada da Bahia (Sintepav), Adalberto Galvão, os trabalhadores estão reunidos no canteiro de obras do Retiro para cobrar um posicionamento da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), empresa responsável pela obra, além de exigir mais segurança para a categoria.

“Lamentavelmente, tão grave quanto foi o acidente foi o posicionamento da CCR”, disse o presidente do Sintepac. “Nós esperávamos toda uma postura de transparência com a empresa, algo que não aconteceu. A própria polícia teve de enfrentar os guardas armados da concessionária para conseguir entrar no local do acidente”, acusa.

O incidente aconteceu no final da tarde da quinta-feira (29). Um homem identificado como Kim Jong Pyo, técnico especializado da CCR, morreu após ser eletrocutado. Esta foi a primeira morte registrada nas obras do metrô de Salvador. A assessoria da CCR disse que irá investigar as causas do acidente.

Em nota divulgada no fim da noite, a concessionária informou que Kim Jong recebeu auxílio imediato por parte de socorristas da equipe antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.

Segundo o Sintepav, a vítima era um funcionário vinculado a uma empresa que está desenvolvendo o pré-teste dos trens do metrô. “Os operários da obra contaram que ele [Kim Jong] morreu depois de descer para acessar a casa onde ficavam as baterias depois que os trens foram desergenizados”, relata Adalberto Galvão. “No entanto, ainda havia um resíduo de energia no local, e ele foi eletrocutado”.

Uma auditoria realizada pela Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE) deve acontecer no local do acidente, nesta sexta-feira (29). O Sintepav acusado a CCR de se negar a prestar informações do acidente, e cobra um posicionamento da empresa.

O Correio24horas entrou em contato com a assessoria de comunicação da concessionária nesta sexta, que confirmou paralisação dos funcionários das obras do metrô, mas disse que as circunstâncias do acidente ainda estavam sendo investigadas. Sobre o comentário do presidente do Sintepav de que seguranças da empresa teriam barrado a entrada da polícia, a assessoria disse que iria verificar a acusação e se posicionar sobre o caso ainda hoje.

A previsão é de que o metrô comece a funcionar a partir do dia 11 de junho em operação assistida, com linha expressa saindo da estação Acesso Norte, nas proximidades da Rótula do Abacaxi, chegando à estação do Campo da Pólvora. Segundo o Governo do Estado, o equipamento será utilizado para transportar torcedores que estejam portando ingressos em dias de jogos na Arena Fonte Nova.

Segurança

Neste mês de maio, as obras do metrô no canteiro do Retiro foram suspensas por determinação da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE). Cerca de 300 operários da CCR ficaram proibidos de trabalhar. A assessoria da CCR informou que o problema foi solucionado e que os operários voltaram a trabalhar rapidamente.

“O motivo foi a falta de medidas coletivas de segurança”, explicou o chefe do Setor de Segurança e Saúde do Trabalhador da SRTE, Flávio Nunes. Segundo ele, falta de suporte para os cintos de segurança e o uso de apenas uma corda de sustentação foram algumas das irregularidades encontradas. Cerca de 2 mil operários trabalham no local.

maio
30
Posted on 30-05-2014
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Sinfrônio, hoje, no Diário do Nordeste (NE)

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Na Câmara de Vereadores de Salvador, Plenário Cosme de Farias, o jornalista e empresário Raimundo Lima, especializado em direito eleitoral, educação e música, recebe esta sexta-feira, 30 de maio, o título de Cidadão Soteropolitano.

O ato solene de entrega da honraria começa às 18h na Praça Municipal ( centro histórico) e será seguido de recepção festiva, no Clube Inglês, com apresentação de Armandinho e alguns do nomes mais expressivos da música da Bahia .

Raimundo Lima, atualmente um cidadão do mundo, recebe o título de Cidadão de Salvador, concedido por iniciativa da vereadora Aladilce Souza, com aprovação unânime dos parlamentares da capital da Bahia. Governistas e oposicionistas, pois a arte e a capacidade de compartilhar conhecimento, dialogar e promover a cordialidade e a conciliação, são marcas essenciais de RL: no jornalismo, na atividade empresarial, no pensamento e ação política e sindical, na cultura, na arte e, principalmente, na generosa e afetuosa vida pessoal e familiar.

Aí um título de Cidadão de Salvador mais que merecido.

Bahia em Pauta bate palmas a este querido e respeitado colega dos tempos memoráveis do Jornal do Brasil, de O Globo, da Tribuna da Bahia e do Sinjorba. Amigo e estimulador sempre deste site blog (mesmo à distância, nas batalhas profissionais e empresariais na africana Luanda).
Parabéns, Raimundo, por mais esta conquista.

(Vitor Hugo Soares, em nome da antiga e afetuosa amizade pessoal e do BP)

http://youtu.be/9HauGL31g48

Maravilhosa Karen, em solo, e insuperáveis Carpenters, em conjunto.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO PORTAL A TARDE

Nivaldo Souza | Agência Estado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que em seu discurso na tribuna do Supremo comunicou sua aposentadoria na tarde desta quinta-feira afirmando que o mensalão foi seu momento mais grandioso na Corte, na entrevista concedida em seguida disse que não quer mais falar do processo. “Esse assunto está completamente superado. Sai da minha vida a Ação Penal 470 (julgamento do mensalão) e espero que saia da de vocês (jornalistas). Chega deste assunto”, disse.

Com rara descontração, o ministro afirmou que a decisão teve como motivo “o livre arbítrio”. Barbosa também alegou que defende, desde sua sabatina no Senado, em 2003, quando foi aprovado como ministro do STF, o exercício de mandatos de 12 anos. “Durante a minha sabatina eu disse que não seria contrário a uma mudança nas regras de nomeação para o Supremo, com a introdução de mandatos, desde que não fosse um mandato muito curto, porque é desestabilizador, nem extraordinariamente longo. Falei em um mandato em torno de 12 anos. Pois bem, completei 11 anos. Está bom, não é?”, comentou.

Barbosa defendeu a rotatividade dos membros do STF para que novas ideias ocupem o plenário da Corte Suprema. “A minha concepção da vida pública é pautada pelo princípio republicano. Acho que os cargos têm de ser ocupados por um determinado prazo e depois deve-se dar oportunidade a outras pessoas.” Ele considerou ainda que a Corte viveu uma década intensa de atividades desde 2003, quando passou a julgar medidas que levaram a opinião pública a acompanhar o trabalho dos ministros. “Passei momentos muito importantes aqui no Supremo Tribunal Federal e acredito, com a máxima sinceridade, que ao longo desses anos, não em função da minha presença, houve uma grande sintonia entre o Supremo e o País”, avaliou.

A sintonia, segundo ele, se deveu à escolha de “causas” de impacto na sociedade. “O Supremo decidiu questões cruciais para a sociedade brasileira ao longo desse período, nem preciso citar quais foram essas causas. Causas que foram de um impacto inegável sobre a nossa sociedade, de maneira que me sinto muito honrado de ter participado desse momento tão rico, desses acontecimentos que tiveram lugar aqui no tribunal desde 2003 até hoje. Eu acredito e espero que eles continuem a ocorrer, porque o Brasil precisa disso.”

Apesar de considerar, para o futuro da Corte, uma perspectiva positiva, Barbosa disse que a partir de 2018 devem ocorrer mudanças de rumo no estilo de atuação do STF, quando parte do ministros deve completar 70 anos e, obrigatoriamente, deixar de compor o colegiado.

“O tribunal vem passando por mudanças e vai passar. Daqui até 2018, teremos inúmeras mudanças. Já começa a ser um tribunal diferente. Em 2018, sairá de cena o STF dos últimos oito, sete anos. Razão a mais para eu me antecipar e dar o lugar para outras pessoas, novas cabeças, novas visões do mundo, do Estado, da sociedade”, indicou.

Barbosa disse ter tomado a decisão de afastar-se em janeiro, durante férias de 22 dias em que esteve na Europa. “Eu amadureci essa decisão naqueles 22 dias que tirei em janeiro, em que estive na Grã-Bretanha e na França. Aquilo foi decisivo para a minha decisão”, contou. O ministro listou ainda suas prioridades imediatas: ver a Copa, em Brasília, e descansar. “Eu preciso de descanso, inicialmente”, disse, após ser questionado se pretende iniciar um ciclo de palestras pelo País.

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