Maravilha musical! Confira!i

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Posted on 02-05-2014
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-05-2014

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Samuca, hoje, no Diário de Pernambuco

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DEU NO PORTAL A TARDE
Da Redação

Morreu na madrugada desta sexta-feira, 2, em Recife (PE), o jornalista e crítico de cinema João Carlos Sampaio, de 44 anos, colaborador do Grupo A TARDE. A causa da morte ainda não foi confirmada, mas há suspeitas de que o jornalista tenha sofrido um infarto. O jornalista foi à capital Pernambucana para fazer cobertura do evento Cine PE 2014 – Festival do Audiovisual.

Segundo informações passadas pelo diretor do festival, Alfredo Bertini, João começou a passar mal por volta das 4h30. Ele chegou a pedir ajuda a um amigo que estava hospedado no mesmo hotel, mas não resistiu e morreu a caminho do hospital ao sofrer uma parada cardiorrespiratória.

Conhecido pelos amigos como uma pessoa querida e brincalhona, João Carlos se definia como fã de HQs e música, em seus perfis nas redes sociais

João Carlos Sampaio nasceu na cidade de Aratuípe, interior da Bahia, mas morava em Salvador há alguns anos. Ela era um dos críticos de cinema mais atuantes em Salvador e já escrevia para A TARDE desde 1995.

Ainda não há informações sobre o horário e local do sepultamento.

maio
02
Posted on 02-05-2014
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Argentinoa na Plaza de Mayo, em frente ao palácio presidencial da Casa Rosada, Buenos Aires.


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ARTIGO

“Alternativa”: Da UFRB para o mundo

Luiz Nova

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Se a grande mídia se apresenta com o discurso de pretensa imparcialidade, a revista afirmativa define bem o seu lugar de fala e, já no slogan, brada “Somos nós, falando de nós, para todo o mundo”. Mesmo com o fenômeno da convergência digital produzindo o fenômeno de crescimento das publicações eletrônicas, a equipe afirmativa aposta na versão impressa. Se de um lado coloca-se uma receita padrão de produção do texto jornalístico, nela se experimentam linguagens novas. Assim caminha esta produção editorial de estudantes de jornalismo da UFRB e seus parceiros.

Na revista não há pirâmides ou enquadramentos padrões. Se uma forma geométrica definisse o veículo, essa forma seria circular: estudantes cotistas do curso de jornalismo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) inovam no periódico que conta a história de luta das políticas afirmativas no Brasil. Esses jovens, em sua maioria, oriundos de escolas públicas, ao se reunirem para discutir a criação de um material jornalístico, perceberam que boa parte dos cotistas desconheciam a luta do processo de implantação das políticas afirmativas. Observou-se, então, a necessidade de criação de uma publicação que contasse a história e perspectivas das Políticas de Reparação no Brasil. Nasceu assim a primeira Edição da Revista afirmativa.

Em vinte páginas, o periódico, distribuído gratuitamente, abre espaço para aqueles que historicamente foram/são silenciados pela grande mídia. “É o jornalismo sem padrão, feito para a juventude que não cabe nos padrões”. Assim se define a proposta editorial, que parte das Políticas Afirmativas, mas não se restringe a elas. Temas relacionados à equidade sócio-racial, de gênero, sexualidade, cultura negra, periférica compõem a miscelânea editorial da revista.

A coluna de Sueli Carneiro, militante do movimento social negro, vandaliza ao falar nos jovens que não cabem nos programas de equidade social promovidos pelo governo nos últimos anos. A matéria de capa “Cotas na pós-graduação” traz a tona um debate, a luta não acabou. Também sobre as cotas, a matéria “Dia D para a reparação” disserta sobre o processo pioneiro de implantação das cotas na Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

A publicação destaca também a importância da participação dos núcleos negros estudantis na pauta do debate racial na academia. A nova demografia racial na Universidade não garante a quebra do eurocentrismo acadêmico. A matéria “Nome de Guerra” aborda a crueldade da homofobia no Brasil, país que ocupa o primeiro lugar no ranking de assassinatos homofóbicos, com 44% das execuções de todo o planeta, e questiona o papel que a universidade tem desempenhado para reversão deste cenário.
A reportagem final “Esperança não é a última nem a primeira a morrer” marca o flerte da editoria com o jornalismo literário, contando a história da escrava Esperança, uma criança negra brutalmente assassinada por sua “sinhá” em meados do século XIX.

O projeto gráfico, moderno e arrojado, proporciona uma experiência estética onde texto e ilustrações se harmonizam. A linguagem verbo-visual da capa se utiliza de um dos elementos da cultura hip hop, o grafite.

A revista conta com imagens exclusivas do Zumvi Arquivo Fotográfico, organização que registrou nos últimos 23 anos o cotidiano dos afrodescendentes em contextos políticos, artísticos e culturais. A primeira edição foi impressa com o apoio UFRB, onde editoras e repórteres cursam ou já concluíram o curso de comunicação social com habilitação em jornalismo.

Afirmativa, que se pretende trimestral, foi lançada oficialmente em 19 de março durante o I Encontro de Estudantes Negras, Negros, Indígenas, Cotistas e Quilombolas (Enicq) da UFRB, em Cruz das Almas. A equipe, que já trabalha na segunda edição prevista para ser publicada em junho, recebeu convites para lançar o material em outras cidades e se prepara, agora, para organizar os lançamentos nas cidades de Cachoeira (BA), Amargosa (Ba), Salvador, Aracaju (SE) e na Argentina.

A afirmativa se destaca de outras revistas voltadas para a mesma área. As outras, publicações mais críticas, têm uma produção voltada para ensaios e textos sociológicos. Estes textos, embora discorram sobre as questões das minorias sociais, não conseguem ter um numero expressivo do público desejado como leitor. A proposta da afirmativa parte disso e quer extravasar os muros da universidade, quer dar opinião e ser canal de opinião, dos silenciados pela grande mídia, a tradicional, a hegemônica. É, portanto, um horizonte afirmativo, para o jornalismo da diversidade e do direito a informação.

Luiz Nova , Professor de Comunicação/Jornalismo – CAHL
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

BOM DIA!!!

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