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BOA TARDE!!!

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DEU NO UOL/FOLHA

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, confirmou sua saída do STF até o final de junho, durante a sessão desta quinta-feira (29). Disse se sentir “honrado” por ter estado na Corte.

Logo no início da sessão, ele informou aos demais colegas sobre a sua decisão. “Eu tenho uma informação de ordem pessoal: é que eu decidi me afastar do Supremo Tribunal Federal no final de junho. Afasto-me não apenas da presidência, mas do cargo de ministro, requererei, portanto, o meu afastamento do serviço público após quase 41 anos”, disse.

“Tive a felicidade, a satisfação, a alegria de compor essa Corte no que é talvez o seu momento mais fecundo, de maior criatividade e de importância no cenário politico institucional do nosso país”, continuou.

“Sinto-me deveras honrado de ter feito parte deste colegiado e de ter convivido com diversas composições e, evidentemente, com a atual composição do Supremo Tribunal Federal. Agradeço a todos. Meu muito obrigado.”

Na ausência do decano da Corte no plenário, ministro Celso de Mello, no momento do anúncio, o ministro Marco Aurélio pediu a palavra por ser na sequência o magistrado mais antigo e lamentou a saída de Barbosa, elogiando a sua atuação como ministro.

“Registro meu sentimento. […] A saída espontânea é direito de cada qual. Lamento a saída de vossa excelência, mas compreendo porque estou muito acostumado com a divergência, compreendo a decisão tomada. Decisão tomada pelo estado de saúde”, disse Marco Aurélio.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também pediu a palavra e relembrou quando Barbosa e ele ingressaram no Ministério Público Federal, na década de 80, e brincou que, na época, eram “todos cabeludos, sem cabelo branco e sem barriga”.

“Eu retrocedo a 1º de outubro de 1984, quando eu, vossa excelência, Gilmar Mendes e outros tantos valorosos companheiros assumimos o honrado cargo de procurador da República. (…) Todos cabeludos, sem cabelo branco e sem barriga, jovens, idealistas”, disse Janot.

O procurador-geral acrescentou ainda que Barbosa saiu com o dever “totalmente cumprido” e sob “aplauso” do Ministério Público.

Antes do início da sessão, o ministro Luís Roberto Barroso comentou a saída de Barbosa: “Mesmo não concordando com todas as posições dele, eu concordo com muitas. Tenho admiração por ele e o quero bem”.

Mais cedo, Barbosa havia se reunido com Renan Calheiros (PMDB-AL) e Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente, para fazer o comunicado e se despedir. Antes ainda, havia se encontrado com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, mas o teor da conversa não foi revelado.
Quem assume
Pela lei brasileira, Barbosa só precisaria deixar o STF aos 70 anos, idade em que a aposentadoria é compulsória para juízes. Ele estava na presidência desde novembro de 2012.

Depois que Barbosa se aposentar, quem assumirá a presidência do tribunal será o ministro Ricardo Lewandowski, atual vice-presidente do STF. A tradição da Corte estabelece uma rotatividade na presidência baseada no tempo que cada ministro está no tribunal. Com a ascensão de Lewandowski, a ministra Cármen Lúcia passa a ser a vice.

Mesmo com a aposentadoria, Barbosa não poderá concorrer a algum cargo nas próximas eleições, já que o prazo para que ele deixasse a Corte para se candidatar se encerrou em 5 de abril.

Em fevereiro deste ano, Barbosa divulgou uma nota para negar que se candidataria nas eleições. No texto, o ministro manifestou desejo de se aposentar antes de completar 70 anos.

À frente da presidência da Suprema Corte desde novembro de 2012, Barbosa, primeiro negro a ocupar o cargo de ministro do STF, chegou ao tribunal em 2003, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele defendeu, entre temas polêmicos, o aborto para fetos anencéfalos e remarcação de terras indígenas.

Ao longo de sua trajetória na Corte, Barbosa foi atormentado por um dor crônica nos quadris que o atrapalhava durante as sessões. O ministro com frequência participa de sessões em pé, apoiado em uma cadeira. Barbosa também costumava revezar o tipo de cadeira para tentar aliviar as dores.

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O SAPO E A COPA

Gilson Nogueira

Há dias, na minha rua, dentro de uma boca de lobo, um super sapo coaxa em ritmo de ponteiro de segundos de relógio de pulso a uma altura que me faz pensar tratar-se de um daqueles bem nutridos que habitam o imaginário infantil e o de desenhistas de histórias em quadrinhos e de filmes de monstros que falam inglês.

Ouço-o, agora, a mais de duzentos metros, já na hora da Voz do Brasil. O sapão coacha desde o nascer do sol e, por isso, fico a imaginar que o bicho tem muito fôlego e algo importante a dizer, como, por exemplo, fazer um pedido de socorro para que o libertem, por estar impedido de passar pelo tubo, o que o levaria a surfar nas águas pluviais desse outono com cara de verão na capital do berimbau. Será que ele está a clamar a volta da sua amada sapa, que prometeu-lhe dar um pulinho no shopping e abriu o gás? Tirou o time?

“Justo no momento em que a Prefeitura começa a dar uma melhorada na cidade, em função da Copa, minha fêmea fujona corta meu barato de dar uma chegadinha na Fonte Nova para ver França e Suíça, no dia 20 de junho. Mas, como sair daqui, já que não consigo passar pela boca de lobo e, ainda por cima, ter o lixo a impedir-me chegar à Avenida Centenário, onde poderei me safar, próximo a uma fonte de água limpa que vagabundos de plantão resolveram transformar em lavanderia e banheiro públicos?”

Vou à janela, procuro ouvir o sapo desesperado e, nada, silêncio total. O bicho deve ter cansado de tanto coaxar. Ah, tem um detalhe: “Será que ele não tem, lá dentro do seu esconderijo, uma TV de tela plana e deve estar ligado nas notícias da Seleção?”, pergunto-me, depois de ler, em O Globo, a declaração do competente Carlos Alberto Parreira. Segundo o ex-técnico do escrete amarelinho,“ estamos com uma mão na taça.”

Tomara que seu otimismo não venha a ter efeito desastroso. É melhor trabalhar a humildade, mestre, uma vez que o futebol, como alguém já disse, “ é uma caixinha de surpresas.” Até o sapo da minha rua sabe disso.

Gilson Nogueira, jornalista, é colaborador do Bahia em Pauta

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Posted on 29-05-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-05-2014


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Jarbas, hoje, no Diário de Pernambuco

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DEU NO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

A propaganda com Compadre Washington do site de classificados “Bom Negócio” será retirada do ar por conta de reclamações. O colunista Lauro Jardim, da Veja, divulgou que o comercial precisaria passar por modificações por orientação do Conselho de Autorregulamentação Publicitária (Conar).

O problema é que o Conar recebeu reclamações de cerca de 50 pessoas que se sentiram ofendidas com a expressão “ordinária”, muito usada pelo É o Tchan do cantor, e que começa a ser dita na propaganda. O órgão julgou que a expressão extrapolou o limite do bordão e considerou o anúncio “desrespeitoso” para as mulheres.

Na propaganda, um casal está na piscina de uma casa quando o Compadre Washington aparece em um aparelho de som. “Eta, mainha! Danada! Que abundância, mermão! Assim você vai matar papai, viu? Esse aí é seu marido? Sabe de nada, inocente! Vem, vem, ordiná…”. A palavra é cortada antes do fim, com o rosto do cantor desaparecendo.

A empresa tem dez dias para entrar com recurso contra a decisão – o Bom Negócio disse que aguarda a notificação do Conar para tomar providências. A propaganda pode continuar sendo exibida na internet.

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MaraviRosa!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 29-05-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-05-2014

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Ainda assim, eu me levanto

Maya Angelou

Você pode me riscar da História
Com mentiras lançadas ao ar.
Pode me jogar contra o chão de terra,
Mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar.
[…]

Pode me atirar palavras afiadas,
Dilacerar-me com seu olhar,
Você pode me matar em nome do ódio,
Mas, ainda assim, como o ar, eu vou me levantar.
[…]

Da favela, da humilhação imposta pela cor
Eu me levanto
De um passado enraizado na dor
Eu me levanto
Sou um oceano negro, profundo na fé,
Crescendo e expandindo-se como a maré.

Deixando para trás noites de terror e atrocidade
Eu me levanto
Em direção a um novo dia de intensa claridade
Eu me levanto
Trazendo comigo o dom de meus antepassados,
Eu carrego o sonho e a esperança do homem escravizado.
E assim, eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto.

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