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DEU NO UOL/FOLHA

Após a grande repercussão do caso de racismo durante o jogo contra o Villarreal, Daniel Alves voltou a falar nesta segunda-feira, 28, sobre o fato de ter comido a banana atirada no gramado do El Madrigal. Ciente de que o torcedor que jogou o objeto no campo já foi identificado e banido do estádio da equipe amarela para sempre, o lateral do Barcelona e da seleção brasileira não se demonstrou satisfeito com a solução adotada.

Em entrevista para a Rádio Globo, o jogador afirmou que banir o torcedor do futebol não resolve a situação. O ideal seria educar as pessoas.

“O Puyol falou que tinha sido identificado, mas não falou sobre a punição e o que faria. Pudesse pegaria a foto e colocaria publica só para envergonhar, banir não é solução. Estaria pagando mal com mal, tem de educar as pessoas e não tentar banir ele do futebol”, afirmou.

Daniel Alves também se disse surpreso com o grande apoio demostrado por atletas e artistas nas redes sociais. No entanto, o lateral espera que todo esse “bafafá” na internet tenha algum resultado.

“Não pensava no positivo que podia ser, na luta contra o racismo. Tem de evoluir, o mundo evoluiu, a gente tem de evoluir com ele. Não pode ficar atrás não, senão fica com mentalidade que não soma. Contribuir sempre em prol de melhorar e não piorar. Várias postagens companheiros outros personagens públicos, e gerou todo bafafá, espero que todo esse bafafá sirva para alguma coisa”, disse.

O lateral lembrou que o racismo é algo recorrente na Espanha e que já sofreu preconceito diversas vezes nos 11 anos em que atua no país europeu. Além disso, Daniel afirmou que os espanhóis deveriam estar agradecidos pela presença de estrangeiros no futebol local.

“11 anos sofrendo a mesma coisa, primeira vez que jogaram a banana. Sem dúvida nenhuma, eles vendem (a Espanha) como país de primeiro mundo e bastante evoluído, mas evoluídos em um certo tipo de coisa, em outros estão atrasado. Preconceito ou é com estrangeiro ou com cor. Aconteceu com outros companheiros que pensaram em abandonar jogo. Preocupação deles é mais com quem vem de fora do que com uma cor. Acho que não deveria acontecer, até porque o brilho, algo que amam tanto, o futebol quem dá a maioria das vezes são estrangeiros. Deveriam estar agradecidos de nos ter aqui”, analisou.

Por último, o jogador do Barcelona e da seleção brasileira disse que em nenhum momento cogitou que a banana estivesse envenenada, temor demonstrado por seu pai após o ocorrido.

“Envenenar uma banana, levar banana envenenada, é demasiada malícia, demasiada maldade do ser humano, não vejo tanta maldade. Às vezes tenho reações errôneas, reações inadequadas, sempre acredito e devo acreditar que o ser humano é bom”, disse.

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